Cause I love you

13 I came back for you


Notas iniciais
Saudações deliciosos e deliciosas!! Antes de tudo quero agradecer à deliciosa da Júlia Bonasera Taylor por suas palavras. Fico honrada pela indicação, não sou digna de tanto *----*. Obrigada também a galera que sempre aguarda pacientemente pelo próximo capítulo e aos deliciosos que comentam. Desculpa se alguns choraram, não era minha intenção.

SB – Danny!

DM – Stella, tudo bem?

SB – Tudo. Alguma notícia do Mac?

DM – Na verdade não. Liguei mesmo pra te avisar que tem muita coisa no laboratório que você precisa assinar.

SB – Ai, nem me fale... Sei que estou adiando isso há um tempo.

DM – Olha Stell, se eu pudesse, eu mesmo revisava e assinava isso tudo, mas você sabe como são as coisas.

SB – Tudo bem Danny, não é culpa sua. Passo lá amanhã depois do almoço, pode ser?

DM – Ai Stell...desculpa mas não vai dar não. Sinclair quer isso até o meio dia. Disse que precisava despachar toda a documentação da semana até o fim do dia e tudo está dependendo de você. Desculpa, mas terá que ir pela manhã, e quanto mais cedo melhor.

SB – Droga! – Disse com pesar. – Tudo bem, estarei amanhã bem cedo, não se preocupe.

DM – Stell, eu juro que se eu pudesse ajudar eu faria o possível, mas isso está fora do que me compete.

SB – Tudo bem Danny, já está fazendo muito assumindo minhas responsabilidades quando não estou. Obrigada. Agora é comigo.

DM – Então... até amanhã?

SB – Até amanhã. Obrigada por tudo.

DM – É o mínimo que eu poderia fazer. Boa noite.

SB — Boa noite. – Disse desligando o celular.

LM – E ai, o que ela disse? – Lindsay perguntava deitada na cama de Danny.

DM – Estará lá bem cedo. Stella sabe de suas responsabilidades. Mas não vamos falar disso agora não. – Ele se juntou a ela retirando sua camisa. – Quero saber de você, quando é que vai tirar essa roupa?

LM – Estava esperando que você fizesse isso – ela se afastava dele indo em direção à cabeceira da cama.

DM – Já que é assim, eu resolvo isso agora mesmo, Montana. – Ele a puxou pelas pernas ficando por cima dela e beijando seu pescoço enquanto desabotoava sua blusa. – Admita que de onde você veio não tem homens como eu.

LM – Quero ver você fazer como os homens de lá Messer. – Ela o provocou.

DM – Faço melhor!

Danny não demorou a retirar toda a sua roupa deixando Lindsay completamente surpresa com o seu físico; aos poucos ela foi tirando a sua, procurando fazer o máximo de suspense provocando Danny a todo momento, no entanto, quando menos esperava já estava totalmente inerte sob o domínio de Danny que beijava insanamente seu pescoço enquanto penetrava seu membro proporcionando-lhe momentos intensos de prazer. Ela gemia sem parar e as vezes sussurrava o nome dele deixando-o ainda mais excitado. A noite para os dois se estendeu em puro êxtase e delírio enquanto que do outro lado Stella não conseguia dormir tomada pela preocupação por não saber nada sobre Mac. Enquanto que para Danny e Lindsay a noite passou rápido, para Stella parecia mais ter se arrastado por horas intermináveis quando por fim ela caiu no sono e antes mesmo que pudesse desfrutar de um bom descanso o despertador a tira da cama empurrando-a para um banho demorado. Antes de sair para o laboratório ela fez uma última ligação para o hospital para saber se tinha alguma informação dobre Mac, mas disseram-lhe que estava dormindo e que acordou algumas vezes durante a noite. Um pouco mais despreocupada ela seguiu para o laboratório para cumprir com suas obrigações. Durante toda a manhã ela se manteve ocupada em revisar e assinar documentos, pretendia terminar o quanto antes para voltar para o hospital mas a sensação que tinha era de quanto mais assinava, mais a pilha de documentos crescia. As horas se passaram de modo que ela nem percebeu e quando deu por si já passavam das 17:00hs quando Flack apareceu em sua sala.

SB – Dom! Entra. – Disse ao vê-lo na porta.

DF – Hà quanto tempo está aqui? – Perguntou sentando-se na cadeira à frente dela.

SB – Acho que desde as sete da manhã, por quê?

DF – Nada... só que eu passei aqui na frente pelo menos umas quinze vezes e a vi exatamente do mesmo jeito: curvada sobre um monte de papel.

SB – Ah! Nem me fala... Isso parece não acabar. Quando eu penso estar terminando o Danny me aparece com mais um monte de documentos. Mas o que me assusta mesmo é Sinclair não ter aparecido tão pouco ter me ligado até agora.

DF – Isso porque ele não está por aqui. Viajou ontem à noite para Washington para uma reunião sobre segurança nacional. Deve estar por aqui mais tarde ou amanhã bem cedo.

SB – Está explicado então.

DF – Stella, você comeu alguma coisa hoje?

SB – Fiz um lanche mais cedo, mas agora que falou, estou morrendo de fome e não estou nenhum um pouco afim de comer essas comidas ensacadas dessas máquinas.

DF – Que tal dar uma pausa ai e descer comigo para fazer um lanche?

SB – Adoraria mas não vai dar. Quero otimizar meu tempo e terminar isso logo.

DF – Posso trazer algo pra você comer então?

SB – Faria isso por mim?

DF – Claro que não. Faço por mim. Não quero ter que te levar para um hospital. – Disse sorrindo fazendo-a sorrir também.

SB – Toma – disse pegando sua carteira e entregando-lhe $20,00 – traz um daqueles pastrami de peito de peru, pode ser?

DF – Claro! – respondeu já se levantando.

SB – Ah, Dom! – Ela o chamou antes que ele saísse. – Tem alguma notícia do Mac?

DF – Passei lá hoje cedo. Ele perguntou por você. – O rosto dela se iluminou com um sorriso. – Queria saber como você estava e se você não iria vê-lo.

SB – Sério? E o que você disse?

DF – Disse que estava bem e que passaria lá mais tarde. Ele disse que tinha algo pra falar com você e me pediu pra pegar as coisas dele que estavam com ele no dia do jogo, vocês têm algum assunto inacabado?

SB – Não. – Ela respondeu sem passar muita credibilidade.

DF – Tem certeza?

SB – Dom, a única coisa que eu tenho agora é fome.

DF – Ainda vou ver vocês dois juntos. – falou fazendo com que Stella jogasse um clipes em sua direção fazendo-o rir e logo ele saiu em direção ao elevador.

Cerca de uma hora depois Flack retorna com o pedido de Stella e se justifica por ter demorado devido a uma ocorrência. Afirmando não ter problema Stella se delicia no tão desejado sanduíche e retorna ao seu trabalho e ali permanece até por volta das 20:00hs quando Sinclair aparece.

CS – Bonasera. – Disse entrando na sala.

SB – Chefe! Achei que passaria aqui mais cedo. Eu ainda não terminei de revisar todos os relatórios, mas faltam apenas...

CS – Sim eu sei... – ele a interrompeu – Tenho certeza que você se esforçou mas que era muitos documentos para revisar e que você fez o que pode. Já sei disso, é sempre assim. Mas o que você tem ai pra mim?

SB – Bem... – ela recolhia uma pilha de documentos em sua mesa – Estes já estão prontos, são os da semana passada.

CS – Certo, coloque-os na minha mesa. – Ele já estava saindo da sala.

SB – Ok.

CS – Mais uma coisa – ele parou – Há quanto tempo está aqui?

SB – Hum... desde as sete, sete meia eu acho.

CS – E o Mac, como está?

SB – Se recuperando. Espero que de tempo de passar lá ainda hoje.

CS – São só esses documentos que estão faltando?

SB – Sim.

CS – Deixe-os ai, termina amanhã, mas os quero na minha mesa antes das dez, ok? Pode ir.

SB – Claro, estarão lá. – Respondeu com um enorme sorriso.

CS – Todos eles, ok? – Reforçou o aviso.

Stella apenas acenou com a cabeça em concordância. Rapidamente organizou sua mesa, pegou suas coisas e partiu para hospital. Seu coração batia cada vez mais rápido à medida que o elevador subia em direção ao andar em que ficava o quarto de Mac. O quarto estava a apenas alguns passos de distância quando ela parou e respirou fundo antes de prosseguir. Da janela pôde ver que ele estava sendo atendido por uma enfermeira. Ela ficou parada observando-o dali até que a enfermeira terminasse.

MT – Stella! – disse quando ela entrou fechando a porta atrás dela. – Achei que não viria. – Ele tinha um enorme sorriso no rosto.

SB – Hey... – ela estava meio sem jeito e aproximou vagarosamente da cama – Sabe como são as coisas naquele laboratório, não deu pra vir mais cedo. Como você está?

MT – Enjoado de tantos analgésicos, quero comer comida de verdade e voltar para o meu laboratório. – Respondeu entre sorrisos.

SB – Queria poder ajudar, mas não há nada que eu possa fazer. – Ela também sorria.

MT – Pode me fazer um favor?

SB – Claro! O que quer?

MT – Dentro da gaveta do armário tem uma caixinha preta. Pode pegar pra mim?

SB – Essa? – Perguntou mostrando a caixinha citada.

MT – Essa mesma. Eu queria te entregar antes do jogo, mas não tive a oportunidade. – Ele abriu a caixa que continha uma pulseira de ouro com uma medalha onde de um lado tinha um trevo e do outro o nome de Stella gravado. – Era pra dar sorte.

SB – É, talvez tivesse funcionado. Ela sorriu docemente.

MT – Posso colocar?

SB – Claro! – Disse já estendendo o braço.

MT — Não sou muito supersticioso – ele falava enquanto colocava a pulseira nela – mas realmente achei que pudesse funcionar. Pra ser sincero, acho que queria mesmo era te dar algo então passei na joalheria antes de ir para laboratório e vi essa...

SB – Eu amei. É linda Mac, obrigada. Só acho que realmente deveria ter me dado antes do jogo. – Ela sorria mas logo ficou séria. – Me desculpa.

MT – Pelo o quê?

SB – Por tudo isso. Foi tudo culpa minha. Você estava naquele jogo por minha causa e...

MT – Claro que não Stella! – Ele a interrompeu. – Não foi culpa sua, apenas aconteceu. Você não poderia ter evitado.

SB – Só acho que talvez se eu tivesse...

MT – Não importa o que fizesse você não poderia evitar, afinal de contas fui eu que desafiei aquele imbecil. Se existe um culpado nisso tudo esse alguém sou eu e não você, ok? – Stella apenas acenou com a cabeça confirmando mas desviando o olhar na tentativa de não deixá-lo perceber a lágrima que escorria. – Está tudo bem?

SB – É que... – Stella segurava as lágrimas. – Quando eu te vi naquela cama, sem vida – suas palavras eras cortadas pelo choro – o Sheldon lutando pra te trazer de volta... Eu pensei que você tivesse morrido. – Suas mãos movimentavam-se desordenadamente — Eu tive medo Mac. Medo de te perder. De nunca mais ouvir sua voz, tive medo da vida sem você...

MT – Stella – ele a puxou para perto dele para aconchegá-la em seus braços – eu estou aqui não estou? – ela confirmou com a cabeça ainda recostada em seu peito – Eu voltei por você e não vou sair do seu lado. Vai ficar tudo bem. Logo tudo cai voltar ao normal. Agora me conta como estão as coisas no laboratório. – Perguntou depois de um tempo em silêncio fazendo com que ela se afastasse um pouco.

SB – Um caso atrás do outro como sempre – respondeu limpando as lágrimas – a cidade não para e nós também não.

MT – E você?

SB – O que tem eu?

MT – Como está lidando com tudo isso?

SB – Estou torcendo para que volte logo e tome o seu lugar – ela forçou um sorriso.

MT – Stella, você foi ao médico como eu te pedi?

SB – Humm... Não, eu... eu não tive tempo. – respondeu meio sem graça.

MT – Deveria ter ido Stella. A pancada que levou na cabeça foi forte, você sabe muito bem que pode ter causado algum dano.

SB – Pancada? Que pancada?

MT – Você não se lembra? Naquela noite você caiu e bateu com a cabeça.

SB – Tá, espera um pouco. Não estou entendendo nada. Quando foi isso?

MT – Naquela noite que dormi no seu apartamento, você foi dormir, caiu, bateu com a cabeça e desmaiou. Eu te socorri, queria te levar ao hospital mas você não quis. Apenas tomou seu remédio e dormiu.

SB – Foi só isso? – Perguntou confusa.

MT – Sim, por quê?

SB – Eu achei que a gente tivesse... – ela não terminou a frase.

MT – Tivesse...?

SB – Ah Mac, você Sabe! Quando eu acordei estava envolvida em seus braços e estávamos sem roupa. Meu quarto estava uma bagunça. Não me lembrava do que tinha acontecido naquela noite mas tudo parecia muito obvil!

MT – Você pensou que nós transamos?! Claro que não! Eu jamais tocaria em você sem o seu consentimento, apenas dormimos na mesma cama.

SB – Por que você estava sem roupa?

MT – Já tentou dormir com um roupão? E por que VOCÊ estava sem roupa?

SB – Ora por que... porque sim. Não consigo dormir com roupa. – ela corou o rosto fazendo-o rir.

MT – Você tem umas ideias... – ele sorria dela.

SB – Ah Mac, para! Eu vou embora! – Disse fingindo estar chateada.

MT – Não, fica. Eu gosto da sua presença, me faz bem. Vem, senta aqui – disse dando espaço para que ela se sentasse ao seu lado na cama. — Me fala mais o que aconteceu durante esses dias em que estive longe de tudo...

Os dois ficaram conversando por um bom tempo até que um enfermeiro pediu que Stella se retirasse porque Mac precisava descansar. Ela compreendeu, se despediu e foi pra casa certa de que as coisas em breve voltariam ao seu ciclo normal quando subitamente ela se lembrou das fotos e da carta que Dinna lhe enviara. Um calafrio percorreu seu corpo e já em casa, deitada em sua cama após um banho, ela resolveu ligar mais uma vez para Dinna afim de obter respostas. A chamada caiu na caixa de mensagens mas diferente das outras vezes, Stella deixou um recado; pediu que Dinna retornasse a ligação ou que a procurasse pessoalmente pois precisavam conversar com urgência. Feito isto, foi dormir.

Cinco semanas se passaram desde que Mac foi operado e há duas ele estava em casa. Stella ia todos os dias lá para vê-lo, fazer companhia, levar comida, trocar curativos, sorrir... Sua rotina se resumia em laboratório e apartamento de Mac, sempre procurando sincronizar tudo. Algumas vezes Mac se sentia constrangido por estar incomodando-a mas ela lhe garantia que fazia tudo isso com carinho, que estava feliz em poder ajudá-lo. A recuperação progredia bem, algumas seções de fisioterapia o ajudaram a se livrar da cadeira de rodas e apenas seu braço direito continuava imobilizado; as fraturas nas costelas já estavam saradas quase que por completo mas ele ainda sentia algumas dores e apesar de seu avançado estado de recuperação a previsão de que voltasse ao trabalho era apenas para a semana seguinte. Aubrey sempre procurava uma desculpa para ir vê-lo e em uma de suas visitas encontrou com Stella, Mac percebeu o clima tendo entre as duas e desde então vinha procurando fazer o possível para que as duas não se encontrem mas nem sempre obtinha sucesso. Não podia evitar que Aubrey o visitasse mas, sempre que possível, inventava uma desculpa para que ela não fosse até seu apartamento principalmente quando sabia que Stella estava para chegar já que seus horários eram praticamente os mesmos: no começo do dia, no horário de almoço e no começo da noite e quando não podia ir em algum desses horários ela o avisava. Algumas vezes Mac arriscava um passeio pelo parque que ficava próximo mas não passava mais que meia hora fora de casa, como não estava totalmente recuperado a fadiga tomava conta de seu corpo e logo ele voltava. Stella sempre o alertava sobre seus passeios, dizia que era perigoso, que ele ainda estava muito frágil e que poderia ser um alvo fácil para qualquer um que quisesse vê-lo morto mas tudo era em vão já que Mac não suportava a ideia de ficar trancado o tempo todo sem poder fazer nada.

Stella chegava ao apartamento de Mac depois de um dia exaustivo no laboratório quando viu que a porta estava apenas encostada. Sua mente logo lhe enviou um sinal de alerta e ela logo retirou sua arma do coldre entrando vagarosamente no apartamento.

SB – Mac! – Ela o chamou não muito alto colocando as sacolas que trazia consigo no aparador. – Mac, você está ai? – Ela seguia para a cozinha quando viu no chão o que parecia ser um vidro de biscoitos quebrado com sangue espalhado e gotas gravitacionais direcionadas para o quarto. Seu coração já estava acelerado com medo do que isso poderia significar e seguindo o rastro de sangue ela chegou até o quarto de Mac sempre com a arma em punho pronta para atirar em qualquer possível alvo.

SB – Mac! – Chamou mais uma vez.

MT – No banheiro! – Ele gritou fazendo com que Stella corresse pra lá.

SB – Mac, que droga! O que você está fazendo? – Ela o abraçou e em seguida conferiu seu corpo verificando seu ferimento. – Você está bem? – Ela parecia furiosa.

MT – Sim, estou. Só me machuquei um pouco, não precisa ficar brava.

SB – Como não ficar brava Mac?! – Ela estava bastante alterada. – A porta estava aberta e tinha sangue pelo apartamento!

MT – Desculpa, não quis te assustar. Deixei a porta aberta porque sabia que você estava subindo e o sangue... bem, você já sabe, me cortei com o pote de biscoitos.

SB – Hum... Deixa eu ver isso. – Disse baixando a guarda e já fazendo um curativo na mão de Mac. – Porque você não me esperou? Sabia que eu estava vindo. – Ela já estava mais calma.

MT – Estava com fome e comi alguns biscoitos mais cedo, fui guardar o pode no armário mas... – ele não completou a sentença.

SB – Mas...?

MT – Não tenho tido muito controle da minha mão esquerda e acabei deixando o vidro cair, foi isso.

SB – E o que a fisioterapeuta disse sobre isso?

MT – Que tudo é questão de tempo. Francamente não tenho paciências para essas coisas...

SB – Calma, tudo vai se acertar. – Ela finalizava o curativo em sua mão. – Por que não respondeu quando te chamei? Fiquei assustada, achei que tinham te machucado ou coisa pior...

MT – Desculpa, eu não ouvi. Não queria te assustar.

SB – Tudo bem, só não faz mais isso, ok? – Ela disse arrancando-lhe um sorriso. – Vamos trocar esses curativos antes de jantar? – perguntou se referindo à gaze que envolvia seu braço direito e seu ombro. Mac sabia que para isso teria que tirar a camiseta e com ajuda de Stella logo o fez. Percebendo sua fadiga, Stella abaixou a tampa da privada e pediu que Mac se sentasse para que ela pudesse trabalhar em seu ferimento com mais destreza.

SB – Vou precisar sentar no seu colo pra terminar, ok?

MT – Tudo bem, mas qualquer coisa a culpa é do seu decote. – Ele a fez corar.

SB – É só não olhar! – Ela apertou a faixa com força propositalmente arrancando-lhe um gemido de dor. – Mac me desculpa por aquele dia no vestiário. Eu realmente não sabia o que fazer, estava tudo muito confuso na minha cabeça...

MT – Eu gostei.

SB – E... – ela parou meio confusa. – O que você disse?

MT – Eu disse que eu gostei. Stella eu sei que não deveríamos nos envolver e que o nosso relacionamento deve ser totalmente profissional mas é inevitável.

SB – Mac, para – Ela o cortou – Nós não podemos... Agora foi a vez dele interromper a conversa colando sua boca na dela.

Stella não conseguiu dominar seus desejos e se entregou ao beijo. Aos poucos os dois foram se deixando levar pelo momento e Stella já acariciava os cabelos de Mac enquanto ele percorria o corpo dela com sua mão apertando com voracidade sua bunda. À medida que o beijo se intensificava Stella colava mais corpo ao de Mac, encaixando com perfeição seu quadril ao dele podendo até mesmo sentir a ereção de seu membro. Não satisfeito em ter total domínio sobre a boca da grega, Mac passou a percorrer o pescoço dela até chegar aos seios desabotoando os primeiros botões da blusa dela deixando à amostra seu sutiã de renda preta. Em total delírio Stella cravou suas unhas na nuca de Mac jogando a cabeça para trás quando ele mergulhou em seus seios e sua mão subia por suas costas até a altura do feixe de seu sutiã que em instantes já estava aberto. Isso para Stella foi como uma fagulha que caiu em um amontoado de palha seca que se consumiu em labaredas. Assim era seu corpo, ardendo em desejo movimentando-se de forma erótica deixando Mac ainda mais enfurecido de desejo.

MT – Ah! Stella...Para. – Disse ele ofegante após um gemido de dor afastando seu corpo do dela.

SB – Ai meu Deus! Eu te machuquei! – Ela se levantou rapidamente. – Desculpa Mac, eu não devia ter ....

MT – Não. Não é isso. É que... – ele parecia constrangido. – Hum...como eu posso dizer isso...

SB – Fala Mac! Algum problema? Onde está doendo?

MT – É que... – Ele se levantou e começou a andar pelo banheiro coçando a cabeça procurando as palavras certas. – Sabe como são essas coisas, né...? Desculpa Stella, mas é que você me deixou excitado e lá em baixo é um pouco maior que o padrão e... ficou um pouco apertado e estava doendo na posição em que estávamos. – Ele finalizou seu discurso com tamanho constrangimento que não conseguia encarar Stella.

SB – Você está falando sério? – Perguntou incrédula recedendo a confirmação de Mac que apenas acenou com a cabeça. – Seu tarado! – ela depositou um beijo na bochecha dele com um sorriso no rosto. — Vem, vamos comer.

Antes que chegassem à cozinha a campainha soou e Stella rapidamente arrumou sua roupa procurando voltar ao seu estado de espírito normal de modo que não levantasse suspeita do que acabara de acontecer. Respirou fundo antes de abrir a porta, ajeitou o cabelo e fez um último ajuste em sua roupa.

SB – Aubrey?! – Disse surpresa e para total espanto de Mac.

AH – Stella... você por aqui... Por que não estou surpresa? – Ela nem esperou que fosse convidada a entrar.

SB – Achei que não viesse mais por aqui.

AH – Que nada querida... Oi Mac, tudo bem? – ela se direcionou até ele que estava no sofá. – Ontem mesmo estive aqui. – Ela se voltou para Stella novamente. – E você o que faz por aqui?

SB – Assuntos burocráticos. – Sua feição era de total desapontamento com Mac. Rapidamente ela pegou suas coias e ia saindo quando Mac a puxou pelo braço já do lado de fora do apartamento.

MT – Stella, eu posso explicar.

SB – Sério? Porque não consigo imaginar algo plausível. Por que simplesmente não me disse que ela tinha vindo aqui?

MT – Teria te falado se vocês não ficassem soltando faíscas toda vez que se encontram.

SB – Quer saber, esquece. É idiotice minha querer uma explicação, é melhor eu ir embora.

MT – Stell, por favor. Me desculpa, não queria que ficasse com raiva de mim.

SB – Não estou com raiva Mac, estou triste... chateada talvez, não sei. Você disse que ela não vinha mais aqui depois daquele dia, mentiu pra mim. Eu já vou, está tarde. Boa noite.

MT – Stella...

AH – Deixa ela Mac. Vai por mim, se for atrás dela só vai piorar as coisas. – Disse parada à porta – A melhor coisa que você pode fazer é dar um tempo às coisas.

MT – O que você está fazendo aqui Aubrey? Te pedi que ligasse sempre antes de vir. – Ele estava nervoso.

AH – Queria te fazer uma surpresa, só isso. Vem, entra, vamos comer vi que tem uma sacola daquele restaurante que você ama. Deve estar esfriando. – Ela o puxava para dentro do apartamento.

MT – Desculpa Aubrey, mas não dá. É melhor você ir embora, minha cabeça está doendo, não estou me sentindo muito bem.

AH – Então eu fico, afinal sou médica!

MT – Não, eu preciso descansar.

AH – Tá, entendi. A gente se ver então.

Mac fechou a porta atrás de si quando Aubrey saiu, ciente da besteira que tinha feito. As coisas estavam indo bem com Stella, ele estava se recuperando rápido tudo parecia fluir bem e agora isso. Aubrey tinha razão, o melhor que ele tinha a fazer era dar um tempo à Stella, esperar que as coisas se acalmassem para então conversar melhor com ela. Nos dias que se seguiram Stella foi ao apartamento de Mac apenas duas vezes e ainda assim foi acompanhada de Flack para tratar de assuntos do trabalho. Ele tentou ligar pra ela, pedir para conversarem mas ela nunca o respondia procurando evitá-lo sempre até que não pôde mais quando ele finalmente voltou ao trabalho.

Notas finais
Então...eu não sei o que dizer :)) - rsrs Espero que tenha gostado. Qualquer coisa, deixa lá o teu recado. Bj grande _Eleni.