Cats e neve

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Inspirada depois de assistir o filme de Cats e como presente a uma amiga querida.
Espero que gostem, boa leitura!

— Não consigo acreditar! – a moça de cabelo curto e cacheado dava saltinhos ao lado das amigas.

— Hahaha! Pode acreditar Chrissie, estamos mesmo aqui. – outra moça, de incríveis olhos azuis, respondeu divertida, à animação incontida da amiga.

— É tão difícil te ver desse jeito Chrissie. Nem parece a advogada superpoderosa de sempre. – a terceira, com um doce sorriso, também se divertia com as atitudes da cacheada, sempre tão séria e agora parecia uma criança.

— Ai, meninas... Desculpa se eu tô fazendo vocês sentirem vergonha alheia, mas é que eu estou muito feliz, empolgada, ansiosa... É tanta coisa que eu estou sentindo... Eu nem sei explicar bem... – Chrissie tentou se explicar, mas tudo o que ganhou foram sorrisos e um abraço das amigas.

— Tudo bem. A gente entende. – Luísa disse com um enorme sorriso.

— Isso mesmo! E não foi pra você sentir tudo isso que fizemos essa viagem?! – Alicia falou, segurando o rosto da amiga querida, num leve carinho.

— Obrigada. – Chrissie sussurrou emocionada com tudo o que as amigas fizeram para que tivesse uma excelente experiência nessa viagem.

Era aniversário da advogada e as amigas resolveram presenteá-la com uma viagem a Nova York, onde as três passeariam até dizer “chega”, mas, nesse momento, estavam na fila para assistir o musical “Cats”, que Chrissie era fã de carteirinha.

Continuaram conversando amenidades e nem repararam nos três homens belíssimos a poucos passos delas. Dois azulados e um ruivo, que discutia com o azulado de pele bronzeada.

— Francamente, Milo, não sei o que estou fazendo aqui! – Camus reclamava com o amigo de longa data.

— Corta esse papo, picolé! Eu e Afrodite queremos ver o musical, depois visitamos os museus que você quiser! – Milo respondeu já um pouco irritado com o amigo, afinal, eles combinaram de ver um musical, mas Camus não se conformava que fosse Cats, pois achava muito pop e clichê, o francês preferia ter ido assistir o Fantasma da Ópera, porém havia perdido na votação.

Agora estava ali e não podia recuar, pois Milo já tinha os ingressos nas mãos, só lhe restava acompanhar os outros dois.

Afrodite ignorava o chilique de Camus por estar muito interessado na pequena cacheada, extremamente empolgada, que estava com amigas um pouco mais a frente. Torcia pra ficar perto dela, mas também não a perdia de vista, pois queria aborda-la e pedir seu número de celular.

Assim, a fila andou e todos se dirigiram aos seus lugares... Mas qual não foi a surpresa de Camus ao ver que estava separado dos amigos por duas poltronas?!

Milo estranhou e conferiu novamente, mas não havia erro, Camus teria que sentar um pouquinho distante deles, a menos que trocasse com alguém.

— Não sei o que aconteceu Camus, mas é isso mesmo. Seu lugar é esse. – Milo coçava a nuca, mostrando desconforto.

Camus suspirou, mas nada disse apenas se acomodou enquanto Milo e Afrodite sentavam em seus lugares. Havia duas cadeiras entre eles e uma a sua esquerda e as ocupantes logo chegaram, também estranhando a situação.

— Mas eu tinha comprado direitinho, a gente ia ficar juntas, com a Chrissie no meio! – Luísa olhava os ingressos com incredulidade.

Afrodite percebendo a situação e vendo uma oportunidade resolveu agir rapidamente.

— Senhorita, aconteceu o mesmo conosco... Mas o que acha de sentarmos em par? Assim nenhum de nós ficaria longe de seus amigos. – sugeriu o sueco, olhando diretamente para Chrissie, que estava desligada admirando o teatro e sem perceber que era mirada com intensidade.

Suas amigas, porém, percebendo o óbvio interesse do belíssimo homem por sua amiga toparam no ato e assim, deixaram Afrodite se sentar com Chrissie, Luísa sentou perto de Milo e Alicia ao lado de Camus.

O ruivo permanecia estóico e aguardava o início do musical, enquanto uma animada Chrissie se mexia muito ao lado dele, conversando hora com Afrodite, hora com Milo e Luísa, fazendo o ruivo arquear a sobrancelha diante de tal comportamento.

— Releve. – Alicia disse suavemente. – Ela é muito séria no cotidiano, chega a assustar quem não está acostumado com o jeito sisudo, esta viagem serve pra ela descontrair e também para comemorar o aniversário dela. Ela ama este musical em especial. – explicou com um doce sorriso.

Camus acenou em entendimento, pensou como a moça ao seu lado esquerdo era doce e que tinha um belo sorriso. Sentia uma enorme vontade de receber mais sorrisos dela...

— Meu nome é Camus. – se apresentou com um aceno.

— Alicia. – a moça estendeu a mão para cumprimentar o belo homem ao seu lado, mas foi surpreendida com o suave beijo no dorso da mão, junto com um olhar penetrante do ruivo.

Alicia corou forte, mas conseguiu sorrir para seu “acompanhante”. Logo o pequeno flerte foi interrompido por Chrissie, falando algo com Alicia e acabou incluindo Camus, que fez algumas observações e quase entrava numa discussão com Chrissie, a respeito do enredo, porém foram interrompidos por Afrodite, que chamou a atenção da cacheada para si.

Com o início do espetáculo a atenção de todos foi puxada para o palco, e, quando a música icônica de Cats – Memories – começou, Camus viu Chrissie segurar a mão de Afrodite, num gesto espontâneo, além das lágrimas que rolavam pelo rosto feminino, o que o fez se voltar para Alicia, que tinha as mãos cruzadas no peito, ela estava sorridente e com os olhos marejados.

Tomado por um arroubo, o ruivo puxou delicadamente a mão de Alicia, depositando um beijinho na mesma, o que chamou atenção da moça, adoravelmente corada e com um sorriso doce e encabulado para o francês, este que, com todo o cuidado, pegou o lenço no bolso do blazer e enxugou as discretas lágrimas que desciam pelo rosto de Alicia.

— Obrigada. – a moça sussurrou e também beijou a mão do homem ao seu lado, o que causou um rubor em seu rosto e no de Camus.

Seguiram de mãos dadas até o fim do espetáculo e quando o musical acabou se olharam carinhosamente.

— Vamos comer alguma coisa? Todos juntos? – Milo disse, de olho na mão do amigo francês, que permanecia segurando a de Alicia. Camus lhe mandou um olhar gelado, o qual foi rebatido com um sorriso travesso do escorpiano... Milo não tinha jeito mesmo!

Contudo, não era somente Camus e Alicia que pareciam próximos, Alicia e Luísa repararam bem que o belo Afrodite mantinha o braço nos ombros de Chrissie e que cochichava algo para ela... Algo que a fez corar como as amigas nunca viram, mas que também a fez sorrir e acenar.

Assim que saíram do teatro começou a nevar, o que encantou as moças e fez os rapazes olharem maliciosamente para Camus, que agora abraçava Alicia para abrigá-la do frio para o qual não estava preparada, muito embora logo os outros dois tomassem a mesma atitude e se afastassem alguns passos com suas companheiras.

— Essa neve fora de hora é linda. – Alicia comentou com Camus.

— Não mais que você, ma belle. – Camus flertou e ganhou um doce sorriso.

— Obrigada, ma chėr. – dois podiam jogar esse jogo, pensou Alicia enquanto recebia um discreto, mas sincero sorriso do francês.

Assim, os três casais foram jantar e se conhecer melhor...

Enquanto isso, observando os casais um pouco distante...

— Nada como um serviço bem feito! Três com uma tacada! – Eros sorria satisfeito ao lado de sua amada.

— Eu disse, meu amor, que era uma boa ideia seguir aqueles três cavaleiros e passar uns dias em Nova York. Além de mexer alguns pauzinhos sobre a posição das poltronas! – Psiquê comentou contente com o resultado da pequena interferência.

— Verdade absoluta. Vamos ao Rockefeller Center agora? – Eros sorria ao indagar.

— Oh, sim! Faz tempo que não patinamos. – o casal divino caminhou sereno sob a leve nevasca que caía.

Notas finais
Foi divertido fazer uma one tão fofinha!
Como eu disse antes: ela nasceu decidida a ser fofa e não saiu desse rumo! Hahaha.
Espero que tenham gostado.
Beijos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.