Notas iniciais
UAAAAAAAAAAAAA! Olha quem apareceu de novo?? Hoje vim entregar o combo natalino e amanhã tem mais, hoje é Catch fire + Doce lorde e amanhã Noiva por engano + Zombie, isso é bom demais! hahaha Feliz natal, meus leitores lindos, eu amei escrever esse capítulo, achei bastante produtivo aliás. E o bom é que consegui escrever mais capítulos dessa fanfic o/ E a outra coisa boa é que passei de ano direto, ou seja, férias, obrigada senhor, não aguentava mais o terceiro ano, mas confesso que já estou sentindo saudades de tudo... mas a vida que segue, né? Espero que comam muito peru e arroz sem uva passa, amém! o/ Comam bastanteee, porque comer é sempre bom, eu mesma, agora, estou indo preparar meu pratinho! muahaha ou pratão Espero que gostem desse capítulo que escrevi com muito amor e dedicação! haha principalmente a trilha sonora que foi beeem escolhida Obs: quando verem o "♪" é a música, cliquem no link e leiam escutando, obrigada de nada, amo vcs s2 Feliz natalll xoxo ~~ E entrem no grupooo https://www.facebook.com/groups/178366319041101/?fref=ts s2

Catch Fire

Capítulo 6 — Casar?!

Por Teylla

Entrar no jogo é fácil, o difícil é ganhar.

— Andressa Mascarenhas

♪

Sakura estava nervosa e temendo o que poderia ocorrer futuramente, estava intrigada sobre o que Sasuke queria fazer, será que queria falar com Kakashi toda a verdade? Se ele fizesse, a mesma estaria em um grande problema!

Tentou imaginar coisas que poderia fazer e falar para contê-lo e segurá-lo de elaborar qualquer besteira que pudesse causar um estrago em sua vida — a qual já estava complicada o suficiente, não queria mais complicações — e qualquer coisa que ele quisesse gerar, poderia detoná-la.

Sasuke deu um passo para frente e Sakura sem querer, segurou-o pelo braço com um olhar desesperado e ele deu uma risadinha e um sorriso de lado, como se tivesse descoberto alguma coisa maléfica e que precisava saber.

— Oh, então esse é seu ponto fraco? — perguntou, retirando as pequenas mãos da rosada de seu braço.

A Haruno travou, não sabia o que dizer ou responder, tinha que se recompor e pensar em alguma coisa e rápido, antes que fosse tarde demais e até mesmo antes de Shikamaru aparecer também, já que ele era outro problema que teria que ser enfrentando logo após, principalmente se Sasuke inventasse de dizer a verdade.

Ela fechou os olhos e respirou fundo.

— Venha para minha sala, Sasuke — disse com uma voz fria, tentando se recompor, mas por dentro estava toda trêmula e agonizada.

Sasuke assentiu e Sakura começou a andar em frente, tentando não demonstrar nervosismo, as pessoas começavam a cochichar e dar pequenos surtos ao ver o Uchiha na empresa, a Haruno apenas revirou os olhos e respirou fundo, virou para esquerda, adentrando um corredor pequeno e logo avistou a primeira porta, abrindo-a.

A rosada dirigiu-se a sua cadeira, sentindo o clima frio que estava no ambiente, tanto pelo ar-condicionado, quanto pelo homem a sua frente.

— Sente-se, Sasuke — pediu, cruzando as pernas.

O Uchiha analisou o ambiente com seu semblante sério e habitual, olhava para o teto, para a parede bege e o piso de madeira, os móveis eram simples e bonitos, bem sofisticados, pareciam ter sido bem escolhidos pela rosada, a variação das cores pastéis com o preto dava um aspecto charmoso e que, curiosamente, acentuava bastante com as roupas que a mesma usava .

Na realidade, ele procurava algo que desse a entender algum ponto fraco dela, afinal é muito fácil achar pistas no território dela, havia algumas plantas e alguns porta-retratos em cima da mesa, decorados.

Avistou uma foto que parecia ela e seus pais, mas antiga. A outra mostrava ela recentemente com uma amiga morena e outra bem nova com um rapaz que pelo estado da foto meio amassada e rasgada poderia ser algum ex namorado ou algum ex amigo, uma pessoa que fez bastante mal a mesma.

Sasuke ficou pensativo, tornou a encará-la no olho, causando arrepios na mesma, estava nervosa e ele não fazia ideia do quanto — ou na realidade fazia e fingia que não.

— Então… você vai ficar quieto me encarando ou vai falar alguma coisa? — perguntou apoiando o queixo no antebraço e o cotovelo em sua mesa de vidro. — Sabe… eu não tenho o dia todo. — tentou por um sarcasmo em seu tom de voz. — Sou uma pessoa muito ocupada, por sinal.

Sasuke deu uma risada irônica e ficou de modo despojado na poltrona preta, posicionou os dois braços no apoio do assento e passou uma mão no cabelo liso, deixando-o um pouco bagunçado, mas de forma sexy.

— Ocupada? — indagou cruzando os braços.

Sakura semicerrou os olhos e apertou suas mãos uma na outra para se controlar.

— O que quer dizer com isso, Sasuke? — questionou comprimindo os lábios, umedecendo-os.

— Interprete do jeito que quiser — respondeu, dando de ombros, ao dizer colocou seus cotovelos em sua coxa e apoiou o rosto com as duas mãos, aproximando-se. — Vamos ao que interessa, eu sou uma pessoa ocupada.

A Haruno respirou fundo, sentindo a provocação evidente no recinto, queria socar aquele rosto que fazia tanto sucesso entre homens e mulheres, deixar uma marca de um punho bem em seu olho, sonhava com isso, já que nesse momento ele estava irritando-a muito, mesmo que estivesse errada, ele não devia ter vindo ao seu trabalho tão de repente.

Ela deixou escapar uma gargalhada, só para não se sentir tão inferior.

— O que devo a honra da sua visita hoje, Sasuke? — perguntou, cruzando a perna, fitando-o.

— Você sabe que causou uma confusão imensa, não é? — retrucou, semicerrando os olhos. — Preciso que corrija.

Sakura cruzou os braços e se afastou um pouco, soltou um resmungo e voltou a fitá-lo.

— O que acha que posso fazer? Eu realmente não tenho muito o que fazer por você, querido. — respondeu, tentando se livrar da culpa, mas apenas tentando, já que a merda já tinha sido feita.

— Você está tentando testar minha paciência, Sakura? — vociferou. — Pare de fingir que não fez nada, você é a pessoa culpada de eu estar na posição que me encontro.

Ela fingiu um bocejo e girou a cadeira um pouco para o lado.

— E é? Tem certeza que eu que te fiz estar nessa posição? — retrucou, irritando-o.

Sasuke respirou fundo.

— Vamos conversar como dois adultos, Sakura — avisou.

— Tudo bem, o que quer falar? — questionou, virando-se para ele.

— Preciso que “case” comigo — pronunciou, sentiu o celular vibrar sem parar, pegou-o do bolso e viu o nome de seu pai, fez uma expressão azeda e atendeu. — Alô

— Sasuke, você já resolveu sua situação? — perguntou com uma voz fria e podia ter certeza que a expressão era rancorosa e ranzinza, precisava nem ver.

— Estou no momento trabalhando nisso — respondeu sem rodeios.

— Espero que consiga, não aceito falhas ou terei que mandar Itachi resolver, estou dando essa chance a você — avisou e desligou a chamada.

♪

Sasuke havia assumido a empresa por um tempo e conseguiu fazer muito mais lucro que seu irmão, se orgulhava disso, já que era muito bom no que fazia, não dependia de ninguém, mas na realidade, não queria dividir o mérito com outra pessoa, queria ser independente, afinal, sua criação o fez se tornar quem era hoje.

— Pela sua expressão não foi algo muito bom — comentou ao ver a forma que o mesmo atendeu e guardou o celular.

— Pare de enrolar — avisou. — Preciso que case comigo, Sakura — tornou a repetir.

— Por que eu deveria? — questionou.

— Porque talvez você seja a culpada de toda essa situação — respondeu, cruzando os braços.

— Não quero casar com você — disse firme, olhando bem no fundo dos olhos dele.

Sasuke deu uma risada pelas narinas e deu um meio sorriso.

— Bom… já que — Se levantou, ajeitando o terno. — se recusa a casar comigo, lembrei que tenho algumas coisas a discutir com o Kakashi, o que acha? — perguntou, se sentindo superior a situação.

Sasuke tinha uma carta na manga, por sorte.

Sakura chutou disfarçadamente a quina da mesa e respirou fundo, tentando não mostrar seu descontrole e o pânico que sentiu ao ouvir a frase “discutir com o Kakashi”, ela encostou na cabeça da cadeira pensativa, precisava arranjar um jeito e rápido de contornar a situação, ou ele ganharia na discussão.

Sasuke andou até a porta contando mentalmente até três, o número máximo que ele daria para ela chamá-lo e assim ela fez.

— Espere — avisou com tentando não parecer uma derrotada, mas por dentro estava se sentindo assim.

O Uchiha olhou para trás e arqueou a sobrancelha.

— Por quê quer casar comigo? — perguntou pela última vez, sem vacilar.

— Porque você bagunçou minha vida e eu preciso ajeitá-la — respondeu e saiu, fechando a porta atrás de si.

Sakura levantou rapidamente e foi até a porta, abrindo-a, observou ele sair do corredor e sentiu o coração vacilar, esperava que ele não contasse a ninguém a verdade, respirou fundo e foi andando escondido para ninguém vê-la.

Notou que ele estava se aproximando de Kakashi, já estava sentindo a confusão que iria acontecer em seu local de trabalho, começou a orar e pedir desculpa por todos os pecados que havia cometido em toda sua vida — se isso fosse mudar alguma coisa e esperava que sim, de todo o coração.

Sasuke olhou para trás, como se soubesse que ela estava seguindo-o e em um movimento ligeiro ela se escondeu novamente e segurou a respiração, tentando ganhar uma compostura, tinha que fazer algo antes que o pior viesse a ocorrer, ficou ereta e começou a andar com passos firmes.

— Sasuke! — gritou, andando rapidamente até ele.

Kakashi arqueou a sobrancelha e olhou para ela depois para ele, apertou seu livro em sua mão e sorriu.

— O que foi, querida? — Sasuke perguntou, colocando uma ironia bem forte em sua fala, fazendo o mesmo que ela tinha feito anteriormente.

Sakura arregalou os olhos e encarou Kakashi, fazendo sinal de que não era o que ele estava imaginando, o Uchiha ao notar, puxou-a pela cintura.

— O que você está fazendo, Sasuke? — indagou incrédula em um sussurro, tentando tirar a mão dele de sua cintura.

— O que você acha que estou fazendo, Sakura? — retrucou com um sorriso travesso, revelando suas ações. — Você chegou a tempo, querida, estava falando com o Kakashi sobre nosso casamento — mudou sua expressão, para parecer verídico o que estava falando.

— Oh! — Kakashi ficou surpreso, arqueou as duas sobrancelhas e fez uma expressão de nada mal para Sakura.

A Haruno o encarou com uma expressão de “que diabos?!”, tudo havia ido pro lixo, todo o seu esforço e respeito adquirido pelas pessoas daquela sala por ela ser uma solteira independente, choramingou por dentro.

— Casamento? — ela perguntou, indignada.

— Queria fazer uma surpresa, amor, acho que depois de ontem você merecia um avanço no nosso relacionamento, não acha? — arguiu, puxando-a para mais perto pela cintura.

Sakura riu de nervoso, não sabia realmente o que fazer nem dizer, afinal, se fosse comentar algo, havia o risco dele contar o ocorrido de anteriormente para Kakashi e não podia dizer que era ela a mulher de cabelo rosa, mas era um pouco — muito — óbvio que era ela.

— É… — concordou e deu um sorriso amarelo. — Acho que precisamos conversar, querido — avisou. — Isso foi uma notícia muito… repentina…

Não sabia o que era pior, o fato de poder ser considerada uma corna em rede nacional e virtualmente ou ter que lidar com o fato de ter algo com ele. Queria cavar um buraco e se esconder para nunca mais sair, com certeza o pior poderia ser o fato de ser considerada corna por todo mundo.

Queria estar morta pensou ao passar a mão pelo cabelo rosado Deus, você não me ajuda mesmo, não é?

— Disse alguma coisa? — questionou olhando-a nos olhos.

— Precisamos conversar… querido — tentou disfarçar a voz de desprezo.

— Achei que não precisássemos — retrucou. — Afinal alguém não estava querendo conversar, não é?

— É, mas agora a coisa mudou — tentou alfinetá-lo.

— Vejo que o casal tem muito o que conversar, não quero atrapalhá-los nesse momento de carinho e amor — Kakashi interviu com um sorriso maldoso. — Vou para minha sala, vejo você mais tarde Sakura, temos que conversar — avisou arqueando levemente a sobrancelha.

♪

— Que atrapalhando que nada, Kakashi, acredite, a última coisa que está fazendo é atrapalhar — tentou fazê-lo ficar um pouco a mais, não estava pronta totalmente para conversa que teria a seguir.

— Deixe de ser educada, Sakura, eu já entendi o recado — Riu e acenou. — Até logo.

Kakashi seguiu o corredor sem olhar para trás, deixando Sakura sem saber o que fazer e falar, não tinha criado o diálogo na mente ainda para depois executá-lo, olhou ao redor e avistou que todas as pessoas no andar em que se encontrava olhava para os dois, como uma nova fofoca muito importante.

Sakura começou a aceitar seu título de corna internalmente, afinal, ninguém sabia a história verdadeira e possivelmente achavam que os dois tinham uma coisa a muito tempo, principalmente pelo fato do casamento.

— Venha, me siga de novo — avisou, fuzilando-o com o olhar.

Sasuke estava se sentindo tranquilo, mas voltou com sua expressão séria, afinal, não estava se importando com o que estava acontecendo ali, queria apenas resolver sua situação, era um caso de necessidade extrema, senão nunca teria feito o que fez e pedido alguém em casamento, até porque casar com ela era a última coisa que queria.

A rosada se dirigiu ao elevador apertando o botão do último andar, com Sasuke vindo atrás, ficaram em frente ao espelho sem se falar, mas o Uchiha não queria falar nada na realidade, apenas ela estava nervosa e estava sozinha para piorar, nesse momento queria Naruto presente para ver se podia ajudar de alguma forma.

A porta abriu, mostrando uma escada que levava ao terraço, os dois subiram em silêncio até o topo, ela abriu a porta e sentiu a brisa do vento e do sol em sua face, fazendo-a se recuperar da surpresa que teve.

— Bom, aqui ninguém pode nos ouvir — avisou, andando até um banco de madeira que havia posto lá com muito esforço e muito choro no pé do Kakashi. — Por quê disse que íamos nos casar sem ouvir minha resposta?

— Acredito que se eu não o fizesse, você dificultaria o máximo para isso não ocorrer — respondeu, dando de ombros, colocou as mãos no bolso e encarou o céu, recebendo os leves raios de sol em sua face.

— É, você está certo — concordou, juntando as mãos. — Ainda assim… Isso é loucura, acha mesmo que alguém acreditaria em você? — Cruzou as pernas e usou um tom de superioridade.

— Se fosse você dizendo, acho que nunca acreditariam — respondeu em tom de deboche. — Mas como sou eu dizendo… Sim, acreditariam. — afirmou com certeza na voz, mostrando toda sua confiança.

— Você é bem engraçado, né? — fingiu uma risada estridente. — Quem é você para achar que é o tal, hein? — questionou, cruzando os braços. — Pelo amor de Deus, cresce.

— Eu sou Sasuke Uchiha, dono de uma das maiores corporações do país — disse, agora olhando-a nos olhos. — Acredite, você seria uma das últimas pessoas que eu casaria.

Sakura sentiu-se levemente — ou completamente — ofendida com o comentário e semicerrou os olhos, comprimiu os lábios, umedecendo-os e respirou fundo.

— Bem maduro você — retrucou. — Ok, vamos ao que interessa — começou e Sasuke a escutava atentamente. — Você quer que eu case com você para diminuir o peso das manchetes, certo? — indagou.

O Uchiha assentiu.

— Mas… a reportagem que fiz foi sobre você e a Tenten, já pensou o que fazer sobre isso? — questionou curiosa, desafiando-o com o olhar.

— Já resolvi esse problema — retrucou. — Continue.

Sakura mordeu a língua e fez uma cara azeda.

— Quanto tempo terei que manter essa farsa caso eu concorde? — arguiu. — Prese atenção no “caso eu concorde”.

— O tempo necessário, depois a gente se divorcia e você ganha um dinheiro nisso — respondeu, como se ela fosse interesseira.

— Ei! — exclamou, puxando-o pelo braço em um movimento rápido. — Eu não quero seu dinheiro, ok? Não pedi para casar com você — vociferou.

A última coisa que ela queria ser considerada era interesseira.

Sasuke ignorou e fitou-a.

— Então devemos anunciar o casamento essa semana — disse, cruzando os braços.

Sakura franziu o cenho e arqueou a sobrancelha, dando uma risada sarcástica.

— Quando foi que eu aceitei casar, querido? — questionou, desafiando-o.

Sasuke suspirou fundo, vendo que não seria tão fácil quanto imaginava.

Notas finais
o que acharam? foi muito bom? muito ruim? espero reviews para me motivar! haha afinal precisei de muito para bater a inspiração ç.ç