A pequena vila de camponeses ardia em chamas, acompanhada pelo som de gritos que rasgavam o silencio da madrugada. Vultos podiam ser vistos, criaturas esqueléticas com luzes vermelhas como rubis cintilando no lugar de olhos. Trazidos de volta a vida para servirem as trevas, eles invadiram casas empunhando espadas e mataram todas as famílias, em nome de Drácula.

Na manhã seguinte um cavalo preto anda graciosamente por meio da vila, agora em destroços saindo fumaça. O cavalo para e dele desce um homem alto encapuzado todo de preto, olha os arredores, se agacha e pega um punhado de terra misturada com cinzas na mão, respira fundo sentindo o vento frio em seus pulmões e uma brisa passa, espalhando ao vento a terra de sua mão. O vento tira seu capuz, revelando um rosto sério, longos cabelos brancos como a neve. O silencio do pós-caos é interrompido por um barulho de choro. O homem se espanta, levanta e começa a procurar nos arredores, ouve atentamente de onde vem o barulho e se põe a andar em direção ao barulho, que o leva a uma casa em destroços ,queimada na parte de cima.

Entrando e seguindo o barulho do choro, ele encontra uma mulher sentada ao chão, em uma poça de sangue, de costas para a porta, com um ferimento profundo no ombro abraçada com um bebê. Ela estava morta, porem o bebê estava vivo, chorando. Ele o pegou dos braços de sua mãe, rasgou um pedaço de sua capa feita com peles e o enrolou. A criança parou de chorar, ele se virou com ela nos braços e voltou ao seu cavalo.

Nove anos depois aquela criança cresce em uma grande vila. Seu cabelo era loiro como ouro, e sua pele branca como a neve. Fora batizado como Grey Belmont, por sua vila natal após ter sido queimada ter ficado completamente cinza. Seu pai (o que o adotara) chama-se Leon Belmont , e tem um antigo passado obscuro , do qual ocultava trocando de assunto sempre que o filho lhe perguntava algo a respeito.

-Filho! Hoje começaremos seu treinamento, acho que já tem idade suficiente para começar– Disse Leon

-Sim papai! – Disse Grey um pouco hesitante

-Está vendo aquele castelo? –apontou pra uma antiga fortaleza abandonada, onde a vila fora criada em volta – Quero que de voltas nela por uma hora.

E assim começou o treinamento de Grey , dia após dia ele treinava cada vez mais, seu pai intensificava cada vez mais seu treinamento para ensina-lo combates com chicotes, recitação de trechos sagrados para exorcismo, como criar água benta e se esquivar . Grey também estudou sobre monstros e criaturas sombrias, sobre pontos fracos ataques.

Assim que completou dezesseis anos, seu pai veio até ele e disse:

-Filho... Eu quero te dizer que você se esforçou muito em seu treinamento, e você já está pronto pra se tornar um verdadeiro Belmont e seguir a tradição da família.

-Pai? O que quer dizer com tradição? – Disse Grey espantado

-Lord Drácula... Uma criatura fria e demoníaca, e que adora brincar com humanos. A séculos ele existe, e o dever dos Belmont é mata-lo sempre que reencarnar. Filho... Está na hora de conhecer meu passado e também o seu – Disse Leon olhando profundamente em seus olhos com um rosto serio. – Há tempos atrás ele tirou de mim a mulher que eu amava, Sara era o nome dela. E um dia seus servos entraram em nossa vila e a sequestraram. Eu fui atrás dela, e me deparei com um castelo gigante, lá derrotei cinco monstros e finalmente consegui tê-la de volta... Mas... Ela... –As palavras ficaram engasgadas, e lagrimas rolaram dos olhos de Leon, acompanhadas de soluços.

-Pai, você está bem?

-Me perdoe filho. –Disse Leon limpando as lagrimas. – Como eu dizia, consegui recupera-la, mas ele a mordeu antes, ela ia se transformar em uma vampira, então pediu para que eu fundisse sua alma com meu chicote, e foi o que fiz. Depois disso tive minha vingança! Pude mata-lo com a arma que obtive – Disse revelando um chicote vermelho preso em sua cintura – Essa arma se chama Vampire Killer. Foi a arma que consegui quando fundi meu chicote com a alma de Sara, e foi a que usei para vinga-la! Agora ela é sua filho.

-Pai, eu não posso, ela é sua!

-Claro que pode filho, você se mostrou capaz, agora ela é sua. E com ela quero te entregar essas luvas, elas foram feitas com alquimia e podem ser usadas para conjurar magias. E também está cruz feita de prata, serve tanto contra demônios como contra lobisomens.

-Pai como posso agradecer por isso? Eu não sou dign... – Grey ia dizendo mas foi interrompido por seu pai.

-A dezesseis anos sua vila foi atacada por esqueletos com ordens de Drácula para matar a todos e incendiarem a vila. Na manhã seguinte encontrei você... Nos braços de uma moça morta, provavelmente sua mãe, e resolvi te criar como um Belmont, como meu filho.

O drama do momento foi quebrado por uns gritos na praça principal.

-Eles estão chegando! Estão chegando! –Gritava um aldeão desesperado

Pai e filho olharam pela janela e viram lobos gigantes do tamanho de cavalos, uivando a alguns metros da entrada da vila, correram imediatamente para fora a fim de proteger a vila. Mas eram muitos, e vinham de todas as direções. Leon usava um chicote comum banhado à alquimia, e Grey lutavam com suas novas armas. Estavam dando seu máximo combatendo as criaturas, até que ouviram gritos vindos de direções opostas.

-Filho vá para esquerda, eu irei pela direita!

Grey acenou com a cabeça que sim e correu. Entrando na casa viu um lobo com as patas e a boca ensanguentada e atrás dele três cadáveres . Um homem, uma mulher e uma criança. Ele encara o lobo profundamente em seus olhos, vermelhos como o sangue que havia no chão da casa. Ele tira sua Killer vampire e ataca com força o lobo, matando-o.

Ele corre de volta para encontrar seu pai , ele grita mas Leon não responde , ele decide então entrar na casa . E vê a terrível cena: Leon estava com os olhos moles e em seu pescoço estava cravados dentes. Não dentes qualquer, quem estava o mordendo era Drácula.

-Solte meu pai agora, demônio!

-Ora ora o que temos aqui, um pequeno Belmont –Disse Drácula com um sorriso maléfico no rosto – Espere só eu terminar , e irei matar você também pequeno garoto

-Eu mandei soltar! – Disse Grey e pegou seu chicote.

No mesmo momento Drácula reconheceu aquele chicote, e na hora soltou os dentes do pescoço de Leon.

-Garoto, eu voltarei pra te pegar, porem seu pai irá se transformar em um vampiro agora que já o mordi.

-Não precisa voltar! Eu irei até você , te matarei e cancelarei a transformação do meu pai ! Apenas me espere confortavelmente em seu trono , pois logo ele ficara manchado por seu sangue , e sua cabeça será espetada no portão do vilarejo, para que seus servos não voltem a atacar novamente.

-Hahaha assim seja garoto- Disse Drácula se virando e pulando a janela , caindo em meio árvores da floresta , e desaparecendo em meio a escuridão da noite.

-Pai, o senhor vai ficar bem, eu matarei Drácula e cancelarei a maldição! Eu juro .

Ele coloca seu pai em uma cama, e parte imediatamente com seu cavalo, rumo o castelo de Lord Drácula.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.