Castle

32 XXXII - Pântano


Notas iniciais
Heyyyyyyyyyy guerreiros Primeiro, mil desculpas por demorar a postar aqui, jurava que já tinha postado mas levei mó sustão quando vi que não tinha postado ;p fiquei triste, desculpa Segundo, eu estou devendo respostas a MUITOS comentários aqui, mil perdões, mas logo vou respondendo eles, prometo. Eu amo tanto os comentários que tenho que responder eles. néeeee, o apoio que vocês me dão é sensacional. Obrigada e desculpem pelos vacilos! Para compensar aqui vai um cap maravilhoso. Comenta, favoritem e recomendemmmmm

A humanidade sempre teve medo de mulheres que voam. Sejam elas bruxas, sejam elas livres. — Desconhecido

Natasha

Muitas das fronteiras de Stark estavam protegidas, então o fato de termos fugido de três blitz até agora nos atrasaria. Quando conseguimos entrar no território de Stark tinha acabado de amanhecer. Eu só queria voltar para casa. Cavalgamos por dentro de Stark, dessa vez mais escondidos ainda. Não fomos pelas estradas, e sim desviamos das árvores da floresta, já que a vegetação naquela área era mais espaçada.

Todos começaram a se dar bem depois daqueles dias juntos. Menos Bevvan, que continuou o idiota de sempre. Wanda tinha até ficado amiguinha da Yelena, o que me deu nos nervos. De acordo com ela, Yelena é legal e eu exagero. Pff, pelo amor de Deus. Wanda de burra demais. Ela e Bucky se ajeitavam cada vez mais, a propósito.

Tthomas parecia super próximo da namorada, amiga, sei lá o que aquela loira estúpida é dele, mas pareciam bem. Ele fez amizade com os amigos de Steve, assim como Thor, e Tt parecia a vontade com Bucky. Eu e Hill conversávamos o tempo todo, eu não tinha ideia de que eu encontraria alguém tão legal num reino como Roger.

— Não tem como, sério? — perguntei.

— Sério. — ela riu. — Carreguei Sam por dez andares de escadas no fogo.

— Eu teria deixado ele largado lá mesmo. — ela comprimiu uma risada.

— As vezes eu penso que devia ter feito isso.

— Devia. Pode até parecer ignorância minha, mas eu nunca perguntei outras mulheres sobre como elas chegaram onde estão nesse mundo dominado por homens. Eu só sei da minha luta, que nasci rainha no meio de seis homens... Mas como chegou a tenente e comandante de tropas?

Ela sorriu, negando com a cabeça.

— Sendo mais esperta que homens. E chutando muitos sacos por aí. — eu ri. — Foi o que sempre quis fazer. Ser militar. Mas riam de mim, sabe como é. E depois que entrei para a guarda meus pais me expulsaram de casa.

— Isso é horrível. — disse, desabando com meu sorriso.

— Que nada, estou muito mais feliz sem eles. — ela riu, me arrancando um sorriso.

— Minha mãe assassinou uma criada e meu pai colocava os filhos dele para lutarem entre si, então... — Hill riu ainda mais, me fazendo acompanha-la. Depois fiquei séria, analisando a princesa trotando embaixo de mim. — Não quero parecer mal agradecida, mas as vezes eu queria ser.. normal.

— Você é normal, Nat. — ela disse, me fazendo olhar para ela. — Não tem motivo para não ser.

Dei de ombros.

— Acho que sim. — abri um pequeno sorriso.

— O que é aquilo? — Tthomas disse alto, apontando para quatro vultos pendurados em árvores.

— São...? — Wanda arfou, arregalando os olhos.

— Corpos. — eu disse, e todos me encararam. Fiz a Princesa virar, indo naquela direção. Ela relinchou, parando porque sentiu o cheio forte da morte e u desci dela.

— Natasha! Tá maluca? — Steve disse, descendo do Romanogers e segurou meu braço a dois metros dos quatro cadáveres. Eram mulheres. Estavam mortas a algumas horas. Todas estavam enforcadas e tinham uma cruz na testa, vestidas com roupas de camponesas. As mangas estavam arregaçadas e alguma mensagem estava ilegível em seus braços. Steve agarrou meu braço mais forte, doido para me tirar dali mas estávamos em choque demais para isso.

Todos pararam em seus cavalos a alguns metros do nossos, e Thor e Loki se aproximaram.

— Meu Santo Deus, Loki... — ele murmurou, assombrado. — É o que eu estou pensando?

Loki engoliu em seco, se aproximando dos cadáveres e pegou o braço de uma delas.

— Sim.

Thor fechou os olhos, levando as mãos aos cabelos.

— O que é? — Steve perguntou.

— Os Purificadores. — Loki respondeu, quase sem voz.

— Arregalei os olhos, olhando para Tthomas em choque. Ele levou as mãos a boca, pensando.

— Em Stark? Não é possível.

— Não estou entendendo. — Steve disse, nervoso por estarmos nervosos.

— Elas são bruxas. — Loki disse, e foi a vez de Wanda tapar a própria boca. Vi Bucky segurar sua mão. — Os Purificadores... surgiram a dois mil anos atrás. Era um grupo de muitas pessoas que perseguiam bruxas. Eles eram brutais. Conhecem as bruxas de Salém? Foram eles. Bruxas de Fulda? Foram eles. Maggie Wall, na Escócia? Foram eles. Apareceram nas montanhas de Romanoff... Até Dimitri II de Romanoff promover uma carnificina contra esse grupo e eles se refugiaram nas montanhas e não saíram mais de lá, e nutriram raiva pela Trindade todos esses anos... Mas... parece que se espalharam silenciosamente e ganharam força.

— Romanoff só faz merda, puta que pariu. — Scott murmurou e ouvi Tthomas dar um tapa na cabeça dele. — Aí! É verdade, vai dizer que estou mentindo.

— Ele está certo. — eu disse, dando meia volta e subi na Princesa. Respirei fundo.

— Melhor sairmos daqui antes que...

— PARADOS! — ouvimos um homem gritar. Olhamos para trás, vendo um grupo de soldados de armaduras de Stark.

— Tampem os rostos, patota real, e deixem isso comigo. — Loki disse, andando a nossa frente e vi ele sujar mais o rosto com as mãos. Coloquei o capuz, olhando para baixo e Steve fingiu arrumar os cavalos. Eles se aproximavam, com cara irritadas.

— Isso é cena de crime! — outro homem gritou.

— Ainda bem que chegaram! Achamos esses corpos horríveis e chamamos vocês o mais rápido que conseguimos. — ele disse, atuando perfeitamente.

— E o que faziam fora da trilha?! — o homem perguntou, ríspido. Era um velho, pelo que notei sem olhar para ele.

— Nos perdemos, somos de Nashville, e encontramos esses terríveis corpos dessas pessoas mortas...

— Não são pessoas, são bruxas, rapaz. — o mais gordo disse, fazendo os outros rirem com desdém.

— E são pessoas! — ouvi a voz de Wanda e meu coração gelou. Arregalei os olhos para Steve, que mordeu os lábios. O homens olharam para Wanda, que tentou abaixar a cabeça, percebendo o erro.

— Como é, menina? — ele disse, se aproximando com o cavalo. Bucky ficou tenso e eu fiz um sinal para ele relaxar. — Levante a cabeça.

Wanda não disse nada.

— É só uma menina boba, está com fome... — Loki tentou explicar, mas ele estava bravo.

— Levante a cabeça! — ela obedeceu, olhando intimidadoramente nos olhos dele. Senti orgulho até o homem arregalar os olhos. — A princesa Romanoff!

Os olhos se espantaram e olharam para o resto de nós.

— A rainha de Romanoff e Rogers. — disse, me fazendo levantar a cabeça e tirei o capuz.

— Teoricamente eu ainda sou princesa, mas se quiser me chamar derainha, por mim tudo bem. Vamos, pessoal! — eu disse, movendo a mão. — AGORA! — Eu berrei o mais forte que consegui, fazendo os homens tremerem de medo. Ótimo, agora eu serei a rainha louca.

Steve subiu no cavalo, atraindo atenção.

— O Rei de Roger! — outro exclamou.

— Não importa quem eles sejam, estamos em guerra com eles! Peguem-os!

— CORRAM! — Steve gritou, e nem precisou pedir pra eu começar a cavalgar o mais rápido possível. Eu e ele fomos na frente, desviando das árvores astutamente.. Eles nos seguiam rapidamente, mas certamente estavam mais devagar com medo de bater nas árvores. Todos ali são cavaleiros excelentes e desviavam facilmente das coisas. Menos Wanda, que ficou para trás e ameçou bater diversas vezes.

Quando olhei para trás novamente vi ela em pé no próprio cavalo.

— PORRA WANDA! — Berrei, e ela pulou em Bucky, largando o cavalo para distrair os homens. Alguns bateram de cara, outros simplesmente pararam de nos perseguir. Continuamos cavalgando a toda velocidade, o som das patas dos cavalos no chão era ensurdecedor e cadenciado. Corremos por mais alguns minutos e eles ainda nos perseguiam.

A duzentos metros a floresta tomava um ritmo bizarro e contorcido, as arvores tinham mais folhas e uma cortina de plantas com caule fino fazia um tipo de redoma com a floresta a frente.

— Loki?! — Sam gritou, sem saber ao certo para onde ir.

— Espera! — ele olhava o mapa, ainda cavalgando.

— Não temos tempo! — gritei.

— Passem, ali é a entrada do pântano! Eu acho!

— Você acha? — Yelena respondeu. Segundos depois atravessamos a cortina de plantas, entrando numa parte escura da floresta. Loki desacelerou o cavalo, levando-nos a fazermos o mesmo. Virei a princesa, observando ofegante todos os guardas parados na entrada da floresta, discutindo.

— São moradores locais. — Thor explicou. — Ninguém entra nesse pântano, acham que é assombrado.

— E é? — Scott perguntou.

— Hm... É mágico.

Olhei ao redor. A floresta aqui dentro era totalmente diferente da lá fora. Muito mais verdes e as árvores eram grandes, finas, com galhos feios e cascosos, com muitas folhas na parte de cima. Aquele lugar era incrivelmente quente, tinha uma atmosfera desconcertante. Era como uma arena natural, aqui as árvores são coladas uma do lado da outra, com um espaço de 1 metro entre elas. Observei que mais distante esse espaço aumentava. Enquanto eles discutiam ouvi barulhos de inseto, observei os musgos e vi uma cobra.

— Vamos. — Loki disse, e voltamos a andar. Fomos em silêncio pela floresta que nos causou um ar medonho. Aquele lugar é ruim, percebi agora porque os moradores não entram.

Em alguns metros podíamos ver um lago de água extremamente escura, esverdeada, marco que dava início ao mais perigoso pântano de Stark. Absolutamente ninguém vinha ali por causa dos ninhos de crocodilos e perigos desconhecidos. Engoli em seco, encarando Steve, e me perguntei se valia a pena ter vindo aqui.

— Vamos amarrar os cavalos longe do pântano. — Steve disse, puxando o Romanogers e a Princesa para uma árvore a alguns metros.

— Vou alimenta-los, em caso de nós demorarmos. — Sam disse, se aproximando dos cavalos.

— Bem... vai ser uma missão perigosa. — Steve disse. Ele não consegue ficar sem fazer um discurso por muito tempo, é fofo. — Já está sendo desde que saímos escondidos de Romanoff. E vocês merecem saber o que viemos fazer nesse pântano cheio de jacarés.

Olhamos para Loki, que deu de ombros, mostrando a própria mão para eles. Em segundos ela ganhou uma iluminação intensa e esverdeada, como no castelo.

— Puta que pariu! — Scott disse, boquiaberto. Todos que não sabiam sobre seus dons estavam em choque.

— Sabia que estavam escondendo algo. — Bevvan sorriu consigo mesmo e olhou para mim, fazendo meu sangue ferver.

— Loki é um feiticeiro, mas não só ele, existem muito mais magia por aí. — Steve tirou o amuleto da bolsa. — O amuleto de Maria Stark que Tony quer tanto é um item de magia negra muito raro chamado Abuktar. Ele veio desse lugar e precisamos descobrir quem o tirou daqui. Tem alguém fazendo magia negra e está planejando algo. Loki detectou um crescimento alto da magia em Stark, então precisamos descobrir quem está fazendo essas coisas e essa é nossa melhor pista, já que muitos itens mágicos vêm daqui.

— É uma questão de segurança da Trindade e todas as pessoas nela. — eu disse, e eles assentiram.

— Estamos com vocês. — Sam disse, e Hill e Scott concordaram enquanto Bevvan revirou os olhos.

— Eu estou apavorado, mas não quero que minha filha seja levada para a floresta e presa numa casa de doces por uma bruxa, então vamos matar esses jacarés! — Scott começou a andar e eu sorri. Fomos atravessando as árvores até o pântano. Ele era muito maior do que eu imaginei. Só aquela parte gigante era o começo, imagina o resto do pântano.

Tinha musgo para tudo que é lado, nada não estava coberto por uma densa camada de musgo. As plantas aquáticas cobriam grande parte da água, o que seria de camuflagem para os jacarés gigantes, que eu espero que sejam realmente lenda.

— Um píer. — Hill apontou para uma pequena ponte marrom de madeira estavelmente questionável com três barquinhos perfeitamente amarrados. Eles pareciam nos esperar.

— Isso é assustadoramente suspeito. — Yelena disse.

— É um pântano mágico, e o que te espanta são os barcos? — eu disse, e ela revirou os olhos.

— Natasha está certa. São canoas mágicas. — Loki explicou, subindo o píer ao lado de Thor.

— O pântano funciona como um organismo vivo. — Thor explicou. — Tudo está conectado. Se ferir algo, o pântano te fere de volta.

— E não gritem, pelo amor de Deus, os jacarés gigantes não são lenda. — Loki disse, entrando em um barco. Porra.

Segurei a mão de Steve enquanto eles se ajeitavam. Ele beijou minha mão, me olhando nos olhos.

— Não vou sair do seu lado.

— Cuidado. — eu disse, dando um rápido beijo em seus lábios.

— Eu te amo. — Steve sussurrou, me fazendo sorrir.

— Eu também te amo.

Ele olhou para Loki, instruindo seus companheiros de viagem sobre botas de couro esticadas até a canela, mochilas bem fechadas e nas costas, a capa impermeável por cima da roupa, cabelos presos e muitas outras coisas.

— Sugiro que a patota real vá em barcos diferentes por motivos óbvios. — Loki disse, e encarei Steve.

— Oh. — eu disse, ele me lançou um olhar preocupado. Mas Loki estava certo, cada um num barco seria mais seguro. — Certo.

— Certeza? — disse, mordendo os lábios.

— Tudo bem. Você sabe que ele está certo. — respondi. Já era ruim o suficiente, agora ir num barco diferente do de Steve era pior. Todos estavam prontos seguindo as instruções de Loki, menos o silêncio. Bevvan não conseguia ficar quieto nenhum segundo sequer. Muito menos Scott.

Sentei no barco com Wanda, Bucky, Hill e Loki, o outro tinha Steve, Bevvan, Thor e Sam e o outro Tthomas, Yelena e Scott.

— Remem devagar e se encostar em algo não pare. — Loki disse, e no nosso barco Bucky começou a remar.

Aquela umidade era horrível, parecia que eu ia derreter de calor e os mosquitos perturbavam bastante. Eu já tinha ido a pântanos antes mas aquele era diferente. Parecia realmente alguém vivo. Todo um ecossistema inteiramente montado para guardar os segredos mágivos que ali habitam. E esses segredos mágicos fedem, meu Deus!

Loki estava com o mapa, nos guiando. O pântano era uma grande área alagada onde as árvores cresciam na água mesmo e era cercada de algumas "ilhas" de terra perto das árvores. Loki assegurou que devia ter mais ou menos 1,50m de água, mas parecia bem mais fundo, e eu que tenho 1,60 estava em desvantagem. Queria muito ter os 1,83 do Steve agora. Meus olhos paranóicos não desviavam das águas, eu estava tensa. Aquela sensação ruim não saía de mim.

— Puta merda, um jacaré. — Scott disse, no outro barco, e tenho certeza que só não gritou porque estava com medo demais para isso.

Observamos o bicho grande parado na água perto do barco deles, imóvel e apenas observando.

— Não é tão grande.

— Por que é um jacaré normal, não um Jacaré Gigantus de Stark. — Thor explicou, sem parar de remar.

— Ataques de jacaré não são tão comuns assim e só vamos cruzar com um Jacaré gigante se dermos muito azar. Então é melhor começarem a rezar. — Loki brincou, ainda analisando o mapa.

— Eu vou morrer. — Wanda murmurou, mantendo os braços agarrados ao corpo e os olhos no chão.

— Vai nada, Wanda. Está tudo bem. — eu disse, tocando seu ombro. — Eu também estou com medo, mas Loki sabe o que está fazendo.

— Claro que sei. — ele sorriu, sem nos olhar. Engoli em seco.

Steve não tirava os olhos da água escura nenhum segundo. Estava como um predador esperando um sinal de ameaça com a mão na espada. Se eu fosse um Jacaré gigante de Stark eu teria medo do Steve.

— Tem um ninho ali. — Yelena disse, apontando, sendo útil pela primeira vez naquela viagem. — É bem comum as mães colocarem toras gigantes nas beiradas para despistar predadores, melhor desviarmos.

— Sim, façam isso. — Steve disse, e todos começamos a virar para a esquerda.

— Não, o caminho é por ali. — Loki disse, subindo os olhos para gente.

— O que? — a voz de Scott quase se extinguiu.

— Sim, direita. Só passem devagar longe do ninho, mas temos que virar nessa ilha. — disse, e engoli em seco. Bucky obedeceu, virando o barquinho novamente.

O ninho era um pedaço de terra mais alto, com troncos e plantas forrando ovinhos de jacarés pequeninhos. Ao redor tinham um montão de jacarés nos observamos passar.

— Devagar e em silêncio. — Loki sussurrou e assentimos.

Observei as árvores devagar, notando na quantidade enorme de insetos e aranhas. Depois meus olhos voltaram para o ninho repleto de répteis esperando qualquer movimento para mergulhar na água e nos afugentar.

Passamos por eles devagar, continuando o caminho.

— Tem um monte de peixinhos também, não é só coisa ruim. — Wanda disse, vendo um cardume passar pela superfície da água.

— Sim. Só animais. — assegurei, sem ter certeza do que falava.

— Pássaros também. — Ela apontou para as árvores, onde vultos pretos rajavam as asas.

— São morcegos. — Thor disse.

— Credo. — ela disse.

— Morcegos não dormem de dia? — Hill perguntou, preocupada.

— Algo os acordou. — Bucky murmurou, e todos olharam para ele.

— Um, dois, três indiozinhos, quatro cinco seis indiozinhos — Scott começou a cantar. — sete, oito, nove indiozinhos. Dez no pequeno bote!

— O que você está fazendo? — Bevvan verbalizou o que todos pensávamos.

— Cantando, isso me acalma... Iam navegando pelo rio abaixo quando o jacaré se aproximou, o indiozinho olhou para baixo e o bote quase virou!

Ele cantou essa música mais dez vezes e eu estava quase explodindo.

— E a porra do indiozinho vai voar pra dentro da boca do jacaré se ele não parar de cantar. — Yelena disse, ameaçando se levantar.

— Não levanta! — Loki disse, mais alto do que pretendia. — Se levantar é quase certeza que vai cair.

No instante seguinte algo bateu no fundo do nosso barco. Wanda tapou a boca para conter um grito e todos olharam para gente. Segurei firme, assim como Bucky.

— É um galho, tudo bem. — disse, e respirei aliviada. Olhei para Steve e vi que ele estava prestes a se lançar contra nosso barco, em desespero.

— Outro ninho. — Sam apontou para uma árvore retorcida que abrigava vários amiguinhos répteis molhados.

— Silêncio. — pediu Loki.

Bevvan começou a se mexer desconfortável enquanto passamos.

— Preciso espirrar. — murmurou, com a mão no nariz.

— Segura! — ordenei, sussurrando.

— Não consigo! — disse, sacudindo a cabeça.

— Bevvan tem o espirro mais escandaloso do mundo inteiro, vamos todos morrer. — Tthomas lamentou, agarrando a cintura de Yelena.

Ele espirrou arrebatadoramente alto, fazendo seu barco tremer. No mesmo instante todos os jacarés que podíamos ver mergulharam na água, vindo na nossa direção.

— AH MEU DEUS! — Wanda berrou, desesperada, atraindo a atenção de mais bichos ainda.

— São muitos! Remem! — eu disse, arregalando os olhos.

Todos que estavam remando obedeceram, guiando os braços pela água cada vez mais rápido.

Algo bateu no barco de Steve, fazendo-os segurar firme.

— Isso não foi um galho! — disse Sam.

Um jacaré bateu no nosso também e fiz Wanda se baixar juto com Loki e saquei minha espada. Observei a água, esperando o momento certo.

— NÃO! — Loki gritou, mas foi tarde demais. Enfiei a espada no corpo de um jacaré grande que tentava virar nosso barco e ele rugiu algo. Eu nem sabia que jacarés rugem, mas ele rugiu para mim antes de sair nadando e berrando de dor, com o sangue vermelho se espalhando pela água. O som fez todos os outros jacarés recuarem para longe.

— Droga! Não podíamos ter feito uma coisa aqui e foi o que você fez! Machucou o pântano. Esqueceu da regra? Se você machuca o pântano, o pântano machuca você!

— A porcaria do pântano pode vir! — disse, irritada e limpei a espada na calça. — Aquelas coisas iriam virar o barco aí você ia ver o que é um machucado!

— Okay, vamos ir por favor? — Steve disse, e voltamos a remar. Ele olhou para mim, preocupado e eu revirei os olhos. Dessa vez todos estavam quietos, se recuperando do choque.

— Tem algo na água. — Bevvan disse, e Steve revirou os olhos.

— Jura? Não tinha notado. — ele devolveu. Para Steve estar irritado e soltando ódio de graça ele tem que estar muito tenso.

— Não, — Bevvan continuou, com a cara assustada fixa na água esverdeada. — uma coisa grande.

Ninguém disse nada, apenas encaramos Bevvan, esperando uma explicação. Nem precisou. Cocei o queixo com a mão, e foi nesse mesmo instante que algo gelado se enrolou no meu braço rápido como um raio. Olhei para baixo, assustada, vendo um tentáculo verde e gosmento grudado no meu braço. Só tive tempo de olhar para Steve, completamente apavorada.

Steve

Ouvi apenas seu grito antes de o corpo de Natasha ser completamente arremessado para fora do barco, fazendo espirrar água verde para todos os lados. Wanda gritou, aterrorizada no barco se mexendo de um lado para o outro e meu coração parou.

— NATASHA! — Thomas gritou. Bolhas de ar saiam de todos os lados e tudo ao nosso redor mexia, já que a água não era muito funda vi uma coisa enorme se afastando rapidamente do barco. Era grande, tinha dois tentáculos de polvo e se mexia rápido.

Um medo arrebatador me atingiu, eu me senti morrer de desespero. Mas não congelei, muito pelo contrário. Me levantei num pulo com a espada na mão.

— Steve!

Pulei do barco e mergulhei na água gelada, já nadando para o fundo do pântano. Abri os olhos que arderam instantaneamente, vendo apenas um breu pouco iluminado. Mas sabia onde ela estava.


Um vulto verde escuro sacudia Natasha pela água, e vi que o ar saía de seus pulmões rapidamente. Bati meus braços e pernas, completamente aterrorizado, movido apanas por adrenalina e o desespero de salvar Natasha. Nadei até ela como um raio, vendo a criatura grande com dois tentáculos volumosos agarrando seu braço e arrastando a ruiva esgoelando na água. O medo fez minha adrenalina disparar e consegui abraçar Natasha, mantendo-a perto de mim. Ela se debateu mais, sentindo meus bracos nela mas me esforcei para tentar achar o tentáculos. Abracei sua cintura forte, com a espada na mão tentando me localizar enquanto éramos sacudidos pela coisa que provocava ondas enormes acima da gente.

Ela começou a engasgar, sem ar, e eu estava cada vez mais apavorado. Agarrei seu braço, tateando-a para achar o tentáculo quando consegui cortei ele fora com força, puxando-a para longe dali. Nadei com toda minha força, garrado a ela, e finalmente emergimos. Puxei o ar, desesperado.

— Ali! — Ouvi alguém gritar e não parei de nadar nem por um segundo. Senti ele agarrando minha perna e no mesmo instante fui puxado para baixo novamente. Outra movimentação ao meu lado me fez ficar alerta, mas ouvi em seguida outro rugido de dor da criatura. Nadei para cima, vendo Tthomas ao meu lado na água, me impulsionando para perto dos barcos. Coloquei Natasha no bote de Yelena e Scott, e subi em seguida. Tthomas subiu onde Natasha estava antes, ofegante e completamente molhado, com plantas na roupa.

Natasha estava desacordada, com a trança pingando água verde. A pele pálida e ela tremia descontroladamente. Apertei seu peito algumas vezes, desesperado para faze-la respirar. Em poucos segundos ela o fez, vomitando água. Natasha se ergueu, vomitando na água. Ela ficou debruçada, cospindo água e tremendo.

Vi ela começar falar coisas sem sentido, completamente em pânico e abracei-a com força, fazendo-a ficar perto de mim. Eu nunca tinha visto Natasha com tanto medo, muito menos tremendo desse jeito. Abracei-a enquanto ela se agarrou a mim, tremendo compulsivamente. Ela gritou, vendo o pedaço de tentáculo ainda em seu braço.

— Deixa eu tirar, para de se mexer! — Yelena disse, antes de agarrar o braço de Natasha. Ela puxou a gosma verde com força, que fez um barulho estranho ao ser arrancado, e jogou na água. As ventosas abriram feridas circulares no braço de Natasha e ela gemeu alto, se encolhendo e escondeu a cabeça no meu peito.

— Vamos sair daqui, agora! Remem! — Thor ordenou, e Scott obedeceu, assim como Bucky. Deixei-a sentada no meu colo por alguns minutos, quieta para se acalmar. Acariciei seu braço longe da ferida, o que foi acalmando-a aos poucos.

— Você está bem? — perguntei, segurando o rosto se Natasha apavorado. Deus, eu estava com tanto medo. Achei que ia perder ela.

— Sim. — murmurou, ainda me abraçando com força. — Obrigada. — Beijei sua cabeça em resposta. Deixei-a se acalmar em meus braços, olhando para Loki que tinha uma cara absurdamente franzida de preocupação.

— Isso é ruim. — disse consigo mesmo e eu não quis nem perguntar.

Notas finais
Okay eu coloquei TANTO jacaré nesse capítulo que tô desorientada?????? Kkkkkkkkkkkkkkk Gente, o negócio está ficando meio tenso... Só queria avisar que só vai piorar esses lances de magia negra, morte e não sei mais o que, se alguém tiver problemas com isso, né... O que acharam?! Comenta aí mô, pufavo. Vote e me siga aqui no watt, por favorzinho. Já conferiu a fanfic nova? Não? Olha lá! Beijossssss H