Castle

17 XVII - Rendição


Notas iniciais
HEYYY GUERREIROS E GUERREIRAS não vou falar quase nada aqui porque estou ansiosaaaa para lerem! Misericórdia eu amei esse cap. Não tinha gostado mas arrumei até ficar bom. LEIAM AS NOTAS FINAIS BOA SORTE

.

A vida só pode ser compreendida, olhando-se para trás; mas só pode ser vivida, olhando-se para frente.— Soren Kierkegaard

Steve

Quando vi, Natasha já havia estalado um tapa na cara de Bevvan. Tthomas se danou a rir descontroladamente, e Bevvan limpou a boca para ver se tinha sangue, com uma cara extremamente irritada no rosto.

Jesus, tem Romanoffs demais nesse castelo, esse reino vai ruir.

— Tem sorte que eu não posso te encostar por causa dos cães de guarda do seu noivo, porque se não...

— Você não conseguiria me encostar nem se eu deixasse. O que está fazendo aqui?

— Papai me mandou. Mais respeito, por favor, você não vai querer que eu dedure tudo que acontecer nesse castelo para ele.

Natasha revirou os olhos, tocando a própria testa.

— Fique longe da Wanda.

— Ah, por favor.

— Me ouviu?

— Sim, alteza. Agora, porque não para de tentar me dar ordens e toma um banho? Vai agradar a todos.

Natasha deu meia volta, evitando acerta-lo de novo, e subiu as escadas. Não sabia se ela iria visitar Wanda, e nem perguntei. Ela só parecia alterada de várias formas.

— Tthomas, tem criadas para de guiar a um quarto adequado. Fique conosco o tempo que quiser, acho que Wanda apreciaria isso.

— Obrigado, Majestade. — Ele fez uma reverência com a cabeça. Estava chateado. — Mas isso não vai me impedir de arrancar suas artérias fora se machucar Natasha. — e... isso não o impedia de ser ameaçador.

(...)

— Os soldados Romanoff tiveram mais baixas que o nosso exército. — Sam disse, sério. Ele não gostava de gente velha.

E o conselho era totalmente composto por velhos. Duques e Condes rabujentos.

— Aqui está o relatório completo com baixas de ambos, lucros, ficamos com as armaduras e armas de Stark, prejuízos, perdemos cavalos e um general, e finanças. O próximo conflito pode ser mais caro.

— O povo está começando a ficar insatisfeito. — Nick Fury disse. Suspirei.

Nick é Arqueduque da Igreja Católica. Sim, com esse nome e essa carranca, ele é meu maior aliado quando se trata de assuntos religiosos. Mas eu acho que nem em Deus ele acredita, para ele é só um cargo. Entende mais de assuntos militares que de missas, mas foi convidado para substituir seu pai na função, que era como um embaixador católico em Rogers. Ele é puramente rabugento e político.

— Por que, exatamente? — Perguntei. Não podia ser só pela guerra, mal começamos, e os maiores danos foram em Romanoff.

— Eles querem uma rainha. — ele repondeu, e o imaginei falando com um sorriso.

Uso todo meu controle para não engasgar. Eu sabia que chegaria o momento, mas... Eu estava aterrorizado de falar disso com Natasha, a verdade é essa.

— Majestade, você tem uma noiva, mas não temos datas. — outro falou.

— São tempos... corridos, mas já temos essas pretensões. O povo não precisa se preocupar.

— O senhor precisa fazer um discurso o mais breve possível. Eles querem herdeiros, vitória, fartura, tudo de uma vez. Vai gerar oposição se não der nada a eles. — Hellburg falou.

— E... Tony Stark se casou ontem. — Fury comentou.

Pepper. Bufei, estalando os dedos.

— Claro. Marque a data pro discurso daqui a três dias, no centro da vila. Irei estar ao lado de Natasha. Satisfeitos?

Eles não responderam, mas entendi que era um mais ou menos. Esse conselho não me dava conselho nenhum, só pressão. Não confio neles, meu pai podia confiar, mas eu não.

Sam e Nick eram os únicos que realmente se importavam comigo e não ocupavam suas posições por dinheiro.

— Se me derem licença, tenho mais reuniões hoje. — Saí, ao lado de Sam.

— Você está bem? — ele perguntou, e suspirei.

— Eu e Tony combinavamos de sermos padrinhos um do outro. E olha agora.

— As coisas ainda não estão tão ruins que não possam mudar. — Steve abaixou a cabeça. — Ah. Você vai ataca-lo, certo?

— Eu tenho. Mas... Ainda há uma carta na minha manga. Tenho que escrever uma carta.

(...)

"Rogers, 12 de Agosto

Tony,

isso é loucura. Somos amigos. Nenhum de nós quer mais derramamento de sangue. Essa guerra está trazendo consequências que se persistirem se tornarão irreversíveis para nós e nosso povo, teremos o orgulho de nossas nações feridos, e, como sabe bem, isso leva séculos para serem reparados.

Não questiono a importância que seus pais tem para você, eles para mim também são uma ferida aberta. Muito menos a violação que o túmulo recebeu, mas aquele acidente não pode fadar o destino dos nossos reinos.

Crianças nas vilas morreram, Tony. As vilas que você atacou. Por favor, veja. Eu imploro, aceite meu convite, vamos tentar a diplomacia. Ou, mesmo não querendo, terá que nos enfrentar até a morte. E não teremos piedade.

Ps. Não consigo descrever o quanto me trouxe felicidade a notícia do seu casamento. De verdade, velho amigo, estou feliz por você. Não estrague a vida de sua esposa e do seu filho por ego.

E tem outra coisa que acho que deve saber. Wanda está em coma.

Do seu amigo,

Steve."

— Como ele se atreve! — Tony berrou, já amassando a carta em suas mãos. Ele a jogou sobre a mesa, esfregando os olhos. Merda, Rogers!

— Tony, você amassou?! — Pepper exclamou, largando seu bordado e tentou pegar o papel, sendo impedida por Tony.

Ela não podia saber sobre as crianças. Sobre a decisão que ele tomou. Estava possuído pelas sombras, mas ainda sim saiu da boca dele a ordem para não haver piedade com as vilas de Romanoff. Mandou matar crianças. E isso tirou seu sono por dias.

— Isso é um documento! — Ela argumentou, sentando do seu lado. — Todas as cartas sem teor pessoal são arquivadas em tempos de guerra.

Ele fez uma careta.

— Como você sabe disso? Nem eu sabia disso.

— Esqueceu que minha mãe me preparou desde que nasci para brigar por esse posto? — ela cruzou os braços.

— Oh, desculpe, Rainha. — Ele abriu um sorriso irônico e convencido, fazendo a esposa revirar os olhos. — Ele disse que está feliz pelo nosso casamento.

— Viu? Sei que está mesmo. Ele é seu amigo.

— Ele era meu amigo. — Tony encarou a mulher ao seu lado. Seu olhar transbordava dor. — Não tem volta, Pepper.

— Eu vou te apoiar. — ela tocou seu braço. — Mas aceite conversar com ele. Só isso. Dê uma chance de ele falar. E.. se for sua decisão, e não das sombras, continue com a guerra.

— Se ele não devolver o colar...

— Okay. — Pepper o interrompeu. — Espere ele falar.

— Wanda está em coma. — ele murmurou, cruzando os braços.

— Oh, meu Deus, o que houve?

— Ele só disse isso.

— Sinto muito. Vocês eram amigos, né? — Amigos? É, eles nunca foram isso. Ele sempre sentiu mais.

— Sim.

(...)

— Algumas semanas atrás, o Rei Anthony, de Stark, nos atacou. — Steve começou. Ele vestia roupas marrons, as mais caras que ele tinha. A coroa jazia em sua cabeça, mas todo o poder vinha de sua voz. Ele falava para todos os súditos da vila, no centro, onde um palanque sempre ficava montado para discursos, apresentações ou execuções.

— Eu e a minha noiva, princesa Natasha de Romanoff.

Algumas pessoas soltaram exclamações e outras murmuraram, mas Natasha estava magnífica mesmo assim. De vestido vinho, uma trança que prendia seus cabelos como fogo até a cintura. A coroa preta de pontas sempre estava com ela.

— Agindo assim, foi um ato de guerra. Rogers e Romanoff estão unidos em guerra contra Stark. Nós não nos renderemos até que isso seja reparado. Ele terá que nos enfrentar até a morte. Eu honrarei meu pai ao guiar meu povo pela guerra até a ascenção da paz, ninguém vai nos desrespeitar sem enfrentar as consequências.

Todos gritaram em aprovação, comemorando.

— Nossos avós lutaram numa sangrenta guerra civil para expulsar o povo parasita que tentou destruir-nos de dentro para fora, e Stark não desonrará nossos antepassados! — novamente gritaram, e ele olhou para Natasha. Ela assentiu, dando forças. — Posso não ter sido coroado, posso não estar casado ainda, mas Deus está ao nosso lado e meu pai está aqui. Sua alma nunca abandonará seu povo.

Todos ficaram em silêncio. O rei Joseph foi um dos mais amados em Rogers. O luto entre os plebeus foi inimaginável. Não haviam festas, penas lágrimas nas ruas. E Steve sabia que teria que fazer muito para chegar aos pés do pai.

— Seu corpo estava em um Mosteiro sendo preparado dignamente para o funeral. E agora, ele retornou para casa. Amanhã, será realizado a cerimônia fúnebre e todos estão convidados a comparecer.

Natasha segurou a mão de Steve. Não se importou que houvesse dezenas de pessoas a sua frente, ele precisava disso.

— Vida longa ao Rei! — Ela gritou, e a salva foi repetida pelos aldeões ali presentes. Eles gritaram, comemoraram Steve estar ali, e de mãos dadas, eles desceram do palanque e entraram na carruagem.

— Você foi incrível. — a ruiva disse, recebendo um sorriso cansado dele.

— Você podia ter falado. — ele ergueu os braços, sinalizando para ela o abraçar. Foi o que ela fez, rindo se sentou ao seu lado e manteve a cabeça em seu ombro e as mãos ao redor do corpo dele.

— Você é melhor nas palavras que eu.

— Isso é verdade. — ele sorriu. — O tradutor de Nokrtalês que traduzirá o amuleto chega hoje, vai jantar conosco.

— Qual o nome dele mesmo?

— Loki. — Steve disse.

— O irmão dele é...

— Thor. O lendário.

— Ele vai vir? Deus, ele é um gato. — Steve olhou para ela com uma sobrancelha erguida.

— Okay! Loki também é bonito.

Ele revirou os olhos, fazendo-a sorrir.

— Ciumento.

Em alguns minutos eles já estavam de volta pro castelo. O loiro ajudou Natasha a descer, e eles entraram no salão. Os preparativos para o funeral eram intensivos, e Steve só tinha paz em seu quarto.

— Preciso de chá de camomila. — Natasha disse, já saindo de perto dele.

O loiro atravessou o salão sozinho, subindo as escadas, e só parou quando estava no quarto de Wanda. Ele bateu três vezes.

— Pode entrar. — a voz de Bucky respondeu.

Ele abriu a pesada porta, tendo como primeira visão o rosto pálido de Wanda. Ela parecia intocada nesses últimos dias, mas Barnes não saia do seu lado. Steve se sentou do outro lado, analisando o rosto dela.

— Como ela está?

— Na mesma. — Ele murmurou. Sua voz estava rouca como se mal falasse com ninguém a dias.

— E você?

James o olhou. Sua aparência era a resposta certa da pergunta. Olheiras fundas e boca seca, olhos sem vida.

— Na mesma.

— Têm servido você bem aqui?

— Sim. Mas... — ele continuou, respirando fundo. — Vai lá fora comigo?

— Claro. — Steve disse, estranhando o pedido dele, mas cumpriu mesmo assim. Se levantaram, e Bucky beijou a testa de Wanda antes de seguir o loiro para fora. E ao saírem, Natasha estava parada lá, de braços cruzados e cabeça baixa, andando em circulos nervosos fora do quarto dela. Ela os viu sair e parou instantaneamente, como se tivesse sido pega no flagra.

— Ei. — Steve foi até ela, tocando seu rosto. Ela olhou Bucky, sem dizer nada, e voltou o olhar para os olhos azuis dele. Sempre a acalmavam.

— Vou entrar.

— E tudo bem? — ela assentiu, se curvando ao toque dele. — Venho pra cá depois. Vou tirar o resto do dia de folga e ficamos juntos.

— Eu gostaria disso. — ela sorriu de leve, e ele beijou sua bochecha. A ruiva se desvencilhou dele, e parou enfrente a porta, respirando fundo.

O quarto tinha um ar pesado. Não era nada físico, o ar estava parado e tenso como se alguém estivesse puxando-a para baixo. E ao ver Wanda, foi como se seu mundo desabasse.

Ela se sentou na cama ao lado dela, respirando fundo para não perder o controle. Seus olhos lacrimejaram, e foi o mais perto que ela chegou de chorar em décadas.

— Sua... Burra. O que foi que você fez? — sua voz falhou. — Você escondeu alguma coisa de mim, certo?

Ela tocou sua mão, fria. Fechou os olhos e se concentrou apenas em transferir calor pra ela.

— Desculpe não ter vindo antes. Não consegui. Você sabe o quanto eu sou fraca pra algumas coisas. Quando o assunto é você. — ela respirou fundo antes de continuar. — Você tem que acordar, okay?

A ruiva fechou os olhos, sentindo um nó na garganta cada vez mais apertado.

— Você é a coisa que mais amo no mundo. — sua voz ficou fina, o ar parecia ter congelado fora de seu corpo.- Você é minha irmãzinha. Eu preciso de você, certo? Eu.. Te amo. Embora não diga muito isso, você sabe que é verdade. Então acorde, certo?

E o quarto ficou em silêncio. Natasha se virou e abraçou o próprio corpo, encarando o céu lá fora. Ela sabia que algo estava errado. Muito errado.

Isso não é doença, é magia.

(...)

— Você e Natasha estão bem. — Bucky comentou.

— Acho que sim. Temos que nos aturar, vamos casar.

— Ainda não caiu a ficha. — ele abriu um sorriso fraco. — Lembra quando eu dizia que essa brigaiada de vocês ia acabar em casamento? Você ficava puto comigo.

Steve sorriu, esfregando os olhos, e se sentou num dos bancos do jardim, fazendo James o seguir.

— Era tudo mais fácil nessa época.

— Com certeza. — Ele respondeu, olhando para o céu. — O funeral é amanhã.

— Sim. — sua voz falhou.- E eu totalmente entendo que você não queira ir.

— O que? Não, Steve. Eu vou com você. Ela ia querer que eu fosse. — O loiro assentiu, apoiando os cotovelos nos joelhos. — E não ouse dizer que é culpa sua.

— Eu podia...

— Ei. — ele apertou seu braço. — Eu sei que você tenta segurar tudo, mas não é seu dever. Quando as coisas caem não é culpa sua. Okay?

— Tá, pai.

— Deus! Você é cabeça dura assim desde sempre. Se culpando pelas pessoas que morrem, coitado do pequeno Príncipe.

— Nossa professora com aquela verruga grande falava isso.

— Sim. Deus me livre. Mas ela estava certa.

Eles ficaram minutos sem dizer nada, só num silêncio confortável.

— Devia ir ver se Natasha está bem. — Steve assentiu.

— Você vem?

— Vou respirar por mais um tempinho. Não tenho forças pra voltar agora.

Steve tocou seu ombro.

— Vou trazer mais médicos. De todos os cantos do mundo, mas ela vai acordar. Okay?

— Okay. — os olhos marejados de Bucky o encararam.

(...)

Natasha

Eu estava sentada na escada, sentindo enjoos. Eu não faria isso em sã consciência, mas não aguentaria ficar em pé agora. Steve apareceu no pé da escada, claramente perguntando porquê eu estava no chão. E quando me levantei e meus joelhos falharam, ele rapidamente entendeu, correndo pelos degraus, e só não caí graças ao corrimão.

E eu não tinha forças para falar, me joguei em seus braços, que me apertaram forte e me manteram em pé. Fechei os olhos e deixei ele acariciar meus cabelos, minhas costas, me trazendo para o mundo real.

— O que quer fazer? — ele murmurou.

— Nada. — respondi, me afastando, e puxei sua mão até meu quarto. Fechei a porta atrás de mim, e o loiro segurou minha cintura novamente, como se eu fosse cair ao seus pés agora mesmo.

— Você está bem?

— Estou. — sua mão levantou minha cabeça, fazendo-me olhar pra ele. — Eu... Não sei o que fazer.

Ele negou com a cabeça, encostando a testa na minha.

— Eu vou dar um jeito em tudo. Tudo.

— Você não é um super herói, Steve. — dei um sorrisinho fraco, ajeitando seu cabelo e notei o quanto ele é bonito. Ele é perfeito. Tão diferente de mim.

Me inclinei, beijando seus lábios calmamente. Ele se afastou para abrir as janelas e tirou a túnica apertada, ficando com sua blusa beje e folgada por baixo.

Tirei a trança do lugar, virando de costas para ele desamarrar o vestido pra mim. Aquele era realmente muito desconfortável.

— Como você respira com isso? — ele exclamou, e eu ri.

— Não respiro.

Senti seus dedos nas fitas desamarrando, e logo suas mãos pararam abraçando minha cintura, seu corpo colado no meu.

— Steve...

— O que? — ele sorriu de um jeito completamente não Steve, distribuindo beijos no meu pescoço devagar. Arrepiei, me curvando ao seu toque.

— Não podemos... — sua mão subiu e apertou meus seios devagar, me fazendo tentar comprimir um gemido que acabou escapando. — Jesus, Rogers...!

— Para de falar. — os apertões ficaram mais intensos a medida que senti seu volume aumentando contra mim, cada vez maior. Senti um fogo indescritível percorrendo em galafrios quentes todo meu corpo. Derrepente o quarto ficou um inferno, estar totalmente sem roupa agora não seria ruim.

— O que deu em você? — Ele me ignorou, mas senti seu sorriso contra minha pele. — Você vai me deixar doida. — eu gemi, quase incapaz de falar. — Steve!

— É a ideia. — Ele parecia estar adorando meu sofrimento, agh, que tortura!

— Quer que eu pare?

— Não somos crianças, você pode... me tocar. — falei, e ele beijou minha bochecha com um sorriso, me abraçando mais forte, me comrimindo cada vez mais contra si. Eu estava sem ar.

— Vou fazer com você mais do que tocar. — Steve disse, no meu ouvido. Mordi o lábio, fechando os olhos. Se ele não parasse eu não assumiria responsabilidade por nada que eu fizesse depois.

Ouvi a porta se abrir, e num décimo de segundo eu já estava longe dele, quase cambaleando. Steve se virou, escondendo o que precisasse, e eu ajeitei rapidamente a alça do vestido, olhando para o lado ,constrangida.

— Oh! — a criada exclamou. — Desculpe.

E saiu. Olhei para Steve, que estava completamente corado, e comecei a rir. Ele sorriu, tampando o rosto, e apoiou o cotovelo na cômoda.

— Isso não é engraçado! Nós quase..

— Transamos?

— ...fomos pegos. — Ele repreendeu, se legantando. Olhei para baixo, para um ponto deliciosamente específico, comprimindo os lábios. — Natasha!

— Não vou pedir desculpas, você devia pedir desculpa por ser tão gostoso. — peguei um vestido preto com redes de flores prateadas no armário com mangas compridas e fui para trás da treliça, tirando o vestido que eu vestia.

Steve deitou na cama de barriga para cima e pés no chão, e notei que ele me observava. Terminei de me vestir e peguei uma escova.

Me sentei ao seu lado.

— Não podemos... antes do... — Steve disse, respirando fundo.

— Eu sei. — dei a escova para ele, que cruzou as pernas e eu me virei. Ele começou a tirar os grampos, desfazendo a elaborada trança aos poucos.

— O conselho... Tem me pressionado bastante em relação a isso... — notei que ele falava devagar, pisando em ovos. Mas aquilo me fez embrulhar ainda mais o estômago.

— Eu não sei se.. Estou pronta.

— Eu entendo. Ninguém nunca está.

E ficamos num silêncio tenso, ele parecia não querer me chatear com isso e eu tinha que esconder minhas verdadeiras intenções. Não que eu não gostasse de beija-lo, mas eu minto para ele constantemente. E isso me deixava sentir como lixo.

— Ste, o que Bevvan falou pra você?

Sua mão hesitou, quase parando de escovar meus cabelos lisos.

— Coisas babacas sobre você, Wanda, seu pai.

— E mais o que?

— E... Ele me ameaçou. Quer pegar o trono de você. E te impedir de.. Casar comigo e assumir aqui.

Olhei para trás, incentivando-o a continuar.

— Ele insinuou que naquele lugar... que eu não sei onde é... Você foi... — sua voz falhou, e olhei para frente. ah não. — Eu não consigo dizer.

Fechei os olhos, sentindo meus dedos tremerem. Eu sabia que um dia ele falaria sobre isso, mas não esperava que fosse tão cedo.

— Eu não quero... Que você saiba dessa parte da minha vida. — murmurei, abraçando meu corpo, e Steve se levantou, sentando na minha frente. Ele tocou meu rosto, me fazendo abaixar mais a cabeça.

— Nat, olha pra mim. Nat.

Olhei para ele, que tinha olhos tristes e suplicantes. Eu sentia todos os meus demônios arranhando meu coração e pedindo pra sair. Não quero machucar Steve, ele não pode saber.

— Para. — empurrei seus braços, e ele só me agarrou mais. O chutei, usando minha força para fazer ele me largar, ele me deixar sozinha. Mas ele parecia não ter a menor pretensão de me deixar só. O empurrei, esperniando em seus braços. Me debati, me sentindo claustrofóbica.

— Natasha!

Parei, sem forças mais, e murchei em seu colo. Ele me abraçou forte, acariciando meu braço.

— Está tudo bem, ruivinha. Ninguém vai te encostar. Eu prometo. — Senti meus olhos lacrimejarem, e escondi o rosto em seu ombro. Ele me acalmava assim quando éramos crianças. — Ninguém vai te fazer mal. Eu vou te proteger.

— Elas eram horríveis comigo. Aquelas montanhas... Os homens me tocavam. — arfei, sentindo-me sufocar. Um nó de trinta anos de idade foi tocado e ao dizer isso ficou menor. — Eu.. matei eles. Elas. Eu matei todas elas.

Senti uma lágrima de Steve cair em mim e me senti horrível. Eu não queria faze-lo chorar. Eu queria chorar. Droga, por que eu não consigo chorar?!

— Desculpa. — murmurei, quase inaudívelmente, sentindo minha respiração se estabilizando.

— Para de pedir desculpa pelas coisas que aconteceram com você. Não é culpa sua, Nat. — ele me olhou, ele estava desesperado. Seu rosto angustiado só era agravado peas lágrimas. Ele estava se sentindo horrível também, e sei que me ver sofrer para ele é pior que morrer na própria pele. O homem na minha frente estava disposto a me proteger e talvez eu só devesse me render e deixar-me ser protegida.

— Eu te amo.

E amada.

Me concentrei em seus carinhos, que subiam pro meu rosto e desciam pras costas. Fiquei no seu colo como uma menininha e nunca me senti tão protegida assim.

Notas finais
aaaaaaaaaaaaaaaaaa Gente falem comigo nos comentários. Sejam mais criativos poxa não é assim que faz críticas não. me conta o que achou do capítulo de verdade, continuar eu vou, mas quero saber ideias que vocês tem, teorias, criticas construtivas, FALA COMIGO DIREITO GUERREIRO. Vocês preferem capítulos maiores tipo esse (3.000 words) ou os habituais (1.000)? Comenta aiiiiii ♡ Até o próximo. Teremos o Loki hehe e um flashback bem legal dos irmãos Romanoff. Queria dizer que agora as coisas vão esquentar. Se preparem.