A mansão dos Lima e Souza parecia agitada quando o detetive chegou. Sempre se espera algum agito depois de uma morte, com o enterro e as despedidas dos queridos, mas era algo diferente.

Todos os empregados pareciam em azáfama. Correndo de um lado para o outro, embalando grandes jarros de cristais e carregando pedaços de mobília, como se preparassem uma mudança.

Encontrou Vanessa na varanda da sala de estar, um cigarro descansando entre os dedos longos e um óculos escuro escondendo os olhos.

— Mudança?

— Essa não é a cena do crime, não é proibido.

Piscou, esperava um: "Não sou culpada".