Castelo das Lady's Pierce
20 capítulo 19 - Fruto da arvore envenenada
Notas iniciais
Frente a frente com o pai, Elijah procurava mentalmente por um motivo para este continuar vivo, quando muito devia permanecer morto, tal como tinha na memória.
— Como é possivel? — questiona o jovem incrédulo, era como os seus olhos não pudessem ver o que na realidade era. Tudo parecia demasiado destruicido.
— Tem muitas coisas que não sabes meu filho, no entanto não vou perder tempo com explicações por mais que seja o que tanto anseias.
O rapaz pega o seu lenço do bolso muito cortez e passa a dobra-lo delicadamente na mão para consecutivamente o guardar novamente.
— Então qual é a razão da volta? Presumo que não vem a titulo de reaver uma familia que a certa altura teve vontade acesa de caçar. — indagou factos de forma fria, mas realista. — Estarei enganado, você realmente mudou?
Mikael sorri mais para si do que para o filho, o que chegava a causar um certo embaraço. Elijah não era inocente ao ponto de acreditar nas palavras do progenitor. Em tempos havia perdido isso e não eram agora passadas décadas que efectivamente iria dar o beneficio da duvida. Mikael nunca seria o salvador da familia.
— Elijah sinto muito pelo que fiz no passado, nunca foi de minha indole caçar-te ou aos teus irmãos. Sabes perfeitamente que quando me refiro aos teus irmãos, apenas falo dos de sangue, do meu sangue... não ao bastardo idiota do Niklaus, pois esse tenciono sim caçar e matar, assim como a ingrata de tua mãe. — admite o original cruel.
— Não consigo acreditar em nada do que fala. — nada convencido Elijah acaba por responder. — Mas qualquer das formas, o que faz aqui?
Lembrar os motivos da sua procura o fizeram ficar bem mais sério e consequentemente misterioso. Obviamente que para ter sucesso com o plano maquiavélico revela-lo a ninguém, mesmo que isso implica-se enganar o filho.
— Temo que isso não seja da tua conta e para que fique claro, é bom que fiques longe ou posso muito bem tirar algo pelo qual tenhas grande afecto. E se não me engano, não é isso que queres.
O nobre rapaz pensa de imediato na vida de Katherine sua amada temendo perde-la devido a um deslize mal resolvido com o pai. Nada na sua vida era mais importante que ela, então nada implicava perde-la à toa. Estaria assim disposto ajudar Mikael mesmo que contra a vontade de trair o irmão e a mãe. Não podia escolher, era a vida de Katherine que estava em risco. Ela era a sua prioridade no momento. Mante-la viva era o objectivo.
— Bem me parecia que ainda tinhas um bom pensamento lógico.
***
Acomodada na residência Salvatore, Sarah já proclamava suas ordens pela criadagem, deixando todos a rodopiar de um lado para o outro com os seus caprichos sem fim. Damon que observava o movimento de cá para lá, não conseguia conter a língua com os seus curtos comentários.
— Ainda agora chegou e já pensa que manda!
Sarah ouvindo o primo, logo volta a ua atenção pouco amigável. Era notória uma pequena tensão entre o casal.
— Stefan disse que podia ficar à vontade e mudar o que quisesse, por isso não vejo onde está o problema. — pega um leque o mexendo na frente do peito criando um vento agradável e refrescante, no qual irritante.
— O meu irmão não é o unico dono da casa, e para que saibas o irmão mais velho aqui ainda sou eu! — mostra um sorriso exibido de uma dentição perfeita. — Mas como estou de bom humor hoje, nem vou criar caso. No entanto deixa-me lembra-la de que dias não são dias. proveite que a maré muda com a sorte.
Ela revira os olhos dando as costas a ele para dar as suas ultimas indicações às criadas. Contrariado por não ter sido alvo de uma consulta prévia do irmão, Damon acaba mesmo por invadir o silêncio do outro que escrevia fluidamente no seu diário. Entra na biblioteca privada e inicia um citar de palavras.
— Querido diário! Hoje conheci a minha prima, Sarah Salvatore. Imagina que foi com total espanto que a recebi, mas o Damon que é o malvado irmão foi indelicado. Mas resolvi a situação de um modo muito simples. Deixei Sarah mudar tudo o que entendesse para que se sentisse em casa. — o rapaz eleva os olhos ao moreno que mantinha-se do lado da porta de olhar irónico.
— Já vi que andas-te a farejar tudo o que ela anda a fazer. — fecha o livro e acaba levantando do lugar para o guardar em seguida no buraco da estante de magno. — Antes que começes a protestar as tuas opiniões, aviso que é o nosso dever cuidar dos interesses da familia.
O Salvatore mais velho nem contem uma gargalhada sonora. Stefan nºao leva a petio tal ato de má postura, ele sabia que no fundo o outro tinha razão e assim agiria só para tira-lo do sério. Era o modo mais simples que Damon encontrava para deixar todos de cabelo em pé.
— Queres saber? Não gosto da maneira como ela cuida de tudo, acho que tem a mania que tudo aqui é dela!
O Salvatore mais velho estava habituado a ditar as regras em casa, mesmo que em tantas vezes contestado pelo não acordo do irmão. Por assim dizer, ele sempre acaba por fazer tudo o quanto queria. Agora confrontado com uma nova realidade feminina, claramente o deixava fora de si. Achava-se a perder o controle sobre tudo.
Dá uns passos até à janela, a noite anunciava-se com pequenos raios em meia aste lá no horizonte.
— Com o tempo acabas por habituar-te! Afinal ela não pode ser assim tão ruim quanto pintas! — gracejou Stefan sacudindo um lenço e arrecada-lo na algibeira.
— Vês bondade em toda a gente, mas acredita que ainda vais engolir tuas palavras... não sou eu apenas que o digo, as próprias pessoas desiludem! — arrematando aquelas palavras traça uma careta caracteristica.
Ele sempre era desconfiado com toda a gente, menos claro, com quem devesse ter alguma caltela, embora isso não fosse levado muito em conta porque de certa maneira era alguém que despertava sua atenção. Rebekah havia causado isso no rapaz.
Eles podiam permanecer o resto do cerão naquela postura de um empurra, o outro puxa ou vise-versa. Mas lady Sarah destrói a crise sem permissão de entrada.
— Em tua casa não existe educação? — rude Damon questiona-a sobre sinais de má postura em casa de familia.
— É certo que não detens de bom humor, no entanto isso não é da minha conta. — virou as costas ao moreno. — Stefan se me permites, darias a honra de me autorizar a realizar um jantar de boas vindas? — ela olha um dos irmãos que lhe devolve o olhar. Ela percebe e logo procegue. — É que sou nova nessa cidade, e como tal quero ter a oportunidade de conhecer outras pessoas, e dar-me continuamente a conhecer. Sabem, da forma que mereço.
Sarah Salvatore tinha um bom traço na sua personalidade. Era bastante presuasiva. Em muitas das festas que havia ocorrido na sua velha cidade de Chicago, tinha todos um caracter unico. Não existia ninguém no mundo com um carisma tão autentico quanto o seu. Era altamente genuino e chegava a ser misterioso.
— Uma festa bem que me agrada!
Numa unica vez possivel ambos os primos haviam chegado um pleno concenso. Dai até podiam começar a ter uma tão melhor relação ao esperado ponto de vista. Ou simplesmente podessem assumir uma pequena trégua de bandeira branca.
— Ótimo! Vou tentar ser breve com tudo e qualquer coisa... — fez uma pausa. — Farei os meus pedidos. Conto com vocês rapazes!
Ela sai dando passinhos de bailarina de um velho clássico de ballet. Stefan quase prepara uma frase para discursar, contudo vendo a expressão de Damon retorna ao silêncio. No fundo o moreno não era tão má pessoa como eventualmente podia podia dar a entender. Ele lá mesmo no fundo queria muito que ela se senti-se em casa, mas tudo na sua medida certa. Caso contrário estariam sempre em pé de guerra. E salvaguardando bem, Damon gostava pouco de grandes mudanças.
***
Em pleno desespero Kol trilhava um caminho alternativo ao de Niklaus. Obvio que tudo ali tinha uma razão e o mais novo não fazia nada a troco de uma mera ajuda.
Kol Mikaelson não era um monstro na sua totalidade, mas também não detinha da personalidade mais pura do mundo. Não antes de conhecer Tatia que por incrivel que pudesse parecer o havia mudado, e hoje Katherine, noiva do irmão Elijah, causava novamente o mesmo sentimento da mudança. Ele tinha noção do risco que corria ao tentar alcançar algo que já pertencia a outra pessoa, do sofrimento que estaria disposto a causar ao pobre nobre original. Simplesmente na maior facilidade do mundo podia conquistar a donzela e ficar com ela para si, viverem uma vida próspera... ou sendo um bom rapaz, Kol podia simplesmente oferecer uma nova e segunda chance para Elijah ser feliz tal como merecia, cujo a vida nem sempre havia sorrido tão bem.
Contudo, era escusado, ele era igoista e assim acabaria um dia os seus dias na eternidade, e mesmo sabendo da luta que estava disposto a enfrentar, tudo valia a pena. Arriscaria qualquer coisa para ter Katherine em seus braços, mesmo que isso implica-se desafiar a ira de sua mãe Esther, mas a Lady Pierce seria sua.
De pensamento coerente, o original acaba por encontrar um trilho certo e não demora muito para encontrar um esconderijo.
Em contra partida à procura dos outros por causa da garota, Esther via uma oportunidade unica para chamar atenção de todos os filhos e com isso alcançar um unico efeito colateral. A morte.
— Consigo sentir a tua presença! — comenta a vampria nunca tirando os olhos da garota Pierce. — Dahlia aparece!
Katherine desvia os olhos da mãe original para olhar a bruxa que se aproxima. Era uma mulher de cabelos longos e negros. Esta detinha de uma postura rigida, hirta, mas fria. Não existiam traços de um sorriso no seu rosto, era completamente branco e cisudo, envelhecido pelo tempo. Era a mulher mais triste que alguma vez havia visto na vida.
— Esther! — a bruxa para do lado da irmã rodando os olhos lentamente de um lado para o outro. — Recebi o teu recado e como tal, aqui me encontro para realizar parte do desejo.
A garota tinha curiosidade em saber que motivo era aquele que levava Esther a resgatar uma bruxa de sabe-se lá onde para uma possivel crueldade.
— Quero acabar com o mal que causei! A natureza puniu-me cruelmente dando a mim esta condição de vampira e roubando a minha existencia na minha bruxaria. — a mãe de Elijah dialumbrava de um carreiro para o outro. — Era uma bruxa e usei da magia negra para mexer o equilibrio natural. Mereço acabar com a vida de todos, incluindo a minha. — Katherine engole em seco imanginando um mundo no qual viva sem Elijah.
— Preciso de sangue de uma duplicata Petrova! — afirma Dahlia nada sorrindente enquanto prepara um térreo de ritual de magia. — A ultima que recordo nessa linhagem foi Tatia, mas... — leva os olhos de imediato ao encontro da morena de olhos chocolate. — Olhando bem agora para esta jovem, bem que reconheço estes traços, são me tão familiares.
— É uma duplicata! — conclui Esther pousando a mão na maçã do rosto de Katherine contra vontade desta. — Irei usa-la para o sacreficio.
A bruxa incitada olha a morena com um leve avivar no olhar e aproximar dela para obter o sangue que podia unir todos e assim serem alvo fácil a morrer. Porque uma vez ligados, morrendo um, morreriam todos os outros. Era o fim dos orginais.
— Por favor, nãooo! — grita Lady Pierce o mais alto que consegue.
Kol que estava a certa distância escuta o grito e corre o mais rápido que conseguiu. Também Niklaus alcança o mesmo ritmo.
— Eu mato a Esther! — resmunga o loiro original convicto de que a mãe não preparava boa coisa.
Fale com o autor