Castelo das Lady's Pierce

9 Capitulo 8 - Agradecimento


Notas iniciais
Olá galerinha! Me desculpem a falta de cumprimento no domingo passado, mas houve falha minha... quer dizer da minha internet. Mas estou postando hoje e dou minha palavra que para compensar, quarta sai outro capítulo para vocês. Boa leitura

Elijah voltou para casa triste, de certo modo desiludido pela faltar de colaboração do Lorde Pierce ao deixar sua filha livre, contudo, ele já vivia a tempo suficiente para entender das leis dos humanos. E por entender essas leis dos humanos é que ele continuamente discordava.

Ao chegar na mansão Mikaelson o ambiente era calmo, apesar de ser mantido no porão aquele que mais rebelde se sentia. Então na ordem de ir visitar seu irmão, Elijah trilhou para as portas traseiras de acesso ao porão descendo.

Niklaus continuava a observar o tecto em um completo tédio, já tendo desistido até de chamar atenção de todos, incluindo sua mãe.
Quando começou a escutar passos, ele podia simplesmente reagir de forma negativa, mas ao invês disso, ele ficou quieto, como se por um motivo já esperasse algo semelhante.

Elijah seu irmão abriu a pequena abertura da porta da pequena prisão de pedra para olhar seu irmão que por incrivel que fosse já o encarava sem querer.

— Niklaus, parece que já esperavas por mim! — disse este em tom cordial.

— Digamos que ter passado aqui estes ultimos tempos tem me deixado um tanto tisico, e estranhamente calmo. — ele sussurrou semicerrando os olhos, face a claridade que vinha da pequena abertura.

— Acho que tenho alguma coisa para ti! — ele mostrou uma garrafa com sangue humano ao rapaz e foi apenas o suficiente para este se mexer por completo e aquela furia ocupar seu olhar. — Calma, mas antes preciso de certificar-me que não farás nada a nossa irmã! — ele balançou a cabeça. — De certeza?

— Eu já prometi, já estive aqui tempo suficiente, está na hora de me soltarem, porque já estou cheio deste lugar e ando a perder minhas forças com minha sede bruta.

— Tudo bem! — Elijah mesmo ciente do risco acabou abrindo a porta da pequena prisão entrando para tirar as correntes dele e assim ficar livre. — Bebe! — entregou assim a garrafa ao qual o loiro a tomou em tão pouco tempo que parecia não ter bebido nada.

— Não é o suficiente! — comentou ele, ao amassar a garrafa e a lançar para o chão. — Mas por hora é o bastante. — o irmão sorriu.

(...)

Rebekah estava sentada na cadeira de verga vernizada ao observar o cantico dos passaros quando um som de charret, e um respiração humana irregular a despertaram.

Um humano estava aproximar-se da sua propriedade, logo levantou alerta temendo que alguém o visse, o que simplesmente Niklaus estando agora solto e morrer de sede louca, o pudesse matar sem piedade, pois já havia feito isso tantas vezes que se tornava tão banal repetir.

Quando a charret ficou visivel, ela ficou quieta observando no mesmo lugar, esperando ansiosa para que esse alguém não tivesse um atrevimento maior.

Porém, quando um determinado jovem moreno de olhar profundo saiu, ela mudou sua postura completamente lembrando daquele semblante, e do quanto havia sido generosa ao poupar sua vida. Mas ainda assim, ela não fazia a minima ideia para como saber da sua morada e como ele havia chegado até ela, se bem que o havia feito esquecer.

— Senhorita! — ele aproximou pegando docemente na sua mão a beijando cortêz.

— Senhor! — ela fez uma vénia soltando delicamente a mão, mas não perdendo o foco do eventual perigo. — Em que posso ajudar?

— Não te lembras de mim? — ela inclinou ligeiramente a cabeça para a esquerda, depois para a direita. — Salvas-te a minha vida, a um tempo.

— Lamento, não sei do que fala! — ela mentiu, mas era necessário fazê-lo.

— Não lembras? Disses-te umas coisas estranhas, eu quase que levei isso em consideração, mas depois eu não esqueci mais. — ela engoliu em seco, tendo em conta que ele podia eventualmente estar sob o efeito da verbena que tornava muito os humanos imunes a truques de vampiros. — Procurei por ti, por toda a cidade!

— E pelo que vejo acabou por encontrar-me, mas penso que não é uma boa hora para falar, estou muitissimo ocupada! — ela tentou abreviar em tanto o tempo. — Em outro dia terei o prazer de poder recebe-lo.

— Desculpa tomar teu tempo, mas apenas vim para agradecer, e dizer que desde aquela noite do baile que a senhorita não saiu mais da minha cabeça. — ela suspirou. — Não sei que tipo de sentimento é este, mas a verdade é que gosto de senti-lo, e adorava que um dia pudesse sentir correspondido.

— Rebekah! — uma voz vinda de dentro gritava pela atenção da jovem que apressadamente dirigiu-se para a porta.

— Adeus! — ela falou antes de entrar.

Damon ficou estático olhando a porta na sua frente fechar sem ou menos ver uma palavras de correspondencia. É certo que assim como o irmão havia falado, Rebakah em nunca ia corresponder a nada do que imaginva.

***

Um problema estava a começar, a noite do lado de fora a cair, e aquela esperança maldita de que esse tal prometido noivo pudesse nunca aparecer era tanta que a jovem já perdia a conta.

Por outro lado, o melhor mesmo seria fugir sem deixar rastro ao inves de sentar na mesma mesa com alguém que jamais teria sua correspondencia amorosa, pelo simples facto de Katherine amar outro homem.

Quando Meredith entrou no aposento da rapariga, Katherine nem deu espaço para respirar a invadindo com pedidos.

— Meredith! — ela olhou preocupada. — Por favor ajuda-me! — implorou ela.

— Menina, algum problema?

— Bem grande, maior que eu não quero enfrentar!

Ela chorou as lágrimas que tinha e as que não tinha face ao laço que tão pouco queria concretizar., por um mero capricho de seu pai. É certo que enfrenta-lo novamente seria um risco, cujo ela estava pronta a enfrentar se necessário.

Uma coisa era certa, com aquele homem que fosse ela não ia casar, pois jamais iria premitir uma afronta dessas com sua pessoa.

Desta feita, ela conspirou um plano com sua ama que no fim de contas acabaria por ajuda-la, sendo que um pedido era sempre uma ordem para uma mera serviçal de uma realeza.

Por outro lado, ajudar numa fuga de um modo promissor ia gerar uma grande revolta no Lorde Pierce que só ia descansar matando os culpados por ajudar a filha a sumir do compremisso.

Meredith temia por isso naquele momento em que escutava as palavras de Lady Katherine. Ela até podia não ter familia por ter morrido toda ela ao serviço da guerra da febre amarela, contudo, sonhava, como qualquer pessoa, como qualquer ser humano sonha.

Na sua cabeça ser ama não seria para a vida toda, um dia seria alguém ao lado de um marido, de uma familia que ao longo do tempo podia bem construir.

— Menina, eu quero muito ajudar, mas temo pelo seu pai, ele é incrivelmente assustador quando lhe faltam com as responsabilidades! — disse esta de forma terna ao qual a jovem na sua frente mudou a expressão de seu semblante.

— Prometo que não irá acontecer nada contigo! — pegou as mãos da ama pela primeira vez, desde que ambas podiam lembrar. — Para onde eu for, irás comigo, assim meu pai nunca terá chance de encontrar-te, nem a mim. — ela suspirou assentindo.

Então os pontos estavam unidos, agora era hora de preparar tudo ao pormenor, e acima de tudo, não deixar que ninguém soubesse disso. Por outro lado agora tudo estava mais fácil, pois Lorde Pierce havia permitido a saida de Katherine pelo castelo, onde este sem saber ela ia fazer aquilo que desejava.

(...)

Quando o fim da tarde caiu, e o som dos grilos contarolavam no lado de fora da janela, ela respirou fundo, e pensou consigo que seria capaz disso, pois não ia ser covarde de se entregar a qualquer homem em troca de ouro ou pagamento de dividas de seu pai.

Na cabeça dela, nenhuma mulher de alta realeza, era mercadoria e muito menos seria assim que a felicidade seria comprada. Amor e afecto são conquistados a longo prazo, não assim com ordem.

Sairam ambas do aposento pela calada, e com muito cuidado usaram um caminho secreto, cujo poucos conheciam, mas muitos curiosos podiam investigar, como era o caso dela que numa determinada manhã havia achado aquele ponto ótimo.

No entanto isso não vinha ao acaso, na verdade era hora de fugir sem ter tempo para pensar. Contudo quando chegaram ao viaduto onde podiam simplesmente passar porque a agua estava a baixo do nivel de as impedir de passar, havia um buraco, ao qual Katherine olhou e viu desde logo pessoas, talvez as que o pai havia convidado para o banquete do noivado que pelo sim ou pelo não isso nem ia acontecer.

Só que naquela instancia de olhar, a sua pele arrepiou, como se aquilo fosse um pressentimento mau, e que algo de ruim ia acontecer na sua ausencia. Inicialmente ela tentou ignorar isso, pois essas coisas não passavam de meras coicidências de seu inconsciente.

Então deixou que essas pessoas, e esse homem de aspecto rubusto passassem para com ajuda de Meredith sairem e seguirem o trilho até a onde havia uma carruagem pelo qual não iam sentir falta, pelo menos não por agora.

— Menina, tem a certeza? — perguntou a ama ao subir e se sentar bem ao lado da moça e assim com algum jeito puxar as redeas da carruagem.

— Nunca estive tão certa da minha vida como hoje! — respondeu ela dando uma ultima olhada ao castelo, e respirar fundo enquanto se afastavam vagarosamente do local.

Notas finais
Gostaram? Comentem, favoritem e recomendem se a fic merecer. ♥ Até quarta, meninas!