Cassis
2 Capítulo 2
Notas iniciais
the GazettE e Miyavi não me pertencem
por mais que eu quisesse mais não são.
“As coisas que te fazem tremer...
Por que doem tanto em mim?
Provavelmente eu repeti isso
Porque estava com medo de te perder.”
Depois daquilo tudo eu ainda tive que explicar toda a história para o pessoal. Eu realmente não gostava de ficar falando muito sobre isso, mais como eles estavam praticamente implorando para eu ou o Uruha falarmos, então contamos, e eu ainda tive que ir para o castigo depois da aula. Não consegui escapar. A cena foi cômica, para os outros é claro, por que para mim não foi nem um pouco.
Na sala de aula, o professor tentava manter minha atenção no livro de matemática, mas era simplesmente impossível de eu conseguir realizar qualquer calculo ainda mais depois do que o Kouyou tinha me dito na hora do intervalo.
Livros, giz e até apagadores de lousa foram o que recebi em minha cabeça para voltar minha atenção ao chato do professor Hiroshi. Ameaçado de ter meu atraso e meu perfeito descaso com a aula de matemática contada para o meu pai, fui forçado a tentar fazer alguns cálculos que, segundo ele, foram ensinados hoje na aula na qual eu passei dormindo.
_ Então com os valores do gráfico você substituirá na equação da reta e...
_ E essa porra é chata de mais! – Não evitei gritar, levando minhas mãos a meu cabelo os puxando e quase os arrancando. – Como você e o papai conseguem dar aula de uma coisa tão chata?
_ Ora garoto! – Hiroshi se encaminhou até mim com a fúria em seus olhos e assim que chega a minha frente, me entrega logo um safanão na nuca. – Tenha mais respeito por mim já que não tem pela maravilha que é a matemática e não repita mais palavrões em minha presença!
_ Que chatice! Eu só quero terminar logo essa merda e ir pra casa!
_ Se você começasse a chegar na hora, talvez nenhum de nos dois tenhamos que fazer isso novamente.
_ Então se você me deixar ir para casa agora sem ter que ficar fazendo esses cálculos idiotas! Eu estarei aqui na escola na hora certa amanhã!
_ Como se você fosse conseguir me chantagear moleque! Quanto mais cedo terminá-la, mais cedo iremos para casa.
_ Mais que merda! – recebo outro safanão na nuca, mas quando o olho emburrado na expectativa de receber o mesmo olhar, me surpreende quando na verdade um sorriso sarcástico é o que me é entregue.
_ Anda! Estou com fome e quero ir para casa!
_ E por que não vai?
_ Estou servindo de babá para um marmanjo agora e não vou sair daqui até terminar a conta!
_ Merda! – me virei para meu caderno e tentei fazer. Ele viu que estava tentando fazer só por que eu queria estar o mais longe possível dele. Foi quando ele arrancou o lápis da minha mão o jogando em cima do livro.
_ Pode ir para casa.
_ O que? Mais eu não terminei a conta! Não que eu saiba como termina, mas não terminei!
_ Até você terminar eu já vou ter pegado no sono! Anda! Guarde seu material e vá para casa! – não precisou falar mais nada. Joguei tudo dentro da mochila e disparei para casa.
Voltei andando calmamente pelas várias ruas de pouca iluminação que separavam minha casa da escola. Não que eu me importasse, na verdade eu até gostava de não morar nem tão perto nem muito longe da escola, assim a caminhada que eu levaria até minha residência, talvez – só talvez – me ajudasse a pensar em alguma coisa que possa ajudar o Kouyou a fazer o pai mudar de idéia... Ou algo do tipo.
Com minha mochila pendurada em minhas costas, minhas mãos enterradas nos bolsos da minha calça jeans e meus olhos fitando as calçadas gastas do caminho que levaria até minha casa perdendo-me em meus pensamentos, em lembrança e até mesmo em planejamentos para o futuro solitário que poderia ser em breve. Custava conseguir aceitar que Kou tivesse que ir embora. Não entedia por que me sentia vazio daquela forma. Kouyou era meu amigo há tanto tempo que não me imaginava mais fazendo qualquer coisa – por mais insignificante que fosse – sem tê-lo por perto.
Continuei andando, preso em meus pensamentos que me ligavam a apenas aquela figura loira e tristonha de hoje mais cedo. Entrei em casa, guiado pela rotina de sempre tirar meu tênis quando chegava. Um não fraco e quase imperceptível foi a minha resposta a mamãe quando me perguntara se iria jantar e em seguida subi as escadas que davam acesso ao segundo andar onde se encontrava meu quarto. Larguei minha mochila em cima da escrivaninha e me joguei em cima da cama.
Por que o senhor Takashima tinha de se eleger a uma promoção? Não! Por que ele queria levar Kouyou para longe de mim e da turma? Só queria ficar para sempre com o meu amigo, isso era pedir de mais? Essas e outras perguntas rodeavam minha cabeça desde o momento em que Kouyou disse que iria embora. Por quê? Por quê? Por quê?
Meus pensamentos são interrompidos bruscamente quando ouço aquele mesmo barulhinho chato de hoje de manha. Tocava meu celular sem parar em meu bolso. O tirei sem pressa alguma, apesar de odiar aquele som inquietante, em seu visor estava Meevy.
_ Fala, Meevy!
_ E ai, Aoi? Como foi a aulinha particular com o Professor Hiroshi?
_ Para de ser idiota! Alem de rir da minha cara enquanto era arrastado por ele, você ainda me liga para saber como foi à aula? Mui Amigo você!
_ Para de frescura, Yuuzão! Sabe que eu te amo!
_ Sei! Sei sim... Imagino como seria se não me amasse! – pude ouvir sua gargalhada assim que terminei meu comentário. — Abestalhado!
_ Com muito orgulho sou assim! Bom... Mas não foi por isso que te liguei!
_ Então para que?
_ O que vai fazer em relação ao... Você sabe... Ao fato do Uru-kun ter de ir embora depois do festival?
_ Por que me pergunta isso?
_ Por que vi nos seus olhos o quanto você ficou triste com isso!
_ Não tinha como não ficar triste! Kou e eu somos amigos há anos! Não consigo imaginar minha vida sem ele agora.
_ Isso é muito romântico... É sério! Romântico mesmo, mas... Você não me respondeu!– agora o tom irônico do bobalhão do Miyavi foi tomado pelo sério. Isso era uma coisa rara, ouvir, o brincalhão número um do colégio, falar sério, o que indicava que ele realmente estava muito preocupado. – Vai me responder?
_ Vou... Eu não sei! Não sei mesmo o que fazer!
_ Podíamos tentar convencer o pai do Uru-kun a deixá-lo ficar na casa de alguém da turma até o fim do colégio, ao menos! O que você acha?
_ Difícil disso acontece! O Senhor Takashima mal deixa o Kou sair de casa para fazer trabalho da escola, imagina morar aqui sozinho na casa de quem ele nem conhece e longe da família.
_ Ah não custa nada tentar!
_ Também acho! Mas se não der certo, não poderemos fazer nada a não ser curtir o Kou até o ultimo dia.
_ Cara! Que situação chata! Nunca pensei na possibilidade de não ver mais o Uruha!
_ É! Eu também não! – minha atenção foi voltada para a porta do meu quarto ao ver minha mãe entrar. – Espera um segundo Meevy!
_ Tá!
_ O que foi mãe?
_ Kouyou está lá embaixo... Quer falar com você!
_ Fala pra ele que já estou indo! – voltei-me ao celular assim que minha mãe saíra do quarto. – Meevy! O Kou ta aqui! Vou falar com ele... A gente se vê amanha na escola!
_ Ou mais tarde eu ligo para saber sobre a DR! – nunca perdera a oportunidade de uma gracinha dessas, era típico dele insinuar coisas como essas, mas também não contive uma risada baixa por conta do comentário. – A não ser que a discussão do casal acabe na cama
_ Cara, você gosta de atazanar a minha vida não é? A Mania chata de falar que eu tenho algo com o Kou...
_ Nasci para isso! – Ele voltara ao Meevy brincalhão. Desligamos o telefone e fui para a sala onde minha mãe fazia companhia ao loiro sentado no sofá com uma xícara de chá quente.
Ao perceber que havia descido de meu quarto, mamãe apenas sorriu para mim e foi para a cozinha para nos deixar conversar. Ela sempre fazia isso quando meus amigos me visitavam em casa. Era algo que para ela se tornara rotineiro desde que fiz meu primeiro colega na escola. Aproximei-me dele, sentando ao seu lado no sofá. Ele me olhava com o mesmo olhar triste de quando o encontrei na sala do clube de música, a única diferença é de que não estavam inchados.
_ E ai? Falou com seu pai?
_ Tentei! Mais como de praxe ele não atende meus telefonemas quando está na empresa, o que ele tem feito com muita freqüência desde que me contou da mudança. – falou desviando meu olhar, agora fitando a xícara com chá pela metade em sua mão. – Ele sabe que não quero ir embora! Então não me atende mais.
_ Isso não é certo!
_ Não sabia o que fazer então eu resolvi vir aqui! Não sei por que, mais precisava te encontrar. – voltou a me encarar corado. Um sorriso leve nasceu em meu rosto vendo aquele ser magro e pálido tomar uma cor rosada em seu rosto.
_ Sabe que pode contar comigo.
_ Sei! Isso é muito importante para mim e fico feliz em saber também! – sorriu.
_ Estava falando com o Miyavi no celular antes de descer.
_ Hoje ele me enfezou! É sério! Ele consegue ser irritante quando quer!
_ Ele não estava sendo irritante! Você que não estava para brincadeiras naquela hora... E ele também não quer que vá embora!
_ Eu sei! Vou sentir saudades das brincadeiras dele quando eu for embora.
_ Não fale assim! Vamos arranjar um jeito.
_ Que jeito? Seqüestrando-me? Se for eu aceito!
_ Engraçadinho você! Sabe que não dá para fazer isso!
_ Então não tem nada a ser feito a não ser aceitar que daqui a três meses não estarei mais aqui. – aquilo me irritou. A aceitação dele me pareceu que ele não queria mais a presença de nenhum de nós e queria mesmo se livrar do fardo de ter que nos agüentar. Não... Não era isso. Ele estava mais triste do que eu, Miyavi ou qualquer outro da nossa turma, afinal, ele é quem estava indo embora não a gente. Ele olhava para mim suplicando por ajuda, pois alem dele mesmo, eu sou a pessoa que mais sabe o quanto ele cresceu desde quando se mudou para cá.
Tímido, acanhado, o nerd da turma. Esse era o Uruha quando o conheci na oitava série. Tinha medo de tudo e de todos, evitava qualquer confronto físico por saber que era fraco demais até mesmo para uma bolada na queimada na aula de educação física. Aproximamos-nos quando o Kai me jogou para cima dele para tentar fazê-lo entrar na brincadeira. Ele não aceitou, é claro, sabia o quanto seu corpo era frágil a pancadas, então não insisti, mas apartir daí começamos a ficar mais próximos. Joguei aqueles óculos de fundo de garrafa que ele usava para longe, e lhe dei um belo par de lentes incolor para não esconder a bela cor daqueles orbes hipnotizantes e dóceis que só ele tinha, e com aquela situação, perdia seu brilho a cada segundo que se passava.
A idéia do Miyavi de tentar falar com o Senhor Takashima não foi deixada para trás, mas a idéia pessimista de que ele não ia aceitar e ainda proibiria o Kou de se aproximar de nós, foi tomando seu lugar.
Lancei meus braços em sua direção, o trazendo para perto de meu corpo. Enterrei meu rosto na curva de seu pescoço e podia sentir ali seu cheiro, seu arrepio e até um pequeno e sorrateiro suspiro que o loiro deixara escapar. Não sabia se era pelo abraço ou pela situação, mas eu até gostei do suspiro.
Mais em que eu estou pensando? Ao invés de pensar em como fazê-lo ficar, fico pensando em como gostava do suspiro do garoto? Eu só poderia estar ficando maluco com aquilo tudo, pois não me contive em passar a pontinha de minha língua em seu pescoço causando mais um arrepio, mais um suspiro e, para acompanhar, um olhar meio assustado da parte do Kou.
_ O que foi? Não gostou?
_ Não é isso... É que... É que você nunca fez isso! Só estranhei!
_ Se não quiser não faço mais, certo?
_ Não! – certo desespero tomou conta dele, o fazendo se jogar em cima de mim e me tomar e um abraço forte e muito aconchegante, como ninguém – nem mesmo mamãe e papai – sabia dar. – Eu gostei! – notei seu rosto ficar ainda mais vermelho mesmo que ele tentasse esconder em meu peito. Soltei um riso abafado por seus cabelos com os quais o cheiro impregnava minhas narinas.
_ Kou... Tem alguma coisa que você está me escondendo não é? – segurei seu rosto com delicadeza o fazendo olhar em meus olhos, o que o deixou incrivelmente próximo de mim. – Não tem? – sussurrei.
_ Eu... Não! – desviou o olhar e se afastou quando percebemos que minha mãe acabara de entrar na sala.
_ Mãe?
_ Filho, você vai quer chá? Vai querer mais chá Kouyou, querido?
_ Eu quero sim mãe!
_ Eu ainda não terminei o meu senhora Shiroyama, mais quando eu terminar, eu acho que vou querer sim...
_ Está certo gracinha! Vou trazer o seu chá filho!
_ Tá! – sorri e ela nos deixou a sós novamente. – Não vai escapar Kouxudo! Você ainda não me falou o que está passando nessa sua cabeçinha! – pressionei meus dedos contra sua testa a empurrando para trás.
_Por que acha que estou armando alguma?
_ Por que está! Eu te conheço Takashima Kouyou! Anda! O que está armando?
_ Não estou armando nada! Na verdade eu ainda nem falei o motivo de eu ter vindo até aqui!
_ Não seja por isso! Fale! – me joguei no sofá. – Sou todo a ouvidos!
_ Você é muito besta às vezes sabia? – ele foi engatinhando por cima de mim até que nossos olhos se encontram um a frente do outro. A sensação que tive foi a de ter um frigorifico em meu estomago, meu rosto foi esquentando e me forcei a desviar meu olhar daqueles orbes castanhos que teimavam em me encarar. Afastou-se enquanto ria.
_ Não sei qual é a graça!
_ Mais eu sei... Sabia que até que você fica bonitinho assim coradinho? – sua mão gélida encostou-a em meu rosto e por mais que ele tentasse transmitir calma, o que não pude sentir com ela tremendo.
_ Você está bem? Está com frio? Se quiser eu te empresto uma jaqueta minha...
_ Não precisa não! Eu tô bem!
_ Tem certeza? – segurei sua mão com as minhas no intuito de aquecê-las, e ai talvez elas também parassem de tremer, o que não aconteceu, podia tê-las aquecido, mas as mesmas continuavam a tremer. – Tem certeza mesmo que não quer? Você está tremendo!
_ Aoi... – me encarava.
_ Certo! Não vou insistir mais! Mas... O que te trouxe aqui?
_ Ah, é mesmo! Você já pensou em alguma coisa?
_ Sobre você ir embora?
_ Quem vai embora? – mamãe voltara da cozinha com duas xícaras de chá em uma bandeja, depositando-a sobre a mesinha de centro na sala.
_ Er... Eu!
_ Mais já? Está cedo!
_ Não é isso mãe! – me sentei e sem encarar a minha mãe, peguei uma xícara de chá e fiquei a olhar o liquido que se mexia conforme a colher que eu mexia. – O Kou... Ele vai... Se mudar para Hokkaido! – com muito custo consegui terminar a frase. Estava sendo doloroso de mais, era como arrancar um filho de sua mãe.
_ Hokkaido? Nossa é tão longe! – ela olhou para mim e para o Kou e viu nossa expressão mutua. – Agora sei por que estava tão abalado quando chegou a casa querido! – a olhei forçando um sorriso. – Mais como sei o quão você é cabeça dura, vai acabar achando um jeito de ficarem juntos.
_ Obrigado pela parte que me toca!
_ Bom... Estarei na cozinha! Precisar é só chamar! – saiu da sala.
_ Eu não sei o que fazer ainda! Já pensei em todo tipo de possibilidade possível e também impossível de te fazer ficar, mas não sei se vão funcionar!
_ Como assim?
_ Bom, já pensei em ir falar com seu pai! Diretamente! Foi à idéia que o Meevy teve também!
_ Não! Isso não! Não vai adiantar de nada falar com ele! Se eu não consigo imagine vocês!
_ O que tem de mais? Não custa nada tentar não é?
_ Não sabem como é difícil lidar com o papai... Vamos arranjar outro jeito! Sei que vamos!
_ Não faz sentido o que diz, sabe que para conseguir ficar aqui, você precisa falar com... — Com a sua mãe! Já falou para ela que você não quer ir?
_ Já! Ela também não quer ir embora, mas também não quer ficar longe do papai.
Aquilo me fez ter uma idéia. Talvez a mãe do Kou-kun o deixasse ficar em minha casa ou na casa de alguém enquanto não terminávamos a escola. Kouyou não precisava apenas da permissão do pai para isso.
_ Vamos falar com a sua mãe! Talvez consigamos convencê-la a te deixar ficar aqui em casa.
_ Acha que vai dar certo?
_ Estou ficando cansado de falar isso, mas vou repetir por mais uma vez... Não custa nada tentar.
_ Certo! – Olhou para o pequeno relógio que tinha ao lado de um porta-retrato com uma foto da minha família nele, onde marcava mais de dez horas da noite. – Eu tenho que ir para casa! Está tarde!
_ Eu vou com você até em casa!
_ Não precisa! Sabe que não moro muito longe... Ainda... Mais eu vou sozinho... Papai provavelmente de estar me esperando em casa para dar mais um sermão de que não devo sair sem avisar e ainda chegar tarde.
_ Tem certeza?
_ Tenho... Pode deixar que sei me virar sozinho... – sorriu logo levantando do sofá e eu o acompanhando.
_ Se você diz... – o acompanhei até o portão de casa onde o abracei novamente. – Não se esqueça de me ligar quando chegar a sua casa para avisar que chegou bem.
_ Okay Yuu! – nos soltamos. – Nos vemos amanha na escola. — E ele foi embora acenando para mim com um sorriso largo estampado no rosto na tentativa de esconder a tristeza que lhe era evidente em seus olhos.
Voltei para dentro de casa e encontrei a face decepcionada da Sra. Shiroyama ao ver que o Kouyou já havia ido embora e nem tomara o seu segundo chá quente. Terminei o meu chá e fui direto para o meu quarto me jogando na cama e escondendo meu rosto no travesseiro que sempre foi meu confidente e meu melhor amigo. Mais minha paz acaba, o celular toca de novo e para o meu desgosto, era o Miyavi de novo.
_ Como você adivinhou que o Kou acabara de ir embora?
_ Não precisa muito... Essas DRs de vocês não duram mais de uma hora.
_ Não é DR...
_ Ah, tá bom eu finjo que acredito... E ai?
_ E ai o que?
_ Santa Barbara dos garotos com falta de inteligência, ajude o meu Yuuzão!
_ Meevy, me diz! A Sua avó esqueceu-se de comprar o seu remédio para a loucura de novo não é?
_ É, estou preocupado com ela! Isso tem ficado muito freqüente! – gargalhamos por instantes com a brincadeira, mais logo o clima volta a ficar tenso. – Não... Agora falando sério! Como foi a conversa? Ele andou chorando mais depois da escola?
_ Não! Ele estava triste, mas os olhos não estavam mais inchados.
_ E surgiu alguma idéia alem da minha? – tom de ironia reinava em sua voz.
_ Sim! Não sei se você sabe mais você não é o único que pensa!
_ Bom saber que o Uru-kun sabe pensar também!
_ Besta! Er... Eu pensei em ao invés de falar com o Senhor Takashima, ir falar com a mãe do Kou!
_ GRANDE YUUZÃO! – Juro que se eu não tivesse afastado o celular da minha orelha naquele instante, eu teria ficado surdo com o grito daquele desmiolado. – A Tia Aiko é de mais! Mais olha, eu não garanto que ela vá deixar o Uru-kun ficar na sua casa, no máximo ela deixa-o ficar aqui em casa.
_ O que quer dizer com isso? Está insinuando que eu vou desvirtuar o Kou?
_ Se a carapaça serve!
_ É mais fácil ele se desvirtuar morando com você do que comigo, seu tatuado pervertido!
_ Eu?! Pervertido? Nunca! Como fica difamando minha imagem assim? Eu sou só um garoto ativo!
_ Meevy! Poupe-me dos detalhes, por favor! – nem consigo imaginar a cara que fiz ao imaginar o que poderia estar querendo dizer ao falar aquilo, sem falar nas gargalhadas que podia ouvir do outro lado da linha.
_ Ah não... Justo agora que eu estava querendo te falar o que eu e a gatinha do terceiro anos fizemos semana passada!
_ Nem vem! Poupe-me das safadezas da sua vida!
_ Viu como você é safado! Eu não falei nada de hentai... Eu e ela apenas fomos ao cinema! Esqueceu? Você mesmo comprou os ingressos para nós!
_ Ah... Tinha me esquecido disso!
_ E depois eu sou o pervertido, o sem-vergonha não é?
_ Besta! Eu vou amanha à casa do Kou falar com a mãe dele depois da escola! Vai ir comigo ou vai ficar de graça?
_ Vou sim senhor tenho cara de inocente mais sou um tremendo safado!
_ Nos vemos amanha senhor sou safado e não tenho medo de admitir!
_ Até amanha! – desligamos o telefone. Tomei um banho quente e demorado. De lá fui para meu quarto e desta vez pretendia acordar só no dia seguinte. O que não foi muito difícil, dormi como uma pedra.
No dia seguinte todos nos encontramos na escola. Kouyou já estava ciente de que eu e Miyavi íamos acompanhá-lo até sua casa e não teria como ele dizer não.
_ Vão então à casa do Kou-kun depois do clube?
_ Sim! Vamos falar com a Tia Aiko!
_ Com certeza a Tia Aiko vai deixá-lo ficar Uruha-kun!
_ Kai você gosta mesmo da mamãe não é?
_ Ela me trata bem quando vou à sua casa!
_ Até parece que é apaixonado por ela!
_ Não fale isso Ruki-chan! – Kai se escolhia atrás de Kouyou como uma criança envergonhada. – Isso não é verdade!
_ Você gosta da minha mãe? Olha Yutaka saiba que mamãe é apaixonada pelo papai, ela não vai largá-lo!
_ Ei! Eu já falei que não é isso! Eu só gosto dela como amiga, do mesmo jeito que eu gosto da mãe do Yuu-chan, da avó do Meevy...
_ Da prima do Reita, da sobrinha do Ruki... — insinuava com a cara mais lavada do mundo e contando no dedo enquanto falava.
_ Ei como assim da minha prima?
_ Minha sobrinha só tem quatorze anos seu pedófilo!
_ Parem com isso! Eu não gosto delas dessa maneira que vocês estão pensando! Gosto como amigas!
_ Acha que não sabemos disso besta?
_ A cara que você faz é a pior!
_ Não tem graça!
CONTINUA...
Notas finais
Onegai.... Reviews *---------*
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