Cassie & Evan
12 Capítulo XII
''As minhas mãos viajaram-lhe pelo corpo, um país ainda por descobrir que eu aqui batizo como Evanlândia''
>Cassie
Descemos para tomar o pequeno almoço e logo depois começamos a preparar o caldo com o que o Evan conseguiu caçar.
Ficamos em silêncio e eu ponho-me a pensar em tudo o que aconteceu nas últimas horas.
Primeiro, eu, Cassiopeia Sullivan estou finalmente a namorar um rapaz, o primeiro para quem não entendeu. Era suposto eu estar feliz mas na verdade eu estou preocupada na complicação de tudo isto, no facto de eu não perder o foco que é salvar o meu irmão e de que provavelmente isto é uma ilusão. Nós estamos no meio de uma invasão extraterrestre, os dois sozinhos, um garoto e uma garota, isto mete um bocado se pressão e temo que o que se está a acontecer só esteja realmente a acontecer devido a toda esta situação e não porque ele realmente goste de mim ou que eu goste dele. Sim, porque eu ainda nem sei se gosto dele, ele é giro e muito atencioso comigo e eu tenho medo de estar a confundir as coisas, porque eu nunca estive apaixonada antes. Bom eu tinha aquele paixoneta pelo Ben Parish, mas o que eu sinto pelo Evan é totalmente diferente! Eu sinto-me bem quando estou com ele, sinto-me segura e até feliz. Ele dá-me esperança de que ainda é possível tudo dar certo. Mas depois eu ponho-me a pensar Se as circunstâncias fossem outras, ele também se iria sentir atraído? Ou isto só está a acontecer porque eu sou a única garota com que ele tem contacto?
Eu acho que me devia deixar levar e esquecer todas estas inseguranças, mas não é fácil aliás acho que nenhum relacionamento é fácil e nesta situação torna-se ainda mais complicado.
...
Depois de acabarmos o caldo eu fico a arrumar a cozinha mas o Evan vai até ao antigo escritório do pai dele e quando volta trás com ele um mapa que estende sobre a mesa da cozinha.
—O que é isso?- sim, eu sei que é um mapa, só não estou a entender o que é que ele está a fazer.
—Um mapa- diz tirando uma caneta do bolso e encarando o mapa pensativo- Então, a quinta fica aqui- e assinala com uma cruz no mapa- E a base para onde o teu irmão foi levado aqui- assinala outro ponto no mapa- Nós podemos seguir pelo meio destes pinhais aqui porque eu conheço umas estradas de terra batida onde ninguém nos vai ver que vêm ter aqui- e assinala mais um ponto no mapa- depois podemos seguir pela periferia da cidade e chegamos à estação. De lá é só seguir pelo linha do comboio até chegarmos aqui, uma vila que fica apenas a uns quilómetros da base- e vai traçando o caminho pelo mapa- Agora só precisamos de saber como vamos fazer para tirar o teu irmão de lá.
Fiquei a olhar para ele chocada com tamanho empenho em salvar o meu irmão.
—Não te preocupes Cassie vai tudo correr bem. Mais tarde ou mais cedo eu tinha de sair daqui e ver o que é que se está a passar lá fora.
—E...- a processar a informação- E que é que vamos fazer depois, caso o consigamos salvar?- engulo em seco ao pensar na possibilidade de não o conseguir salvar.
—Então voltamos aqui para a quinta. E pode ser até que consigamos trazer mais sobreviventes. No meio de todos aqueles jovens de certeza que alguns já desconfiaram e chegaram à conclusão de que os militares não são quem dizem ser. Podemos até encontrar outros humanos pelo caminho.
—E como saberemos que eles são humanos?
—Não sabemos. Salvar outras pessoas é apenas algo que pode acontecer, porque a nossa prioridade é o teu irmão.
—Ok. Então mas e quando chegarmos à base o que é que vamos fazer?
—Eu não sei, Cassie. Essa é a parte complicada do plano nós nem sabemos o que vamos encontrar lá...
>Evan
Na verdade, eu sei exatamente o que vamos encontrar. E sei também que esta é uma missão suicida, nós não vamos conseguir chegar à quinta e ser uma família feliz, pelo menos nós três juntos. E se eu tiver de me sacrificar para ela e o irmão sobreviverem, que seja, eu não me importo. De qualquer das maneiras eu vou ter de lhe contar que sou um Outro muito em breve para lhe poder explicar o que ela vai encontrar quando chegarmos à base, e depois disso ela só vai querer salvar o irmão e vai odiar-me, e neste momento simplesmente não vale a pena viver se não for para a ter ao meu lado...
—Então eu acho que tu consegues entrar na base facilmente porque eles ainda devem de estar à procura de mais crianças sobreviventes, depois de estares lá dentro é só encontrares o teu irmão, depois para sair…- digo inventando um plano rasca qualquer porque antes de ela entrar naquela base eu vou contar-lhe a verdade sobre mim e logo depois explicar-lhe tudo o que se passa por lá.
—Vai ser impossível sair! Os Outros não são burros, provavelmente eles até têm alguma sistema que avalia as pessoas e vão conseguir ver o que é que eu pretendo fazer na base!
Mas como é que ela sabe!? Mas porque é que eu estou espantado? Esta é a minha garota, pela qual eu estou perdidamente apaixonado…
—Sim realmente eles podem ter, se eles tentarem revistar as tuas memórias ou coisa do género vais ter dos atacar e de procurar o teu irmão enquanto estás a ser perseguida pelos Outros.
—Perfeito- ironiza revirando os olhos.
—E depois para sair, podíamos tentar fazer uma bomba caseira ou coisa do género para funcionar como distração, era só pô-la num dos muros e depois tu saías por outro lado qualquer.
—Não me parece que vá resultar…
—Nem a mim, mas eu nem conheço a base e como nem temos Internet para pesquisar fica difícil saber como agir, podemos sempre tentar chegar até lá vigiar durante uns dias e só depois decidir como agir.
—Sim, talvez seja melhor…
Não me parece convencida mas também não faz mais perguntas.
—Partimos amanhã, então?- pergunta-me.
—Sim.
—Então é melhor começarmos a preparar as coisas.
Ela vai até ao quarto dela para arrumar a sua mochila e eu vou para o meu para preparar a minha. Passado um bocado ela vem ter comigo.
—Evan- chama da porta- Posso?
—Sim, claro- digo e sorrio.
Ela olha à volta, agora é que reparo que é a primeira vez que ela entra no meu quarto, ela sorri e depois encara-me.
—Bom e lá se vão as férias no campo, mas foi bom enquanto durou…- ela diz ainda sorrindo.
—Isso quer dizer que gostaste de estar aqui?
—Hum…- ela vai-se aproximando- Mas ainda assim eu acho que gostei mais da companhia- ela diz alcançando-me e colocando os braços à volta do meu pescoço.
Não perco mais tempo e junto os meus lábios nos dela, o beijo começo por ser lento e carinhoso mas logo passa para algo mais quente e um pouco desesperado.
Ela coloca a mão dela na minha nuca e puxa-me mais para ela, eu ponho as minhas mãos na sua cintura e faço exatamente o mesmo.
As mãos dela percorrem as minhas costas e chegando ao fim ela agarra as minhas camisolas e puxa-as para cima tirando as três de uma só vez, eu aproveito e retiro também as dela e paro uns segundos para observar o corpo dela, mas ela mal me dá tempo e torna a beijar-me empurrando-me sutilmente até à cama, eu desço as mãos pelas costas dela, passando logo depois para a bunda bela e puxo-a para cima para a segurar. Caminho com ela ao colo até à cama e deito-a ficando por cima dela.
Bom, e depois vocês já sabem o que aconteceu…
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