Casos Macabros
16 Caso 16: Feliz aniversário
Notas iniciais
Era o dia mais importante da vida dele. Era seu aniversário.
E como toda criança, a ideia de comemorar seu dia o agradava. Teria uma festa, com balões, brincadeiras, bolo e uma vela. Fora o que sua mãe prometera. Daniel poderia chamar todos os seus amigos, inclusive o rapaz que sempre estava por perto, vigiando-o. Sua mãe dizia que era um anjo da guarda.
Ela jamais mentiria para ele, é claro.
De manhã, Daniel e o rapaz saíram da casa. O menino não sabia o motivo, mas o rapaz, sim.
– Então, Daniel.
– O que foi, Jeff? – O menino olhou para o alto, tentando encarar o rosto de Jeff. A luz da manhã chegava muito forte aos olhos da criança, impedindo sua visão. – Por que saímos de casa?
– Sua mãe estará ocupada até a tarde. Por isso, vamos passar um tempo juntos.
– Então, tá.
A manhã e o início da tarde passaram rapidamente para Daniel. O menino brincou no parque de diversões, e foi em seus brinquedos favoritos: a Casa dos Espelhos, Catacumbas do Terror, o Passeio dos Zumbis. Jeff o acompanhou em todos os brinquedos, e diferente das outras pessoas, não se assustava com nada. Apenas dava leves sorrisos, dependendo da reação de Daniel.
Voltaram para a casa de Daniel no meio da tarde. Abriram o estreito portão gradeado, e, com um pouco de dificuldade, Jeff se espremeu para passar pelo espaço reduzido chamado de porta.
O ambiente em que se encontravam estava com pouca luz, porém ainda sendo possível enxergar formas e suas dimensões exatas. A mãe de Daniel estava em pé sobre uma mesa, terminando de prender balões no teto.
– Daniel, divertiu-se com Jeff?
– Sim, mãe! – O menino agarrou a cintura de sua mãe, assim que ela desceu da mesa. A mão clara de sua mãe percorreu os cabelos escuros do menino.
– Bom saber, meu filho. Quer ver o bolo, antes dos seus amigos chegarem?
Os olhos de Daniel brilharam. Claro que queria!
A mãe o conduziu até uma mesa pequena, próxima daquela em que subira anteriormente. Jeff assistia a cena, à distância. Já sabia como era o bolo, e a vela que seria acesa também lhe era conhecida.
– Veja, querido. – Daniel aproximou-se do bolo. Era do jeito que queria: alto, com a cobertura fortemente avermelhada, com uma única vela adornando-a. – Feliz aniversário de Sétimo Dia, Daniel.
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