Casos E Acasos
17 Separação
Notas iniciais
Eu teria dormido até não poder mais quando Arthur levantou não pude deixar de abrir os olhos para observá-lo, cada parte de seu perfeito corpo, ele se virou e ficou encarando-me com o mais belo dos sorrisos.
– Bom dia – Falou sentando ao meu lado na cama.
– Bom dia, porque já está de pé? Pensei que teríamos a manhã só para nós.
– E teríamos se já não fossem onze horas.
– Maldição, você não pode ficar só mais um pouco?
– Não, eu já adiei a viagem para ficar com você ontem, então tenho que ir.
– Você é muito certinho para o meu gosto, nem parece àquele pirata que me tirou do cavalo há três meses.
– Você é mesmo impossível de se agradar, quando sou muito impulsivo você reclama e quando sou muito certo também. – Ele me beijou e eu o puxei para cima de mim. – Você vai voltar para mim né?
– Sempre, mesmo que tudo e todos estejam contra nós eu vou sempre estar ao seu lado, pois você é minha e eu sou teu.
– Você é muito brega mesmo, adora esse romantismo. Mas vamos ao que interessa você precisa se trocar e eu comer algo. – Eu falei levantando da cama colocando uma camisa dele e saindo do quarto ele veio rindo atrás de mim tentando me pegar e com esse ânimo entramos na cozinha onde todos já estavam almoçando.
– Bon jour para vocês pombinhos. Não precisavam ter caído da cama nós não matamos os meninos e Arthur você ainda não perdeu o barco – Disse Francis nos olhando de cima abaixo como se nos analisasse.
– Não caímos da cama é que a fome fala mais alto – Peguei uma fruta na fruteira do centro da mesa e me sentei ao lado de Alfred que comi sem parar. Arthur se sentou ao meu lado pegou algumas coisas comeu rápido e subiu para se trocar.
Em meia hora ele, Matthew e Alfred estavam prontos para irem embora, mesmo que nenhum deles quisesse ir,os meninos choravam muito e não largavam de mim e de Francis, Arthur me beijou uma última vez antes de partiram os três em um cavalo para voltar ao mar.
Eu segui para o interior da casa onde pude ainda vê-los indo em direção ao porto, suspirei e me sentei em uma poltrona.
– Você realmente está apaixonada – Disse Antônio entrando na sala e se sentando perto de mim
– Sim eu estou e acho que ainda irei pagar por deixar me apaixonar tanto por esse homem.
– Ele é um pirata, mas ao mesmo tempo um cavalheiro e acho que ele não lhe trará tristeza.
– Nossa você falando isso de Arthur Kirkland – Eu levantei rindo e sentei no chão a sua frente. – Vou considerar isso uma benção para nossa relação.
Ele riu e nós ficamos ali conversando até o inicio da noite quando meu irmão entro correndo na sala:
– Julchen, você precisa voltar para casa, o tempo que passou fora não trouxe benefícios ao seu país, houveram várias brigas internas e falam até de substituir o rei.
Eu me levantei num salto e subi até meu quarto onde joguei tudo dentro da mala já descendo correndo pronta para voltar para casa e desfazer todos os meus problemas.
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