Notas iniciais
Ei galera desculpe a demora, culpem meus professores que passam coisas demais u.u, mas aqui está um capítulo grandinho e cheio de emoções, espero que curtam ^^

E a fic está também no Animespirit, mas não são todos os capítulos ainda, mas lá vai ficar com mais fotos que aqui, então quem quiser dar uma olhada lá fique a vontade

Até a próxima

Tive que fazer uma parada, pois meu cavalo não aguentava mais de tanto correr. Eu sabia que a casa de Francis não seria a melhor escolha, mas era minha única opção quando meu cavalo começou a não responder meus comandos.

O celeiro da casarão de Francis era bem grande fazendo jus ao dono, deixei meu cavalo lá e segui para casa entrando pela porta dos fundos e entregando minha mala a uma das empregadas que subiu com ela para um dos quartos de hospedes enquanto eu ia rumo a sala. Quando cheguei lá me joguei no sofá e fechei os olhos tentando entender tudo o que havia acontecido naqueles dias, foi quando uma voz cortou meus pensamentos:

- Como você é educada, chega sem aviso e logo se joga numa casa que nem é sua. – Disse uma voz vinda da mesa atrás do sofá em que eu me deitara.

- Ora eu acho que pela intimidade que eu tenho do dono da casa nada mais justo é do que eu descanse como se a casa fosse minha também.

- E eu não discordo desde que não suje nada – Disse uma segunda voz vinda da mesa atrás de mim, o que me fez levantar para encarar quem estava lá. E para minha surpresa sentado ao lado de Francis tomando chá estava Arthur com a cara mais inocente do mundo, como se estivesse adorando estar ali.

- O que ele faz aqui? – Perguntei indignada com Francis.

- Vim buscar meus irmãos, mas a melhor pergunta é o que a senhorita faz aqui?

- Não é da sua conta Mr. Kirkland. E se Francis, que é nosso anfitrião, não quiser minha companhia aqui que me empreste um cavalo para que eu termine minha jornada.

- Eu não disse que não quero você aqui em momento algum, só peço que não quebre nada e nem que brigue com meu outro hóspede, afinal temos adolescentes na casa e eles não gostam muito de brigas. – Francis olhou para Arthur com cara de intimidade e de quem esconde algo, o que me deixou ainda mais irritada.

- Certo, agora vocês dois são melhores amigos e se juntaram contra mim– Respondi levantando do sofá e indo em direção das escadas e subi batendo o pé até chegar no segundo andar onde a empregada terminava de arrumar meu quarto. Quando ela saiu me joguei na cama e fiquei abraçada no travesseiro tentando digerir a cena que acabara de ver na sala de estar, mas só o que conseguia sentir era raiva daqueles dois.

Peguei minha mala e quando abri lá estavam à caixa de bombons e o buquê de flores que Alexander me dera e o livro que eu roubara de Arthur. Que pelo triângulo amoroso eu me metera, e mesmo amando ou achando que amava os dois estava sozinha.

- Entrando – Disse Francis com uma bandeja de metal com um lanche.

- Não estou com fome, só quero descansar um pouco.

- Nós dois sabemos que isso não é verdade, você quer falar com ele.

- Você pode querer falar com ele, mas isso de nada me interessa – Sentei na cama e o olhei disposta levar aquele joguinho dele para uma boa briga.

- Ma petit você sabe como me importo com você e que quero sempre o seu melhor, então porque não aceita meu conselho e vai até ele e tente esclarecer esse mal entendido entre vocês?

- Pode falar o que está havendo. O que ele prometeu para você? Se tem a ver com Matthew...

- Cale-se um pouco garota incrível! Você acha mesmo que eu me rebaixaria a ponto de envolver meu irmão nas suas brigas amorosas? Poupe-me, eu sou tudo nesse mundo, mas não sou um irmão tão ruim a esse ponto. – Ele parou na minha frente e ficou me encarando, levantei e lhe dei um abracei começando a chorar.

- Eu não quero Francis, não quero ir lá para ele dizer que não me quer, para eu ter que contar o que houve na casa do meu irmão...

- Ma chérie, você e ele se combinam mais do que você pensa, vocês vão se entender, agora vá lá falar com ele, se não esse sentimento de vocês só vai lhes trazer sofrimento.

- Espero que você esteja certo – Sequei minhas lágrimas e sai do quarto em busca de Arthur.

Assim que sai pude ver luz saindo de um dos quartos e algo me vez ir até lá quando entrei Arthur estava de frente para o espelho colocando uma camisa limpa, ele havia acabado de sair do banho já que seus cabelos estavam molhados.

- Não sabia que você era tão tarada assim – Ele debochou me olhando pelo espelho.

- Ora seu... – Não terminei a frase me lembrando do Francis dissera sobre brigas. – Eu não mandei você ficar trocando de roupa com a porta aberta para todas as mulheres da casa lhe ver nu.

- Ponto para você Ms. Incrível.

- Podemos ter uma conversa amigável ou terei que usar a lembrancinha que você me deu quando nos vimos pela última vez?

- Sente-se, por favor – Disse ele me apontando a cama e se sentando na única cadeira do quarto, o que me deixou meio desconfortável. – O que você deseja?

- Queria que falasse sobre isso – Lhe entreguei o livro que havia roubado.

- Não entendeu a história? Já esperava por isso, mas permita que eu lhe explique. – Ele sorria vitorioso enquanto pegava o livro.

- Seu idiota não é isso! Abra e leia o papel que está na primeira página. – Sentei e esperei ele terminar de ler, quando isso aconteceu ele colocou o papel de volta no livro, fechou e me entregou.

- Você acha que eu seria capaz de lhe escrever isso?

- Lembre-se que isso vai ser bom enquanto durar. Foi o que você disse... – Respondi buscando seus olhos, mas não consegui então olhei para o chão sentindo as primeiras lágrimas caírem do meu rosto, senti seu corpo em frente ao meu, ele levantou meu rosto e me beijou.

- Sua idiota. Eu te amo tanto que nada nem ninguém vai me impedir te tê-la só para mim, isso inclui meu ex-imediato que lhe escreveu essa carta e aquele dinamarquês Alexander.

- Como você sabe? – Perguntei ficando mais branca do que eu já era.

- Digamos que seu irmão me conhece de outros tempos.

- Então aquele recado que ele trouxe era falso? Foi só uma armação para que eu viesse até aqui!

- Exato – Disse ele sorrindo e me beijando de novo.

- Tem sorte que eu te amo e que você tem essa carinha linda, se não lhe espancava todo. – Olhei para ele fazendo biquinho e bem nervosa. Ele riu e sentou me abraçando, senti seu perfume e me aconcheguei em seu peito me sentindo muito mais leve e feliz.

Notas finais
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