Casamentos Complicados
15 Carona errada
Notas iniciais
Esse capítulo está meio tenso... Não tem violência física, mas em breve terá... Acho que vou colocar isso nos avisos legais da fic rçrç...
Boa leituras amores ;D
BRITTANY'S P.O.V
Eu já estava pronta para me encontrar com a San naquela noite, tinha tomado banho e vestido um vestido rosa clarinho, bastante básico. Estava meio frustrada por não ter conseguido comprar o jornal com a matéria da mulher morta, pois eu só tinha algumas moedinhas comigo e o moço cobrou dois reais pelo jornal. Mesmo assim eu voltaria lá amanhã para comprar, levaria meu cofrinho de patinho na bolsa também, porque não tinha certeza de quanto eram dois reais...
Ainda estava perdida em pensamentos quando meu celular apitou revelando uma nova mensagem. Errei algumas vezes minha senha super secreta — San latina caliente s2 — antes de finalmente conseguir ler a mensagem.
S. caliente: Estou terminando de arrumar umas cositas aqui, então eu mandei um amigo que estava me ajudando ir te buscar, o.k.?
Logo eu me apressei em responder, luca para saber o que ela estava tramando.
Ducky B. (o nome que a San tinha colocado para mim no celular dela): O.k. Santie, vou esperar na entrada do prédio. Oq é q vc está tramando?
Automaticamente eu comecei a andar em direção ao elevador enquanto esperava ansiosamente por uma resposta. Quase deixei o celular cair quando este tornou a apitar.
S. caliente: É surpresa!
Ducky B.: Isso envolve os gêmeos em uma renda sexy?
S. caliente: Hmmm.. é oq vc gostaria?
Ducky B.: Na verdade eu iria gostar mais se eles estivessem ao natural na minha boca ;)
S. caliente: E eu achando q vc fosse a santinha da relação...
Ducky B.: Pensei que já soubesse que de santinha só tenho cara ;)
S. caliente: Dios, q vc chegue logo aqui...
Ducky B.: Tá molhadinha pra mim amor?
Estava tão entretida com a nossa conversa que nem percebi quando o homem se aproximou de mim e tocou meu ombro.
- Ai meu Deus! — Gritei em um salto.
- Uou, calma aí! Foi mal, eu não queria te assustar.
- A-ah, t-tudo bem, é que eu estava distraída...
- Certo, eu sou Sam. Me mandaram vir aqui te buscar.
Apesar do escuro eu consegui distringuir o cabelo loiro estilo Justin Bieber e o corpo forte e musculoso.
- Oi Sam, eu sou Brittany.
- É, eu tenho ouvido falar de você.
Eu senti meu rosto corar e o coração bater mais forte com aquelas palavras. Ai meu Deus, a San falava de mim! O que será que ela dizia? Será que falava bem ou mal?
- A-ah é? E o que você sabe?
- O suficiente. — Ele respondeu um pouco vago, mas com um pequeno sorriso. — Agora vamos, estamos icando sem tempo.
Eu assenti e o segui até seu Land Rover preto. Me sentei no banco de passageiro apesar da vontade de saltar para o banco de trás e ver o que a San tinha respondido. Sam se sentou ao meu lado e ligou o carro, engatou a marcha e pisou no acelador. Ele dirigia pelas ruas claras e movimentadas, quase o centro da cidade.
- E então Sam, você tem esse carro desde quando? — Perguntei tentando puxar assunto.
- Já faz um tempo.
- Hmmm... Legal.
Ficamos mais alguns minutos em silêncio, Sam parecia concentrado na estrada.
- E aí, você trabalha com o que?
De repente ele assumiu uma posição mais rígida e me encarou.
- Vamos só dizer que... Eu não gosto do meu trabalho.
Eu engoli em seco ao vê-lo tão sério e assenti. Queria conversar mais sobre o assunto, mas ele não parecia disposto a falar, então eu apenas suspirei e tornei a olhar para frente. Foi então que notei algo errado.
- Ei, onde estamos indo? — Perguntei.
Tínhamos saído das ruas claras e movimentadas e entrado em uma ruazinha estreita, quase totalmente escura de tão mal iluminada. As constuções pareciam monstros no escuro e me deixavam assustada. Não sei por que, mas naquele momento eu me lembrei da notícia do jornal e pensei que se o assassino tivesse jogado o corpo naquela rua, ninguém nunca iria sequer achar.
- Estamos na direção certa? — Tornei a perguntar, olhando para os lados.
Eu não conseguia ver seu rosto na escuridão, mas pude ver suas mãos segurando firmemente o volante e quando seu pé pisou com força no acelerador. O carro deu uma guinada e começou a correr cada vez mais rápido pela rua estreita, sacolejando pelo caminho, quase me fazendo bater a cabeça no teto.
Foi só naquele instante que eu percebi que poderia ter me metido em uma grande burrada. Eu nem ao menos sabia se ele era realmente o amigo que a San tinha mandado ou um tarado qualquer.
- Me leva de volta. — Pedi, quase suplicante, meu coração batia a mil por hora.
Eu só queria voltar para casa.
Ao ver que ele não se manisfestou eu tentei de novo:
- Me leva de volta, Sam!
Ele acelerou mais e motor do carro roncou, agora as construções eram apenas sombras. O carro continuava em sua sacolejada frenética, e se eu não estivesse em pânico seria até engraçado. Acho que passamos por uma lombada ou duas, mas a ruazinha era tão acidentada que era impossível distinguir.
Eu senti o medo tomar conta de mim e meu único desejo era nunca ter entrado naquele maldito carro sem ao menos ter perguntado para a San quem era o amigo.
Eu só queria voltar para casa naquele instante.
Senti meus olhos queimarem e lágrimas começarem a descer, eu já podia ouvir minha própria respiração descompassada no silêncio da noite.
- Me leva de volta Sam, por favor, por favor... — Meu tom de voz era choroso e suplicante, minha visão já estava embaçada por conta das lágrimas.
Então ele finalmente se manifestou.
- Fica quieta! Fica quieta, porra! Ou você não vai querer que eu te cale, vai?
Notas finais
Beijoooos a todas e obrigada pelos reviews! Já são quase 150!
*O comentário número 150 vai ter um spoiler especial! UHUUU!
Merda, não deveria ter dito isso...
Beijoooos² ;D
Fale com o autor