Casamento por obrigação
27 Capítulo 27
Armando estava no sofá com Marcela quando Betty saiu do quarto. Estava tudo escuro e acendeu a luz.
—Não sabia que tinha alguém aqui. –disse Betty olhando Armando bem junto à Marcela.
Betty não aguentou e saiu correndo.
—O que esta idiota faz aqui esta hora?
—Ela não é idiota! E mora aqui!
—Como?
—Isto que ouviu. Mora no quarto de Camila, convidada por minha irmã.
—Margarida vai ter que me dar explicações sobre isso.
—Não se meta no que não te compete!
—Como não? Sou sua noiva. Isto vai mudar quando casarmos. Ainda mais ela é noiva do meu irmão.
—Noiva? Como assim?
—Isto que ouviu. Daniel disse que a pediria em casamento hoje aos seus pais!
—Ela não pode ter feito isso.
—O que você tem com isso?
—Eu? nada. Acontece que Betty não suporta Daniel.
—Ora essa, meu irmão é bonito, rico, charmoso. Um partidaço. Quem é Beatriz para não querer casar-se com ele?
Armando balança a cabeça.
—Você não entenderia. Ele é um canalha! Um abusador de mulheres. Um...
—Epa! Está falando de meu irmão e seu futuro cunhado.
—Infelizmente!
—O quê? Olha, meu amor, vou te perdoar, pois Daniel e você nunca se deram bem. –beijo –Ai, Armando. –o agarra.
—Está louca? Seu irmão não está na fazenda¿
—Sim, mas estou com tanta vontade de você. Faz tempo que não ficamos juntos e estas brigas todas.
—É mas não quero problemas com Daniel. Ele já me odeia o suficiente, imagina se descobre que já tivemos relações.
—Fizemos amor.
—Como queira.
Armando não deu ouvidos e foi atrás de Betty. Sabia que mais uma vez havia falhado com ela mais uma vez.
—Betty! Abra, por favor!
—Vai embora! Vai ficar com sua noiva!
—Sobre isto quero falar. Que história é esta que está noiva de Daniel? -disse bravo, estava disposto a tirar isto a limpo.
Betty abriu a porta Armando entrou por ela estava furioso e disposto a tirar explicações. Fechou a porta com raiva
—Faz isto para me provocar, Beatriz?
—Não. — a moça estava chorosa e se derrubou em seus braços, chorando
Aquele gesto desarmou Armando que a abraçou.
—Não tenho cupa, Armandinho.
—Calma. O que acontece?
—Desculpe.
Betty explica que seu pai aceitou o pedido de Daniel e que não sabe o que fazer.
—Mas o que seu Hermes tem na cabeça? Quando disse que queria casá-la, pensei...
—Como está sabendo disso e não me contou?
—Pensei que não falava sério ou que seria para o futuro. O aconselhei a desistir disso e que casamentos assim não funcionam, são ultrapassados e já tenho experiência o suficiente com isso. Mas justo Daniel Valência! dele.
-Eu não sei o que quer comigo! Disse que não vai desistir até eu ser...Nunca! Vou matá-lO!
—Eu sou capaz de matá-lo!
—Meu pai quer me obrigar a me casar com Daniel Valência. O odeio! Odeio.
—E te entendo! Pois o odeio da mesma forma. Não vou deixar que nada te aconteça.
—Ele não é o que parece. É muito perigoso. Muito mais do que imagina. –chora –Disse que se eu não for dele, não serei de ninguém. Que se não quiser casar-me com ele, quando você se casar, vai fazer com que Marcela coloque meus pais na rua.
—EU JAMAIS PERMITIRIA ISSO!
—Marcela será uma Mendoza e vai ser dona da fazenda também.
—Betty, jamais farão nada com eles!
—Não sei, Armando. Não sei. Tenho medo. Meus pais não saberiam viver longe daqui. Mas ele é orgulhoso e jamais aceitaria causar brigas entre vocês. –soluça – E disse-me que serei dele, querendo ou não.
—ISSO NUNCA! – a abraça forte
—Que me prepare para que ele seja meu primeiro e único homem.
—Este cretino não te toca. Nunca será dele. Nunca! –a abraça com possessividade
—O odeio. Nunca me entregarei a ele, ainda mais minha pureza. Preferiria me matar.
—Vamos achar uma forma, pequena. Vou obrigar Marcela a nunca fazer isso.
—Você tampouco quer se casar.
—Sabe da minha situação. Mas ao menos eu tenho uma vida sexual ativa e já aproveitei. Agora, você é pura e não merece ter que se casar e ter que se casar com um safado como ele.
—O que faço¿
—Não sei. Mas vou achar a solução.
—Ô Armando. –roçam os lábios –Como queria que fosse você meu noivo.
Ele fecha os olhos e a aperta contra ele. Como gostaria que ela fosse sua noiva e não . Como gostaria de ser mais novo ou quem sabe ela fosse mais velha e não tivesse comprometido.
Sentem o desejo surgir, se abraçam mais intensamente e se beijam com vontade.
Armando coloca as mãos dentro do seu hobbie e acaricia seu corpo, Betty sente-se estremecer. Os dois aprofundam o beijo e se deitam um sobe o outro.
Armando está muito excitado e Betty percebe, mas embora seja virgem, não quer interrompê-lo, quer ser dele.
—Te amo, Armando. Faça-me sua!
Ele reage.
—Isto está errado, você, você é uma menininha, eu sou um homem feito. E não sou um canalha como Daniel. –dá-lhe um beijo
—Quero ser sua.
—Não. Prometi que vou te proteger e não posso fazer isto contigo!
Armando sai correndo do quarto, deixando Betty com muitas dúvidas.
Ela deita na cama. Mas não chora mais.
—Ele quase foi meu. Posso sentir seu aroma em minha pele. Senti o seu desejo, como devorou minha boca! Jamais me entregaria a Daniel Valencia, mas sim a Armando Mendoza! Quero que seja meu primeiro homem! -cheira sua pele e acaricia os lábios.
No seu quarto, Armando também está como louco.
—O que ia fazer? O que ia fazer? Não pode fazer isto com Beatriz! Ela é uma menininha inocente. Sempre cuidou dela, confia em você! Não pode trair sua confiança. Mas meu amigo (olha para a parte de sua anatomia) como ela te excita. Será que Mário tem razão¿ Não. Como pode dar ouvidos a Mário Caldeirón¿ Isto é errado, muito errado sentir estas coisas por Betty.
Tenta pensar nela tal como era desde pequena, mas sua mente voa para os beijos, os banhos de rio, a roupa marcando seus peitos, seu sorriso.
Assim, começa a se alisar, para se aliviar, já que não consegue tirá-la da cabeça.
Que raiva de ser uma menina! Se fosse já uma mulher, mesmo sendo jovem, poderia provocá-lo e ele não teria motivos para dizer não. Mas era virgem e mesmo mulherengo, Armando tinha freio moral para não ceder a esse desejo.
-Se já fosse mulher, pelo jeito que me beija, já teria me feito dele. Mas não, sendo purinha não vai ter coragem. O que estou dizendo? O único homem para quem me entregaria seria ele, Armando Mendoza. Ele mexe com meus hormônios de um jeito. Sei que é um mulherengo sem remédio ou talvez faça isto só para manter-se livre em algo de Marcela. Talvez não tenha chegado a mulher certa como minha mãe contou de Don Roberto e esteja se divertindo com as erradas. Mas e você, Beatriz Aurora? Aceitaria ser ele mesmo sendo apenas mais uma? Sim. –arrepiada, se alisava nos seios, pensando que eram as mãos dele que a tocavam. -Queria aqueles braços musculosos me apertando, suas mãos tocando meus seios, seu corpo a fazendo sua. –estava molhada, precisava se tocar, lembrava-se dos beijos que trocavam pela fazenda. -Ai, Armandinho.
Assim, os dois, cada um em seu quarto pensava no outro, sentindo cada carícia que faziam em si mesmos, sem reprimir o que sentiam e gostariam de sentir nos braos dos outro.
—Armando!
—Betty! Não poderia sentir estas coisas. Por que Betty, por que tinha que voltar assim? É tao formosa, mas tão pura.
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