Casamento por obrigação
44 Capítulo 4 4 -Febre do feno
O som abafado do esforço de Armando ecoava pelo celeiro, cortando o silêncio pesado daquela madrugada na região cafeeira. Do lado de fora, a luz fraca de um lampião passava pelas frestas da madeira, desenhando a silhueta do patrão. Ele estava ali, levantando fardos e fardos de feno sem parar. Sendo o dono de tudo, não precisava fazer aquele trabalho braçal, mas usava o cansaço do corpo para tentar apagar a mente.
Betty estava estática perto do portão. As mãos miúdas cravadas contra o próprio peito tentavam conter as batidas violentas do coração. Ela tinha ouvido tudo mais cedo.
Cada palavra da conversa dele com Mário ainda queimava em sua mente como um trovão., o desabafo bêbado de Armando tinha sido uma faca e um bálsamo. E a resposta de Mário, safada mas realista, não saía de sua cabeça: “Você está apaixonado por ela .”Betty ensaiou empurrar o portão, mas o conflito interno a fez retroceder no feno seco. “Ai, Betty, o que o Mandinho vai pensar de mim se eu entrar lá agora de madrugada? Vai pensar que sou uma dessas que vai atrás de homem no celeiro? E se ele me rejeitar?” “Não ouviu o que ele disse para o Mário? Está desesperado... Não pode mais ter mulher alguma? DE verdade? Ou... A determinação de cuidar do seu homem falou mais alto. Ela sabia do compromisso dele com a Marcela, mas imaginava ser uma imposição das famílias ou porque tinham bom sexo. Sabia que não amava a Valência ou não andaria tanto por aí, aliás não andava mais, pelo que falou. Tomando uma lufada de ar corajosa, ela empurrou o pesado portão de madeira.
O pavilhão das baias estava imerso em uma penumbra mui densa, iluminado apenas pela chama trêmula de um lampião de querosene pendurado em uma viga de madeira. Armando estava ali, virado de costas, completamente sem camisa, exibindo toda a musculatura larga e vigorosa do peito e dos braços calejados brilhando mui de suor sob o calor do lampião, usando apenas as calças jeans coladas e as botas de couro. Ele bufava de puro cansaço e de uma paixão reprimida que o doía na alma, jogando com fúria os fardos de feno seco para organizar a ração dos animais, tentando afogar o próprio juízo no pesado da roça.
Ao escutar o ruído sutil dos passos e o farfalhar do capim na entrada da baia, Armando virou-se o semblante fechando de imediato naquela defensiva de patrão arrogante e gélido que vinha sustentando para se punir pelo pecado do hotel. Ao se virar e dar de frente com Betty, o susto foi nítido em seus olhos. Ele deudois passos na direção dela, a voz em uma mistura confusa de braveza, amargura e um instinto protetor:— Betty?
O que faz aqui de madrugada? Está frio. Vai para sua casa, Betty! Eu vou te levar agora, é muito perigoso você ficar aqui sozinha.
Betty não recuou nem um único milésimo perante o tom bravo do herdeiro.
Pelo contrário: com os olhos de café brilhando com o fogo indomável de uma
mulher mui resolvida, ela deu três passos firmes até o centro do quartinho de feno, desfez o nó do xale e o deixou cair no chão, encarando o seu caubói com total altiveza
— Não, eu não vou! Se você está aqui, eu não vou! — Betty respondeu, sem arredar o pé.
— Betty, eu tenho muito trabalho! — ele exclamou, frustrado e exausto.
— Sim, eu sei que você tem trabalho. Mas também sei o real motivo de você estar aqui!
-A lavoura.. o café, o algodão...
-Não é só isso. Está aqui para se punir.
-Punir? De quê?
-Você não consegue se perdoar pelo que aconteceu entre nós em Bogotá.
-E-está louca? –disse com a voz rouca e tRêmula de quem foi descoberto, tentando parecer distante.
-No começo me deixou magoada, nem parecia o menino que conheci e que se tornou um homem, meu amigo de sempre.
Armando fica triste pois não queria provocar-lhe mais dor.
-Mas agora entendo toda frieza e porque se afastou.
-Realmente tenho muito trabalho. A produção está atrasada.
-Nem na escolinha apareceu.
-Para você ver- disse jogando mais um fardo com o suor caindo pelo seu corpo, Betty saboreia, mas tenta manter a compostura, precisa falar sério com ele.
-Er... mas... Mas você não tem culpa de nada, Mandinho. Não precisa carregar essa culpa... E-Eu me entreguei porque quis, por puro amor, e porque eu também tenho desejos por você. –mordendo os lábios, ao ver que lhe havia dado as costas para não encará-la e continua com seu trabalho. Toda aquela dor da primeira vez se converteu em prazer quando eu vi o quanto você me queria. Tinha que ser com você, porque meu primeiro beijo foi seu.
-Você me disse, mas... eu deveria te proteger e não me aproveitar da sua inocência... E disse que me sinto culpado ou...
-Eu ouvi, ouvi cada palavra que disse na calada da noite para o Mário agora a pouco ...
-O quê?
-Ouvi tudo!
- Você ouviu tudo mesmo, Beatriz? Tudo? — Armando perguntou, o corpo travando enquanto ele se virava abruptamente no feno, uma onda de irritação e choque passando por seu rosto ao perceber que tinha sido descoberto.
— Sim, eu ouvi... Eu sei que você não fez nada com a Marcela esta noite e nas outras, depois do que passou entre nós... — ela respondeu com mansidão, aproximando-se sem medo da braveza dele. —Armando a encarou, o peito musculoso subindo e descendo com força, profundamente emocionado e chocado com a declaração, mas tentando manter a postura rígida de peão. Ele fechou a cara, dando uma bronca típica de homem protetor para tentar recuperar o controle:
— Você andando por aí de madrugada, ouvindo conversa de homem feito e bêbado? Isso não se faz, menina! Que modos são esses?
Betty deu um passo à frente, segurando as bochechas dele com as duas mãos, iniciando o seu jogo de sedução. Na mente dela, a solução era clara: se ele estava impotente com a Marcela por causa da noite de Bogotá, o casamento de fachada deles não faria mais sentido. Ela ia libertá-lo desse fardo através do prazer.
— Você sabe muito bem que eu não sou uma menina... — ela sussurrou, fitando os lábios dele com audácia. — A Marcela não é mulher para você. Nenhuma dessas com quem andava é. E você sabe exatamente que sou mulher...
Armando tentou abrir a boca para protestar, para dizer que a situação era mais complicada e que ele não podia fazer aquilo, mas as palavras morreram na garganta.
Betty não deu espaço para recuos; ela veio com um beijo doce, manso e profundo, puxando-o para si. Sendo totalmente atraído por ela, Armando soltou o ar que prendia nos pulmões. Sem conseguir mais lutar contra a paixão, ele apertou o corpo dela contra o seu pela primeira vez naquela noite.
Aproveitando a aproximação, Betty apertou-se contra o peito suave dele e começou a beijar seu peito másculo, enquanto alisava.
-Não, Betty... não faz isso, por favor... — ele murmurou, a voz falhando.
Mas enquanto se negava, Armando a puxou pela cintura com força, bem bravo, bem peão, bem verroceiro, segurando-a com o extinto bruto de quem sabe que aquela mulher lhe pertencia. Adentrou a boca da mulher com a língua em um ritmo urgente, faminto, enquanto os animais relincharam baixinho nas baias ao fundo, agitados pela energia do celeiro. Sem quebrar o beijo, ele a conduziu até o feno, deitando-a com cuidado. Ainda de roupa, Betty começou a se esfregar sobre ele, sentindo a rigidez do corpo de Armando. Continuou a alisar seu peito, procurando beber cada gota de suor que emanava dele pelo esforço do trabalho.
Louco, Armando inverteu as posições, deixando o peso do seu corpo cair completamente sobre ela. Suas mãos trêmulas desceram pelo tecido do vestido, desabotoando cada botão do vestido de xita dela com urgência.
Armando parou por um milésimo de segundo, a testa colada na dela, a respiração vindo em jatos quentes:
-Ai Betty, por quê? Por que tudo isso tinha que acontecer? –disse beijando-a
-Não tem volta atrás... Sou uma mulher –beijo – A sua mulher...
-Mesmo que eu tenha sentido aquela dor do começo, toda aquela dor se converteu em prazer no momento em que eu vi o quanto você sentia prazer de estar comigo.
Armando lembrou-se e suspirou, fazendo Betty sorrir
-Por seu prazer, não importou a dor, porque eu sei que nunca mais vou sentir uma dor como aquela... Foi só pela minha primeira vez. Tinha que ser com você, porque o meu primeiro beijo foi seu, e o meu amor começou com você.
Eu me entreguei porque quis, por amor, e não porque você me forçou. –beijo, abraçando seu pescoço com os dois braços
— Se eu te machucar de novo, se eu for bruto e selvagem... –disse sussurrando em seus lábios- Pois, mesmo eu tentando ser um cavalheiro, você sentiu dor. Eu vi que você não sentia prazer de verdade comigo
-Pois ... se é assim, quero sentir prazer, quero que me faça sua de novo e me faça ver estrelas, que me ame, como faz, e me faça sentir, quero ser sua.. quero tremer em seus braços...
Ao ouvir aquela revelação, a armadura de Armando desmoronou. Com a culpa completamente afastada, ele olhou para ela e viu que Betty já não tinha medo do seu fogo. Embora sua mente ainda tentasse colocar um freio por vê-la tão frágil, as suas mãos e o corpo não conseguiam parar. Ele continuou a tirar sua roupa que logo desapareceu. O esforço físico e a adrenalina fizeram o suor começar a brotar na pele musculosa de Armando e a sair pelos poros, banhando o corpo dela. Betty sentia aquela tremedeira dele, mas impôs um ritmo perto do desespero. Por ter sido criada de forma rígida e por causa da concorrência com as mulheres experientes daquela região, Betty sentiu um desejo reprimido avassalador que a fez decidir, de uma vez por todas, ser a mulher da vida dele, de frente, sem se esconder. Não podia perde-lo como disse Aura Maria.
— Quero que você seja meu por inteiro! — ela clamou, abrindo-lhe as pernas, Armando sentindo-a pronta depois de tocá-la, enloueceu. Abriu e desceu as calças e beijando-a foi adentrando devagar. Não podia acreditar, há mais de um mês não ficava excitado com nenhuma mulher. Betty tremia em seus braços e podia sentir seu aroma.
Começou a adentrar lentamente, após se proteger, pedindo que ela lhe avisasse se sentisse algum incomodo, mas Betty só sentiu no começo e logo se acostumou.
Acomodando-se ele começou lentamente e candenciado. Mas sentindo prazer e vendo-o tão entregue, Bettu apertou-o contra si e fez com que ele perdesse o controle.
Enlouquecido, Armando a possuiu de forma um pouco mais selvagem, e o prazer foi tão imenso que arrancou de Betty um grito agudo, uma exclamação pura de êxtase. Protetor, ele a beijou intensamente, abafando o som para que não fosse ouvido pelos outros na fazenda. . Quando ela se contorceu nos braços dele, soltando um gemido que era um lamento de amor. Ele estava louco de paixão, no auge da excitação. Betty parecia tão estreita, deliciosa e delicada quanto uma boneca de porcelana sob aquele homem rústico.
-Você é meu, Armando, só meu!
-Sou seu, Betty! Só seu. –disse enlouquecido de prazer, assinado sua sentença nos braços daquela mulher que até poucos dias era apenas uma menina. Ao ouvir aquela revelação, a armadura de Armando desmoronou. Com a culpa completamente afastada, ele olhou para ela e viu que Betty já não tinha medo do seu fogo. Embora sua mente ainda tentasse colocar um freio por vê-la tão frágil, as suas mãos e o corpo não conseguiam parar. Ele a puxou com força e fez com que ela se sentasse sobre ele, muito sentada e colada ao seu corpo no meio do feno. O esforço físico e a adrenalina fizeram o suor começar a brotar na pele musculosa de Armando e a sair pelos poros, banhando o corpo dela. Betty sentia aquela tremedeira dele, mas impôs um ritmo perto do desespero. Por ter sido criada de forma rígida e por causa daconcorrência com as mulheres experientes daquela região, Betty sentiu um desejo reprimido avassalador que a fez decidir, de uma vez por todas, ser a mulher da vida dele, de frente, sem se esconder.— Quero que você seja meu por inteiro! Quando você tiver vontade mesmo, não suma de mim! — ela clamou.Armando a possuiu deforma um pouco mais selvagem, e o prazer foi tão imenso que arrancou de Betty um grito agudo, uma exclamação pura de êxtase. Protetor, ele levou a mão à boca dela, abafando o som para que não fosse ouvido pelos outros na fazenda. Ele havia se protegido antes, garantindo a segurança dela, mas deixou que o resto da paixão corresse livre. Quando ela se contorceu nos braços dele, soltando um gemido que eraum lamento de amor, ele sussurrou contra o pescoço dela:— Só você é minha, Betty...
Só você é minha... Só você...Ele estava louco de paixão, no auge da excitação. Betty parecia tão estreita, deliciosa e delicada quanto uma boneca de porcelana sob aquele homem rústico. A pressa inicial sumiu. O prazer era tão absurdo que Armando começou a cair sobre ela novamente, mas dessa vez, lentamente. Ele descobriu ali, no meio do feno, que fazer amor de maneira lenta, compassada e profunda era infinitamente mais gostoso do que os encontros rápidos que costumava ter no passado. Enquanto se moviam naquele ritmo torturante e perfeito, Armando começou a esconder um orgasmo, segurando-se no limite para ver se ela aturava a intensidade.
Mas Betty não queria saber,s entia prazer e o paertava-o e sufocada, finalmente se completaram em paixão, abafando os gritos com um profundo beijo.
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