Lógico que não sabia. Não tinha experiência com isto. Só queria provocar ciúmes ao homem que amava com paixão, mas não sabia como. Apenas se lembrava dos conselhos de sua amiga:

—E se vê que este homem não lhe dá a mínima bola, querida, provoque-o! –dizia Aura Maria

—Como?

—Saia com seu maior rival, de preferência, se for um triplepapito desses! Aqui na cidade eu diria para sair com o bombom francês que vive atrás de você, mas lá na sua fazenda deve ter algum caipira desses que seja tão atraente como diz que é o caubói que ama. Pois, querida, invista! Saia com ele! Verá como o seu homem ficará louquinho e vai perceber o que está perdendo!

Fim das lembranças.

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Por isso, havia aceitado o convite de Daniel e pela cara que Armando fazia parecia ter dado certo.

Seu Hermes não gostou nada de ver sua filha chegar com dois homens do lado, mesmo que um deles fosse Armando, o patrãozinho.

—Vai para dentro, Beatriz Aurora, depois conversamos!

—Seu Hermes, boa tarde! Prazer em revê-lo! –disse Daniel, tentando ser amável.

—Boa tarde, senhor Valência!

—Seu Hermes, boa tarde! Vim acompanhar Betty e lhe dar o recado que minha mãe o aguarda. Parece que tem um serviço para o senhor amanhã cedo!

—Ah sim, irei, com certeza!

—Grata, por me trazerem! -disse Betty entrando na casinha.


Seu Hermes foi na frente, deixando Armando e Daniel para trás.

—Desista, Daniel!

—Não sei do que fala!

—Não se atreva a fazer com Betty, a se meter com ela e magoá-la como faz com outras!

—Quem é você para falar algo? O Santo Armando dos campos?

—Não sou santo! O que quer com Beatriz?

—Amizade?

—Te conheço! Você não tem amizade com mulher alguma!

—E você tem?

—Tenho! Com Beatriz por exemplo!

—Sim, realmente! Mas não parecem tão amigos assim como antes.

—Tivemos umas questões. Mas isto não te interessa!

—Tampouco te interessa se Beatriz e eu somos amigos ou não! Ela me interessa sim!

—Não se atreva a se meter com ela!

—Fará o quê? Não seja ridículo, Mendoza!

—Betty é uma menina e tem a mim para protegê-la!

—Não sei se quer ser protegido por você! Sim, é uma MENINA e isto que me interessa nela! –disse com sorriso safado, cheirando a mão que havia segurado Betty. –UMA FLOR!

Armando franziu a testa com raiva. Sua vontade era bater em Daniel de modo que nunca mais tivesse coragem de colocar a cara na fazenda dos Mendoza. Suas ameaças não haviam servido de nada e sentia que até podem ter incentivado Daniel.

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Ao voltar para o casarão encontrou Marcela sozinha na sala.

—Oi, meu amor! Demoraram. Que eu saiba a casa de Beatriz é aqui perto.

—Viemos caminhando. Vou deixá-los a sós. -disse Daniel saindo da sala com olhar triunfante.

—O que quer seu irmão com Beatriz?

—O quê?

—Seu irmão está interessado em Betty?

Marcela riu debochado.

—Não sei!

—Meu irmão é um homem de paladar fino jamais se interessaria por uma menininha como Betty! E se tiver, quem deveria se importar seria eu, que sou sua irmã e não queria tê-la como cunhada nem por um momento, não você!

—Betty é como uma irmã para mim! Sempre a protegi e sabemos como é seu irmão e o que fez com as filhas virgens dos fazendeiros da região.

Marcela riu ainda mais debochado.

—Não queira comparar tais meninas com Beatriz!

—Ele não se atreva a se meter com ela! Estou aqui para...

Depois de uma discussão e insinuações de Marcela, Armando após ser provocado, acabou por ceder às carícias da noiva e fizeram sexo na cama dele.

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