Casamento no Acampamento Meio-Sangue
1 A decisão repentina
Notas iniciais
POV — Luke Willians
Se chegassem a me perguntar se eu penso em me casar eu provavelmente não iria ter resposta.
Para nós, semideuses é difícil um casal sobreviver a tanta coisa então me considero sortudo, por que ela sempre esteve comigo e não vai ser diferente.
Tantas lutas tantas guerras e continuamos vivos aqui, um fiel ao outro até que bem... Até que realmente a morte nos separe.
Eu me lembro até hoje de todas as coisas perigosas pelas quais passamos juntos. De quantas vezes salvamos um ao outro.
Me lembro de quando ela foi agarrada por um monstro gigante e depois caiu de lá de cima e desmaiou. Não estávamos namorando ainda mas me senti na obrigação de leva-la para a enfermaria.
Mas também teve a vez em que lutamos na batalha do labirinto, na guerra contro o exército de Cronos. Ela estava lá lutando ferozmente pulando e decaptando monstros. Os lestrigões eram os seus favoritos por que eram gigantes e ela tinha (e ainda tem) 1,55 de altura para ser exato e mesmo assim conseguia derrubar três em segundos. Enquanto um a atacava com seu porrete ela agachava e depois desviava das rasteiras. Pegou a mão de um lestrigão e o jogou contra um outro e enfiou a espada nos dois, um em cima do outro jogados no chão. Ela era uma ótima lutadora e ainda é mas nessa hora um outro chegou pelas suas costas e a jogou contra uma árvore. O grito dela havia sido agonizante eu ainda me lembro dele ecoando no meu ouvido, aquilo chegava a ser uma tortura para mim.
Eu corria até ela, que estava no chão quase desacordada e não conseguia se levantar. Tinha quebrado alguns ossos. E a guerra em Manhattan já estava chegando mas ela não estava nada bem. A peguei no colo e a levei para o seu chalé. Me lembro até hoje de como eu deixei meu colar de contas com ela, por que eu não sabia se voltaria e ela jurou guardar. Mas não aceitou ficar ali e me deixar partir. E eu não aguentava vê-la chorar. Tive que leva-la para a enfermaria e ela conseguiu ficar boa para a próxima batalha.
Teve também a vez em que, depois da guerra, alguns semideuses revoltados criaram guerra contra o nosso acampamento. Eles a atacaram em surpresa com veneno, estava quase morrendo. Não podia deixar eles matarem-na, e se eu continuasse ali isso ia acontecer. Me lembro de ter me rendido e ido para o lado inimigo apenas por que precisava protege-la, ela não queria que eu fosse mas era o única jeito. No acampamento dos outros semideuses até dar em cima de uma filha de Atena se não me engano fez. Mas eu ainda amava Clary... e amo. Um tempo depois consegui voltar para ela.
Uma vez saímos juntos eu e ela e mais alguns amigos para ir até a Tomorrowland. O que não esperávamos era encontrar monstros para matar lá também.
E até encontramos um local de trafico de monstros e outras criaturas. Estávamos indo resgatar meu cavalo e quando chegamos lá em um feitiço de invisíbilidade descobrimos que eles sequestravam de tudo... E que agora mesmo precisavam de uma semideusa e que ficariam ricos ao ponto de comprar o monte Olimpo. Me senti culpado por leva-la até ali, uma emboscada mesmo sem ter sido planejada por eles e ela estava em perigo. Mais perigo ainda quando descobriram que estávamos lá. Mandaram nos matar e pegar Clary mas não seria tão fácil. Clary estava com medo mas prometi a ela que ninguém a pegaria. Quase faltei com a minha promessa mas Clary nunca foi inútil e não deixou que a pegassem.
Apesar de tudo isso ainda estamos aqui juntos... E isso por que ainda não falei da ultima guerra que participamos. Eu literalmente morri e voltei a vida
Flashback — on
Estávamos voando em um pégaso. Clary tremia e me apertava forte.
- Eu odeio voar — Ela sussurrou no meu ouvido.
- Não se preocupe Clary, seja forte — Sussurrei para ela.
Voávamos em direção a Cronos. Depois que o Caos propriamente dito voltou a terra, conseguiu trazer Cronos de volta mas ele não estava nem de longe forte como era... mas ainda tinha sua foice e um exercito de monstros. E com isso conseguiu arrancar uma asa do nosso pégaso. Eu tinha dito para Clary que iria ficar tudo bem mas o pégaso começou a cair. Clary não gostava de voar por que sempre caia e dessa vez não foi diferente. Ela gritava muito e eu segurei sua mão a puxando mais para perto..
Ela tremia.
- Vai dar tudo certo — Falei.
Hécate que lutava do nosso lado nessa guerra deu um jeito de fazer uma lona aparecer e nós caímos em cima dela. Ajudei Clary a se levantar. Ela estava um pouco mais aliviada mas ainda não tinha conseguido parar de tremer.
- Pronta? — Perguntei puxando-a. Tirei uma mecha do seu cabelo da frente de seu rosto e a beijei. Beijei como se fosse o nosso primeiro e último beijo. E talvez pudesse mesmo ser o último.
Cronos começou a rir e bater palmas.
- Muito lindo... até tocou o meu coração... mas acho que não tenho um! Mas vocês tem e eu vou arranca-lo!
Clary finalmente voltou a ser o que era antes e olhou para ele.
- Se quiser descubro para você Cronos — Ela sorriu segurando a espada com força — Sem problema nenhum!
Então ele nos atacou. Ele com certeza já foi um lutador melhor... Conseguíamos desviar de seus ataques sem muito problema. Mas eu ficava preocupado a cada vez que ele atacava Clary e ele percebeu isso. Uma hora fingiu ataca-la mas na hora se virou para mim e segurou meu pescoço. E então começou a me levantar e minha visão começou a escurecer. Percebi que a foice dele estava no chão um pouco atrás dele e Clary estava lá também. Torci para que ela entendesse.
E ela entendeu.
Ela se levantou sorrateiramente. Sempre conseguiu agir sem fazer barulho, principalmente roubar, tinha benção de Hermes. E quando pegou a foice não pensou duas vezes e fincou nas costas de Cronos com uma careta por excesso de força.
Cronos urrou de dor e das suas costas escorria icor dourado. Ele me jogou no chão e foi até Clary.
Clary não era nada idiota e atacou de novo com a foice dele mas dessa vez em seu peito com um grito desesperado e de medo. Ele quase havia tocado-a e com certeza teria matado.
Cronos caiu e começou a se disouver em pó. Clary caiu sentada e deixou a foice de lado. Ajudei-a a se levantar.
- Parece que já sabemos com que arma matar o Caos — Falei olhando para a foice. — Mas preciso que esteja preparada Clary...
- E-eu estou — Disse ela franzindo a testa e se levantando.
- Ainda está com o nosso dragão ai? — Perguntei. Um dragão que salvados dos traficantes de monstros.
- Sim — Ela respondeu e um dragão saiu de seu bolso. Ele começou a fica maior até que ficou de um tamanho bom para podermos montar nele. E foi o que fizemos.
Se voar aquela hora havia sido difícil agora foi pior. Estávamos indo em direção a um ciclone parado no meio da cidade de Manhattan. Caos estava lá dentro. Que por acaso era uma calmaria, sem nenhuma brisa de vento mais forte.
Caos não era nem homem nem mulher. Mudava de aparência a cada cinco segundos. Não er algo legal para se ver e para matar então seria bem pior.
Eu e Clary tentamos ataca-lo mas na hora chamas nos jogaram para longe. Ele era muito forte, semideuses como nós não o mataria.
Mas os Deuses estavam lá. E Hécate não cuidava da névoa, não tinha mais névoa ela precisava usar a magia para outras coisas além de esconder isso dos mortais.
E os humanos finalmente viram que nós estávamos lutando para manter sua casa segura. E com isso acreditavam mais e mais nos Deuses, dava para sentir.
Como eu estava distraído, o Caos me atacou com a sua arma. Se a foice de Cronos já podia dividir o seu corpo de sua arma com apenas um corte imagine o que a espada do Caos pode fazer? eu tombei no chão e quase caí num buraco que ligava Manhattan ao tártaro. Com isso os Deuses viram que Caos estava mesmo era prestando atenção em mim e atacaram-no com força total. Caos não aguentou um ataque tão poderoso e despencou no buraco em que quase despenquei também.
Mas agora do que adiantava? Eu estava morrendo, sentia minhas forças se esvaindo... Só conseguia chamar por Clary desesperado. Quero que pelo menos minhas últimas palavras sejam dirigidas a ela.
Ela se aproximou mas logo tampou a boca com uma das mãos vi seus olhos se encherem de água e ela se ajoelhou do meu lado. Eu já podia ver Tanatos vindo em minha direção.
- N-não chore Clary — Falei. Eu queria enxugar suas lágrimas mas não podia. olhei para Tanatos e pedi mentalmente para que não me levasse mas não sei se ele era telepata.
Clary também viu Tanatos e olhou para ele com um fúria nos olhos.
- Se não tivéssemos lutado do lado de vocês na guerra vocês não estariam tão bem quanto estão agora! Não deixe ele ir! — Disse ela chorando.
- Desculpe querida mas regras são regras. Em guerras pessoas morrem — Disse Zeus e ela o encarou. Estava cheia de Zeus estar sempre acabando com a sua paz.
- Eu quero que você queime no tártaro com suas regras! — Ela gritou. Ele ficou irritado mas não fez nada, do que adiantaria? ele sempre a infernizava fazendo que ela caísse quando voava se morresse seria um favor, iria para os Elísios comigo.
Zeus sumiu e ela se voltou para mim chorando.
- Eu te amo Clary! — Falei, acho que essas seriam as minhas últimas palavras.
- Eu também te amo Luke, você não vai ir! Não vai! — Ela dizia chorando cada vez mais.
Então minha visão escureceu. E quando voltei a enxergar vi Eros e Tanatos conversando.
- Você não vai leva-lo... Conheço um amor verdadeiro quando vejo um! — Dizia Eros.
- Aah tanto faz — Disse Tánatos irritado. Eros sorriu para mim e tudo ficou escuro de novo. Quando voltei a enxergar Clary estava chorando muito desolada e Benzo, nosso melhor amigo a consolava.
Mais do que depressa me levantei e ela viu. Soltou um grande sorriso mas as lágrimas ainda rolavam. Corri até ela e a beijei.
Flashback — off
Depois daquela guerra eu soube que precisava aproveitar todo o tempo possível com ela. Não sabia o que iria acontecer amanhã e eu já tinha tudo em mente. Fui atrás de Benzo.
- Nós precisamos conversar — Falei e ele assentiu.
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