Quando me acordei, a primeira pessoa que chamei foi ele.

–Klaus, você estar aqui? Eu estava me sentindo fraca, mais com muita vontade de ir no banheiro. Minha bexiga estava a ponto de estourar, e eu sabia que se não fosse, eu iria fazer xixi ali mesmo. Klaus estava do meu lado, deitado numa poltrona, pequena demais por sinal. Ele abriu os olhos e me encarou de uma forma engraçada, que me deu vontade de rir, mais me segurei.

–Oi Caroline, o que deseja. Estou aqui.

–Eu preciso ir ao banheiro, e estou com fome. Pode me ajudar? Klaus veio pro meu lado, e me pediu que segurasse no braço dele. Me levantei e comecei a anda em direção ao banheiro. Fiz xixi, e voltei para meu quarto. No meio do caminho nos encontramos com minha médica, e fiz questão de falar com ela.

–Olá Sr. Mikaelson, espero que esteja bem. Vejo que já estar andando pelos corredores. Fiquei sem jeito, pois ninguém me chamava de "Sr. Mikaelson", e a médica foi a primeira a falar.

–Sim, estou bem, e estou com fome, e com vontade de voltar para o hotel. Se for possível, posso ter alta? A médica mal olhava pra mim, e percebi que ela olhava demais pra Klaus. Ele também olhava pra ela, o que estava me deixando desconfortável.

–Ahamm, então, vou ter alta? A médica se assustou, pois interrompi o transe dela pelo meu marido.

–Ah, claro. Vou providenciar a papelada, e já já volto. Klaus foi me levando devagar para meu quarto. Comecei a arrumar minhas coisas, pois a qualquer momento eu receberia alta. Klaus saiu do quarto, e me deixou a vontade pra trocar de roupa. A doutora veio ao meu quarto e me deixou algumas recomendações.

–Que bom que já estar nos deixando. Então tenho umas pequenas recomendações. Receitei analgésicos, caso sinta dor de cabeça, e se por acaso sentir alguma tontura ou enjoo, volte rapidamente ao hospital. Então por hoje é só isso.

Sai do hospital e Klaus me deixou no hotel. Quando ele ia saindo, decidi perguntar pra onde ele iria.

–Então, não vai ficar comigo? Pensei que ficaria, pra cuidar de mim. Klaus sorriu, e respondeu.

–Não Caroline, preciso resolver algumas coisas, e depois vou na delegacia pra depor. Com certeza o delegado irá lhe chamar. Vá descansar e mais tarde te encontrarei.

Subi para meu quarto, e coloquei a bolsa em cima da cama.Tirei minhas coisas da bolsa, e fui tomar banho. Enchi a banheira com água morna, e coloquei um sabonete perfumado na água. Quando ela encheu, tirei minhas roupas e entrei. A água morna estava deliciosa, e eu relaxei. Comecei a pensar na loucura que minha vida estava. Eu era ambiciosa, e tinha sonhos pra realizar. Eu queria fazer minha faculdade de artes plasticas, e ser uma grande pintora. Ser reconhecida pelo mundo, e brilhar. Mais me deixei levar por uma vingança barata. Acabei me casando com um homem instável, cabeça dura, e acima de tudo, havia sido machucado no passado por um amor, e que prometerá a si mesmo, nunca mais se apaixonar. Percebi que não estava conseguindo relaxar, por conta dos meus pensamentos. Sai da banheira e fui me deitar. Estava ficando impossível dormir, então tomei um analgésico e me deitei. Aos poucos meus corpo foi relaxando e consegui dormir.

Quando me acordei, percebi que o dia havia escurecido. Vesti uma roupa decente, e fui a procura do Klaus. Quando cheguei na recepção do hotel, senti um cheiro maravilhoso, que fez me estomago roncar. Eu estava morrendo de fome, então me dirigi até o restaurante do hotel. Pedi ovos mexidos co bacon e um suco de laranja. Comi torradas frescas e um pouco de canja de galinha. Quando percebi o tanto que havia comido, me assustei. Eu ainda estava com fome, e mesmo que não quisesse colocar mais nada pra dentro do meu estomago, meus olhos teimavam e me traiam. Acabei pegando um pedaço de torta de chocolate e subi pra meu quarto. Quando estou chegando nas escadas, do de cara com Klaus. Ele parecia esta muito satisfeito, e muito bagunçado por sinal.

–Hmmm, você me deixou sozinha, e foi resolver umas coisinhas. Que tipo de coisinhas foram essas? Não me diga que foi se encontrar com a médica gostosa. E não finja, pois percebi vocês dois flertando na minha frente. Então, como foi? Gostou dela?

Klaus me olhava com ar de culpado, então eu estourei de vez.

–Bom Sr. Mikaelson, percebo que se satisfez com aquela doutorazinha de meia tigela. Saiba que também tenho desejo sexual, e que ainda não fui pra cama com ninguém por ai. Não é só você que merece se satisfazer, e vou deixar bem claro, se você não me respeitar, vou me separar rapidinho de você. Virei as costas pra Klaus e comecei a subir as escadas de dois em dois. Ele veio na minha direção, e eu fingi não perceber. Quando cheguei na porta do quarto, me virei afim de reclamar.

–Klaus, você é um nojento sem coração. Seu vagabu.... Não consegui terminar a frase, pois Klaus me agarrou, e me beijou.