Casamento de Mentira 2- A Vingança
26 Capitulo 26
Notas iniciais
E os braços do oceano estão me carregando
E toda esta devoção estava saindo de mim
E os choques são o paraíso, para uma pecadora como eu
Os braços do oceano me libertam...
Never Let Me Go — Florence And The Machine
Essa era sensação da morte. Eu não sentia nada, eu estava imóvel, esperando algo a mais. O que iria acontecer comigo? Se houvesse um céu, será que eu iria para ele? E o inferno, eu ainda não tinha considerado essa parte. Será que eu iria para ele. Eu ouvia uma voz gritando por mim, e a voz parecia desesperada. Ela clamava por socorro, e chorava. Eu queria poder consolar o dono da voz. A voz... O dono dela eu conhecia... Um único nome me veio a mente e eu sabia. Klaus, meu amor. Meu único e verdadeiro amor. Shhh não chore, eu encontrei nossos filhos, eles estão salvos e bem. Você irá cuida-los dele por mim. Sim, por mim. Senti como se uma onda estivesse me levando e me deixei ir. Era bom, era tranquilo, era melhor do que sofrer...
POV KLAUS
Eu só sentia dor. Meu peito ardia e não era para menos. Meus filhos estavam vivos e bem, e já corriam pelos corredores do hospital esbanjando saúde. Enquanto eu assinava a papelada, Sophie veio até mim, e perguntou pela mãe.
–Papai cade a mamãe? Eu sorri e falei.
–Ela está bem querida, ela foi se recuperar, e já já está com a gente. Caroline estava hospitalizada, pois tinha tido um traumatismo por ter levado uma pedrada de Hayley. Assim que terminei de assinar, fui para o quarto onde Caroline se encontrava.
Ela era tão linda, cheia de vida e de saúde. O rosto estava um pouco arranhado e uma faixa cobria boa parte da testa. Os cabelos loiros caiam feito uma cachoeira nos ombros, e a deixava mais bela. Ela parecia dormir, e eu a amava tanto, e por conta dos erros do meu passado, ela havia sofrido. Me sentei na beirada da cama, e peguei na mão dela.
–Care meu amor, eu sinto tanto. Eu fui tolo por pensar que meu passado não iria trazer problemas para nós dois. Eu te amo tanto e tenho tanto medo de ter deixar sozinha. Não sei quanto tempo de vida ainda me resta, mas saiba que o que me restá será para te fazer feliz. Dei um beijo casto nos lábios rosado dela e sai do quarto.
Assim que pus os pés fora do quarto de Caroline, fui levado pelos braços da minha mãe, e dos meus irmãos. Eu chorei, não por ser fraco, mas por sentir a dor de tudo que nós dois e a nossa família havia passado. Hayley havia tido um fim, e Tyler estava atrás das grades. Eu só queria ser feliz ao lado das pessoas que eu amava. Então pensei em Mikael. Ele estava sendo levado para um orfanato e isso eu não permitiria. Ele tinha meu sangue, e apesar de tudo era meu filho. Todos me abraçavam e abraçavam meus filhos. A paz iria reinar novamente.
POV CAROLINE
Estava escuro e frio. Frio... era uma sensação. Mortos não sentem, ou sentem? Ouvi o barulho de algo. Era um som chato, era um bip sem fim. Lentamente consegui distinguir cores e percebi que mesmo no escuro, luzes do corredor entrava no meu quarto. Meu quarto... Eu estava no hospital. Eu ão lembrava se havia sido atingida, então levantei minha mão para passar no meu corpo e percebi que estava colada a um soro. Acabei levantando a outra e passei pelo meu copro. Eu não tinha nenhum ferimento nele, então passei a mão pela cabeça. Sim, minha cabeça estava enfaixada. Será que eu havia levado um tiro na cabeça? Acabei sem querer, encontrando um botão e apertei. Esperei e depois de alguns minutos uma mulher entrou no meu quarto. Ela acendeu a luz, e eu instintivamente tapei os olhos. Arderam pelo breve contato com a luz, e aos poucos fui me acostumando.
–Bem vinda de volta Caroline. O sorriso da mulher parecia contagiante o que me fez sorrir, e acabou me ocasionando uma leve dor de cabeça. A enfermeira notou e me perguntou.
–Você está bem? Suas dores voltaram?
–Voltou. O que me aconteceu? Onde está meus filhos, e meu marido, pode me dizer.
–Calma ai, eu vou te falar tudo, mas antes deixa eu te aplicar um analgésico. Eu não queria remédio, ele iria me fazer ficar sonolenta, e dormir não era o que eu desejava no momento. Mesmo assim a enfermeira aplicou no meu soro.
–Pode me fazer um favor? -A enfermeira me olhou como se me avaliasse, e depois acabou cedendo. -Okay, mas espero que seja algo bobo. Sorri e falei.
–Eu quero ver meu marido, deixe ele entrar por favor. E se possível quero ver meus filhos também.
A enfermeira saiu e depois de alguns minutos Klaus e meus lindos filhos entraram na sala. Fui tomada por uma onda de alivio ao vê-los. Quis chorar mas eu não tava afim de sentir mais dor de cabeça.
–Mamãe, — Meus bebes gritaram e eu sorri. Eles estavam felizes em me ver, e isso era bom.
–Como vocês estão minhas vidinhas? Sophie foi a primeira a falar.
–Eu estou bem mamãe e feliz por ver a senhora bem. Aquela mulher é mal, e se parece com as bruxas das histórias que a a senhora contava para mim antes de dormir. Sorri com o comentário da minha filha e a abracei. Não foi um abraço direito, mas a tentativa valeu. Klaus estava com os olhos vermelhos, e se eu não o conhecesse, ele havia chorado. Ele estava sentado na beira da minha cama, e eu toquei na mão dele de leve. Fiz um afago leve, ele sorriu.
–Não chore meu amor, eu estou bem. Nossos filhos estão bem. Klaus alisou meu rosto e ficou me fitando como se quisesse decorar cada parte de mim.
–Eu sei Care, mas a algumas horas atrás pensei que fosse te perder. Você entrou naquela mata, e eu fiquei desesperado. Eu consegui convencer um policial a ir comigo a sua procura, mas ele se cansou e voltou. Então consegui pegar a arma dele. E depois de tanto tempo te procurando, te vi, jogada no chão, e com Hayley mirando uma arma para sua cabeça. Eu não sei como tive coragem, mas eu atirei nela, e a vi caindo e morrendo. E vi você lá, desmaiada e sangrando muito, eu cheguei a pensar que ela havia atirado em você também, e me desesperei. Eu te amo tanto Caroline, e senti a dor da perca apertar meu coração. Caroline, nunca mais me faça passar por isso. Eu não sei se conseguiria suportar. Klaus abaixou a cabeça e veio me dar um beijo. Sorri com meus filhotes tapando os olhos e fazendo carinhas de nojo. Toquei numa ruga no canto do olho de Klaus e falei.
–Eu quero que saiba que te amo muito e que ainda vou te dar bastante trabalho. E preciso conversar com você e Elijah seriamente sobre um assunto. Klaus ficou serio, como se tentasse entender. Eu iria contar a ele sobre Mikael, e com certeza ele e Elijah se entenderiam. Ele tocou meus lábios e sorriu.
–Podemos conversar depois que você sair do hospital. Quero que se recupere logo e assim poderemos resolver tudo.
Eu não tinha duvidas, Klaus havia sido feito especialmente para mim.
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