Casamento de Mentira 2- A Vingança
17 Capitulo 17
Notas iniciais
Eu me sentia péssima. Péssima por ter visto aquela cena ridícula e deplorável, e pior ainda por ter acreditado na vaca da Hayley. Eu acho que estava concorrendo ao premio de trouxa do ano. Só podia ser. Mas ela iria ter o troco dela. Assim que cheguei em casa, tirei a aliança e joguei em uma gaveta qualquer do meu closet. Eu sentia nojo só de olhar para aquela coisa circular de ouro no meu dedo, comprovando que eu era casada com um imbecil. Eu queria ver ares novos, então resolvi de última hora viajar para New Orleans, e como eu nunca tinha visitado aquela cidade maravilhosa, pensei, por que não ir e me divertir, eu já estou separada. Tecnicamente... Fiz minhas malas, e partir, mas antes passei na casa da minha sogra e pedi que ela ficasse com meus bebes por alguns dias até que eu voltasse.
–Então Caroline, você quer mesmo se separar do meu filho? Eu não estava afim de conversar sobre esse assunto, então mudei o foco da conversa.
–então Sra. Mikaelson posso confiar que vai cuidar dos meus bebes? Ela sorriu para mim e disse que sim.
–Claro Caroline, eles são como meus filhos, e te-los comigo é reconfortante. Mas porque não quis responder a minha pergunta?
–Eu não sei ao certo o que vou ou não fazer. Mas de uma coisa tenho certeza, preciso dar um tempo, esfriar a cabeça e pensar com clareza. As coisas estavam indo bem até a chegada da Hayley, mas foi só ela chegar que minha vida virou de cabeça pra baixo, e eu não posso me permitir viver sofrendo por causa daquela desgraçada.
–Eu entendo minha querida, mas tome cuidado em New Orleans. Você não pode sair nunca mais de lá. New Orleans é magica. Ri com o comentário da minha sogra e partir para minha viagem. Mas antes dei uma passada na casa da minha mãe para ver como ela estava, e para minha surpresa, me deparo com Hayley no meio do caminho. Parecia um milagre, ela aparecer justamente quando eu tinha algumas coisas para resolver com ela. Desci do carro e assim que ela me viu, foi logo dando um sorriso largo, tipo "E ai gata, beijei teu marido e tu não fez nada", e eu quebrei o sorriso dela com um tapa bem forte e bem preciso na cara de pau que ela tinha. Ela colocou a mão no rosto, e me olhou assustada.
–O que eu fiz Caroline? Era só o que me faltava.
–Você ainda tem coragem de me perguntar? Você estava beijando o meu marido no Grill. Hayley passou a mão na bochecha vermelhas, e disse com desdem.
–Saiba queridinha que foi ele que me beijou. Fazer o que né, se a mulher dele não está servindo pra mas nada. Aquilo foi mesmo que jogar gasolina no fogo. Partir pra cima de Hayley, e só parei porque um homem que ia passando na rua nos separou. Eu tinha resolvido entrar em umas aulas de boxe e estava louquinha para fazer de Hayley meu saco de pancada. Ela estava toda quebrada, e com certeza ficaria uns dias sem por a cara de piranha dela de fora.
Entrei no meu carro e partir para o aeroporto, feliz da vida para New Orleans. Assim que desembarquei no aeroporto, peguei minha mala e fui para o melhor hotel que a cidade oferecia. Fiquei com a suíte presidencial, e me senti maravilhosa. O quarto possuía uma janela enorme de vidro, que possibilitava ver toda a cidade aos meus pés. Acabei me lembrando das palavras que uma vez Klaus havia me dito.
Estávamos em Paris, e a viajem seria só para divertimento e a palavra trabalho era algo proibido no momento. Olhei para a cidade pela enorme parede de vidro que tomava boa parte do nosso quarto. Ficamos com um quarto de frente a torre Eiffel e a noite a cena era de tirar o folego. Klaus chegou bem devagar por trás, e me deu um abraço forte,e começou a sussurrar no meu ouvidos.
–Eu quero te dar o mundo Caroline, você me permite? Sorri com a proposta de Klaus e resolvi contra atacar uma outra proposta.
–Só aceito se você estiver incluído no pacote. Ele beijou a base do meu pescoço fazendo com que um calafrio gostoso tomasse conta da minha espinha.
–Claro que eu estarei incluído, pois aonde você estiver, eu lá estarei.
Aquelas palavras pareciam distantes agora, dado ao caso de que eu não tinha plena certeza de que um dia, durante os cinco anos do nosso casamento ele verdadeiramente me amou. Senti algumas lágrimas teimosas rolarem pelo meu rosto, e eu enxuguei, tentando afastar a sensação de perda e dor. Eu não tinha vindo a New Orleans para ficar chorando. Tomei um bom banho de banheira, vesti a minha melhor roupa e sai para as ruas abarrotadas de gente na gigantesca cidade. Andei bastante e comprei bastante coisa para mim e meus filhos. Fiquei com as pernas e os pés doloridos, mas conheci boa parte da cidade que Klaus tanto falava. Ele sempre havia ansiado me trazer um dia a New Orleans, e ele falava dessa cidade com tanto amor, que achei por bem, ele saber que havia ido visitar a cidade que ele tanto amava sozinha. Eu conseguia visualizar a cara dele de louco ao descobrir isso. Seria bom, uma vez na vida, ele sentir que minha vida não girava em torno da dele, e que eu era uma mulher bem resolvida.
Entrei num barzinho e vi um rapaz cantar. Ele era muito bonito por sinal, o que me chamou atenção. Ele notou que eu estava olhando para ele, e me fitou, e começou a cantar e dançar para mim. Fazia anos que eu não saia com ninguém, e já tinha perdido seriamente toda a ideia de como flertar com alguém. Eu apenas sorri, e percebi que estava dando certo, pois algumas garotas que se encontravam no lugar não eram páreas para mim. Ele cantava e sorria para mim, me deixando envergonhada. No fim a plateia começou uma salva de palmas seguidas por assovios altos e bem contagiantes. Eu estava realmente depois de semanas me sentindo bem. O rapaz veio na minha direção, e se sentou do meu lado. Ele era charmosos, disso eu não tinha que duvidar.
–Olá Srta, posso lhe pagar uma bebida? Dei o melhor sorriso que pude e aceitei.
–Claro. O rapaz foi até o bar e pegou duas bebidas para gente. Tomei em um único gole e percebi que estava morrendo de sede.
–Vai com calma, assim você acaba ficando bêbada. Ah proposito, sou Marcel Gerard, e a Srta? Eu não me sentia mais casada, então usei meu nome de solteira.
–Sou Caroline Forbes, é um prazer Marcel Gerard.
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