Casamento de Mentira 2- A Vingança
4 Capitulo 4
Notas iniciais
Klaus estava irritado comigo. Creio que irritado era pouco, ele estava furioso, possesso, entre outras coisas. Ele não me dirigia a palavra, não olhava pra mim. Só me ignorava, e isso não era um bom sinal. Elijah conversava tranquilamente com o delegado, que sorria ao ouvir palavras como New Orleans e Futebol. Na saída da delegacia, pegamos o Audi de Elijah e seguimos rumo a Mistyc Falls. Eu preferia ir de avião, mas Klaus queria pensar, e acreditava que dessa forma seria melhor.
Eu não conseguia entender, como eu, uma mulher forte e determinada, foi cair na armadilha daquela vagabunda. Era isso que ela queria. Me ver perder o controle e partir pra cima dela. Hayley era da minha altura, e um pouco mais magra do que eu, e isso me deu vantagem. Meus punhos ainda doíam, por ter tido um encontro nada agradável, com os olhos e nariz daquela vadia psicótica e sem escrúpulos.
Chegamos em Mistyc Falls no começo da noite, e fomos direto para Mansão Mikaelson, onde com certeza todos estariam nos aguardando. Klaus e Elijah entraram primeiro, e eu fiquei tentando da um jeito na bagunça, que estava meu cabelo. Passei um batom rápido e belisquei minhas bochechas pálidas, afim de dar uma cor. Sorri para porta e entrei.
Tomei um baita susto, pois todos me olhavam como se eu fosse uma cruel assassina. Até a minha mãe, que a poucos menos de 24 horas, chorava feito uma boba, feliz da vida pela minha exposição, me encarava. Eu não queria ser a primeira a falar, mais parecia que não tinha jeito, eu teria que falar.
–Então minha gente, boa noite primeiro, e em segundo, peço desculpas a todos vocês. Eu tentava pensar em algo mais para falar, e percebo que ninguém mais, esta olhando pra mim. Minha mãe sorri, enquanto minha sogra fala umas bobagens sobre umas lojas. Rebekah e Elena comentam sobre o pequeno Ian que dorme tranquilamente nos braços de Damon. Matt e Kol, fazem piadas as minhas custas, enquanto percebo que Klaus não está nas minhas vistas. Meu desejo é de ver meus filhos, mais eles não estão em nenhum lugar.
Ando bem devagar e dou um meio sorriso para nova empregada da casa, que retribui o gesto com um simples aceno de cabeça. Saio da sala e vou em direção ao corredor principal que dá acesso a cozinha, quando reparo que Klaus está sentado no chão do escritório, sem camisa, meditando. Fico parada observando por uns cinco minutos, vendo-o respirar tranquilamente.
"Meu homem instável e cabeça dura." Penso comigo mesma.
Klaus era muito regrado, e eu tinha plena certeza de que ele havia adquirido isso do falecido pai. Entro bem devagar no escritório, pois Klaus esta de costas para mim. Tento não fazer nenhum barulho possível, mais parece impossível, pois Klaus acabou ouvindo, e se virou para me encarar.
–Ah, me desculpe, eu não queria lhe atrapalhar.
Klaus se levanta, e de forma ágil fica reto, encostado na mesa de mogno no centro do escritório. Eu não sei o que falar. Eu ainda sinto a tensão dele pairando sobre o ar, e isso me deixa desconfortável. Ele é meu marido e não meu pai.
–Não, você não me incomodou. Mas fiquei surpreso com a visita. Eu esperava que você ficasse na sala, contando para todos, como espancou Hayley, e como foi parar numa delegacia, feito uma criminosa. Aquelas palavras me machucaram, e eu percebi, que, Klaus não estava só irritado com a situação, ele odiava a situação.
–Você, Caroline, denegriu a imagem da Mikaelson Diamantes. Você jogou na lama, meio seculo de prestigio e nome, por causa de um insulto?
Eu não estava aguentando ouvir tudo isso calada. Eu amava muito Klaus, mais ele estava passando dos limites.
–Niklaus Mikaelson, quem é você pra falar comigo desse jeito. Eu exijo respeito. Eu sou sua esposa, e não me venha com julgamentos tolos, pois você não é o mestre em bom comportamento.
Eu não conseguia me calar, e cada vez que minha boca se abria, eu lançava dardos contra as acusações de Klaus. Klaus tremia por todo o corpo, e eu deveria parar de falar, mas parecia impossível. Klaus veio na minha direção e com um furacão, eu já estava encostada na parede, e um dos punhos dele estava na parado do lado do meu rosto. O soco havia atingido a parede, mais eu sentia ele refletir por todo meu corpo. Medo, raiva, desejo, tudo misturado, me fazendo ficar imóvel. Klaus percebe que havia me assustado, e bem devagar, como se eu fosse de porcelana, ele passa os dedos pela minha bochecha, que simplesmente ficam quentes com esse pequeno contato.
–Ah Caroline, porque você é tão teimosa e implicante. Você não tem ideia do que eu desejo fazer com você e com essa sua língua desobediente...
Eu não consigo compreender. Uma hora ele esta irritado e bem nervoso, e na outra, ele esta sedutor e sexy.
–Caroline, Caroline. Você é minha, e isso é tudo. No momento que recebi a ligação da delegacia, eu me odiei. Eu não deveria ter deixado você sair. Eu deveria ter sido mais duro com você. Mas não, eu não te impedi, e olha no que deu. A voz de Klaus parecia veludo, acariciando cada palavra que saia daquela boca maligna. Eu me contorci de pleno prazer. Como eu havia deixado Klaus manter esse pleno controle sobre mim? Desde quando ele havia conseguido total controle das minhas ações? Eu sibilava o ar entre os dentes, e aquilo era pior que tudo. Klaus tocou a base da minha garganta com os lábios, e eu senti meu coração martelar. Ele soltava suspiros leves e bem compassados, bem diferente do meu. Ele me examinava como se eu fosse a presa e ele o caçador. Eu sabia que isso não iria acabar bem...
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