Notas iniciais
Minhas lindas, a continuação de Casamento de Mentira. Espero que gostem

–Vai dar tudo certo, vai dar tudo certo... Repeti, como se essas simples palavras fosse meu Karma. Eu estava ansiosa e ao mesmo tempo nervosa. Eu nunca havia exposto meus quadros pra ninguém, e Klaus havia me dado a maior força e incentivo. Minhas mãos estavam geladas, e eu suava bastante. Me olhei no espelho e sorri. Eu estava em ordem. Maquiagem, cabelo e roupas perfeitas. Sorri pro espelho, e digitei o número do andar. Em menos de um minuto as portas se abriram, e todos olharam pra mim. Todos estavam ocupados se servindo de bebidas e petiscos, e na hora que a porta se abriu, todos pararam, e me olharam, como se eu fosse a atração principal. Olhei pra todos, e sorri. Eu estava nervosa a beça, e pra piorar minha situação, eu não encontrava Klaus de jeito nenhum. "Aonde ele tinha se enfiado?" De repente fui arrastada por uma mulher baixa, que aparentava ter uns 40 anos. Ela tinha o rosto bem rosado, e a cabeleira preta, destacava o sorriso de menina que ela tinha. As roupas que ela vestia, parecia a minha avó. Ela sorria, e me apresentava a alguns colecionadores, que estavam muito empolgados com meus quadros. Mais minha mente não estava aqui, meus pensamentos voavam na direção de Klaus. "Onde ele estava?" Até que um colecionador me fez uma pergunta. Eu não havia escultado nada, e resolvi perguntar novamente. Ele sorriu e refez a pergunta.

–Então Caroline, o que te inspira? Percebo que seus quadros são bem originais. Como aquela pintura ali. Ele estava apontando pra minha pintura favorita, a que eu pintei, homenageando, a primeira vez que eu vi Klaus. Sorri, e respondi.

–Posso dizer que essa pintura é uma homenagem a alguém muito especial. O colecionador sorriu, e de trás, uma voz familiar, me perguntou.

–Essa homenagem é pra mim? Me virei e encontrei meu marido. Ele estava com um olhar sedutor, que me fez suspirar. Eu sorri e respondi.

–Com certeza meu amor. Ele me deu um selinho nos lábios, e eu prosseguir minha explicação.

–Como eu estava falando, esse quadro é uma linda homenagem, a meu marido. Esse quadro, esta mostrando a forma como nos conhecemos. O colecionador sorriu, e foi observar os outros quadros. Me virei pra Klaus, e dei um beijo mais demorado e bem apaixonado. Ele retribuiu, mais aos poucos foi me soltando. Estranhei, e perguntei o porque daquela atitude.

–Eu não quero fazer uma cena meu amor. Essa noite é sua, e eu não quero que saia nas colunas dos jornais e das revistas, que o presidente da Mikaelson Diamantes, estava se agarrando com a esposa, na apresentação dos quadros dela. Eu amava esse homem, mesmo ele fazendo uma gracinha dessa. Eu não estava nem um pouquinho afim de ficar explicando, então resolvi fazer um discurso. Subi na parte mais alta da galeria, onde tinha um sistema de som bem moderno e comecei a discursar.

–Boa noite a todos. É com muita honra que, apresento a vocês, minha coleção de quadros. Cada um tem a rica combinação de cores e desenhos, feito com muito amor e carinho. Alguns são homenagens a pessoas, e a lugares que eu viajei. Vocês lerão isso, na legenda que eu disponibilizei, bem abaixo do quadro. Então divirtam-se.

Desci e comecei a passear entre os quadros, quando a porta do elevador se abriu, saindo de lá meus amigos e meus familiares. Minha mãe estava maravilhosa, num terninho preto, com um salto. Meu pai estava lindo, com um terno maravilhoso. Minha cunhada estava deslumbrante e ao lado dela, Matt não ficava pra trás. Elijah estava impecável, e Esther estava igualmente linda. Elena e Damon estavam juntos, e nos braços dele, o pequeno Ian descansava. Eu tinha uma linda família, e bons amigos. Elena veio na minha direção, e com um sorriso lindo, me abraçou.

–Parabéns amiga. Estou muito feliz por você. Esta tudo lindo, e com certeza, levarei um desses pra mim. Sorri, e do meu lado Damon estava com o lindo Ian.

–Que coisa mais linda da tia. Esta dormindo, distante dos problemas dos adultos. Ele é uma mistura de você Damon, e da minha linda amiga Elena. Damon discordou de mim e emendou.

–Ele é lindo que nem a mãe. Se puxar a mim, estragou. Elena deu um tapa no braço dele e foi andando em direção a mesa dos petiscos. Minha mãe estava chorando e eu fui perguntar o porque daquelas lagrimas.

–Mãe, porque a senhora esta chorando? Ela me deu um abraço e em meio as lágrimas ela me respondeu.

–Ahh filha... Eu estou tão orgulhosa de você. Estou muito feliz que tenha conseguido realizar seu sonho. Klaus veio pra te fazer feliz. Eu não tenho palavras pra expressar o quanto estou feliz por você. Minha mãe era a mulher que eu amava incondicionalmente, acima de tudo. E eu estava muito feliz, por ter deixado ela orgulhosa. Ela era minha musa, minha deusa, e eu nunca iria deixar de ama-la. Meu pai também estava orgulhosíssimo de mim, e eu estava feliz por tudo.

Rebekah e Matt brincavam com minhas pinturas, se dividindo entre as pinturas de Fernando de Noronha, e as de Mistyc Falls. Eu estava empolgada, e a maioria das pinturas já havia sido vendida. Eu autografei algumas camisas, e bati varias fotos. Uma moça do jornal veio me entrevistar, e eu fiquei lisonjeada, e dei todo o crédito ao meu lindo marido Klaus. Pois sem ele, meu sonho não teria se tornado realidade.

Quando a festa estava chegando ao fim, um casal entrou, e começou a olhar algumas pinturas, e conversava com minha secretaria, uma possível compra. As pinturas que restava não tinha tanto charme, pois eram mais abstratas. A minha secretaria veio em minha direção, e me informou que o casal, queria falar pessoalmente comigo e com meu marido. Chamei Klaus, que conversava com Elijah, uma possível compra, de uma mina de diamante na África. Ele foi comigo até o casal. E pra nossa surpresa, o casal era alguém que não víamos a muito tempo.

–Boa noite Sr. e Sra. Mikaelson. Tyler sorria, e Hayley me encarava com um possível ódio estampado no rosto...