Casamento de Mentira 2- A Vingança
19 Capitulo 19
Notas iniciais
–Irmão? Marcel sorria feito um menino, e parecia bem feliz com a minha constatação. Eu nunca soube algo relacionado a Klaus, e a um irmão misterioso que ele tinha em Mystic Falls. Mas irmão, era algo novo para mim, considerando o fato de que só conhecia os que moravam com ele. Ai Meu Deus,pensei comigo, se eu fosse um pouquinho mais ousada, iria acabar na cama do irmão de Klaus, e seria algo, vamos dizer, estranho.
–Sim, Niklaus é meu irmão. Não de sangue, claro, mas meu irmão vamos dizer de criação. Eu o considero como irmão, como a família dele me considerava um membro. Mas o pai, o Mikael, nunca aprovou minha amizade com Klaus, o que era totalmente ridículo, e sempre que nos pegava juntos, sobrava para Klaus, que era realmente filho dele. Ainda me lembro no dia em que Klaus levou uma surra por minha causa. Meu ai estava batendo em mim, e Klaus me defendeu. Claro que meu pai contou ao pai dele, e a coisa não ficou nada legal para o lado de Klaus. Eu só o vi depois de quase uma semana, e mesmo assim, os hematomas ainda estavam bem visíveis. Ele estava com um olho roxo, e um dos braços enfaixados. Eu tinha todos eles como meus irmãos, menos Finn e Rebekah. Finn por não gostar de mim, e Rebekah, por que eu gostava dela. Chegamos até namorar escondidos, mas o pai dele descobriu e a coisa não foi boa. Mas então, porque você está chateada com meu irmão? Parecia que eu tinha aterrizado dentro de um reality show.
–Seu irmão mentiu pra mim Marcel, me escondeu por anos, a existência de um filho e eu não sei o que mais ele anda aprontando. Eu tenho problemas com confiança, e quando Klaus a quebrou pela primeira vez, eu me magoei muito, e fiz uma promessa que nunca mais me permitiria ser enganada. E agora ele alega a desculpa de me proteger. Chega a ser hilario, se não fosse triste. Eu queria muito que seu irmão não mentisse para mim e não me tratasse feito uma idiota. Mas já que ele preferiu assim, que arque com as consequências. Marcel se sentou no saguão do hotel e de uma hora para outra decidiu que iria para Mystic Falls comigo.
–Tá decidido Caroline. Estou com saudades do meu irmão ingrato, e vou te ajudar nessa situação maluca. E quero saber se meu irmão se transformou num monstro. Dei uma gargalhada, e subi para meu quarto. Tomei um banho rápido e coloquei minhas roupas na mala, e desci, para retornar ao meu lar, e tomar de volta o que era meu.
Marcel me esperava sem nada na mão. Sem mala, sem documentos e sem dinheiro. Não que dinheiro fosse algum problema para mim, mas será que ele era bem rico para não se importar com roupas?
–Vamos. Marcel falou, e eu toquei na manga do casaco dele me referindo a roupas.
–Você não vai passar na sua casa para buscar nada? Marcel sorriu para mim, e disse.
–Só preciso dos meus documentos e de alguns cartões de crédito. Como sempre ando com eles, roupas não será problemas. Creio eu que em Mystic Falls exista roupas de lojas num é? Dei um sorriso debochado para Marcel, e fomos direto para o aeroporto.
Marcel passou em um caixa de banco no aeroporto e sacou mil dólares. Eu não tinha nada a ver com a vida de Marcel, mas me perguntava onde ele tinha arrumado dinheiro.
–Então Marcel, pelo que notei, você não tem um emprego fixo, o que te faz ganhar dinheiro? Marcel me olhou e falou de vez.
–Eu sou um advogado. Olhei esperando a piada ser completada. Marcel um advogado? Marcel era um cara que passava seus dias cantando em um bar, levando cantadas de mulheres casadas e sendo machucado diversas vezes pelas tais que faziam isso. Mas advogado, era algo difícil de acreditar.
–Sério Marcel, o que você faz? Marcel arqueou a sobrancelha e repetiu.
–Sou advogado. Dei uma gargalhada alta e estridente "arrancando olhares" de desaprovação de algumas pessoas, e "sorrisinhos" sem graça de outras. Marcel parecia não entender o motivo do meu riso, então resolveu me explicar.
–Há mais ou menos uns dois anos entrei em um caso muito importante aqui em New Orleans. Era um caso de divorcio, onde o homem havia traído a esposa, que durante 30 anos da vida dela, amou e cuidou dele, dedicando mais da metade da vida a um homem sem coração que só pensava em si próprio. Eu fui o advogado do caso, e dei meu sangue para que ela ganhasse, e ela ganhou. Claro que na época ganhei uma bolada, já que a esposa traída ficou com a metade das ações do marido numa empresa que ele possuía, e ficou também com a casa e alguns carros que a família tinha. Só que ela não estava feliz. Então a mulher de tanto desgosto deixou uma carta e um testamento antes de se matar. Eu coloquei a mão na boca, e arregalei os olhos, com consternação. A mulher se matou?!
–E o que isso tem haver com a sua condição financeira? Marcel parecia triste e abatido por falar sobre o caso.
–Ela antes de morrer, me deixou 5% das ações que ela havia ganhado do marido. E 15% para cada filho. Ela tinha dois filhos homens e uma mulher. Até hoje mantenho contato com eles, e ela não entendem até hoje porque ela fez isso. Para ser sincero nem eu entendo. Eles não entendiam, mas cheguei a entender um pouco o motivo dela ter se matado. Eu me sentia da mesma forma que a mulher se sentia. Eu havia dedicado 5 anos da minha vida a um homem que nem tinha a total certeza se ele havia me amado.
–Eu a entendo Marcel. Ela estava deprimida e sem razão para viver, pois ela havia dedicado tantos anos da vida dela a um homem, para no fim ser tratada como qualquer uma. Ela não tinha mais o que fazer, então acreditou que pondo um fim na vida os problemas estariam acabando.
–Mas ela não pensou nos filhos Caroline.
–Eu sei Marcel, porque ela era fraca. Mas eu sou forte e nunca faria isso por causa de um homem. Eles não merecem isso de nós.
O voo foi calmo e sem problemas. Tirei um cochilo de leve e me acordei quando estávamos perto da Virginia. Marcel lia um livro, e parecia bem empolgado com a leitura. Assim que chegamos em Mystic Falls, vi algumas pessoas me olhando feio, e eu já imaginava o que seria.
A vadia da Hayley havia espalhado boatos difamadores sobre mim. Eu não deixaria isso de graça, não mesmo.
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