Casamento de Mentira 2- A Vingança
11 Capitulo 11
Notas iniciais
Sabe aquele momento em que você tem vontade que se abra um buraco no chão e você desapareça dentro dele? Esse era o momento.
Hayley era sem sombra de duvidas a vadia psicótica mas maluca da face da terra. Tyler sorria, como se desfrutasse de algo, e Hayley olhava para os quatro cantos do salão principal da minha casa.
–Hmmm, muito bonito. Hayley entrou arrastando um menino assustado. O menino estava usando uma bermuda branca manchada, e uma camisa preta surrada. Na mão esquerda, ele segurava um carrinho com uma das rodas faltando. Hayley soltou a mão do garoto, e correu, se jogando no sofá.
–Isso sim é que é vida. Eu deveria ter tido essa vida. Você não acha Klaus? Nós dois, com nosso filho, numa mansão linda como essa. Klaus havia ficado parado, olhando para Hayley, que afundava os pés no sofá, como se fosse dona da casa. Ela sorria, desfrutando da maciez e colocava algumas almofadas na cabeça, tentando ficar mais confortável. Eu estava afim de pular no pescoço dela, e enxota-lá. Mas não queria fazer nada para prejudicar Klaus.
–O que você quer Hayley? Klaus falou, e Hayley levantou a cabeça, para ouvi-lo. Ela coçou o queixo por um tempo, como se ainda estivesse pensando no que falar, mas eu duvidaria muito que ela tivesse coragem de aparecer, sem nada ensaiado naquela cabeça de piranha.
–Eu? Eu só desejo que "nosso filho"... — Ela deu enfase no nosso filho, como se fosse conseguir me irritar. -Receba o mesmo tratamento, que os seus filhos com essa vadia loira.
Aquilo era demais para meus ouvidos. Ela já tinha entrado na minha casa, tinha se achado dona do pedaço, e agora, havia me humilhado. Avancei em Hayley, afim de expulsa-la da minha casa. Mas Klaus havia sido mais rápido, e me segurou. Hayley sorria do meu ódio, enquanto Klaus, sem sucesso, tentava por ordem na situação.
—Já chega! Klaus deu um grito, e eu não pude deixar de me assustar. —Hayley, vamos ao escritório, precisamos conversar. Care meu amor, poderia preparar um lanche para o garoto? Fiz que sim com a cabeça, e segui para cozinha. Mikael me olhava com medo, e eu tentava passar a maior paz e tranquilidade que eu pudesse. Só que eu não estava conseguido bem. Eu estava nervosa, e sem ação de nada. Fiz um sanduíche de pasta de amendoim e dei para Mikael comer. Coloquei um copo de suco de laranja na bancada, e ele tomou tudo em rápidos goles. O garoto parecia faminto, então resolvi fazer mais dois sanduíches, que ele devorou em segundos.
Fiquei observando o pobre garoto, e notei que ele tinha varias cicatrizes pelos braços, pelo pescoço e algumas no rosto. Então tentei conversar com o garoto.
—Oi Mikael. Falei sorrindo, esperando que ele se sentisse a vontade para conversar comigo. Ele me olhou espantado e segurou o carrinho com força contra o peito, como se eu fosse arrancar de lá.
—Não tenha medo, eu não quero seu carrinho. Eu não vou te machucar. Você está seguro comigo. O menino olhou assustado para os lados.
— Tem certeza moça, que eu estou seguro? Aquela frase cortou meu coração.—Sim Mikael, eu não vou te machucar, por que eu te machucaria? O menino franzino me olhou com um ar de tristeza, e me relatou os abusos que sofria da mulher que deveria ama-lo e protege-lo.
—Minha mãe bate muito em mim. Diz que eu sou retardado, um miserável e que não presto pra nada. Ela me diz que eu deveria ter morrido, pois só trouxe sofrimento e desgraça para a vida dela. Ela me bate de cinto, e as vezes me queima com a ponta do cigarro. Quando o marido dela esta irritado, ele me dá murros e chutes. E eles não me dão muita comida, e eu sempre vivo com fome. As vezes eu pego um pedaço de bolacha murcha no armário e como, e para matar a sede, bebo água da torneira. O menino me olhou com uma cara de tristeza e perguntou se eu poderia lhe dar mais comida. Fui na geladeira, e tirei um pedaço de bolo de chocolate e dei a ele. Ele olhava para o bolo com admiração. Eu não pude segurar o choro, que desceu como uma cachoeira. Eu não conseguia imaginar as atrocidades que essa pobre criança passava nas mãos de Hayley. Eu tentava imaginar meus filhos passando fome, e uma dor imensa rasgou no meu peito. Eu tinha que ajudar o pobre garoto. Fui no quarto de Ethan e peguei uma bolsa velha que el não usava. Enrolei em um papel laminado um pedaço de bolo, e coloquei na bolsa, afim de que o garoto se alimentasse. Coloquei umas maças na bolsa, e umas garrafinhas de suco.
—Toma Mikael. Coloca a bolsa nas costas. Tenho certeza que Hayley não irá notar. O menino colocou a bolsa nas costas eme deu um abraço. Fiquei meio sem jeito, mas acabei retribuindo o abraço com um beijo na bochecha do garoto. Eu tinha plena certeza de que Hayley não demonstrava afeto com o pobre menino.
—Obrigada moça. Você é muito boa e bem diferente do que minha mãe falou. Eu já imaginava o que Hayley devia ter falado de mim. Quando voltei para sala, Tyler estava sentado no sofá, se sentindo em casa.
—Você mudou muito Care. Tyler me olhava dos pés a cabeça, como se aprovasse o que via. Eu não estava afim de falar com ele e respondi.
—Bem diferente de você, que não mudou nadinha. Ainda é o mesmo nojento e se escrúpulos que eu conheço. Dei as costas a Tyler, e subi as escadas. Assim que subimos, Ethan e Sophie olhava para Mikael, que sorria meio sem jeito. meus filhos sorriram de volta, e veio para meu lado. Klaus e Hayley conversava no escritório, e eu tentava não pensar muito nisso.
Levei Mikael para o quarto de brinquedo dos meus filhos. Assim que abri a porta, e acendi a lampada, percebi que o garoto abriu a boca em espanto.
—UAU! Quantos brinquedos. São daquelas duas crianças?
—Sim, são dos meus filhos..."E seus irmãos",pensei comigo.
O menino sorriu para mim, e eu notei que ele era um garoto bonito, só que precisava de muito cuidado e carinho. Ele era maltratado por Hayley e Tyler, que não se importavam com ele. Mikael entrou no quarto e começou a brincar. Ethan e Sophie olhavam para o irmão, estranhando a alegria que radiava do menino, ao brincar com aqueles velhos brinquedos, que meus filhos já não se importava mais.
Eu tinha medo do futuro que aguardava a minha família. Com a chegada dessa criança, eu não iria conseguir meus anseios. Hayley era uma boa jogadora, e o pobre garoto era uma peça na mão dela, em um jogo que eu não conhecia as regras.
Ela iria fazer de tudo para destruir minha família, enquanto eu, iria tentar segurar as pontas, e não se deixar abalar.
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