Casamento de Julho
25 Verdade
Notas iniciais
ROMANCES MENSAIS
LIVRO VII – CASAMENTO DE JULHO
CAPÍTULO XXIV — VERDADE
O Departamento de Polícia de Hawkins era uma das maiores e mais movimentadas delegacias do estado de Indiana. Enquanto andava pelos corredores do lugar, era possível ver criminosos, policiais e cientistas em um vai e vem frenético para solucionar seus inúmeros casos. Eu observava a tudo com a cabeça abaixada, envergonhado por ter perdido o controle.
Nas muitas vezes em que estive na delegacia, essa era a primeira vez que eu me encontrava algemado, sendo guiado como um criminoso a sala do delegado. O sentimento de raiva e culpa se dividiam dentro de mim e eu me questionava como eu pude ser tão idiota ao ponto de me deixar levar pelas palavras envenenadas de Stefan.
O delegado de Hawkins é ninguém menos que Jim Hopper, o pai de Sara Hopper e irmão mais velho de tio Clint. Ele me conhecia desde que nasci e com certeza não deveria estar nada feliz em me encontrar com os braços presos em algemas e a acusação de agressão em minha ficha criminal.
E então, o policial para de andar e me vira para o lado esquerdo. Ele bate na porta a nossa frente e após a permissão do delegado, ele abre a porta da sala e me conduz para dentro da sala em completo silêncio. Ao levantar o olhar, encontro Elena, tia Tasha e tio Hopper sentados a minha espera. Minha namorada arfa e me encara com preocupação, enquanto se levanta.
— Aqui está o sr. Salvatore, delegado. – Afirma o policial, colocando-se ao meu lado.
— Pode tirar as algemas dele, detetive Lassiter. – Pede tio Hopper, encarando-me com seriedade.
— Tudo bem. – Responde o policial, cumprindo a ordem do delegado.
— Obrigado. – Agradeço, envergonhado, quando finalmente estou livre das algemas que maltratava a pele de meu pulso.
— Você pode sair, detetive. Eu cuido de tudo a partir daqui. – Orienta o delegado. O homem apenas assente e se afasta fazendo uma breve reverência ao delegado antes de deixar a sala.
— Você está bem? – Questiona Elena, aproximando-se de mim com preocupação.
— Eu estou bem. – Afirmo, dando um fraco sorriso e ela me encara por alguns instantes, como se quisesse ter certeza de que eu falava sério, antes de me dar um tapa em meu peito e exibi um olhar repreendedor. – Ai!
— Por que você sempre tem que me deixar morrendo de preocupação? – Questiona a garota e vejo seus lindos olhos castanhos brilhando intensamente.
— Eu sinto muito. – Sussurro, sentindo a culpa pesar meu coração. – Eu não... – Suspiro e a encaro com sinceridade. Ela me abraça com intensidade e esconde o rosto em meu peito, demonstrando toda a sua preocupação. Correspondo ao abraço, sentindo todo o conforto que eu precisava naquele momento. – Eu realmente sinto muito por decepcionar vocês. Eu... eu não queria.
— Não diga isso, meu adorável Vampirinho. Você jamais nos decepcionaria. – Responde tia Tasha, dando um sorriso gentil. Sorrio com o apelido que ela me deu quando nos conhecemos, após ouvir minhas histórias de infância.
Observo a mulher de cabelos ruivos curtos que iam até os ombros, de olhos esverdeados que pareciam enxergar além de minha alma e de um sorriso caloroso e maternal que me trazia um conforto que nunca experimentei em casa. Elena se afasta e finalmente tenho a chance de abraçar a mulher que esteve longe de nós por dez anos.
Natasha Romanoff é uma agente influente da CIA e ex-namorada de tio Clint. Mesmo que seu relacionamento com ele tenha durado um pouco mais de um ano, ela se tornou a matriarca da família Barton e a única mulher capaz de controlar os sobrinhos de tio Clint.
A sua personalidade divertida e misteriosa foram as peças chaves para conquistar o coração de todos que rodeavam o tio Clint. Eles eram um casal incrível. Para todos os jovens que possuíam algum tipo de trauma ou problemas em casa, tio Clint e tia Tasha eram os nossos pais de coração e as figuras a seguirmos. Mas, assim como começou, o relacionamento deles acabou sem que tivéssemos a chance de entender o que havia acontecido.
Nós ficamos arrasados. Tínhamos acabado de perder Sara e aceitar a partida de tia Tasha foi ainda mais complicado. Tudo se tornou ainda mais difícil quando tio Clint se fechou para o mundo. Desde então, nós esperávamos pelo dia em que ela retornaria para Hawkins e se tornaria oficialmente a sra. Barton.
— Eu senti muito a sua falta, tia Tasha. – Sussurro e ela aperta ainda mais o abraço.
— Eu também senti a sua falta, Vampirinho. – Responde, suspirando. Ela se afasta e fica na ponta do pé para dar um beijo em minha testa. – Eu sinto muito por ter ficado longe por tanto tempo. Se eu tivesse estado presente, isso jamais teria acontecido. Você não teria que participar de lutas clandestinas e nem ter que lidar com a maldita da sua mãe.
— Como você... soube? – Questiono, surpreso.
— Elena me contou tudo o que aconteceu. – Responde, acariciando meu rosto com um sorriso doce em seus lábios.
— Agradeça a Natasha. Foi ela quem conseguiu te tirar da prisão e ainda manter a sua ficha limpa. – Informa tio Hopper, surpreendendo-me ainda mais. Encaro tia Tasha e ela dá de ombros. – Vocês da família Barton sempre nos causando preocupações e dores de cabeça.
— Obrigado, tia Tasha. – Sussurro e ela ri.
O Departamento de Polícia de Hawkins era uma das maiores e mais movimentadas delegacias do estado de Indiana. Enquanto andava pelos corredores do lugar, era possível ver criminosos, policiais e cientistas em um vai e vem frenético para solucionar seus inúmeros casos. Eu observava a tudo com a cabeça abaixada, envergonhado por ter perdido o controle.
Nas muitas vezes em que estive na delegacia, essa era a primeira vez que eu me encontrava algemado, sendo guiado como um criminoso a sala do delegado. O sentimento de raiva e culpa se dividiam dentro de mim e eu me questionava como eu pude ser tão idiota ao ponto de me deixar levar pelas palavras envenenadas de Stefan.
O delegado de Hawkins é ninguém menos que Jim Hopper, o pai de Sara Hopper e irmão mais velho de tio Clint. Ele me conhecia desde que nasci e com certeza não deveria estar nada feliz em me encontrar com os braços presos em algemas e a acusação de agressão em minha ficha criminal.
E então, o policial para de andar e me vira para o lado esquerdo. Ele bate na porta a nossa frente e após a permissão do delegado, ele abre a porta da sala e me conduz para dentro da sala em completo silêncio. Ao levantar o olhar, encontro Elena, tia Tasha e tio Hopper sentados a minha espera. Minha namorada arfa e me encara com preocupação, enquanto se levanta.
— Aqui está o sr. Salvatore, delegado. – Afirma o policial, colocando-se ao meu lado.
— Pode tirar as algemas dele, detetive Lassiter. – Pede tio Hopper, encarando-me com seriedade.
— Tudo bem. – Responde o policial, cumprindo a ordem do delegado.
— Obrigado. – Agradeço, envergonhado, quando finalmente estou livre das algemas que maltratava a pele de meu pulso.
— Você pode sair, detetive. Eu cuido de tudo a partir daqui. – Orienta o delegado. O homem apenas assente e se afasta fazendo uma breve reverência ao delegado antes de deixar a sala.
— Você está bem? – Questiona Elena, aproximando-se de mim com preocupação.
— Eu estou bem. – Afirmo, dando um fraco sorriso e ela me encara por alguns instantes, como se quisesse ter certeza de que eu falava sério, antes de me dar um tapa em meu peito e exibi um olhar repreendedor. – Ai!
— Por que você sempre tem que me deixar morrendo de preocupação? – Questiona a garota e vejo seus lindos olhos castanhos brilhando intensamente.
— Eu sinto muito. – Sussurro, sentindo a culpa pesar meu coração. – Eu não... – Suspiro e a encaro com sinceridade. Ela me abraça com intensidade e esconde o rosto em meu peito, demonstrando toda a sua preocupação. Correspondo ao abraço, sentindo todo o conforto que eu precisava naquele momento. – Eu realmente sinto muito por decepcionar vocês. Eu... eu não queria.
— Não diga isso, meu adorável Vampirinho. Você jamais nos decepcionaria. – Responde tia Tasha, dando um sorriso gentil. Sorrio com o apelido que ela me deu quando nos conhecemos, após ouvir minhas histórias de infância.
Observo a mulher de cabelos ruivos curtos que iam até os ombros, de olhos esverdeados que pareciam enxergar além de minha alma e de um sorriso caloroso e maternal que me trazia um conforto que nunca experimentei em casa. Elena se afasta e finalmente tenho a chance de abraçar a mulher que esteve longe de nós por dez anos.
Natasha Romanoff é uma agente influente da CIA e ex-namorada de tio Clint. Mesmo que seu relacionamento com ele tenha durado um pouco mais de um ano, ela se tornou a matriarca da família Barton e a única mulher capaz de controlar os sobrinhos de tio Clint.
A sua personalidade divertida e misteriosa foram as peças chaves para conquistar o coração de todos que rodeavam o tio Clint. Eles eram um casal incrível. Para todos os jovens que possuíam algum tipo de trauma ou problemas em casa, tio Clint e tia Tasha eram os nossos pais de coração e as figuras a seguirmos. Mas, assim como começou, o relacionamento deles acabou sem que tivéssemos a chance de entender o que havia acontecido.
Nós ficamos arrasados. Tínhamos acabado de perder Sara e aceitar a partida de tia Tasha foi ainda mais complicado. Tudo se tornou ainda mais difícil quando tio Clint se fechou para o mundo. Desde então, nós esperávamos pelo dia em que ela retornaria para Hawkins e se tornaria oficialmente a sra. Barton.
— Eu senti muito a sua falta, tia Tasha. – Sussurro e ela aperta ainda mais o abraço.
— Eu também senti a sua falta, Vampirinho. – Responde, suspirando. Ela se afasta e fica na ponta do pé para dar um beijo em minha testa. – Eu sinto muito por ter ficado longe por tanto tempo. Se eu tivesse estado presente, isso jamais teria acontecido. Você não teria que participar de lutas clandestinas e nem ter que lidar com a maldita da sua mãe.
— Como você... soube? – Questiono, surpreso.
— Elena me contou tudo o que aconteceu. – Responde, acariciando meu rosto com um sorriso doce em seus lábios.
— Agradeça a Natasha. Foi ela quem conseguiu te tirar da prisão e ainda manter a sua ficha limpa. – Informa tio Hopper, surpreendendo-me ainda mais. Encaro tia Tasha e ela dá de ombros. – Vocês da família Barton sempre nos causando preocupações e dores de cabeça.
— Obrigado, tia Tasha. – Sussurro e ela ri.
— Não precisa agradecer. Agora vá para casa com Elena e descanse. Vocês tiveram um dia longo. – Responde tia Tasha, afastando-se de mim. Ela pega em minha mão e a de Elena, sorrindo daquela forma maternal que trazia aquele carinho que apenas ela era capaz. – Não se preocupem. Eu vou cuidar de Malachai Parker e eu finalmente vou descobrir a ligação da vadia da Lillian tem com o maldito do Anthony Masters.
— Então ela tem mesmo ligação com o homem que você e Clint prenderam vinte anos atrás e que morreu tentando fugir da prisão? – Pergunta tio Hopper, pensativo. Ele encara a agente. – O que vai fazer?
— Investigar. – Responde, aproximando-se do delegado.
— Ela fugiu com ele quando abandonou Damon e Giuseppe. – Revela Elena, suspirando. Minha namorada pega em minha mão e puxa um cartão que estava no bolso de sua calça, estendendo para tia Tasha. – Ela está nesse hotel. Por causa de Kai, ela espera convencer Damon a ir para Londres com ela. Está escondendo alguma coisa. Eu posso sentir isso. Talvez você consiga descobrir alguma coisa conversando com ela, tia Tasha.
— Obrigada, Leninha. – Agradece tia Tasha, sorrindo ao pegar o cartão.
— Agora vão para casa. Já está tarde e vocês dois já causaram problemas demais por um dia só. – Orienta tio Hopper, suspirando. – Natasha e eu cuidaremos do restante.
— Tudo bem. – Concorda Elena, apertando minha mão. – Obrigada, tio Hopper e tia Tasha.
Nós nos despedimos do delegado e da agente da CIA, combinando de voltar no dia seguinte para contar tudo o que sabíamos sobre Kai e Lilly. Quando finalmente estamos fora da delegacia, suspiro aliviado e me espreguiço, sentindo meu corpo doer por todo o estresse do dia. Elena e eu seguimos para casa em completo silêncio. Ela parecia chateada e eu sabia que ela tinha motivos para isso.
— Eu vou preparar alguma coisa para você comer. Vai tomar banho. – Fala Elena, assim que abrimos a porta da sala de estar de nossa casa. Ela segue para a cozinha sem nem mesmo olhar para trás.
Sem outras opções, suspiro e sigo para o meu quarto, fazendo o que Elena tinha pedido. Tomo meu banho e depois de me vestir volto para a sala de jantar, onde ela comia um sanduíche com os olhos perdidos em pensamentos. Aproximo-me com cautela e isso desperta a atenção de minha namorada que suspira e empurra o prato com outro sanduíche para que eu comesse.
— Eu sinto muito por hoje, Elena. Eu sei que passei dos limites e sinto muito por isso. Eu... eu... – Suspiro, sem saber como me desculpar por tudo o que eu tinha feito a garota passar e como ela deveria ter ficado preocupada.
— Está tudo bem, Damon. Stefan foi um babaca e te provocou. No seu lugar, eu provavelmente teria feito o mesmo. – Responde, suspirando. – Eu não acredito que ele realmente me salvou quando criança. Como alguém tão baixo quanto Stefan teve bondade para me...
— Ele não te salvou. – Interrompo, surpreendendo Elena. Sento-me de frente para Elena e suspiro. – Eu te salvei.
— O quê? – Sussurra, confusa. – Como assim?
— Naquele dia, eu perdi o controle de minhas ações e exagerei em minha vingança contra você. Sem querer, acabei quebrando o último globo de neve que você ganhou do seu pai. Você ficou furiosa. Eu nunca te vi com tanta raiva de mim como naquele momento. E você.... você também disse que me odiava e que eu era tão insuportável que por causa disso minha mãe me abandonou, que ninguém nunca gostaria de mim. E então você saiu correndo pela floresta próxima da casa onde nós comemorávamos o aniversário de Nancy. Eu fui atrás de você para tentar me desculpar. Em meio à sua correria, você acabou escorregando e caiu no rio. Como bateu a cabeça, perdeu a consciência. Eu fiquei desesperado. Sabia que precisava fazer alguma coisa ou você acabaria morrendo. Então, mesmo sem saber nadar direito, pulei na mesma hora e te alcancei antes que caísse da cachoeira. Eu não sei como, mas eu consegui te tirar do rio. Stefan apareceu naquela hora e disse que todos me odiariam por ter sido responsável por você ter caído no rio. Eu entrei em desespero.
“Bernard apareceu na mesma hora e chamou por mim, já que tinha me visto pulando no rio, depois de ter ido atrás dele a pedido de Clint. Eu corri até Bernard para pedir ajuda para socorrer você e bem na hora em que você acordou, a primeira pessoa que você viu foi o Stefan, que tentava te acordar. Eu vi o quanto você ficou feliz por ter sido Stefan a te salvar, então decidi que não contaria a verdade. Eu não queria que a família me odiasse e Stefan fez questão de contar para todos que ele que salvou você. Eu sinto muito por ter escondido isso por tanto tempo.” – Lamento, pegando na mão de Elena. Ela estava de olhos arregalados, parecendo não saber o que dizer. — Elena, eu sei que você deve estar com raiva de mim por...
E então ela avança sobre a mesa e me beija. Um beijo intenso e cheio de amor. Eu não sabia o que estava acontecendo, mas tudo o que faço é corresponder, sentindo meu coração bater como um louco. Assim que nos afastamos, Elena sorri e acaricia meu rosto, enquanto sua testa estava encostada contra a minha.
— Meu coração sempre esteve certo. — Responde e seus olhos me encaram intensamente. — Eu me apaixonei pelo meu herói.
— Elena...
— Eu te amo, Damon. Agora ainda mais do que nunca. Obrigada por ter me salvado e por me contar a verdade. — Agradece, sorrindo com doçura.
— Eu também te amo. — Afirmo, beijando-a mais uma vez. Eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Elena acreditava em mim e estava feliz por eu ter sido o seu herói.
— Mas o que está acontecendo aqui?! — O grito indignado de meu pai ecoa pela sala de jantar e nós nos separamos imediatamente. Vejo seus olhos brilhando furiosos e eu sabia que aquela noite estava apenas começando.
Nós nos despedimos do delegado e da agente da CIA, combinando de voltar no dia seguinte para contar tudo o que sabíamos sobre Kai e Lilly. Quando finalmente estamos fora da delegacia, suspiro aliviado e me espreguiço, sentindo meu corpo doer por todo o estresse do dia. Elena e eu seguimos para casa em completo silêncio. Ela parecia chateada e eu sabia que ela tinha motivos para isso.
— Eu vou preparar alguma coisa para você comer. Vai tomar banho. – Fala Elena, assim que abrimos a porta da sala de estar de nossa casa. Ela segue para a cozinha sem nem mesmo olhar para trás.
Sem outras opções, suspiro e sigo para o meu quarto, fazendo o que Elena tinha pedido. Tomo meu banho e depois de me vestir volto para a sala de jantar, onde ela comia um sanduíche com os olhos perdidos em pensamentos. Aproximo-me com cautela e isso desperta a atenção de minha namorada que suspira e empurra o prato com outro sanduíche para que eu comesse.
— Eu sinto muito por hoje, Elena. Eu sei que passei dos limites e sinto muito por isso. Eu... eu... – Suspiro, sem saber como me desculpar por tudo o que eu tinha feito a garota passar e como ela deveria ter ficado preocupada.
— Está tudo bem, Damon. Stefan foi um babaca e te provocou. No seu lugar, eu provavelmente teria feito o mesmo. – Responde, suspirando. – Eu não acredito que ele realmente me salvou quando criança. Como alguém tão baixo quanto Stefan teve bondade para me...
— Ele não te salvou. – Interrompo, surpreendendo Elena. Sento-me de frente para Elena e suspiro. – Eu te salvei.
— O quê? – Sussurra, confusa. – Como assim?
— Naquele dia, eu perdi o controle de minhas ações e exagerei em minha vingança contra você. Sem querer, acabei quebrando o último globo de neve que você ganhou do seu pai. Você ficou furiosa. Eu nunca te vi com tanta raiva de mim como naquele momento. E você.... você também disse que me odiava e que eu era tão insuportável que por causa disso minha mãe me abandonou, que ninguém nunca gostaria de mim. E então você saiu correndo pela floresta próxima da casa onde nós comemorávamos o aniversário de Nancy. Eu fui atrás de você para tentar me desculpar. Em meio à sua correria, você acabou escorregando e caiu no rio. Como bateu a cabeça, perdeu a consciência. Eu fiquei desesperado. Sabia que precisava fazer alguma coisa ou você acabaria morrendo. Então, mesmo sem saber nadar direito, pulei na mesma hora e te alcancei antes que caísse da cachoeira. Eu não sei como, mas eu consegui te tirar do rio. Stefan apareceu naquela hora e disse que todos me odiariam por ter sido responsável por você ter caído no rio. Eu entrei em desespero.
“Bernard apareceu na mesma hora e chamou por mim, já que tinha me visto pulando no rio, depois de ter ido atrás dele a pedido de Clint. Eu corri até Bernard para pedir ajuda para socorrer você e bem na hora em que você acordou, a primeira pessoa que você viu foi o Stefan, que tentava te acordar. Eu vi o quanto você ficou feliz por ter sido Stefan a te salvar, então decidi que não contaria a verdade. Eu não queria que a família me odiasse e Stefan fez questão de contar para todos que ele que salvou você. Eu sinto muito por ter escondido isso por tanto tempo.” – Lamento, pegando na mão de Elena. Ela estava de olhos arregalados, parecendo não saber o que dizer. — Elena, eu sei que você deve estar com raiva de mim por...
E então ela avança sobre a mesa e me beija. Um beijo intenso e cheio de amor. Eu não sabia o que estava acontecendo, mas tudo o que faço é corresponder, sentindo meu coração bater como um louco. Assim que nos afastamos, Elena sorri e acaricia meu rosto, enquanto sua testa estava encostada contra a minha.
— Meu coração sempre esteve certo. — Responde e seus olhos me encaram intensamente. — Eu me apaixonei pelo meu herói.
— Elena...
— Eu te amo, Damon. Agora ainda mais do que nunca. Obrigada por ter me salvado e por me contar a verdade. — Agradece, sorrindo com doçura.
— Eu também te amo. — Afirmo, beijando-a mais uma vez. Eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Elena acreditava em mim e estava feliz por eu ter sido o seu herói.
— Mas o que está acontecendo aqui?! — O grito indignado de meu pai ecoa pela sala de jantar e nós nos separamos imediatamente. Vejo seus olhos brilhando furiosos e eu sabia que aquela noite estava apenas começando.
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