Casamento de Julho
4 Esquecer
ROMANCES MENSAIS
LIVRO VII – CASAMENTO DE JULHO
CAPÍTULO III — ESQUECER
— Obrigada por terem vindo me ajudar a organizar tudo. — Agradeço, jogando-me em minha nova cama ao terminar de arrumar o meu closet.
— Você sabe que eu não perderia a chance de ver você e o Damon interagindo como duas crianças. — Brinca Caroline, deitando-se ao meu lado. A loira sorri divertida e eu reviro os olhos.
— Eu também esperava ver algumas trocas de farpas, mas infelizmente, Damon não apareceu. — Comenta Cait, colocando meu último livro da grande estante do quarto. Ela então coloca as mãos na cintura e olha e volta. — Barry me contou que a casa de Damon era enorme, mas é ainda maior do que eu esperava. Eu definitivamente não entendo o motivo de você reclamar tanto de vir para essa casa. Você vai morar em uma mansão, com um quarto gigantesco que tem até closet e ainda vai ter a visão espetacular de Damon Salvatore de frente para o seu quarto.
— Espetacular para quem? — Resmungo, seguindo para a varanda do quarto.
Observo o bonito pôr-do-sol e a deslumbrante vista que eu tinha da cidade. A mansão da família de Damon era realmente surpreendente. Ainda mais para alguém que não esbanjava tanto dinheiro como minha mãe e eu. Nem mesmo em nossa melhor fase econômica, quando meu pai ainda era vivo, nós tínhamos tanto dinheiro assim. Era como se eu estivesse entrando em um universo completamente novo.
Eu conheço Damon desde que éramos crianças. Sempre tive noção do quão poderosa sua família era, mas isso nunca fez muita diferença para mim. Quer dizer, apesar de todos os defeitos do babaca do Damon, ele nunca pareceu dar importância a riqueza de sua família. Era como se todo o dinheiro que seu pai possui fosse apenas um pequeno detalhe em sua vida. Agora, do dia para a noite, eu me vejo levando as poucas coisas que tenho da casa onde morei desde que nasci para a grandiosa residência da família Salvatore. Tudo ainda era muito surreal para mim.
Fecho os olhos ao sentir a suave brisa contra meu rosto, sem saber como reagir a essa realidade que me atingia. De alguma forma, depois de três anos economizando ao máximo para conseguir pagar todas as dívidas que ex-namorado de minha mãe deixou em seu nome, eu finalmente iniciei minha faculdade de medicina e o ateliê de minha mãe está crescendo mais a cada dia. E quando eu achei que nossas vidas tomariam um rumo certo dessa vez, eu descubro que minha mãe se casou com o pai da pessoa que mais tenho odiado durante a minha vida.
— Elena e Damon sempre foram intensos demais. E é exatamente por isso que eles são membros da família Barton. — Ouço Caroline comentar e acabo abrindo meus olhos para encará-la.
— Não começa. Eu já sei muito bem o que vem depois desse seu discurso. — Resmungo e ela ri, divertindo-se.
— Trouxemos lanches. — Anuncia Ally, entrando no quarto com uma grande bandeja em mãos. Minha mãe em logo atrás com uma jarra de suco e alguns copos.
Elas se aproximam da penteadeira que havia no meu quarto e colocam as bandejas sobre ela. Caroline e Cait se olham animadas e não demoram a se levantar para ver o que as mulheres haviam trago para lancharmos. Também não era para menos. A nossa última refeição havia sido o almoço e já se passavam das seis horas da tarde.
— Ótimo. Eu estava morrendo de fome. — Comento, aproximando-me da penteadeira, ansiosa para comer alguma coisa. Meu estômago se agita ao ver os sanduíches. — Parecem deliciosos.
— Realmente. — Concorda Cait, pegando um dos sanduíches.
O celular de minha mãe começa a tocar e ela o pega em seu bolso. Vejo um largo sorriso abrir em seus lábios. A mulher me mostra a tela do celular e vejo o nome Marissa brilhando. Acabo sorrindo também. Eu sentia falta de tia Marissa e de meu primo Freddie, que havia se mudado para a França há quase seis meses.
— Eu vou conversar com ela no quarto. — Avisa minha mãe e eu apenas assinto, concordando, enquanto comia prazerosamente o meu sanduíche. Ela aperta a tela do celular e o leva até o ouvido. — Marissa! Oi! Eu estava mesmo pensando em te ligar hoje.
Minha mãe deixa o quarto e o único barulho audível é o de nossos gemidos de satisfação pelos deliciosos sanduíches. Pego um pouco do suco de laranja e suspiro aliviada por finalmente matar a fome que sentia. As garotas também pareciam muito mais animadas depois do saboroso lanche.
— Sobre o que estavam conversando? — Pergunta Ally, colocando um pouco de suco no copo.
— De como a Elena tem sorte de viver sobre o mesmo teto que Damon e ainda estar com o quarto de frente para o dele. — Responde Cait, sorrindo divertida.
— Azar, você quis dizer. — Corrijo, encarando-a entediada. — Uma mansão desse tamanho e o único quarto livre é justamente o que está de frente para o quarto do capiroto?
— Eu chamo isso de destino. — Cantarola Caroline, sorrindo divertida.
— E eu chamo de carma ou castigo divino. — Retruco, fazendo as garotas rirem. — Eu devo ter dançado pole dance na cruz para ter que dar de cara todos os dias com o ser mais odioso que eu conheço.
— Falando nisso, eu pensei que ele apareceria por aqui. — Comenta Ally, pensativa. — Estava esperando ver vocês demonstrando todo o amor que sentem um pelo outro.
— Ah, pelo amor de Deus! Quando vocês vão colocar na cabeça de vocês que eu sou apaixonada por Stefan Salvatore e não a versão humana do satanás? — Resmungo e minhas amigas me lançam aquele olhar de quem não acredita em nada do que eu estava dizendo. — Ele sim é o meu verdadeiro príncipe. Eu gosto dele desde que éramos crianças. Então por que insistem em achar que eu sinto alguma coisa pelo demônio?
— Por que você gosta dele mesmo? — Questiona Ally, sentando-se em minha cama.
— Ele supostamente salvou a Elena de um afogamento quando eles eram criança e...
— Ele realmente me salvou! — Interrompo Caroline, que revira os olhos e bufa.
— Você não tem certeza, Elena. Você só se lembra de alguém chamando "Sr. Salvatore" e ele foi a primeira pessoa que você viu quando acordou. — Resmunga Caroline, cruzando os braços.
— E que mais provas eu preciso para saber que foi ele? — Retruco, pegando mais um sanduíche.
— Você nunca nem mesmo conversou com Stefan sobre isso. E você mesma disse que ele não estava molhado quando o viu. — Relembra a loira e eu suspiro, cansada de ter essa mesma conversa.
— Ninguém sabe quanto tempo eu fiquei desacordada. Ele poderia muito bem ter trocado de roupa e...
— Quer saber, eu desisto! — Fala Caroline, virando-se para as minhas melhores amigas e colega de trabalho. — Deem um jeito de colocar juízo na cabeça dela, por favor!
— Até quando vai ficar mentindo para si mesma? — Pergunta Cait, encarando-me com seriedade. — Pode até ser que você não gosta do Damon dessa forma, mas não acho que você está mesmo apaixonada pelo Stefan. Parece mais que você está repetindo isso diversas vezes apenas para fazer você mesma acreditar que ele é o amor da sua vida. Quanto mais eu escuto a história sobre você ter sido salva por ele mais eu sinto que tem alguma coisa de errada. Como se faltasse muitas peças para completar esse quebra-cabeça.
— É do Stefan que eu gosto. — Declaro, colocando um ponto final daquela história. — Coloque isso na cabeça de vocês. Damon e eu nunca seremos nem mesmo amigos. Então desistam de uma vez por todas dessa ilusão de vocês.
— Você que sabe. — Resmunga Caroline, encarando-me como se eu estivesse cometendo um grande erro. — Mas depois não diga que nós não avisamos.
[...]
O dia estava lindo. O céu azul possuía algumas poucas nuvens que deslizavam junto ao vento que soprava suavemente meus cabelos. Olho em volta e reconheço aquele campo. A enorme árvore de tronco grosso se agitava, farfalhando suas folhas. Havia um balanço singelo em um dos galhos, que seguia o ritmo da ventania suave.
Eu sentia uma paz única. O silêncio era tranquilizador. Sento-me no balanço e mexo meu corpo, aproveitando aquele lindo campo e a sombra da árvore em meio ao ensolarado dia. De repente, sinto que não estou mais sozinha. Mas não sinto medo. Pelo contrário. A presença dessa pessoa desperta uma felicidade absurda em meu peito.
— Beija-flor.
— Papai! — Paro de me balançar e me levanto, vendo seu sorriso doce. A saudade aperta meu coração e quando dou por mim, estou em seus braços, em um abraço apertado, enquanto ele me gira no ar, exatamente como fazia quando eu era criança. — Eu senti tanto a sua falta.
— Você se tornou uma mulher forte, meu doce beija-flor. — Seu tom de voz é gentil. Ele me coloca no chão e nesse momento, noto suas roupas brancas. Seus olhos não exibiam mais o cansaço que eu costumava ver quando ele chegava em casa. Ele parecia feliz. Calmo. Em completa paz.
— Eu queria que você estivesse comigo. — Digo, sentindo as lágrimas molharem meu rosto. — Estou tão assustada com as mudanças. Tenho medo de minha mãe te esquecer. Tenho medo de te esquecer. Estou com medo de não ser capaz de proteger o coração de minha mãe. Ela... ela se casou, papai. Com outra pessoa que não é você. Isso nunca... aconteceu. Eu...
— Está tudo bem, beija-flor. Tudo vai ficar bem. — Afirma o homem, acariciando meu rosto.
— Como pode ter certeza? Eu não quero ficar sozinha, papai. Eu... eu quero tanto ficar com você. — Abraço meu pai novamente. As lágrimas desciam incontrolável. Eu sentia tanta falta do calor de seu abraço. Da segurança que ele me transmitia. Do seu tom de voz manso que me desarmava todas as vezes que eu perdia o controle. Ele era o meu porto seguro. O meu herói. A única pessoa que realmente me entendia nesse mundo.
— Você nunca estará sozinha, beija-flor. — Ele me afasta para me encara com todo aquele brilho sábio presente em seus olhos. — Eu sempre estarei aqui — ele toca em minha têmpora e em seguida em meu peito. — e aqui.
— Mas...
— Não tenha medo. — Meu pai se afasta de mim e sorri. Por algum motivo, eu sentia que aquele era o seu adeus. O desespero me atinge.
— Papai! Não vá! — Imploro, tentando alcançá-lo, mas sem sucesso.
— Existe alguém que te amará como ninguém, beija-flor. Confie em seu coração. Ele saberá te guiar. — A voz do meu pai soa longe, conforme sua imagem se transluz. Mais uma vez tento tocar em meu pai, mas é tarde demais. Ele se foi.
Acordo assustada, sentindo meu coração apertado e as lágrimas molhando meu rosto. Sento-me na confortável cama e levo minha mão ao peito, ainda sentindo aquele toque do sonho que parecia tão real. Como se meu pai estivesse mesmo diante de mim há alguns instantes. Inspiro e expiro várias vezes, buscando me acalmar.
Sinto minha garganta secar. Pego meu celular e me surpreendo ao ver que se passava um pouco mais de três horas da manhã. Limpo meu rosto e me levanto. Calço minha sandália e sigo para a cozinha da mansão com passos cuidadosos. Eu não queria acordar ninguém e minha mãe sempre teve um sono muito leve.
Encaro a porta do quarto de Damon, questionando-me se ele já havia chegado em casa ou se tinha ido dormir na casa de Oliver, como de costume. Eles nunca se desgrudam e eu tenho certeza de que ele está em busca de escapar da responsabilidade de organizar o casamento. Estremeço só de pensar em como isso seria trabalhoso.
Assim que chego na geladeira da cozinha grandiosa da mansão, pego a jarra de água. Procuro pelos copos da casa e assim que encontro, encho um deles com água. Suspiro aliviada por sentir o líquido me refrescar. A noite estava quente e eu ainda me sentia atordoada pelo recente sonho que tive com meu pai.
Já fazia anos que eu não sonhava com o homem. Era como se ele estivesse aparecido apenas para me dar aquele recado. Eu odiava a sensação de vazio que maltratava meu peito naquele momento. A saudade do homem em noites como essa parecem triplicar de tamanho. Respiro fundo e coloco mais um pouco de água. Bebo devagar dessa vez, relembrando de cada detalhe do sonho, tentando entender se aquilo havia sido algum tipo de sinal.
De repente, ouço um barulho de alguém mexendo na maçaneta da porta da cozinha e me coloco em alerta. Coloco o copo apoiado no balcão da ilha da cozinha. Temendo ser um ladrão, preparo para usar a jarra de vidro para usar como arma contra o criminoso, que, para minha surpresa, não demorou muito a se revelar como Damon Salvatore. Suspiro aliviada e o encaro furiosa, enquanto o vejo fechar a porta com cuidado para não acordar ninguém.
— Que susto! — Resmungo, levando a mão ao peito. Ele parece surpreso com a minha presença, mas não se vira para mim. — Por que raios você entrou pela porta da cozinha? E isso são horas de chegar?
Damon apenas resmunga algo incompreensível, sem fazer questão de me encarar, e segue devagar para a sala. Bufo, irritada. Eu odeio ser ignorada. Guardo a garrafa de água dentro da geladeira e coloco o copo de vidro na pia, antes de seguir o babaca, que parecia estar sentindo dor na perna. Observo-o a distância, estranhando seu comportamento.
— Onde você estava? Sabia que são três horas da manhã? — Continuo a seguir Damon, mas novamente, tudo o que recebo são rosnados e palavras desconexas. — Era para você ter chegado cedo para que começássemos a planejar o casamento de nossos pais.
Suspiro, frustrada, quando sou ignorada mais uma vez. Eu não entendia bem o motivo, mas a falta de resposta de Damon me incomodava. Ele continua a caminhar, cambaleando em alguns momentos, como se estivesse difícil manter o equilíbrio. Ele arrastava levemente a perna, mas parecia que tentava esconder seu estado.
— Você estava bebendo? Estamos no meio da semana! Amanhã nós temos aula. Ficou maluco?
Damon começa a subir as escadas, provavelmente indo para seu quarto. Bufo, irritada. Eu realmente odeio que me deem as costas. Aproximo-me do maldito que consegue me tirar do sério com tanta facilidade e puxo seu braço, obrigando-o a me encarar. Arfo ao finalmente ver o estado em que Damon se encontrava.
— Que porra, Elena! Me deixa em paz! — Urra Damon, puxando o braço dele. Pela luz da Lua que refletia pela janela da sala de estar da casa, encontro seus olhos furiosos.
— O que aconteceu com você? — Questiono, vendo-o completamente machucado. Seu lábio estava cortado, o olho inchado, seu nariz sangrava, suas roupas estavam destruídas e sujas de terra e sangue. Ele segurava na cintura com força, onde provavelmente estava machucado e ele mancava com a perna esquerda. — Damon, o que...
— Não é da sua conta. — Dita Damon com uma frieza intimidadora, voltando a subir as escadas com cuidado.
Fico em choque por alguns instantes. Mesmo que passássemos a maior parte do tempo tentando nos matar, essa era a primeira vez que ele usava esse tom de voz comigo. Respiro fundo, tentando me recompor e entender o que tinha acontecido, enquanto o observo subir os inúmeros degraus que levavam ao segundo andar da casa.
Damon possui uma força quase sobre-humana. Eu já tinha o visto entrar em brigas com pessoas com o dobro de seu tamanho e sair com apenas arranhões. De todos da nossa família, ele é de longe a pessoa mais habilidosa com combates corporais. Por isso, eu sabia que esse estrago não era obra de apenas uma pessoa. O que me deixava ainda mais preocupada. Damon com certeza devia estar envolvido com algo perigoso.
— Damon, o que aconteceu? — Questiono, voltando a seguir o rapaz, antes que ele alcançasse o topo da escada. Ele grunhi, incomodado. — Por que você está todo machucado? Você se envolveu em uma briga?
— Qual parte de "não é da sua conta" você não entendeu? — Resmunga Damon, irritado. — Vai dormir e me deixa em paz.
— Não. Eu não vou dormir ou te deixar em paz até descobrir a verdade. — Insisto e ele apenas me dar as costas, terminando de subir as escadas. Ele apressa o passo em direção ao seu quarto. Corro e puxo seu braço mais uma vez, obrigando-o a parar no meio do corredor para falar comigo. — Damon! Que droga!
— Não se meta na minha vida, Elena. Você pode ter mudado para essa casa e sua mãe pode ter se casado com o meu pai, mas nada mudou entre nós. Então, apenas esqueça que me viu assim. — Fala o rapaz com seriedade, deixando claro de que não responderia minhas perguntas. Seus olhos estavam tão frios e intimidantes, que pela primeira vez na vida, eu realmente senti medo de Damon. Solto seu braço e ele entra em seu quarto, fechando a porta.
Preciso de alguns instantes para me recuperar. Aquele ainda era Damon Salvatore. Ainda é mesmo babaca que conheço desde que ele nasceu. O mesmo idiota que não leva nada a sério e que se relaciona com mais mulheres do que troca de roupa. Ainda é o demônio que cresceu comigo, infernizando minha vida. Respiro fundo e tento abrir porta do quarto do rapaz. Ele a tranca, deixando claro que não permitiria que eu entrasse. Bato diversas vezes na porta, mas não tenho resposta alguma.
— Damon! Abra essa porta! Você precisa de curativos e gelo! — Meu coração ainda parecia inseguro. No entanto, eu não podia ignorar o estado daquele idiota. Mesmo ele sendo Damon Salvatore, eu não podia simplesmente ir dormir, sabendo que ele estava no quarto da frente, sofrendo pelos intensos ferimentos. — Damon!
— Leninha? O que houve, querida? Por que está batendo tão tarde na porta de Damon? — A voz de minha mãe me surpreende. Afasto-me da porta de Damon e encontro seus olhos me encarando com preocupação, enquanto abraçava a si mesma para fechar o robe de seda preto que usava. — Está tudo bem?
— Sim. Eu só... — Engulo em seco. Sempre odiei mentir para minha mãe. Desvio o olhar para observar a porta de Damon, antes de voltar para a mulher que me analisava com atenção. — Não foi nada. Sinto muito por ter te acordado.
— Tem certeza de que está tudo bem? — Insite minha mãe, aproximando-se de mim. Respiro fundo e sorrio, confirmando.
— Sim. Não se preocupe. — Respondo, abraçando a mulher com carinho. Afasto-me e acaricio seu rosto, antes de beijar sua testa. — Eu vou dormir agora. Daqui a pouco preciso ir para a faculdade. Boa noite, mamãe.
— Boa noite, meu amor. — Deseja a mulher com seu olhar preocupado sobre mim até que eu entre em meu quarto.
Fecho a porta e desço por ela até chegar ao chão. Relembro do sonho que tive com meu pai e repasso o comportamento de Damon em minha mente. Suspiro, sentindo aquele incomodo em meu peito. Ele é Damon Salvatore. Nós nos odiamos desde sempre. Ainda assim, havia eu continuava a sentir aquela necessidade de descobrir o que está acontecendo com ele.
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