Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Como vocês estão? Espero que bem. O capítulo de hoje está bem calminho, mas espero que gostem. Muito obrigada AndreaNeves pelo comentário no capítulo passado. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO VII – CASAMENTO DE JULHO

CAPÍTULO XVIII — CALMARIA

— Então você e a Elena finalmente dormiram juntos? – Questiona Austin, animado. Sorrio e continuo a prestar atenção na partida de futebol que eu jogava contra Ben. – Como foi?

— Droga! – Resmunga Ben, assim que eu marco um gol contra seu time. Rio e pauso a partida para prestar atenção em meus primos. O rapaz então coloca o controle do videogame sobre a mesa de centro e pega sua lata de refrigerante, parecendo tão ansioso quanto Austin para saber o que aconteceu.

Suspiro com aquele sorriso bobo em meu rosto. Relembrar da noite anterior me trazia sentimentos intensos. Eu não conseguia acreditar que havíamos ido tão longe e, ao mesmo tempo, eu me questionava como eu consegui resistir por tanto tempo aos encantos de Elena. Porque não importa o quanto eu pense sobre isso, Elena definitivamente possui o controle completo do meu corpo e de meu coração.

— Foi incrível! – Confesso, fazendo meus primos rirem maliciosos. – Eu acho que nunca experimentei uma noite tão intensa quanto essa. E sabe o que me deixou ainda mais animado? Acordar de manhã e ainda tê-la em meus braços. É inexplicável.

— Quem diria que Damon Salvatore ficaria todo derretido por Elena Gilbert depois de jurar por anos que se odiavam. – Comenta Ben, rindo de meu comportamento apaixonado. Dou de ombros, porque eu realmente não poderia rebater a isso. – Mas estamos felizes por vocês.

— Então isso significa um adeus definitivo ao Damon cafajeste que nunca repete a dose de uma noite de sexo com a mesma mulher? – Pergunta Austin, analisando meu rosto com interesse.

— Primeiro que não foi uma simples noite de sexo. Aquilo foi muito mais intenso e arrebatador que apenas sexo. Foi amor. E eu não seria burro o bastante para trocar Elena por uma garota qualquer. Depois de ontem, eu duvido muito que alguma outra mulher consiga me satisfazer como Elena. Então sim, o Damon cafajeste morreu definitivamente depois de experimentar como é ter Elena Gilbert. – Respondo, sorrindo nostálgico ao lembrar das reações da mulher.

— Eu definitivamente não preciso ouvir detalhes do que aconteceu. – Brinca Ben, mas logo ele ri e suspira, pensativo. – Mas eu entendo o que quer dizer. Quando é com a pessoa que a gente ama... ah, cara, é surreal.

— Sim. – Concorda Austin, suspirando apaixonado. – Quando estou com Ally, nada supera. Eu tenho essa mesma sensação de que nenhuma outra mulher vai fazer eu me sentir tão completo e realizado quanto ela.

— Um brinde ao trio de apaixonados. – Digo, erguendo a minha lata de refrigerante. Eles se aproximam com a deles e brindam. Nós três nos encaramos e começamos a rir, porque era ridículo a forma como estávamos completamente apaixonados e não conseguíamos negar.

— Mas e agora? Soubemos que você voltou a se envolver com aqueles homens perigosos do Octógono. Acha que eles vão tentar fazer alguma coisa contra Elena? – Questiona Ben, preocupado.

— Então vocês sabem sobre o Octógono. – Comento, um pouco desanimado.

— Bom, depois do Recomeço, Aaron comentou que você estava envolvido com lutas clandestinas quando tio Clint o resgatou. Parece que ele te viu lutando. Claro que essa foi a forma dele de querer se vingar de você. Sabe que ele nunca perdoou a surra que você deu nele quando crianças. – Revela Austin, frustrado pela atitude do irmão mais velho. – Felizmente tio Clint o repreendeu e a história foi deixada de lado.

— Mas depois veio o ataque a Sam. Nesse momento, soubemos que alguma coisa estava errada. Mesmo sendo tão novos, éramos maduros o bastante para sabermos que ninguém machucaria Sam tão fácil assim. Barry pesquisou um pouco e descobriu que um dos homens que atacou Sam fazia parte do tal Octógono. E então vocês terminaram. Depois disso, você se tornou o Damon Cafajeste e não era tão incomum te encontrar machucado. Questionamos meu padrinho diversas vezes, mas ele disse que não se envolveria até que você o procurasse. No entanto, acho que ele sempre esteve cuidando de você. – Explica Ben, dando um fraco sorriso. Ele toma um generoso gole de seu refrigerante e suspira. – Mas então soubemos da ida das garotas ao Octógono. Então ficou claro para a gente que você voltou a esse mundo. Mesmo sem saber o que está acontecendo, nós sabemos que você não voltaria a lutar clandestinamente se não tivesse um motivo, ao mesmo tempo, estamos preocupados com o que vai acontecer.

— Elena e tia Isobel se tornaram os alvos. Com tio Clint longe, eu não tive escolha além de voltar a lutar. Ele ainda não sabe do nosso relacionamento, então acho que ainda consigo ter algum controle sobre a situação. Mas eu realmente não posso continuar assim. – Afirmo, suspirando. Jogo meu corpo para trás e encaro o teto da sala de estar, relembrando como tem sido minha vida, participando de lutas clandestinas uma vez por semana. – Mas sabem, Kai tem agido de forma estranha. Ele parece um pouco desesperado e assustado. Toda luta ele insiste que é essencial que eu vença. É quase como se a vida dele dependesse disso.

— Kai? – Pergunta Austin, confuso. – Quem é esse?

— Ah, eu esqueço que os únicos que sabem da história por completo são tio Clint, Elena e Oliver. – Sussurro para mim mesmo. — Malachai Parker ou como é conhecido, Kai Parker. Ele é o responsável pelo Octógono e quem tem me atormentado todos esses anos. Ele geralmente é só um irritante ganancioso, mas ultimamente, ele tem me cobrado cada vez mais nas vitórias e tem aparentado um desespero que não é típico dele.

— Acha que ele está envolvido em alguma coisa perigosa? – Questiona Ben com curiosidade.

— Com certeza. – Afirmo, pensativo. Por fim, suspiro cansado. – De qualquer forma, eu vou tentar entrar em contato com tio Clint ou tia Tasha. Eu não posso continuar a minha vida toda adiando essa situação. Elena não merece viver assim. E eu... eu realmente a amo, sabe? Não quero estragar as coisas entre a gente. Já basta o caos que iremos enfrentar quando nossos pais descobrirem. Não quero dar mais motivos para que a gente fique separado.

— Cara, Barry vai querer se matar quando ele souber tudo o que está perdendo. Quer dizer, Damon Salvatore está diante de nós se mostrando ser um ser humano de verdade e não uma máquina de sexo. – Brinca Austin, fingindo estar surpreso com a minha declaração. Mostro o dedo do meio para meu primo, enquanto Ben ri, parecendo concordar com a afirmação do melhor amigo.

— Você é mesmo...

— Cheguei! – Anuncia Elena, entrando na sala com algumas sacolas. Ela parece surpresa com a presença dos rapazes, mas logo sorri. – Oi Austin e Ben. Que surpresa ver vocês por aqui.

— Oi Elena. – Cumprimenta Austin, acenando para a morena.

— Esperamos não estar incomodando. – Fala Ben, sorrindo educado.

— Vocês nunca incomodam. Quer dizer, menos quando enchem a nossa paciência. – Responde Elena, rindo. Ela se aproxima de mim e deixa um rápido beijo em meus lábios. – Oi.

— Oi. Pensei que iria trabalhar hoje. – Comento, assim que ela se afasta.

— Andy me pediu para trocar o turno com ela hoje. Parece que ela tem um evento para ir amanhã. Eu estou de folga hoje de novo e trabalho amanhã. – Responde, dando de ombros.

— Não sabia que ia fazer compras. Por que não me chamou? – Pergunto, olhando para as sacolas. – Eu poderia ter ido ajudar.

— Não precisava. Comprei poucas coisas. Eu aproveitei que estava perto do mercado e comprei algumas coisas para fazer o jantar, já que ontem não tivemos um muito tradicional. – Elena me lança um olhar malicioso e eu acabo correspondendo com igual intensidade.

— Mas eu amei o prato principal de ontem. Foi o melhor jantar da minha vida. – Afirmo e suas bochechas ganham uma coloração mais rosada, enquanto seu sorriso se alarga ainda mais.

— Pelo amor de Deus, parem de usar esse conotação sexual com a palavra jantar. Estão querendo me traumatizar? Eu sou só uma criança. – Brinca Austin e Elena gargalha, dando de ombros.

— Vão ficar para o jantar? – Pergunta Elena, andando com as compras em direção a cozinha.

— Não. Nós já estamos indo. – Avisa Ben, olhando no celular. – Eu combinei de treinar com Mal agora a noite.

— Minha mãe já deve estar em casa. Já que é a folga dela e do meu pai, com certeza vai ficar chateada se eu não jantar em casa. – Responde Austin, dando de ombros. Ele termina de beber o refrigerante dele e se levanta. – Nós nos vemos depois.

— Tudo bem. – Concordo, levantando-me do sofá.

— Tchau, Elena. – Despede-se Ben, falando mais alto para que ela escutasse da cozinha.

— Tchau, garotos. Voltem mais vezes. – Grita Elena em resposta. Sorrio e acompanho os dois até a porta.

— Tchau, cara. Você sabe que pode contar com a gente. Se a gente puder ajudar de alguma forma com a sua situação com o Octógono, é só nos falar. – Afirma Austin, encarando-me com sinceridade. Ben assente, concordando com a fala do outro.

— Obrigado. – Agradeço, dando um abraço naqueles que eu tinha como irmãos mais novos. – Mas eu vou dar um jeito.

Eles assentem e se despedem com acenos. Observo-os da porta os dois jovens entrarem no carro e partirem. Já se passava das oito da noite e eu começava a sentir fome. Espreguiço-me, feliz por estar de folga. Como os garotos estavam de férias da escola, resolvi dar uma semana de descanso para todos da academia depois do campeonato. Ainda mais depois dos resultados, todos mereciam um bom descanso.

Sorrio ao pensar como seria interessante ver Elena cozinhando, entro novamente em casa e fecho a porta. Imaginar repetindo a dose da noite anterior me anima ainda mais. Nessas horas, eu realmente gostava do fato de não termos uma empregada fixa. Meu pai dizia que como não parávamos em casa, não valia a pena manter uma pessoa o dia todo cuidando da casa. Então, uma faxineira ia duas vezes na semana apenas para limpar. Assim, Elena e eu tínhamos a casa só para nós dois.

No entanto, antes que eu continuasse meu caminho até a cozinha, ouço toques intensos e prolongados da campainha. Suspiro frustrado e dou meia volta, esperando que não fosse nada demais. Eu realmente queria aproveitar minha noite de folga e a de Elena.

— Já vai. – Grito, irritado com a pressa de quem quer que estivesse em nossa porta. – Elena, você estava esperando por alguém?

— Não! – Responde a mulher em resposta.

— Quem será que é? – Resmungo, confuso. Assim que abro a porta, surpreendo-me ao encontrar meu melhor amigo com o filho no colo e uma mochila infantil pendurada no ombro. – Oliver?

— Tio Damon! – Grita Tony, animado.

— Ei, campeão! – Cumprimento, pegando o garoto no colo. – Que surpresa ver vocês aqui. Pensei que iriam ao cinema.

— Quem é, Damon? – Pergunta Elena, vindo da cozinha, enquanto seca as mãos no avental que usava. – Oliver e Tony?

— Oi tia Elena! – Tony cumprimenta a mulher, que sorri e se aproxima, acariciado os cabelos loiros do garoto, que resmunga e afasta a cabeça. – Não, tia Elena. Não pode desmanchar o meu penteado.

— Ah, sinto muito. – Lamenta Elena, rindo. Ela então se vira para meu melhor amigo, que continuava parado em frente a porta com uma expressão séria. – Algum problema, Oliver?

— Vocês se importam de Tony passar a noite aqui? – Pergunta Oliver, parecendo incomodado.

— Claro que não. Aconteceu alguma coisa? – Questiono, preocupado.

— Felicity está em um encontro com o Sr. Perfeito. – Responde Oliver entredentes. Ergo minha sobrancelha, divertindo-me com o evidente ciúmes em seu tom de voz.

— Então é isso. – Comenta Elena, trocando olhares significativos comigo. Assim como eu, ela sabia dos fortes sentimentos de meu melhor amigo pela mãe de seu filho. – Você sabe onde ela está?

— Thea me ligou e disse que viu ela e o maldito entrando no Sense’s. – Explica Oliver, entregando a mochila de Tony para Elena, que a pega e ri. Ele então se vira para o garoto em meu colo. – Filho, o papai precisa ir conversar com a mamãe, então você vai dormir aqui essa noite. Você precisa obedecer ao tio Damon e a tia Elena. O papai volta amanhã de manhã para te buscar.

— Eba! Está bem, papai. – Concorda o garoto, parecendo animado com a ideia de dormir com a gente.

— Obrigado, pessoal. – Oliver agradece depois de deixar um beijo na testa do filho. Sorrio e concordo.

— Boa sorte. Não saia de lá até ter a certeza de que ela aceitou se tornar sua futura esposa. – Afirmo e ele assente, concordando. – Depois me conte como tudo.

— Pode deixar. Obrigado mais uma vez. – Responde Oliver, acenando. Ele corre para o carro mal estacionado em frente a mansão e corre de encontro a mulher que ama.

— Bem, parece que essa noite seremos nós três. – Comento, colocando Tony no chão, que corre para a sala, animado ao ver a televisão exibido o jogo de futebol pausado.

— Eu vou preparar o jantar. – Avisa Elena, que deixa um beijo demorado em minha bochecha antes de voltar para a cozinha.

E assim, enquanto Elena preparava o jantar, cantarolando uma música qualquer, fico jogando videogame com Tony. De uma forma estranha, nós parecíamos uma daquelas famílias de propaganda de margarina que eu sempre zombava. No entanto, eu me sentia confortável. O ambiente exalava uma aura de paz e aconchego.

Assim que termina de preparar a comida, Elena coloca a mesa e nos sentamos para comer. Ela conta como havia sido o dia dela e Tony também compartilha sobre como tinha se divertido a tarde com pai e como tinha se divertido ao assistir a luta do dia anterior. Eu ouvia a tudo, maravilhado com a forma como aquele cenário parecia tão natural.

Essa era a primeira vez que eu realmente me sentia em casa nessa mansão. Elena vez ou outra me lançava sorrisos maliciosos, em uma promessa silenciosa do que a noite nos reservava quando Tony dormisse. Era como se eu estivesse dentro de um sonho.

— E então a Holly jogou uma magia que nos curou e... – Tony boceja e esfrega os olhos, cansado.

— Parece que alguém está com sono. – Comento, rindo.

— Pode cuidar das louças enquanto eu dou banho nele? – Pergunta Elena, encarando a criança com um sorriso divertido. Ela suspira e ri, balançando a cabeça em negação. – Ele se sujou todo comendo a macarronada. Olha como está suja a boca dele a blusa.

— Claro. – Concordo, recolhendo os pratos. – À propósito, a comida estava uma delícia.

— Obrigada. – Responde Elena, levantando-se de sua cadeira, dando um sorriso agradecido. Ela desce Tony da cadeira e pega em sua mão.

— Bom banho, amigão. – Desejo, observando Elena o conduzir escada acima. Sorrio e recolho as louças do jantar, antes de levá-las para a pia.

Eu estava me sentindo tão bem e feliz, que nem mesmo me importo com a quantidade absurda de louças que Elena havia sujado para preparar o jantar. Lavo a tudo, cantarolando uma canção qualquer. Assim que termino, guardo tudo e subo para ver se Elena já havia terminado de dar banho em Tony e o colocado para dormir.

E no momento em que alcanço o corredor do segundo andar da casa, sorrio ao ouvir a melodia doce de violão vindo de meu quarto. Sorrio, ansiando por ouvir Elena cantar. Já fazia algum tempo desde a última vez que a vi cantando e tocando violão.

Abro a porta do quarto e vejo Elena sentada no canto da cama, dedilhando as cordas de meu violão. Encosto-me no batente da porta, cruzando os braços. Tony observava Elena com seus bonitos olhos azuis, brilhando deslumbrado com o talento da mulher. Sorrio e observo a mulher que conseguia fazer meu coração bater tão forte.

The other night dear, as I lay sleeping (Numa outra noite, querida, enquanto estava dormindo)

I dreamed I held you in my arms (Sonhei que te segurava nos braços)

But when I awoke, dear, I was mistaken (Mas quando eu acordei, querida, estava enganado)

So I bowed my head and I cried (Então eu abaixei minha cabeça e chorei)

A voz de Elena ecoa com doçura pelo quarto. Apesar de ter um dom impressionante para a dança, Elena também cantava como um anjo. Seus olhos se encontram com o meu e vejo um sorriso lindo em seu rosto. E naquele momento, sinto como se ela estivesse cantando para mim.

You are my Sunshine (Você é meu raio de sol)

My only Sunshine (Meu único raio de sol)

You make me happy when skies are grey (Você me faz feliz quando os céus estão cinzas)

You'll never know, dear, how much I love you (Você nunca saberá, querido, o quanto eu te amo)

Please don't take my sunshine away (Por favor, não leve meu raio de sol embora)

Elena volta a sua atenção para Tony, que lutava contra o sono. Aos poucos, seus olhos vão pesando e logo se entrega ao cansaço do dia agitado que teve. Elena sorri e fecha os olhos.

I've always loved you and made you happy (Eu sempre te amei e te fiz feliz)

And nothing else could come between (E nada podia nos atrapalhar).

But now you've left me to love another (Mas agora você me largou para amar outro);

You have shattered all of my dreams (Você destruiu todos os meus sonhos)

Elena volta a encarar Tony, que dormia tranquilamente. Vejo um brilho nostálgico nos olhos da mulher. De alguma forma, eu sentia que aquela música de melodia doce e melancólica tinha um significado muito maior para Elena do que eu imaginava.

You are my Sunshine (Você é meu raio de sol)

My only Sunshine (Meu único raio de sol)

You make me happy when skies are grey (Você me faz feliz quando os céus estão cinzas)

You'll never know, dear, how much I love you (Você nunca saberá, querido, o quanto eu te amo)

Please don't take my sunshine away (Por favor, não leve meu raio de sol embora)

Assim que a música termina, ela suspira e volta a me encarar. Sorrio e entro de vez no quarto. Ela deixa o violão sobre a cama e se levanta, abraçando-me apertado. Observamos Tony dormir, em completo silêncio. Até que ela levanta o olhar e deixa um beijo doce em meus lábios.

— Meu pai sempre cantava para eu dormir. Essa música em especial era a sua favorita. Ele era viciado em Johnny Cash. – Revela Elena, surpreendendo-me. Ela sorri e volta a encostar sua cabeça em meu peito, enquanto velava o sono do filho de nosso primo. – Minha mãe sempre ficava na porta com os braços cruzados, sorrindo apaixonada. Ao fim da música, eles deixavam um beijo em minha testa e me desejavam boa noite. Eu amava esse ritual. Mesmo depois de ter entrado na adolescência, eu nunca me cansava de o ouvir cantar. E hoje, enquanto jantávamos, eu acabei me lembrando como sempre compartilhávamos nossos dias durante o jantar. E ao contrário do que geralmente sinto quando tenho lembranças de minha infância com meu pai, eu não me senti triste. Foi como se eu estivesse vivendo um sonho, sabe? E então eu me perguntei se meu pai estaria orgulhoso da pessoa que eu me tornei se estivesse vivo.

— Eu tenho certeza que sim. – Afirmo, beijando sua testa. – Você é uma mulher incrível, Elena. É gentil, forte e corajosa. Não mede esforços para lutar pelo que acredita. Onde quer que tio John esteja, ele definitivamente teria muito orgulho da mulher que você se tornou.

— Obrigada. – Agradece e vejo seus olhos brilharem, emocionada. Ela então respira fundo e se afasta de nosso abraço. Com um sorriso malicioso, ela pega em minha mão e me lança um olhar sugestivo. – E como você fez um bom trabalho cuidando de Tony, acho que merece uma recompensa.

— É mesmo? – Questiono, correspondendo ao olhar. – Estou ansioso para saber qual será o meu prêmio.

— Ah, você vai adorar. – Afirma Elena, rindo enquanto me puxa para fora do quarto.

Dou uma última olhada em Tony e sorrio ao ver o quão confortável ele estava. Fecho a porta do quarto e Elena caminha vagarosamente para o quarto de frente ao meu, fazendo questão de exibir uma expressão maliciosa. Sorrio e a sigo. A noite definitivamente seria bem interessante.

Notas finais
You Are My Sunshine de Johnny Cash: https://www.youtube.com/watch?v=2cBzMSPYKas&list=RD2cBzMSPYKas&index=1 oOo Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara