Notas iniciais
O que dizer á vocês? Gente, me perdoem mesmo ;-; Eu estou sofrendo de um bloqueio criativo terrível pra essa fic, mas juro que estou tentando. Esse capítulo vai para a diva "Solitária Para Sempre" que recomendou a fic. Nossa, eu fiquei tão emocionada quando vi aquilo porque eu nem planejava postar com medo da rejeição da fanfic e aí vem uma recomendação tão linda, fez com que eu abrisse meu World e lutasse para que as palavras saíssem. Esse capítulo é seu linda.

Por Ravena:

Eu era Ravena Roth Logan. Não tinha mais volta. Eu estava casada. Estava presa ao meu marido até que meu pai morresse. Que ótima maneira de se começar o dia. Aliás, que ótima maneira de se passar o resto dos meus dias.

Virei para o meu marido e vi que todo mundo estava esperando o beijo e naquele dia não tinha como driblar. No baile nós conseguimos driblar os pedidos, mas agora não tinha como mais. Olhei pra ele e assenti com a cabeça então ele lentamente pôs os lábios sobre os meus. A reação do meu corpo foi imediata e eu até me assustei. O beijo foi casto e rápido e por isso eu não entendi porque raios eu fiquei tão abalada e porque raios foi tão bom.

Assim que me desvencilhei dele, fui até os meus amigos e percebi que Dick e Ciborgue estavam fulminando o meu (A-R-G-H) marido com o olhar. Assim que eu cheguei perto deles, os três me abraçaram juntos quase me matando sem ar, mas eu me senti confortável e protegida como eu sempre me sentia perto deles. Aquilo fez com que eu quase desabasse. Por mais que a vida fosse uma kenga comigo, ela havia me dado aqueles três e eu não poderia pedir mais nada.

–Obrigada por virem. –Sussurrei. –De verdade, muito obrigada.

–Nós nunca te abandonaríamos numa hora como essas. –Dick falou com um sorriso super sincero nos lábios. –E se ele fizer qualquer coisa que te fira ou te magoe, pode falar pra gente porque eu e Ciborgue teremos o maior prazer em acertar as contas com ele.

Eu ri segurando as lágrimas. Lágrimas essas de tristeza, de desespero, de insegurança, mas também de emoção e muita gratidão pelos meus amigos.

–Pode deixar.

Virei á cabeça um pouco apenas pra ver meu pai com uma expressão séria falando qualquer coisa para o meu marido, coisa que eu realmente não queria saber. Então me voltei para os meus amigos:

–Desejem-me sorte na lua de mel.

–Espero que ele não toque em você sem permissão. –Ciborgue fez careta.

–Se ele o fizer eu deixo você mata-lo Cib e você também Dick. Ou eu o faço antes. Não se preocupem, acho que vai dar tudo certo.

–Mande notícias de hora em hora. –Kory exigiu. –Sério! Se não me mandar notícias, eu vou até Paris e puxo seus cabelos até aqui.

–Sim senhora. –Ri mesmo tendo lágrimas nos olhos. –Vai dar tudo certo, gente. Não ousem se preocupar comigo, ouviram?

–Não peça isso pra nós. –Cib sorriu e segurou minhas mãos. –Porque não vamos obedecer.

–É eu sei. –Suspirei vencida. Não, eles nunca deixariam de se preocupar comigo. E nem eu com eles. Porque éramos assim, amávamos uns aos outros e isso não mudaria jamais. –Vou ficar bem, juro.

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Eu havia passado em casa apenas pra trocar de roupa rapidamente e pegar as malas. Tirei o vestido e coloquei uma roupa simples (http://www.polyvore.com/vdd/set?id=82530076). Como a viagem só duraria uma semana, eu levei apenas uma mala grande, de rodinhas. Peguei-a e fui até o carro.

Encontrei meu marido no aeroporto. Ele estava do lado de fora me esperando e olhou para a minha única mala, espantado:

–Nossa. Eu pensei que você levaria pelo menos umas três. Geralmente mulheres gostam de carregar tudo e mais um pouco.

–Você já devia saber que eu não sou qualquer mulher. –Falo e entro praticamente desfilando. Intimamente eu estava rindo. Acho que ele não estava acostumado com as minhas boas respostas. Bem, era bom ele já ir se acostumado porque havia se casado comigo.

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O meu assento era ao lado da janela, felizmente. E infelizmente ao lado do meu marido. Resolvi ignorar a presença de Garfield Logan e coloquei meus fones de ouvido, encostando a cabeça na janela. Seria uma longa viagem e embora eu adorasse aviões, eu queria uma coisa pra fazer e as músicas era minha opção principal.

–Eu existo Ravena, não adianta fingir que não. –Eu não estava ouvindo por causa dos fones, mas li os lábios dele. Bufei e tirei minha música, tirando um lado dos fones.

–Eu sei que você existe, só não me importo. Querido, já que estamos casados, quero te explicar uma coisa. Isso daqui não é um fone. Isso é um aviso de “não incomode”. Okay? Só quero ficar quieta porque a viagem vai ser muito longa.

Ele simplesmente assentiu com a cabeça e eu voltei á ouvir minha música, o invejando por estar de jaqueta. Estava realmente frio no avião e eu não havia pegado nenhum casaco na pressa. Uma pena. Fechei os olhos levemente e quando eu percebi já havia adormecido.

Acordei num súbito e depois me lembrei de onde estava. Eu havia adormecido ouvindo música. Mas então notei que eu estava sem foninho. Olhei para o lado e vi que Garfield havia tirado os fones do meu ouvido, enrolado e guardado e, ainda por cima, havia colocado a própria jaqueta em cima de mim.

Estou pronta para falar que não precisava, mas então percebi que ele também dormia. Dei um leve sorrisinho e senti o cheiro da jaqueta subir e penetrar nas minhas narinas. Era muito gostoso, cítrico com um pouco de menta. Fechei os olhos e dormi novamente.

Dessa vez eu só acordei quando o avião estava descendo. Virei-me para o meu marido e dei sua jaqueta:

–Obrigada. –Sorri gentilmente pela primeira vez e ele retribuiu o sorriso, vestindo-a novamente.

O avião pousou rapidamente e nós dois descemos, indo em direção á aquela maldita esteira. Gente, aquilo era um tortura! Parece que sua mala é sempre a última a aparecer! Mas, para a minha sorte, a minha foi uma das primeiras e a dele também.

Saímos do aeroporto e pegamos um táxi. Okay, eu estava em lua de mel de um casamento postiço, mas isso não me impedia de estar feliz pela cidade. Paris era Paris. Um lugar mágico, no qual eu só tinha visto uma vez, mas pra mim foi o suficiente pra ficar apaixonada. Quando criança eu havia tido o sonho em morar nessa cidade e naquele momento, apenas olhando pelas janelas do táxi, eu via por que.

–Você está babando. –A voz de Garfield me tirou dos meus devaneios com o belo lugar. –Gosta daqui?

–Tenho que admitir, foi uma boa escolha. –Falo baixo, ainda aproveitando a vista das ruas de Paris. –Amo esse lugar.

–É, eu percebi. Não a julgo, Paris é um lugar lindo. Lugar mágico, onde as coisas acontecem.