Casamento Por Contrato
10 9. A sua familia é quem te ama
Notas iniciais
Poxa, ceis tão bem hein?
hahaha
muuuuito obg ♥
Santana havia acordado cedo, por volta das sete horas, mas mal havia conseguido dormir. Depois de alguns exames havia recebido alta, e toda a trupe da alegria estava no hospital para leva-la ao apartamento, com todo o cuidado do mundo fazendo a latina revirar os olhos a cada um que perguntava se ela estava bem ou se precisava de algo.
Com tudo isso chegaram no apartamento por volta de meio dia, fizeram um almoço Rachel e Finn nem dirigiram o olhar um ao outro (Finn até que tentou, mas a morena ainda estava brava), Quinn e Puck contaram a novidade e todos lhe deram parabéns, mesmo Rachel e Santana já sabendo dos fatos a tempos, e Brittany também estava ali apesar de mal olhar para Santana.
Porém a loira entendia que Santana precisava de um tempo, mas ainda se sentia magoada. Ela iria espera-la, porque a amava. Mas só... Estava em um mal dia.
- Quer dizer que você já foi pra a Austrália com o Green Peace, tipo voluntariado? — Quinn perguntou surpresa enquanto comia, segundo a mesma estava grávida provavelmente de oito bebes pela fome que sentia.
- Ãhn sim — ele admitiu envergonhado. — Eu tinha vinte anos, e estava cansado de estudar, tranquei minha matricula e parti para a Austrália, não havia avisado a ninguém minha mãe ficou histérica e bem, eu passei seis meses lá — todos gargalharam, exceto Rachel que encarava o prato de lasanha vegetariana com cara de paisagem.
- Ah, mas a Rach é voluntária do PETA, desde os quatorze anos. — Santana falou enquanto comia, sem parar pra falar — acho que ela cuida de gatinhos ou qualquer coisa assim.
- Eu alimento animais Santana, e contribuo doando dinheiro todo mes pra eles. — ela corrigiu a amiga. — E o que eu faço ou deixo de fazer não importa... — Rachel suspirou — Quinn é normal comer tanto assim? — perguntou a morena rindo.
- Eu já disse que tenho um filhote de bufalo aqui dentro? — a loira perguntou dando um olhar mortal na amiga.
- Poxa amor, ai você me quebra né — Puck reclamou, recebendo o mesmo olhar da namorada. — Tudo bem, não tá mais aqui o bufalo que falou — todos gargalharam e Quinn revirou os olhos
- Cuidado pra não ficar gorda hein? — Sam alfinetou
- Rá rá rá, morrendo de rir aqui — Quinn reclamou bufando. — Qual é, a pessoa não pode mais comer um pouco?
- É o seu terceiro prato Quinn... — lembrou Brittany e a outra loira corou.
- Então voltamos a teoria de que tem oito crianças dentro de mim — ela deu de ombros voltando a comer.
- Seus pais o que acham disso? — perguntou Finn e Quinn levantou o olhar da comida.
- Meus adoráveis sogros ainda não sabem — Noah admitiu. — Quer dizer, eu tenho vinte e quatro anos, formado em engenharia mecanica, mas ainda não trabalho. Minha família faliu. Não é bem o marido que eles tinham em mente pra filha deles. Vocês sabem como são os Fabray's. Menos a Quinnie claro.
- Tio Russell e tia Jude as vezes são meio... Antiquados, mas não acho que eles vão fazer algo contra vocês ou expulsar a Quinn da familia — Rachel opinou, ela propria não acreditando muito.
- Torça por isso, porque sabe, nós vamos lá hoje. E seja o que Deus quiser — Quinn suspirou.
[...]
Puck dirigia pelas estradas de Lima, até a mansão Fabray, a mão direita junta da mão da namorada e a outra no volante. Estava feliz, ia ser pai. Não podia reclamar, mas tinha medo que essa visita fizesse mal a Quinn, porém não falou nada. Uma hora ou outra teriam que contar, e ele sabia que quanto mais adiassem pior seria.
Quinn também estava com medo, mas mantinha a fé que um neto amolecesse o coração do pai e da mãe, claro que sabia que eles eram de outro tempo e que isso era praticamente inadmissível. E outra: a família de Noah havia falido, o que era o que mais Russell odiava. Mas ela mantinha a fé. Tinha que manter.
Chegaram a tão conhecida mansão Fabray por volta das cinco horas da tarde, Quinn estava apreensiva, e Noah não parava quieto no portão enquanto esperavam a autorização para entrarem, Quinn havia marcado um jantar com a familia, incluindo Frannie — agora Smith.
- Querida! — Jude abraçou a filha assim que ela adentrou a casa com Noah. — Noah, como vão os dois? — perguntou os guiando até a sala.
- Bem, muito bem — Noah respondeu sorrindo e ela assentiu
- Papai e Frannie cadê? — perguntou Quinn se sentando junto de Puck.
- Seu pai está no escritório, e Frannie já vai chegar, infelizmente Anthony não vem — ela respondeu, e Noah agradeceu mentalmente por o marido entediante de Frannie não estar ali. — Vou chamar seu pai, sentem-se!
- Tudo bem — Quinn assentiu. — Nossa, essa sala parece de filme de terror — ela deu uma risada e o namorado também.
- Seu pai deve te-la decorado — Noah respondeu e Quinn abafou um riso quando viu os pais adentrando a sala. — Boa Noite senhor Fabray — Noah levantou-se e apertou a mão do sogro, que apesar de tudo não gostava dele e nunca permitiu que o chamasse de Russell.
- Boa noite — ele respondeu com a cara fechada — Boa noite Lucy — ele deu um abraço gélido na filha
- Boa noite papai — ela respondeu sentindo calafrios. Sabia que ele iria reagir mal a noticia.
- Bem, o jantar está quase pronto. O que acha de vir me ajudar com o jantar Quinn? — Jude perguntou e a filha assentiu indo para a cozinha com a mãe.
O clima entre Russell e Noah não era dos melhores. O rapaz estava sentado no sofá enquanto o mais velho tomava um copo de uísque que ele negou acompanhar, já tivera problemas com bebidas antes e não gostaria de repetir a dose justo quando iria contar que ia ser pai aos sogros.
- Então — Russel foi o primeiro a quebrar o silencio. — Nos conhecemos desde que você era pequeno não é mesmo rapaz? — Noah apenas assentiu — eu vi como seu pai destruiu todo o negócio de vocês, eu vi como ele ficou viciado em jogos, e em como ele morreu.
- Eu também me lembro, e não me orgulho disso. Nem um pouco. — Noah respondeu.
- Eu sei eu sei — Russell fez sinal de descaso — mas eu não quero aquele futuro pra minha filha, o que sua mãe é, assim como Hiram e Burt casaram os filhos por um negócio, eu vou arranjar alguém a altura dela, um bom cristão. Você me entende não é? Você não é o homem que a minha filha precisa.
- Eu a amo, e eu não vou ofender o senhor por causa disto. Em respeito a ela. — ele encarou o mais velho com um olhar cheio de raiva.
- Papai, Noah venham jantar. Frannie chegou! — Quinn chamou-os sem notar o clima tenso.
Se dirigiram a mesa, e Russell — como toda vez que Noah ia ali — fez questão de orar, sendo que não fazia aquilo todos os dias, mas quando Puck ia ali gostava de humilhar o rapaz, já que nunca gostou do fato dele ser judeu.
- Então Quinn, o que te traz aqui convocando reunião familiar? — Frannie perguntou quebrando o silencio desconfortável.
- Família e ele — Russell corrigiu a filha e Quinn estremeceu apertando ainda mais a mão de Puck.
- Papai — Quinn olhou a familia toda, que a encarava pedindo uma resposta a pergunta de Frannie — Tudo bem — ela olhou para Noah que apenas assentiu — Eu... A algumas semanas eu descobri algo. Eu sei que eu sou nova, que eu ainda nem comecei a faculdade e tudo mas... Mas eu amo Noah e...
- Você vai se casar com esse... Marginal?! — Russell esbravejou largando o garfo e a faca no prato.
- Não, não ainda. Nós não vamos nos casar agora. — Noah respondeu por Quinn que estava assustada ao seu lado. Estava se segurando pra não partir pra cima de Russell.
- Eu to gravida. — Quinn anunciou e uma tensão podia ser notada no local.
- Pa...parabens eu acho — Frannie desejou com um sorriso amarelo e Quinn sorriu fracamente.
- Eu te dei educação Quinn... — Jude chorava enquanto olhava pra filha.
- De que adiantou ser presidente do clube de Celibato, lider de torcida, fazer parte daquele clubinho e tirar notas boas? — Russell perguntou apontando para a porta enquanto Jude apenas permanecia no lugar. — Eu não criei filha pra virar uma vadia que vai pra cama com o primeiro par de calças que aparece! Então fora daqui vocês dois.
- Auto lá! — Noah se levantou — Olha bem como fala dela, ela ainda é sua filha.
- Não. Noah, pode deixar que eu falo — Quinn olhou para o pai lágrimas caindo. — Eu não sei o que você tem na cabeça, mas por mais que eu já tenha ouvido horas do seu showzinho sobre como o Noah não é bom pra mim, que o importante é dinheiro eu tenho uma certeza: Eu o amo. E é isso que importa. Porque por mais que um casamento por dinheiro como o seu e o da mamãe seja o "bom" pra você, vocês não são felizes. Nem perto disso mamãe só tem que se preocupar com que horas você vai chegar para o Pernil estar pronto ou então em fazer seu uísque da maneira que você goste, por mais que isso seja "bom", é ridículo. Tudo o que eu preciso agora é da minha familia ao meu lado! Mamãe? — a mulher apenas negou com a cabeça olhando pra outro lado. — Papai...? — ele virou de costas e saiu da sala. Enquanto Quinn chorava.
- Frannie, mamãe eu estou saindo e não é porque ele me expulsou. E sim porque eu sei o meu valor, e sei que se vocês forem um pouco espertas saíram antes desse barco afundar. E eu me expulso daqui, não quero meu filho ou filha mais um segundo nesse lugar.
Notas finais
Não é o meu capitulo favorito, porque eu acho que não consegui escrever muito bem.
Anyway, espero que tenha ficado razoavel auhsuahusha
Beeeeijos
E sete reviews ou somente quarta muahahaha
Beeeijos
@ItsThayM
Fale com o autor