Casamento Por Contrato

9 8. Tres palavras: Eu To Gravida!


Notas iniciais
Dois reviews só?
Poxa né gente
tem 19 leitores, então pelo menos uns sete deveriam comentar né?
Enfim ta ai *--*

Quinn saiu do quarto de Santana, sabia que a latina sabia sobre a gravidez, assim como Rachel. Por isso saiu antes da morena, pra evitar o quetionário, queria falar com Puck antes que se arrependesse ou que alguém mais batesse a cabeça. Ela estava grávida. Soava irreal, mas era, ela carregava um pequeno ser em si.

Um pedaço dela e de Noah, e mesmo com dezoito anos, se sentia feliz. Poxa, ela tinha o instinto materno e amava aquela criança quetinha aparentemente dois meses. E como ela não sabia que estava grávida antes? Tomava anticoncepcional, e achou que tomar antibiótico uma única vez não cortaria o efeito.

Mas cortou.

E ela sabia exatamente a noite em que o filho ou filha havia sido concebido. Ela e Noah haviam completado dois anos de namoro e ele havia levado a loira até seu lugar secreto, uma gruta perto de uma cachoeira. Havia sido perfeito.

- Então... — o moreno foi o primeiro a quebrar o silencio, estavam no Central Park ele sentado encostado em uma arvore e ela entre suas pernas observando os pais com os filhos e os imaginando assim.

- Você lembra quando nos conhecemos? — o moreno apenas assentiu — Eu era estudante, do primeiro anos e você estava na faculdade... Eu tinha todos os garotos aos meus pés — ela deu uma risada e ele também — eu te tratava como mais um que eu tinha beijado. Porque você fazia o mesmo

- Mas eu te amei no primeiro momento que te vi. — ele falou e ela assentiu, ele já havia contado aquilo.

- Então você me salvou de ser atropelada, indo parar no hospital. Eu já te amava. Não admitia a mim mesma. Mas amava, e muito. Só que naquele momento te vendo tão frágil e abalado, quase morrendo por minha causa... Eu pirei. Eu queria fazer qualquer coisa, porque você tinha salvado a minha vida arriscando a sua, aquela camionete podia ter te deixado paraplégico. E naquele momento, que eu vi você caido na rua eu sabia que eu podia fazer qualquer coisa por ti. Porque eu te amo muito, e é com você que eu quero passar o resto dos meus dias — a loira já deixava lágrimas cairem e sentiu seu ombro molhado também — Noah... — ela transferiu a mão dele que estava apoiada em sua cintura para a barriga — Eu to gravida.

Puck apertou mais a namorada contra si. Ia ser pai. Ele mesmo não havia tido o melhor exemplo do mundo em casa, mas ia ser pai. Ele estava em choque, porém muito feliz. Ele ia ser pai. E era tudo o que podia pensar, a mulher que ele amava acima de tudo estava carregando um pedacinho dele.

- Noah — Quinn se virou de frente pra ele — grita, briga, arma um barraco. Mas não fica quieto. Pelo amor de Budá.

- Quinn — ele riu pra namorada juntando as suas mãos e colocando no coração dele — você tá sentindo? — ela assentiu — ele bate por você, e nada poderia me fazer mais feliz do que termos um filho ou filha. Eu te amo, e amo essa criança — ela sorriu emocionada enquanto ele dava um beijo na barriga ainda sem saliencia da namorada. — Te amo.

- Eu e ele ou ela também te amamos muito — Quinn sorriu dando um beijo no namorado. — Mas...

- Mas?

- Meus pais vão me expulsar de casa e... — ela começou a chorar sendo acalmada por Puck

- Você não mora mais com eles esqueceu? — Noah falou sorrindo para descontrair mas ela negou com a cabeça.

- Eu estou dizendo que Frannie não está mais aqui, está no Texas, e mesmo que estivesse não faria diferença, meu pai vai me renegar e minha mãe apoia-lo. E eu ficarei sem familia — a loira explicou.

- Não — ele pegou o queixo dela e ergueu sua cabeça — sua familia não é apenas quem te gerou e te criou. Sua familia é quem te ama, sua familia somos eu, Rach, Santie, Finn e todos os outros. E agora eu e você vamos começar nossa própria familia, no meio de todo esse caos mas vamos. Sabe porque? Porque mesmo tendo tios destranbelhados ou que não enxergam que se amam essa criança vai ser amada por todos nós. Eu te amo, e amo o nosso filho ou filha desde já.

Puck a envolveu em um abraço apertado, e ela confiava nele. E além do mais, tendo seus amigos ela estaria bem. Sabia que sim.


[...]

- Eu acho que mais uma festa como essa e eu vou parar em um manicomio. — Rachel entrou em casa jogando a bolsa em cima de uma mesa e o casaco no chão se dirigindo até o sofá onde se deitou.

- Então somos dois — Finn se dirigiu até o bar e preparou um uísque, aparentemente a casa havia sido limpa por alguma faxineira. — Servida?

- Nem de água — a morena respondeu sem levantar os olhos de cansaço.

Fazia mais de vinte quatro horas que não dormia na realidade, havia vindo de viagem e dormido apenas por alguns minutos no jatinho, e passado a noite em claro. Estava um caco. Assim como Finn que havia dormido também pouco durante o voo.

- Você me atacou durante a festa — Finn comentou enquanto terminava o copo de uísque

- Eu estava bebada. Tequila, gin, vodka, cerveja e eu acho que a Santana havia me dado cachaça. — se defendeu a moça ainda sem abrir os olhos. Ela deu uma risada e ele a encarou confuso.

- O que é tão engraçado senhora Hudson?

- Me chama assim de novo pra ver se eu não arranco o seu brinquedinho — ela ameaçou mas logo voltou a rir — nós estamos agindo como um casal de meia idade num final de domingo. Decadente. Eu nem fiz dezenove ainda — Rachel lembrou a ele que deu uma risada também.

- Tirando o fato de que não somos um casal nem nada — lembrou Finn e ela revirou os olhos internamente.

- Tecnicamente somos, e felizes. Fazer o que se a imprensa não enxerga os gays que casam por contratos né — a morena deu uma risada e ele revirou os olhos.

- Eu pego tanta mulher que eu acho meio impossivel me acharem gay. — Finn falou enxendo um novo copo de úisque.

Rachel se segurou pra não chorar, não podia chorar. Não ali naquele momento na frente dele, como ele podia ser tão cafajeste? Quer dizer eles ainda dormiam na própria cama e eram casados perante ao mundo. E ela estava na TPM, era só isso. Ela não sentia ciúmes, não dele. Não de Finn.

Nunca.

- Comentário desnescessário Hudson — foi a última coisa que ele ouviu de Rachel no dia antes da morena ir para o quarto e se trancar.
E enfim se permitir chorar.

[...]

Brittany iria ficar o resto do dia e a noite ali no hospital com Santana, a latina parecia desconfortável com aquilo mas não tocava no assunto. Quinn havia ido pouco depois das quatro da tarde e Rachel havia saido as seis. O dia tinha passado lentamente enquanto estava sem noticias de Santana, mas depois parecia ter voado.

A loira estava com medo do que Dani fosse dizer por dois dias sem ir "trabalhar" mas ignorou o medo ao ver Santana deitada na cama com um sorriso encantador. Tinha que admitir a loira mexia consigo.

- Se eu soubesse que era tão legal me observar cobrava por isso — Santana falou se levantando um pouco na cama pra ficar sentada.

- Eu... Só estava pensando — a loira corou

- Tudo bem — a latina suspirou — sobre o beijo...

- Eu entendo se quiser que eu esqueça, eu não contaria pra ninguém e...

- Eu gostei — Santana a cortou — Muito. Mais do que deveria inclusive — ela suspirou pegando a mão de Brittany que estava ao seu lado, aqueles olhos azuis que a cativaram desde o primeiro momento lacrimejando — Britt... Eu venho de uma familia tradicional, pelo menos minha abuela é. Eu não posso apenas chegar em casa e dizer, "hey mãe, conheça minha namorada. Sim ela é uma mulher", abuela poderia me expulsar de sua vida.

- Mas e quanto a você? — a loira perguntou recebendo silencio como resposta — Eu também não sei como seria dizer isso pra minha mãe, mas eu diria. Porque você Santana, você mexe comigo de uma forma que ninguém mais faz.

- Desculpe — murmurou a latina antes de virar para o lado.

- Não, me desculpe. Deve ser dificil pra você. Eu vou te esperar. Mas eu não posso ficar aqui agora... Desculpe.

Ouviu a porta batendo e minutos depois Sam estava ali, mas ela sequer o cumprimentou. Estava com muita raiva de si mesma pra levantar os olhos. Santana Lopez, uma covarde. Quem diria...

Notas finais
Seis reviews ou só quarta feira u.u
Beeeeijos
@ItsThayM