Casamento Percabeth

1 Percy vira uma estátua


Notas iniciais
Oi! Então, desde que foi anunciada a série de Percy Jackson no Dinsey+ eu fiquei animado e resolvi voltar a escrever. Espero que gostem desse capítulo! Comentem o que quiserem, desde críticas até sugestões. Espero que gostem!!!

Percy Jackson não estava pronto para se casar. Pelo menos era assim que ele se sentia. Faltavam poucos minutos para a hora de subir no altar e Percy simplesmente não conseguia se mexer. Seus padrinhos de casamento Grover, Tyson, Frank e Leo tentavam de tudo para tira-lo daquela cadeira. Eles estavam em um quarto do hotel Post Ranch na Califórnia, onde o casamento aconteceria, supondo que Percy resolvesse colaborar.

— Pelo amor dos deuses, Percy! Se mexe! – berrou Grover, enquanto colocava seu terno verde folha.

— Percy, relaxa! Sei como você está se sentindo. No meu casamento, fiquei tão nervoso que queimei uns 3 ternos! Lembra? – disse Leo, tentando fazer Percy rir, o que não deu certo.

Percy lembrava. Também lembrava de Quíron dizendo que casamento de Leo e Calipso foi o evento mais maluco que ele já havia frequentado, o que não era pouca coisa (Quíron tinha só alguns milhares de anos). De qualquer jeito, aquilo não ajudou Percy, pelo contrário, ele agora também tinha medo de começar a pegar fogo do nada, o que não fazia o menor sentido. Aliás, nada daquilo fazia sentido. Percy amava Annabeth e não tinha dúvidas de que queria se casar com ela, mas quando a hora chegou, o medo tomou conta de seu corpo. Sim, o grande Percy Jackson, salvador do Olimpo, que derrotou Cronos, Gaia e mais milhares de monstros estava apavorado com o fato de que ia se casar com uma garota incrível que era sua namorada há 10 anos. Pois é, eles tinham apenas 26 anos de idade, mas como a vida de semideuses era complicada, nunca se sabia quando iam ser atacados por um monstro, então não queriam perder muito tempo. Depois de todas as batalhas no Acampamento Meio-Sangue, Percy e Annabeth conseguiram terminar a escola juntos e foram para a faculdade em Nova Roma. Percy se formou em biologia marinha, o que não era muito difícil para ele, e Annabeth conseguiu se tornar uma arquiteta, seu sonho desde criança. Após a faculdade, os dois decidiram viver em Nova York, para que ficassem perto do acampamento. Não levou muito tempo para Percy pedir Annabeth em casamento, o que foi uma surpresa pra ela, considerando a lentidão histórica de Percy. Obviamente, tudo o que Percy planejou para o pedido deu errado, mas no fim deu tudo certo, como sempre aconteceu com os seus planos. Então, agora havia chegado o momento e o corpo de Percy não respondia.

— Quem sabe a gente só não arrasta ele pra lá? – sugeriu Tyson, se preparando para agarrar seu irmão.

— Espera! Capaz de rasgar o terno dele, cara. – disse Frank, enquanto colocava a mão no ombro de Percy – Vamo lá Percy! Você já passou por tanta coisa pior, é só um casamento.

— Fácil pra você falar. Tá se enrolando até hoje pra pedir a mão da Hazel! – rebateu Leo, debochando do seu amigo – Deixa que os experientes conversam.

— Cala a boca, Valdez!

Frank e Leo continuaram enchendo o saco um do outro enquanto Percy parava pra observar claramente os seus amigos. Aquela cena era um pouco colorida demais. Enquanto Grover estava com seu terno verde folha, Tyson vestia um azul brilhante, Leo usava algo entre cinza e prata, e apenas Frank usava um terno “normal” preto. Toda aquela mistura era, no mínimo, interessante. Percy se olhou no espelho a sua frente e se viu com seu terno azul marinho (nada mais do que apropriado para um filho do Deus do Mar). Seus cabelos escuros estavam bagunçados como sempre, mas ele não fazia muita questão de se arrumar demais, queria ser ele mesmo. Porém, continuava imóvel, congelado pelo nervosismo.

— Caramba, cara! Olha o efeito que a Annabeth tem nele. – falou Leo, não conseguindo evitar o riso – Ela conseguiu transformar um dos semideuses mais poderosos da história numa estátua!

— Para de rir, Leo! Se a gente não conseguir levar ele até lá essa mesma Annabeth vai matar ele e todos nós. – respondeu Grover, preocupado – Percy, de repente eu posso chamar a sua mãe aqui, o que acha?

— Acho que isso não será necessário, Grover. – respondeu um homem que entrava no quarto.

Na verdade, não era bem um homem. Poseidon, o Deus dos Mares, e pai de Percy entrou no cômodo e deixou todos perplexos, inclusive Percy, que conseguiu se mexer e levantar da cadeira. Poseidon já não vestia sua tradicional camisa havaiana, mas sim um terno muito parecido com o de seu filho. Estava bem elegante e esboçava um sorriso. Todos os padrinhos de Percy fizeram uma pequena reverência e, após um sinal de Poseidon com a mão, saíram do quarto, não antes de Tyson dar um abraço de urso em seu pai e Leo reclamar:

— Que palhaçada. Meu pai não apareceu no meu casamento! Só mandou presente.

— Chegou o grande dia então! – disse Poseidon, sorrindo para o filho.

— Oi, pai. Não sabia que você viria. – respondeu Percy, já se sentindo mais calmo com a presença do pai.

Aquilo de fato era uma surpresa. Percy e Annabeth haviam convidado Poseidon, Atena, o sr.D, além de Afrodite que, não só era a mãe de Piper, mas a Deusa do Amor, que sempre gostou de mexer na vida amorosa dos dois e eles sentiam que seria bom convidá-la. Pensaram em convidar todos os deuses, mas acharam que aquilo era muito pretensioso. Além disso, não queriam Ares e Hera lá. Porém, não achavam de fato que os convidados apareceriam, afinal eram deuses e deveriam ter mais o que fazer.

— Tá brincando? Como que eu ia perder o casamento de meu filho favorito? – falou Poseidon, enquanto abraçava Percy – Não são tantos filhos meus assim que chegaram a se casar, e diferente de outros deuses que não ligam muito, eu valorizo bastante os que conseguem. Atena e Afrodite também vieram, estão com sua futura esposa agora. Dionisio está com o resto dos convidados esperando.

— Pera, você veio junto com Atena? – perguntou Percy, incrédulo, lembrando da história rivalidade entre os dois deuses.

— Mas é claro que não! Não divido nem um Uber com ela! Cheguei pelo mar, é claro. – disse Poseidon, um pouco ofendido pela pergunta do filho – Mas e você? Dá pra sentir o nervosismo.

— Bom, pra falar a verdade só agora consegui levantar da cadeira. Não sei o que tá acontecendo. Se tivesse um Minotauro aqui na minha frente eu enfrentava tranquilo, agora casar... – admitiu Percy, um pouco envergonhado.

— Percy, eu nunca imaginei que veria um filho meu se casando com uma filha de Atena, mas, surpreendentemente, aqui estamos! Não me entenda mal, eu gosto da Annabeth, mas essa rivalidade da mãe dela comigo é muito forte. E tudo isso só mostra como o amor de vocês é incrível, superou todas as barreiras. E eu não sou nenhum deus do amor, mas é possível ver claramente como vocês se amam. Não tem motivo para estar nervoso. O que você sempre quis foi ter uma vida tranquila com Annabeth, não é? Bom, a parte do tranquila eu não posso prometer, mas agora é a sua chance de viver com ela, aproveite. Lá fora, só tem família e amigos. É um dia feliz, sem monstros, sem titãs. Só vocês dois e as pessoas que vocês amam.

Aquele discurso fez a ficha de Percy cair. Passar a vida com Annabeth, era só isso que ele precisava. E aquele casamento era a celebração justamente disso. Por mais que seu pai parecesse um pouco um coach falando, funcionou. Devia ser coisa de deus. A verdade é que Percy sempre se sentia melhor com o pai por perto, como se Poseidon o transmitisse força, e ele ficou muito agradecido por sua presença naquele momento.

— Obrigado, pai. Você ajudou mesmo.

— De nada, meu filho. Então, está pronto? Seus amigos estão aqui fora te esperando para te levar.

— Sim, vamos.

Assim, eles saíram do quarto e rumaram para a cerimônia.

Notas finais
E aí? Ficou legal? Aguardo o feedback de vocês :)