Casamento De Interesses

33 Capítulo 32 - Final feliz


Notas iniciais
Primeiramente queria agradecer a Lindinha pela linda recomendação, eu amei!
Também quero agradecer aos comentários que eu tenho recebido a cada capítulo.
Esse cap é dedicado a Cris Salvatore Cullen que me pediu para postar um capítulo pq amanhã (16 de janeiro) é o seu aniversário, então esse é o presente dela adiantado (tudo bem, eu sei que já passou da meia-noite, mas eu ainda não dormi, então para mim ainda é dia 15).
Sem mais enrolação, aqui está o cap.

Quando Damon parou o carro no estacionamento já a tinha avistado em frente a porta do centro clínico. Mas ela, ao contrário, só o viu quando estava caminhando em sua direção.

- Oi! — ficou meio incerto do que fazer, mas acabou dando um beijo na sua bochecha – Desculpa a demora é que o transito está um caos hoje em Nova York.

- Sei disso, também acabei de chegar – não pode evitar de fazer uma caneta – Além disso eu avisei um pouco em cima da hora. Acontece que eu fui tentar marcar uma consulta hoje cedo e, por um milagre, tinha um horário para meio-dia e eu quero saber o mais rápido possível como está o bebê.

- Eu também quero saber – o moreno admitiu – Por isso quando você me ligou não pensei duas vezes antes de dizer que vinha também, estou até perdendo o final da minha aula.

- Você não precisa vir se não quisesse – estava encarando os próprios sapatos nesse momento – Não quero que você se prejudique por nossa causa.

- Lena, eu jamais perderia a sua primeira consulta. Quero estar presente em todos os momentos da sua gravidez, da mesma maneira que eu fiz com a Rebekah quando ela estava esperando a Emily – se aproximou mais e segurou uma das mãos dela contra a sua – Além disso, ainda estamos na primeira semana de aula, não estou perdendo nada de importante.

Elena estava com sua atenção totalmente voltada em suas mãos entrelaçadas até que ela levantou a cabeça para encarar os olhos profundamente azuis do marido, ficaram assim durante alguns segundos, ambos queriam falar alguma coisa, mas não sabiam, exatamente, o que falar. Quatro dias se passaram desde que a morena pediu um tempo para pensar em tudo que tinha acontecido no relacionamento deles, entre esses duas, um final de semana inteiro, o homem queria muito ligar para ela, mas iria respeitar as escolas dela, como disse que faria.

- E como está a Emily? — decidiu quebrar o silêncio constrangedor entre os dois.

- Está bem, a deixei na escola hoje cedo e ela estava bem empolgada para voltar as aulas, disse que as férias na Bulgária foram legais mas estava com saudade das amigas – ela não pode deixar de sorrir ao ouvir esse comentário – Ela também está com saudades de você, tem perguntando aonde você está todos os dias.

- E o que você responde para ela? — quis saber, tudo que a morena não queria fazer era magoar Emily de alguma forma, a menina já sofreu muito com todas as brigas dos pais.

- Disse que você estava na casa do Stefan e da Caroline para ajudá-la com as algumas coisas – explicou – Mas que logo você vai voltar para casa.

- Eu também sinto muita falta dela – admitiu.

- Então voltar para casa – Damon disse, saiu de sua boca totalmente sem pensar, mesmo assim ficou esperando que ela respondesse.

- Acho melhor subirmos – conseguiu disfarçar enquanto olhava para o relógio de pulso – Já está quase na hora da minha consulta.

- Claro! — concordou – Vamos até lá.

Quando chegaram ao escritório da obstetra, a médica já estava esperando por eles.

- Boa tarde! — a mulher apertou a mão de Elena – Eu sou a doutora Emma Becker. Você deve ser a senhora Salvatore.

- Isso mesmo. É um prazer conhecê-la, doutora Becker, pode me chamar Elena – respondeu – Esse daqui é o meu marido, Damon.

O moreno não pode deixar de sorri ao ouvi-la apresentando ele como seu marido.

- É um prazer conhecê-lo, senhor Salvatore – apertou a mão de Damon – Vamos entrando assim podemos começar a nossa consulta.

Foi uma consulta bem tranquila, a doutora Emma perguntou se a morena estava sentindo algum enjoo, cólicas ou até mesmo algum tipo de sangramento. Ela ainda descobriu, pela data da sua última menstruação, que estava grávida de quase dois meses.

Depois disso ela fez alguns exames ginecológicos, estava tudo bem. A médica então pediu para que ela trocasse de roupa e deitasse na maca para fazer a ultrassonografia.

- Prontos para ver o seu bebê? — ela perguntou enquanto passava um gel na barriga da morena.

- Sim! — Damon e Elena responderam ao mesmo tempo.

Ela pegou o aparelho e começou a passar pela região. Uma imagem indefinida começou a se formar na tele de computador a frente.

- E aqui está! — apontou para os borrões azuis indefinidos – Aparentemente está tudo normal.

- Ele é lindo! — a mulher disse com lágrimas nos olhos, apesar de ainda ser somente uma mancha aquele era o seu filho, seu bebezinho – Não acha Damon?

- É sim! — concordou com a cabeça, o moreno também estava muito emocionado – Não poderia ser mais perfeito.

- Deixem-me me ver só uma coisa – a médica disse, seus olhos estavam grudados na tela, totalmente atenta — Isso mesmo, muito curioso.

- O que foi doutora? — Elena perguntou, totalmente preocupada – Tem alguma coisa errada com o meu bebê.

- Não tem nada errado, pode ficar tranquila – garantiu – Mas me diga, a senhora ou o seu marido tem algum caso de gêmeos na família?

- Não! — balançou a cabeça negativamente – E você Damon?

- Não que eu saiba – deu de ombros – Mas posso perguntar para o meu pai depois, talvez tenham gêmeos na família da minha mãe.

- Bom, nesse caso parece que vão chegar os primeiros gêmeos nas famílias de vocês – disse totalmente animada – Parabéns, vocês terão gêmeos?

- Sério? — Damon estava com um sorriso bobo no rosto – Isso é perfeito! Não acha, Lena?

- Claro! — concordou, estava chorando mais ainda do que há alguns minutos – É maravilhoso!

Ainda escutaram os corações dos bebês antes de voltarem a mesa. A médica passou uma lista de exames para Elena fazer antes da próxima consulta e também deu uma lista de recomendações.

O tempo do lado de fora estava ainda mais frio do que quando chegaram, sem dúvida, iria nevar mais tarde. A morena cruzou os braços e ficou olhando para os carros que passavam.

- Você está bem? — o homem se aproximou dela e colocou a mão sob o seu ombro.

- Acho que sim – deu um longo suspiro sem nunca desviar o olhar – Só não estava preparada para isso. Não planejava ter filhos agora, imagina dois.

- Sei que foi tudo meio inesperado – segurou a mão dela, entrelaçando os seus dedos – Mas vai dar tudo certo.

- Acha mesmo que eu vou ser uma boa mãe? — virou-se para poder olhá-lo enquanto perguntava.

- Você vai ser a melhor mãe do mundo, tenho certeza disso – garantiu – Dá para ver da maneira que você tem cuidado da Emily todos esses meses.

- Obrigada – sorriu – Bom, acho melhor eu ir embora.

Deu um beijo na bochecha dele antes de começar a caminhar. Foi quando sentiu um pequena tontura que a fez cambalear, por sorte Damon estava perto para segurá-la.

- Está tudo bem, Lena? — ficou extremamente preocupado nesse momento.

- Está tudo bem, sim – concordou com a cabeça – A minha pressão deve ter caído, não consegui tomar café da manhã direito hoje ansiosa com a consulta.

- Podemos voltar lá em cima para a doutra Becker pode te examinar – sugeriu, estava quase a pegando no colo e para levá-la de volta ao centro médico.

- Não precisa, Damon – revirou os olhos – É só eu comer alguma coisa e já vou me sentir melhor.

- Tem um restaurante aqui perto – comentou – Vamos até lá, vou fazer você comer alguma coisa.

Foi nesse momento que os flocos de neve começaram a cair. Ainda era pouco, mas logo iria se tornar uma forte tempestade.

- Pensando melhor, vamos até o nosso apartamento – mudou de ideia – Vou preparar alguma coisa para você.

- É sério, Damon, não precisa – tentou argumentar novamente – Tenho certeza de que tem alguma coisa para eu comer na casa do Stefan e da Caroline.

- Vamos Elena, quero ter certeza de que você e os nossos filhos estão se alimentando direito – a abraçou, colocando a mão sob a barriga dela – A não se que você esteja com medo da minha comida.

- Claro que não tenho medo da sua comida – não pode deixar de sorrir – Tudo bem, vamos até lá.

O caminho até o apartamento deles foi bem tranquilo, apesar da tempestade de neve que estava para se formar, o transito estava bem tranquilo.

- Sente-se aqui – o moreno fez com que a esposa fosse até o sofá – Vou preparar o macarrão para nós dois.

- Eu não estou invalida, Damon – ela reclamou – Posso muito bem te ajudar a preparar o macarrão.

- Há menos de meia hora você estava quase desmaiando na rua – lembrou — De maneira nenhuma, você vai me esperar aqui.

- Tudo bem – cruzou os braços em fez biquinho como uma criança emburrada.

Não demorou muito para eles estarem comendo. Depois de muitas insistência, Elena conseguiu convencer o marido a ajudá-lo com a louça, enquanto isso a neve continuava a cair do lado e fora, cada vez mais forte.

- É melhor você esperar a tempestade passar – sugeriu – Não deve nem dar para andar na rua com toda essa neve.

- Tem toda razão – concordou com a cabeça – Caroline ainda deve estar presa na Colúmbia, mas daqui a pouco vou mandar uma mensagem para ela. Estou hospedada na casa dela e é bom avisar para que não fiquem preocupados.

Ele se sentou ao lado dela e ficou olhando para as próprias mãos sob o seu colo.

- Sabe, Lena – começou a falar novamente – Tem uma coisa que eu queria te falar desde que te encontrei antes do médico, mas não tive coragem de falar nada até agora.

- O que é? — quis saber, totalmente curiosa.

- Volta para casa, Elena – pediu, seu rosto estava totalmente sério agora – Se você quiser, podemos arrumar um dos quartos para você.

- Por que você está dizendo uma coisa dessas, Damon? — estranhou muito a atitude do marido nesse momento.

- Não pude deixar de pensar que você não quer voltar para cá por que não quer continuar vivendo comigo como marido e mulher – explicou – E só quero que você saiba que vou respeitar a sua escolha e estou disposta a ter um casamento de fachada do jeito que deveria ter sido desde o inicio.

Ela deu um longo suspiro. Parece que esse era o momento de terem a conversa definitiva que ela estava esperando quatro dias para ter mas não sabia se teria coragem o suficiente.

- Eu nunca disse que era isso que eu queria e, certamente, nunca vou dizer – garantiu – Uma das coisas que eu mais gosto no nosso casamento é o fato dele nunca ter sido de fechada, por mais que insistíssemos que fosse.

E ai estava toda a verdade, não tinha mais por que mentir a respeito disso. Agora as cartas estão todas na mesa e eles só terminariam essa conversa quando estivesse tudo resolvido.

- Então por que você está demorando tanto para voltar para cá, para mim e para a Emi? — passou a mão pelo rosto dela – Eu te amo, Lena, não aguento ficar mais um de longe de você.

- Também não aguento ficar longe de você – seus rosto estavam tão próximos que podiam sentir a respiração quente e acelerada um do outro.

Foram se aproximando ainda mais. No momento em que seus lábios se encostaram o telefone tocou.

- Acho melhor eu ir atender – Damon passou a mão no cabelo, totalmente sem graça enquanto se levantava.

A morena ficou observando o marido caminhar até o telefone e atendê-lo. Ficou ouvindo quando a pessoa do outro lado da linha, também falou alguma coisa antes de desligar e se virar novamente para ela.

- Era da escola da Emily – explicou – Parece que Nova York está totalmente parada por causa da neve e eles acham que é melhor, por questão de segurança que as crianças fiquem lá até o tempo melhorar.

- Então temos tempo o suficiente para terminar o que começamos antes do telefone tocar – foi até onde ele estava e o beijou novamente.

Dessa vez nada os interrompeu. Começou com um simples roçar de lábios, mas a medida que foram aprofundando o contato ficou mais urgente, tudo que o moreno precisou fazer foi pegar Elena no colo e a levar para o quarto.

Estavam longe um do outro somente há quatro dias, mas parecia que fazia vários meses. Cada carícia, cada contato, cada movimento, cada gemido, tudo demonstrava a intensidade da saudade que sentiam um do outro. Quando, finalmente, chegaram ao ápice, caíram exaustos, um ao lado do outro na cama.

- No que você está pensando – a mulher perguntou passando a mão pelo rosto dele quando suas respirações já tinham voltado ao normal.

- Em como eu estou feliz por você ter me dado uma nova chance – disse, sem conseguir deixar de sorrir – Olha, Elena, eu sei que você não sente por mim exatamente o mesmo que eu sinto por você. Mas eu prometo que vou conseguir fazer você me amar um dia.

- Você não vai precisar fazer nada para isso – a olhou totalmente em dúvida – Acho que eu sempre te amei, mas nunca quis admitir, e toda essa história de gravidez e de te pedir um tempo para pensar me fez ver o quanto eu estava sendo idiota tentando negar o que estava bem diante dos meus olhos.

Damon segurou o rosto dela com as duas mãos e lhe deu um selinho. Afastou-se um pouco, mas sem nunca soltá-la.

- Fico muito feliz com isso – sussurrou – E, tenho certeza, de que a Emily também vai gostar muito de saber que você voltou.

- Acha que ela vai gostar de saber que via ganhar dois irmãozinhos? — decidiu perguntar – Meu maior medo nessa história toda é que a Emily sinta ciúmes dos bebês. Afinal ela acabou de vir morar com você e já vai ter dividi-lo.

- Não posso dizer que eu tenho certeza de que ela vai aceitar muito bem logo de cara – deu um longo suspiro antes de falar — Eu tinha apenas um ano a menos que a Emi quando o Stefan nasceu e foram muitos os momentos em que eu quis mandá-lo pelo correio para o japão.

- Até que essa é mesmo uma boa ideia, teria me polpado muito aborrecimento com o Jeremy quando era mais nova – colocou a mão no queixo fingindo estar pensativa – Mas acho que não quero que isso aconteça com os nossos filhos.

- Mas por mais que ela sinto ciúmes no começo tenho certeza de que vai acabar aceitando – garantiu – E vamos ser uma grande família feliz. Eu, você, a Emily e esses dois garotinhos – colocou a mão sob a barriga dela.

- Garotinhos? — o olhou, séria – E o que te faz ter 100% de certeza que são dois meninos, podem ser duas meninas.

- E se for um casal? — sugeriu – Assim todo mundo fica feliz.

- Gostei – concordou – Embora a gente só vá ter certeza absoluta quando conseguirmos ver o sexo na ultrassonografia ou, na pior das hipóteses, quando eles nascerem.

- Acho que posso aguentar isso, desde que esteja ao seu lado o tempo todo – afirmou – Eu amo, Lena.

- Obicham te, Damon – falou enquanto contornava os lábios do marido com a ponta do dedo.

- O que isso quer dizer? — quis saber.

- Acho que você sabe muito bem o que isso significa – virou-se para ficar por cima de Damon antes beijá-lo.

Não demorou muito para estarem fazendo amor pela segunda vez ao dia.

Notas finais
Terminar uma fic é sempre muito difícil, ainda mais uma fic que a gente se apega tanto quanto "Casamento de interesses".
Mas, infelizmente as histórias tem que acabar um dia e chegou a hora dessa acabar, fico feliz que todos tenham curtido lê-la tanto quanto eu curti escrevê-la. E espero que você leiam e gostem de "Inesperado" tanto quanto dessa daqui.
Bom gente, é isso, até o epílogo (vou postar o prólogo de "Inesperado" antes de postar o epilogo aqui então eu coloco o Link dela nas notas finais assim fica mais fácil para vocês).
Então é isso, comentem e digam o que acharam desse final.