Casamento De Interesses
29 Capítulo 28 - Ciúmes?
Notas iniciais
Passamos dos 100 leitores, estou muito feliz com isso!!!!
Bom, sem mais enrolações, capítulo novinho para vocês e, como tinha prometido, antes do natal
— Então esse daqui é o famoso parque do qual você me falou? — Damon colocou o braço em volta dos ombros da esposa enquanto eles passavam pelo portão do parque. Emily ia correndo na frente deles.
- Sim! — concordou com a cabeça – Passei boa parte da minha infância e da minha adolescência aqui.
- Parece mesmo um lugar bem legal – comentou.
- É perfeito! — a menina parou e se virou para trás – Eu estou amando tudo aqui, Elena.
Apesar de estar um pouco frio, aquela manhã estava muito bonita, então eles decidiram aproveitá-la e foram dar uma volta no parque.
- Sabia que você ia gostar, Emi – riu.
Continuaram a andar até passarem por um parquinho aonde várias crianças se divertiam no brinquedos ou apenas brincando na areia.
- Eu posso ir brincar ali? — a menina perguntou, totalmente esperançosa, virando-se de Damon para Elena, seus olhinho brilhavam em expectativa.
- Pode sim! — o moreno, finalmente, disse – Mas não saia da área aonde estão os brinquedos, estamos aqui te olhando.
- Tudo bem! — concordou com a cabeça antes de sair correndo.
Logo Emily estava ao lado de várias crianças brincando na areia. Eles pareciam estar se divertindo, por estavam rindo.
- Acha que eles não ter problemas em se comunicar? — Damon decidiu perguntar – Afinal, nem todos aqui devem saber falar inglês.
- Eles não parecem estar tendo problemas, brincar é uma linguagem universal – respondeu antes de segurar a mão do marido – Vem aqui, quero te mostrar uma coisa.
Foram até uma árvore que ficava um pouco mais distante, mas ainda era possível se ver o parquinho de lá.
- Foi debaixo dessa árvore que eu dei o meu primeiro beijo – a mulher explicou – Estávamos fazendo um piquenique aqui, entre amigos, e o Matt me chamou para conversarmos, me trouxe aqui, me beijou e depois me pediu em namoro.
- Que romântico! — revirou os olhos e fez uma careta.
- Na época eu tinha achado mesmo, e ainda tem mais – colocou a mão no tronco da árvore como se estivesse procurando por uma coisa – Aqui está.
Bem encima dos dedos dela estava escrito: “M + E 4EVER”. A madeira já estava um pouco escurecida devido ao tempo, mas continuava ali.
- Matt e Elena para sempre – deu um pequena risada de desdem – Destruir uma árvore não é a melhor maneira de se declarar para alguém, pelo menos é a minha opinião.
- Tínhamos 14 anos essa era a maneira mais fofa e rápida de dizer a alguém que o ama – deu de ombros.
- E será que eu posso saber por que você está me mostrando isso? — decidiu perguntar, por fim.
- Você está sempre querendo saber como era a minha vida antes de me mudar para os Estados Unidos e te conhecer, então decidi te contar mais uma coisa sobre isso – o abraçou pelo pescoço.
- Entendi! — começou a caminhar, fazendo com que Elena encostasse as costas no tronco da árvore – Nesse caso, eu tenho mais uma lembrança para incluir nas milhares de lembranças que você tem nesse parque.
- E o que seria? — aproximou seus lábios, lentamente, do dele.
- Debaixo dessa árvore, aonde você deu o seu primeiro beijo e aonde seu ex-namorado declarou o amor dele por você – passou a mão sob a bochecha da morena – Agora também vai ser o lugar aonde o seu marido te beijou pela primeira vez aqui na Bulgária.
Rompeu o pequeno espaço entre os dois a beijou. As mãos da morena foram, automaticamente para o cabelo de Damon, que abraçou a sua cintura e a imprensou ainda mais entre seu corpo e a árvore. Separaram-se cerda de um minuto depois, necessitando de ar, mas ainda mantando as suas testas unidas.
- E então? — ele perguntou, sua voz saiu com um sussurro devido a sua respiração ofegante.
- Certamente é uma boa lembrança para esse lugar – passou a mão pelo rosto do marido – E, acredite em mim, é a melhor de todas.
- Papai! — já estavam prontos para se beijarem novamente, mas a voz de Emily e seus passos se aproximando, fizeram com que se afastassem – Eu posso tomar um sorvete?
O sorveteiro tinha parado bem em frente ao parquinho e várias crianças já estavam em volta comprando os seus sorvetes.
- Claro que sim! — Damon concordou – Para falar a verdade, todos nós estamos precisando de sorvete, não acha, Elena?
- Com toda certeza – balançou a cabeça afirmativamente – Vou querer o meu de chocolate.
- Pode deixar – falou antes de pegar a mão da filha – Vamos até lá pegar os nossos sorvetes, Emi.
- Vou estar esperando vocês bem ali – Elena apontou para um banco de madeira que não ficava muito longe de onde estavam.
Ele foi até lá se sentou e ficou observando os dois enquanto esperavam os sorvetes. É claro que Damon sempre pareceu descontraído quando estavam juntos, mas ao lado da filha ele parecia quase uma criança e isso, na opinião da morena, era mesmo muito fofo.
- Elena? — alguém parou ao seu lado, reconheceria aquela voz em qualquer lugar.
- Matt! — se levantou e o abraçou – Quanto tempo que a gente não se fala? Como é que você está?
- Estou muito bem – garantiu – Mas é claro que a gente nunca mais se falou, você foi embora para os Estado Unidos e não se lembra mais dos seus amigos.
- Desculpa, eu realmente queria te ligado ou até mandado um e-mail para vocês – começou a se explicar rapidamente – É que aconteceram tantas coisas desde que eu cheguei em Nova York. Para ser sincera, parece que já faz séculos que eu sai da Bulgária.
- Só te perdoo se você prometer que vai nos mandar noticias toda semana a partir de agora – não pode deixar de revirar os olhos, mas acabou concordando com a cabeça – Mas, mudando de assunto, você está ótima, parece que os ares de Nova York te fizeram muito bem.
- Obrigada, você também está ótima – ficou olhando para o chão – Mas me diga, o que você está fazendo aqui no parque a essa hora da manhã? O Matt Donavan que eu conhecia não gostava de acordar tão cedo assim.
- Combinei de me encontrar com a Meredith aqui – deu uma rápida olhada no seu relógio de pulso – Para falar a verdade, ela já deveria estar aqui.
- Você e a Mer? — fingiu-se de chocada – Não posso acreditar nisso. Há quanto tempo isso aconteceu.
- Umas duas semanas depois que você viajou, não planejamos nada disso, simplesmente aconteceu – disse – Espero que isso não seja estranho para você, afinal, ela é uma das suas melhores amigas.
- Claro que não é estranho para mim – garantiu – Tudo bem, talvez seja um pouco estranho, só por que eu nunca imaginei ver vocês dois juntos. Mas, se estão felizes, é isso que importa.
- Nós estamos sim, muito felizes – respondeu – E sei o quanto a Meredith vai gostar de saber que você aprova o nosso namoro.
Nesse momento Damon e Emily estavam se aproximando. O moreno não estava com uma cara muito feliz.
- Aqui está o seu sorvete! — entregou a casquinha para ela e ficou olhando de um para outro esperando alguma explicação.
- Deixa eu te apresentar, esse aqui é o Damon, meu marido e essa é a Emily, filha dele – apontou para cada um enquanto falava – Esse é o Matt, um amigo meu aqui de Sófia, já te falei sobre ele.
- Oh sim, claro, acho que você já falou sobre ele uma vez – o moreno estava olhando o outro de cima a baixo.
- Seu marido? — Matt estava totalmente surpreso – Elena Gilbert, quando foi que você se casou? E ainda por cima não convidou os amigos.
- Essa é uma longa história, e pode ser incluída nas milhares de coisas que aconteceram desde que cheguei a Nova York – deu de ombros – Não chamei vocês por que foi tudo feito meio que as pressas.
- Entendo – olhou para ela esperando ver algum vestígio de barriga, mas, se ela estivesse grávida, ainda não dava para ver nada.
- Elena, acho melhor irmos embora – Damon disse, por fim, não parecia muito animado de ficar naquele local.
- Mas já, pai? – Emily reclamou – Nós acabamos de chegar, não podemos ficar mais um pouquinho?
- A família da Elena está nos esperando para..., alguma coisa – explicou – Podemos voltar aqui um outro dia.
- Bom, eu também tenho que ir – o loiro avisou – Lena, quanto tempo você vai ficar aqui na Bulgária?
- Não muito tempo – respondeu – Vamos embora logo depois do ano novo.
- Podemos combinar alguma coisa antes de você ir embora – sugeriu – Tenho certeza de que todo mundo vai adorar te ver.
- Claro – concordou – Eu te ligo e combinamos.
Já estavam na metade do caminho entre o parque e a casa da família Gilbert e o casal estava completamente em silêncio, a morena estava se sentindo totalmente incomodada com isso.
- Você não vai falar nada a respeito disso? — perguntou, por fim.
- O que você quer que eu fale? — deu de ombros – Não tenho, absolutamente, nada para falar.
- Se você prefere assim – deu um enorme suspiro, não estava entendendo nada dessa nova atitude do marido.
Quando chegaram a casa, todos estavam sentados na sala e se viraram assim que eles entraram.
- Que bom que vocês chegaram – o senhor Gilbert se levantou – Eu e Jeremy vamos comprar a árvore de natal e mais algumas coisas para a decoração da casa. Elena, você se importa se eu levar o seu marido também.
- Claro que não me importo – respondeu – Isso se o Damon quiser ir, é claro.
- Claro que eu quero ir – foi a vez dele falar – Sempre gostei de ajudar meu pai a decorar a nossa casa para o natal, era a minha parte favorita.
Depois que os três saíram, Elena foi juntamente com sua mãe, sua irmã e Emily para a cozinha. Ela não conseguia deixar de pensar na atitude do marido quando conheceu Matt, se não o conhecesse tão bem, poderia pensar que estava com ciúmes.
Kat querida, por que você e a Emily não levam esses biscoitos para sala e procuram algum desenho bem legal para assistir na televisão? — a mulher mais velha se virou para a sua filha caçula.
Embora Katerina só tivesse oito anos era muito esperta e entendia quando as pessoas estavam falando com ela em código. Sabia muito bem que a mãe queria falar com a irmã a sós, por isso estava querendo retirar as outras duas de lá.
- Tudo bem! — concordou, pegando o prato cheio de biscoitos de chocolate – Vamos lá, Emi.
Assim que elas saíram, a senhora Gilbert pegou uma cadeira e ficou de frente para Elena, que, nesse momento, estava encarando o tampo da mesa.
- Está certo, pode começar a me contar o que está acontecendo – pediu – Você e o Damon brigaram ou alguma coisa parecida?
- Claro que não brigamos – deu um longo suspiro antes de responder – O que te faz pensar uma coisa dessa, mãe?
- Você está estranha desde que chegou do passeio ao parque – continuou – E vocês não estavam assim ontem a noite, parecia que estava tudo bem.
- Bom, a gente não brigou, exatamente – decidiu desabafar – Encontramos o Matt e o Damon ficou totalmente estranho depois disso. Respondeu a tudo friamente e até quis ir embora.
- Ora, Elena, ele só está com ciúmes – disse sem conseguir deixar de sorrir – Não precisa ser um gênio para concluir isso.
- Ele não pode estar com ciúmes – apressou-se em dizer – Tenho certeza absoluta disso.
- Pode acontecer com qualquer um, querida – colocou a mão sob a dela – Ele é seu marido e acabou de conhecer o seu ex-namorado, sendo que não faz nem um ano que vocês dois terminaram. Qualquer um pode ter uma pequena insegurança nesse ponto.
Elena não disse nada, apenas estava absolvendo tudo que a mãe tinha acabado de falar. Talvez ciúmes fosse normal em um casamento tradicional, mas não no caso deles.
- Pode não ser a melhor maneira, mas ciúmes é uma forma de demonstrar o seu amor – continuou – E é isso que o Damon está fazendo.
- Damon não é muito de demonstrar o seu amor – explicou – Foi até por isso que eu fiquei surpresa com o pedido de casamento tão inesperado.
- Ele pode não ser muito de demonstrar o seu amor, mas já fiz isso uma vez, então... — deu de ombros – Sabe, eu tenho que te pedir desculpas.
- Pelo que? — quis saber.
- Quando você me disse que ir se casar com um cara mais velho com uma filha e que a menina possivelmente moraria com vocês, pensei que você tinha destruído a sua vida – admitiu – Mas agora que eu o conheci percebi que estava enganada. Dá para ver nos seus olhos o quanto vocês dois se amam, além disso, você está mais do que feliz.
- Eu estou mesmo muito feliz! — admitiu, claro que pensava que a mãe estava louca quanto a parte do amor – Damon foi a melhor coisa que me aconteceu.
- Então, tudo que você precisa fazer é aproveitar muito o seu casamento, principalmente esse comecinho – concluiu – E esquece essa história de ciúmes, tenho certeza de que é só uma fase. Damon sabe muito bem que você o ama, ou não teria aceitado se casar.
Depois disso, a morena decidiu ir para o seu quarto. Ouviu os outros chegarem, mas não foi lá ver o marido, ainda estava magoada com a atitude dele. Não importava o que a sua mãe disse, aquilo não era por ciúmes, portanto, não tinha justificativa.
- A Emi dormiu quase na hora que eu a coloquei na cama – Damon entrou no local, já estava bem tarde – Ela ficou bem cansada com o passeio na parque e também ficou brincando com a sua irmã;
Elena não disse nada.
- Desculpa, pela minha atitude hoje mais cedo – sentou-se na ponta da cama – Eu não sei o que deu em mim para agir daquele jeito.
- Eu também não sei – virou-se para poder olhá-lo melhor – Nunca te vi agir daquele jeito.
- Era o seu ex-namorado, vocês se conhecem desde pequenos e tem toda uma história juntos, sem contar que não terminaram por não se gostaram e sim por que você ia embora – lembrou – Acho que eu fiquei com medo de...
- Eu perceber que ainda amo o Matt, pedir o divorcio de voltar para a Bulgária? — ela completou, ele parou um pouco para pensar e apenas balançou a cabeça afirmativamente – Isso nunca vai acontecer.
- Como você pode ter tanta certeza? — quis saber.
- Eu e Matt tivemos mesmo uma história juntos, mas já acabou, foi bom enquanto durou e as lembranças vão ficar – explicou – Você e eu temos um acordo e não vou desistir dele.
Ela se levantou, deu um beijo na bochecha dele e bagunçou, de leve, o seu cabelo.
- Obrigada, Lena – a abraçou e deu um beijo no topo da sua cabeça – Isso é muito importante para mim, você não tem ideia do quanto.
Notas finais
Bom, no proximo cap vai ser a festa de natal e vão acontecer algumas surpresinhas básicas (alguém se habilita para pensar no que é?)
Como eu tinha prometido, vou postar um trecho de "Inesperado" para vocês.
***
Ouvi o barulho de chave abrindo a porta, Damon tinha decido dar sinal de vida. Era evidente que tinha dormido fora de casa, estava até com o cabelo molhado, mas também sabia que ele tinha bebida, podia sentir o forte cheiro de cerveja da distância em que estava.
- Aonde você está indo? - olhou para as malas antes de se virar para mim.
- Não parece óbvio? - apenas dei de ombros Estou indo embora e, é claro, vou levar a minha filha comigo.
- E pretende ir para onde? - pude ver um leve sorriso sair dos seus lábios A última vez que conferi, seus pais não queriam te ver nem pintada de ouro na frente deles.
Senti as lágrimas se formarem no canto dos meus olhos, a lembrança dos meus pais me expulsando de casa no momento em que contei que estava grávida ainda era muito doloroso para mim. Mas eu não poderia chorar por isso, principalmente na frente de Damon.
- Caroline falou com os pais dela e eles disseram que posso ficar lá respondi, por fim Vai ser por pouco tempo, somente durante esse último mês de aulas. Depois vou procurar um emprego e arranjar um apartamento para morar com a Olivia.
Damon não falou mais nada depois disso, apenas ficou me olhando. Sabia que milhares de coisas estavam passando por sua cabeça nesse momento.
- Você não vai falar nada a respeito disso? - decide perguntar.
- E o que você quer que eu fale ou faça? - deu de ombros Quer eu me ajoelhe aos seus pés e implore que não vá embora? Lamento te decepcionar, Elena, mas eu nunca vou fazer isso.
Claro que ele nunca iria fazer isso. Eu era a única que tentou, algum dia, salvar esse casamento, cansei disso, a minha paciência tem limite.
- Só quero que você saiba que não vou te afastar da Liv garanti Você pode vê-la sempre que quiser, sabe o meu telefone.
- Eu não quero vê-la seu tom de voz, era frio Por mim vocês poderiam se mudar para o outro lado do mundo que eu não me importaria.
- Sei que você não quer olhar na minha cara e pensa que eu destruí a sua vida completamente estava encarando o chão nesse momento Mas deveria, ao menos, se importar com a Liv.
- Eu não a queria, você sabe muito bem disso lembrou.
- Também não estava preparada para ser mãe agora, eu só tenho 17 anos e toda uma vida pela frente, mas aconteceu e eu amo a Olivia mais do que qualquer coisa nesse mundo garanti Ela é nossa filha, Damon, aconteça o que acontecer entre nós dois, esse é a única coisa que não podemos mudar.
- Logo se vê como nós pensamos de maneira diferente passou por mim e caminhou em direção ao corredor Agora com licença, preciso trocar de roupa.
No momento em que ouvi a porta do quarto batendo eu desabei no sofá. Nem sei por que ainda tento fazer o Damon se importar? Ele teve quase um ano para isso, não seria agora que as coisas mudariam.
***
No próximo cap eu coloco um trecho de proposta indecente, então vocês vão poder votar em qual preferem.
Comentem e digam o que estão achando.
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