Casamento De Interesses

18 Capítulo 17 - No hospital


Notas iniciais
Em primeiro lugar quero pedir milhares de desculpas pela demora, tenho uma prova super importante na facul na semana que vem passei o feriado todo estudando e só tive tempo para escrever o cap hoje (aliais, escrevi em tempo recorde kkkkkkkkkkkk), e já vou avisando que essa semana eu também vou estar super atarefada e devo demorar para postar de novo (espero que vocês entendam o meu lado...)
Também queria agradecer a Anne Salvatore pela recomendação super linda e que eu amei!!!! E é claro, aos comentários de vocês.
Sem mais enrolação, aqui está o cap.

Elena acordou exatamente na mesma posição em que tinha caído na inconsciência. O moreno ao seu lado ainda dormia profundamente, passou a mão, delicadamente, pelo seu rosto, mas ele nem ao menos abriu os olhos.

Tinha que admitir que gostava de estar assim com Damon. Não só pelo sexo, que era mesmo maravilhoso, mas apenas ficar abraçada com ele e sentindo o seu cheiro.

Não tinha ideia do que iria acontecer com os dois daqui há alguns meses, mas agora poderia apenas curtir o momento. Depois pensaria em todas as possíveis consequências.

Levantou com todo o cuidado para não acordar Damon e foi direto para a cozinha. Como ele tinha lhe levado café da manhã na cama no dia anterior, decidiu fazer a mesma coisa hoje. Quebrou três ovos para fazer uma omelete enquanto fervia a água para o café.

Já estava quase terminando de preparar tudo quando sentiu um par de mãos envolta da sua cintura e os lábios no seu pescoço.

- Isso não é justo – reclamou ao mesmo tempo que tentava ignorar o quanto seu corpo tinha ficado arrepiado com aquele beijo – Era para o ter te levado o café na cama.

- Desculpa – levantou as mãos em sinal de rendição – Se você quiser eu volto para lá e você pode fazer isso.

- Agora não tem mais graça – cruzou os braços e fingiu de brava – Já estragou toda a surpresa mesmo.

- Desculpe-me, Lena – deu um selinho nela antes de se sentar em uma das cadeiras – Você pode tentar de novo amanhã, se quiser.

- Vou pensar se vale a pena – mostrou a língua para ele e voltou a preparar o café da manhã.

Alguns minutos depois eles estavam fazendo a refeição tranquilamente.

- Hoje eu vou até Nova Jersey visitar a Emily – o moreno começou a falar, de repente – Quer ir até lá comigo.

- Não sei se é uma boa ideia – Elena pareceu totalmente incerta nesse momento.

- A Emi ficaria feliz em te ver – garantiu – Não estou entendendo por que você acha que não seria uma boa ideia.

- Você vai até a casa da sua ex – lembrou – Não vou aparecer lá de repente sem ter sido convidada.

- Eu estou te convidado – disse – Você vai ser minha esposa em alguns dias e vai comigo visitar a minha filha.

- E essa não é a melhor maneira da minha da sua filha descobrir que você vai se casar – deu um longo suspiro e ficou encarando um ponto fixo na mesa – Mesmo vocês não estando juntos há muito tempo, é melhor prepará-la psicologicamente antes de nos conhecemos.

- Acredite em mim, Lena, ela já deve estar sabendo do nosso casamento – deu de ombros, totalmente indiferente – Deve ter sido a primeira coisa que a Emily falou quando chegou em casa.

A morena sentiu um frio percorrer sua espinha nesse momento. Rebekah já estava sabendo de tudo. Não a conhecia, mas sentia muito medo do que ela poderia fazer.

- Mesmo que eu achasse uma boa ideia ir visitar a Emi com você, não posso – respondeu, por fim – Combinei de sair com a Caroline hoje.

- Já conversaram tanto ontem quando ela estava aqui – espantou-se – Ainda precisam de mais tempo para colocar o papo em dia?

- Na verdade ela quer me levar para comprar uma roupa para o casamentou – explicou – Ela disse que não é só por que vamos nos casar somente no civil que eu preciso estar mal vestida.

- Essa é a Caroline – revirou os olhos – Eu a conheço desde que tinha três anos e acho que ela já era viciada em compras naquela época.

- Já te consigo imaginar uma mini Caroline indo fazer compras – não pode deixar de começar a rir.

- É sério, dava muito medo, quando ela e o Stefan tiverem um bebê, espero que seja um menino – falou – Já que vocês vão ao shopping, leva o meu cartão de crédito.

- Não precisa, Damon, eu tenho o dinheiro que os meus pais me mandam guardado – garantiu – Além disso, não vou gastar o seu dinheiro com um futilidade dessas.

- Tudo bem – deu um suspiro triste – Mas não acho que isso seja futilidade, você tem me ajudado tanto, fico muito feliz em gastar o meu dinheiro com você.

- Sei disso, Damon, e fico muito feliz que você pense assim – deu um pequeno sorriso – Mas ainda prefiro usar o meu próprio dinheiro – voltou a sua atenção ao prato de omelete, a discussão tinha terminando.

Terminaram de tomar o café da manhã em total silêncio. Depois disso, Damon foi tomar banho e troca de roupa, teria uma longa viagem até chegar a Nova Jersey. Estava saindo do quarto quando o seu celular tocou, reconheceu o número da babá de sua filha, o que o deixou ainda mais preocupado.

- Rose! — sua voz saiu, ligeiramente, tremida – Eu estou mesmo saindo de casa para iri visitar a Emi.

- Nós não estamos em casa agora – falou calmamente.

Sentiu suas pernas cederem e teve que se sentar na cama. Queria falar alguma coisa, mas a voz não saiu, decidiu esperar que ela falasse alguma coisa.

- A Emily acordou pior hoje de manhã, a febre aumentou e ela continuava a reclamar de dor – explicou – E quando ela foi se levantar da cama acabou desmaiando. Não esperei para falar com a senhora Rebekah e corri com ela para o hospital.

- Fez muito bem, Rose – disse, por fim – E como ela está agora? Os médicos já falaram alguma coisa?

- É apendicite! — respondeu – Estão preparando ela para uma cirurgia de emergência agora mesmo.

- Certo! — levantou-se e pegou a chave do carro que estava em cima da mesinha – Estou indo para ir agora mesmo. Qualquer coisa você pode me ligar dando notícias.

Quando abriu a porta acabou esbarrando em Elena que estava entrando no quarto nesse momento.

- Só vim te avisar que a Caroline já está lá embaixo me esperando – explicou – Vamos almoçar por lá, mas acho que mesmo assim eu chego em casa antes de você.

Foi quando ela percebeu o quanto o rosto de Damon estava tenso, parecia preocupado com alguma coisa.

- Aconteceu alguma coisa? — quis saber.

- A Emi está com apendicite e vão operá-la – passou a mão nervosamente pelo cabelo – Eu já estava mesmo indo vê-la, agora vou direto para o hospital.

- Tem alguma coisa que eu possa fazer? — a morena quis saber – Posso falar com a Car para irmos um outro dia e vou ao hospital com você.

- Não precisa, Lena – garantiu.

- Certo! — deu de ombro antes de beijá-lo, de leve – E não se preocupe, a Emi vai ficar bem, eu tenho certeza.

Damon nunca tinha dirigido tão rápido na sua vida quanto fazia naquele mesmo, mesmo assim, parecia que não iria chegar a Nova Jersey. Entrou no hospital e não demorou muito para encontrar Rose sentada na recepção.

- Como ela está? — perguntou no momento em que se aproximou da mulher.

- Já entraram no centro cirúrgico há meia hora – respondeu – Mas o médico disse que poderia demorar um pouco.

- Então o jeito agora é esperar – largou-se em uma das cadeiras acolchoadas.

- Eu devo ser mesmo a pior babá do mundo – Rose comentou enquanto colocava as duas mãos no rosto – Vi que ela não estava bem e não fiz nada.

- Não é sua culpa, Rose, estava apenas cumprindo as ordens da Rebekah – moreno colocou a mão sob o ombro dela – Não é uma péssima babá, a Emi adora você.

Logo que a filha fez seis meses, Rebekah disse que não aguentava mais ficar presa em casa por causa do bebê e que precisava de alguém para ajudá-la ou iria acabar enlouquecendo. Ele entrevistou várias candidatas ao cargo, até que encontrou Rose.

- Pode acreditar em mim, afinal, fui eu mesmo quem te contratou – lembrou – Não teria feito isso se não achasse que seria a melhor para cuidar da minha filha.

- Acontecesse que ela é tão pequeninha e vai ter que fazer uma cirurgia tão grande – percebeu que ela já estava quase chorando – Não me parece nem um pouco justo.

- Ela teria que retirar o apêndice não importa o momento que você a trouxesse ao médico – riu – E a Emi é forte, logo logo ela vai estar correndo por ai e aprontando muito como sempre faz.

Foi nesse momento que o moreno viu Rebekah entrando no hospital juntamente com o marido. Klaus falou alguma coisa com ela antes de dar meia volta e a deixar sozinha.

- Aonde está a minha filha? — gritou, fazendo com que várias pessoas olhassem na sua direção.

- Em primeiro lugar, Rebekah, fale mais baixo, nós estamos em um hospital – Damon a lembrou – E em segundo lugar, ela está sendo operada agora, não sei se você está sabendo, mas ela está com apendicite.

- Fiquei sabendo no momento em que desci com o Klaus para tomar café da manhã – revirou os olhos – Não imagina o tamanho da minha surpresa por não ter sido avisada antes.

- Se você fosse mais presente na vida da sua filha e se preocupasse mais com o fato de ela estar doente – comentou dando de ombros.

- Você não tem o direito de dizer que eu sou uma mãe ruim, apenas não fico 24 horas vigiando a menina – disse antes de se virar para a mulher que ainda estava sentada – E quanto a você? Eu falei que não era para trazer a menina para o hospital.

- Sinto muito senhora Rebekah – ficou olhando para baixo, dava para ver quanto estava com medo da outra – Mas é que eu...

- Não precisa brigar com a Rose, só estava fazendo a coisa certa – Damon interrompeu a discussão delas – Queria o que? Que ela deixasse a Emily ali desmaiada até você dizer o que precisava fazer.

- Então poderia, pelo menos ter me avisado para eu poder vir junto – completou – Nenhum mãe gosta de ficar sem notícias do seu filho.

- E agora está querendo se fazer de mãe preocupada – revirou os olhos – Me poupe, Rebekah.

- Acho que vou até a lanchonete comer alguma coisa – a babá avisou – Com tudo isso nem tive tempo de tomar o café da manhã.

Saiu apressa em direção ao corredor deixando os dois sozinhos.

- Escuta, Rebekah , essa não é a hora nem o lugar para discutirmos – o moreno continuou, calmamente – No momento precisamos nos preocupar com a Emily e nada mais do que isso.

- Certo! — sentou-se na cadeira ao lado da que ele estava – O jeito agora é esperarmos.

- Vi que o Klaus estava aqui com você quando chegou – comentou – Aonde é que ele foi?

- Disse que vai esperar lá fora – explicou – Ele não gosta muito de hospitais, fica nervoso com todas essas pessoas doentes.

Ele não disse mais nada, apenas ficou encarando os seus próprios pés.

- Emily me disse que você vai se casar – a loira quebrou o silêncio entre eles alguns minutos depois – Nem sabia que você estava namorando, muito menos que estava prestes a se casar.

- Eu e Elena estamos juntos há algum tempo, apenas não gosto de ficar falando a respeito da minha vida pessoal – mentiu, ela nem podia desconfiar que estava fazendo isso apenas para ter uma chance de ficar com a filha – Já o pedido de casamento foi meio que feito as pressas, não estava planejando, simplesmente aconteceu.

- E ela está com quantos meses? — perguntou logo de uma vez.

- A Elena não está grávida – disse – O que fez você pensar que estaria me causando só por causa de um bebê?

- Pensei que fosse a explicação mais plausível – deu de ombros – Você mesmo disse, quando nos conhecemos, que nunca se prenderia a nenhuma mulher. Então deveria estar fazendo isso obrigado.

- As pessoas mudam, Rebekah – comentou – E eu mudei, a Elena me fez mudar.

Não demorou muito para o médico aparecer. Os dois se levantaram, exatamente, no mesmo instante.

- Vocês são os pais de Emily Salvatore? — quis saber, ele estava com uma prancheta na mão.

- Sim, somos nós! — Damon respondeu rapidamente – Doutor, como é que está a minha filha?

- A cirurgia foi um sucesso – disse dando um pequeno sorriso – Ela vai ter que ficar no hospital por dois dias e também vai precisar ficar uma semana de repouso em casa, mas depois vai estar ótima, pronta para outra.

O moreno não pode deixar de respirar aliviado, era muito bom saber que sua pequena Emily vai ficar bem.

- E nós podemos ir vê-la? — foi Rebekah quem perguntou.

- Podem sim! — respondeu – Mas somente por alguns minutos, ela precisa descansar.

- Pode ir na frente – ele avisou – Preciso fazer uma ligação antes.

A mulher seguiu o médico até o quarto de Emily. Damon pegou seu celular e discou o número de Elena, chegou três vezes antes de ouvir o barulho de que a ligação foi atendida.

- Damon! — ouviu a voz da noiva do outro lado da linha — Já teve alguma notícia da Emily? Como ela está?

- Ela está ótima! — garantiu – Só vou vê-la e já estou indo para casa.

- Está bem! - concordou – Caroline já me fez provar milhares de vestidos, acho que vou acabar enlouquecendo aqui.

- Não se preocupe, logo essa “tortura” vai acabar – riu – E vai falar a pena quando você estiver linda no nosso casamento.

Não consegui acreditar que tinha acabado de falar isso. Esperava que ele não tivesse percebido nada.

- Você parece preocupado com alguma coisa – a morena comentou – Aconteceu mais alguma coisa que não quer me contar?

- Apenas mais uma discussão com a Rebekah – deu de ombros – Acho que isso acontece todas as vezes em que nos encontramos.

- Então apenas ignore ela e vá visitar a sua filha – sugeriu – Afinal ela é só uma criança que acabou de ser operada e não tem culpa da mãe que tem.

- Tem razão! — por um segundo se pegou pensando como seria maravilhoso se Elena fosse a mãe de sua filha, não Rebekah – Nos vemos mais tarde.

Colocou o aparelho no bolso antes ir em direção ao quarto. A menina estava deitada na cama com o soro no braço, Rebekah estava sentada bem ao lado dela.

- Oi papai! — deu um pequeno sorriso ao vê-lo – Que bom que você veio.

- Achou mesmo que eu não fosse vir te visitar? — de um beijo no topo da cabeça dela – Como você está se sentindo.

- Um pouco cansada, mas pelo menos não está mais doendo – deu um pequeno bocejo.

- Logo você vai estar bem de novo, minha princesinha -garantiu – Claro que, para isso, você vai precisar ficar de repouso e fazer tudo que o médico mandar.

- Mamãe disse que vou ter que ficar em casa por um semana – parecia chateada nesse momento – Isso quer dizer que eu vou perder o seu casamento.

- Quando você estiver melhor podemos sair para almoçar eu, você e a Elena para comemorarmos – sugeriu – O importante agora é você ficar bem.

- Tudo bem! — concordou com a cabeça – Cadê a Elena? Ela não veio com você?

- A Elena teve que resolver umas coisas com a sua tia Caroline – explicou – Mas, se você quiser, posso trazê-la para te visitar amanhã.

- Eu quero sim – respondeu na mesma hora.

- Sabe, Emi, o Klaus está lá fora – Rebekah avisou – Eu posso chamá-lo para vir aqui te visitar, se você quiser.

- Não precisa – deu de ombros.

Nesse mesmo momento a porta do quarto foi aberta. Era enfermeira, ela trazia uma bandeja com alguns remédios.

- Com licença, mas vocês tem que ir embora – ela avisou – A paciente precisa tomar os remédios descansar.

A loira saiu no mesmo instante, mas Damon ainda foi dar mais um beijo no topo da cabeça da filha.

- Eu vou ter que ir para casa, minha linda – passou a mão nos cabelos loiros dela – Mas amanhã eu volto, prometo.

- E não esquece de trazer a Elena com você – pediu.

- Claro que não vou esquecer – não pode deixar de sorrir – Sabe, você começar a pensar que você gosta mais da Elena que de mim. Saiba que eu sou muito feliz.

- Pode ficar tranquilo, pai, eu amo vocês dois – garantiu – No meu coração tem espaço para todo mundo.

- Acho bom mesmo! — se fingiu de bravo – Até amanhã, Emi.

Quando passou pelo corredor viu Rebekah pedindo para que Rose ficasse no hospital, pois ela tinha um evento importante para ir com o marido naquela tarde. Revirou os olhos, sabia que toda aquela pose de mãe preocupada era só fachada e que agora que as coisas estavam bem, tudo voltaria ao normal.

Estava mais certo do que nunca que precisava conseguir a guarda de Emily, o mais rápido possível.

Notas finais
Como eu disse antes, a Emi agora está ótima (quem ai está com vontade de matar a Rebekah?).
Comentem e digam o que estão achando, vou tentar postar o mais rápido possível...
P.S: no próximo cap já é o casamento do Damon e da Elena...