Casamento De Interesses
4 Capítulo 3 - Momento entre irmãos
Notas iniciais
Ai está mais um capítulo novo para vocês...
Damon estacionou o carro na garagem do prédio. Pegou a mochilinha de Emily no porta-malas antes de abrir a porta do banco de trás para retirar o filha da cadeira, a menina tinha adormecido no caminho da lanchonete até ali.
- Nós já chegamos, princesinha – passou a mão no rostinho dela tentando despertá-la delicadamente.
- Podemos tomar sorvete, papai? — pediu, depois de abrir os olhinhos e soltar um pequeno bocejo.
- Agora não, ou você vai acabar ficando sem fome – lembrou – Mas depois do almoço eu te deixo tomar um pote enorme do sorvete que você quiser.
- De chocolate! — parecia estar totalmente acordada nesse momento.
- Você é mesmo uma garotinha muito esperta, enh! — começou a fazer cosquinha nela antes de pegá-la no colo – Venha, vamos para casa.
Entrou no elevador e apertou o botão do terceiro andar e, quando chegou, caminhou até a porta no fim do corredor. O apartamento estava totalmente silêncio, sinal de que Stefan ainda não tinha chegado.
- Vou deixar você aqui enquanto preparo o nosso almoço – colocou Emily sentada no sofá e ligou a televisão no canal de desenhos favorito dela – Vai ficar bem aqui sozinha?
- Sim! — balançou a cabeça afirmativamente – Papai, pega a minha boneca dentro da minha mochila?
- Claro! — abriu a mochila e tirou boneca de pano de lá de dentro, lembrava muito bem dela, tinha sido seu presente para filha quando fez um ano – Não acredito que ainda tem essa boneca.
- Claro que eu tenho – revirou os olhos como se aquela fosse a resposta mais óbvia do mundo – Essa a minha boneca favorita.
- Mas eu já te dei outras bonecas antes e a sua mãe também – lembrou, o quarto dela parecia até uma loja de brinquedos de tanta coisa que tinha – Por que essa é a sua favorita.
- Por que dá para abraçá-la – disse pegando a boneca e abraçando – E eu posso dormir com ela.
- Entendo! — não pode deixar de rir com a resposta dela – Bom, eu estou ali na cozinha, qualquer coisa pode me chamar.
Ela estava ali assistindo televisão quando ouviu o barulho de chave na porta. Virou-se a tempo de ver o homem loiro entrando no local.
- Tio Stefan! — saiu correndo em direção a ele e o abraçou nas pernas.
- Emi, minha princesinha! — a pegou no colo e deu um beijo na sua testa – Você cresceu desde a última vez em que te vi! Sua mãe andou te dando fermento para comer?
- Eu não cresci! — não pode deixar de rir – Só faz duas semanas que você me viu, tio Stefan!
- Tem razão! — fingiu ter lembrado – Eu só não devo ter reparado antes mesmo.
- Olá, irmãozinho! — Damon apareceu na porta da cozinha – Pelo jeito você se lembrou que tem uma casa – brincou – Não é um bom exemplo passar a noite na casa da sua namorada na véspera da sua sobrinha chegar.
- Você passou a noite fora? — a menina olhou para ele chocada – O que você ficou fazendo lá na casa da tia Caroline?
- É isso ai, Stef, explicar para ela – o moreno deu uma gargalhada antes de desaparecer dentro da cozinha novamente.
- Bom, Emi! — sentou-se no sofá colocando a sobrinha no seu colo – Digamos que foi um tipo de festa do pijama.
- Eu já foi a uma festa do pijama na casa da minha amiga Clarissa – ela comentou – Foi bem divertido, nós comemos cachorro-quente, tomamos sorvete e brincamos de um monte de coisa.
- O Stefan e a Caroline também fizeram um monte de brincadeiras na festinha do pijama deles – Damon gritou no outro cômodo.
- Vocês brincaram de que? De guerra de travesseiro? — a menina parecia bem empolgada nesse momento – Vocês são muito grandes para brincarem assim, não acha?
- Bom, Emily... — tentava pensar nas palavras certas, podia sentir seu rosto ficando vermelho de vergonha – Os adultos fazem algumas “brincadeiras” um pouco diferentes.
- Mas que tipo de brincadeira? — revirou olhos, impaciente.
- É meio complicado de eu te explicar, Emily – passou a mão pelo cabelo loiro da menina – Quando você for um pouco mais velha vai entender.
- Ele quis dizer muito mais velha – o outro homem apareceu na sala novamente e se “intrometeu” na conversa – Daqui a uns trinta anos, talvez mais.
- Eu sei matemática – ela disse – Se eu estou com 3 anos daqui a 30 vou ter 33, vocês são mais novos do que isso.
Damon deu um longo suspiro quando viu o irmão rir dele. Sua filha é muito esperta, mais do que ele subestimou.
- O que ele está querendo dizer, princesinha – foi o loiro quem voltou a falar, bem calmo – É que eu e Caroline estamos juntos há muito tempo e também vamos nos casar, você tem que ser bem íntimo da pessoa para fazer uma festinha do pijama com ela.
- Igual a minha mãe e o Klaus, não é? — quis saber – Eles moram na mesma casa, mas estão sempre fazendo festas do pijama.
- Está vendo agora por que eu quero trazê-la para morar comigo? — Damon comentou e o outro apenas balançou a cabeça afirmativamente.
- É por ai sim – continuou, virando-se para a sobrinha – Acontece que o seu pai disse que você tem que ser mais velha para isso por que ele tem medo de que você arranje um namorado só dê atenção para ele.
- Credo! — fez uma careta de nojo – Pode ficar tranquilo, papai, eu nunca vou arranjar um namorado.
- Você diz isso agora – Stefan comentou.
- E vai continuar pensando assim por mim tempo, Emi – o moreno pegou a filha no colo e deu um beijo na sua bochecha – Você sempre vai ser a minha princesinha.
- Vou ser sim, papai – balançou a cabeça afirmativamente.
- Então agora vamos almoçar – avisou – Por que a lasanha está com um cheiro maravilhoso.
- Papai, você sempre prepara a comida tão rápido – comentou – Ele é o melhor cozinheiro do mundo, não acha, tio Stefan?
- Claro! — balançou a cabeça, ironicamente, sem conseguir parar de rir.
Como moram somente os dois irmãos naquele apartamento e os dois estão sempre ocupados, na maior parte do tempo, com os estudos, não tem muito tempo para cozinhar. Então eles contrataram alguém para ir até lá, uma vez por semana, fazer comida e deixar congelada.
- Você vai almoçar também, Stef? — ele perguntou.
- Claro! — concordou enquanto levantava do sofá – Estou morrendo de fome e mal posso esperar para provar a comida que você “preparou” — fez as aspas com a mão, por sorte Emily estava com a cabeça virada para dentro da cozinha e viu.
- As suas atividades noturnas ontem a noite te deixaram com fome – Damon deu um sorriso malicioso – Não foi isso mesmo, irmãozinho?
- Muito engraçado, Damon – deu um tapa, de leve, no braço do outro ao passar por ele.
Os três sentaram-se na mesa da cozinha. Damon cortou um pedaço bem grande da lasanha e colocou no prato da filha, gostava se fazê-la se alimentar direitinho quando estava em sua casa.
- Eu não estou com fome agora, pai! — ela cruzou os braços e fez um biquinho, emburrada.
- Que pena! – colocou a mão no queixo – Estava pensando em levar uma menina linda, que se alimenta direitinho, para o parque e comprar para ela um sorvete de chocolate bem grande, mas parece que eu vou ter que ir sozinho.
- Tudo bem, eu como! — pegou o garfo e colocou um pedaço bem grande de lasanha na boca.
- Vai com calma, Emily! — avisou – Desse jeito você vai acabar engasgando ou passando mal se comer muito depressa.
Depois que terminou de comer, Emily deitou a cabeça na mesa e fechou os olhinhos. Ela ainda tem o costume de dormir depois do almoço e sente muito sono nessa hora.
- Você quer deitar um pouco meu anjinho? — o moreno se virou para ela. Também tinha acabado de comer a sua lasanha.
- Mas a gente não ia no parque agora? — perguntou, sua voz saiu totalmente sonolenta.
- Nós podemos ir até lá depois que você dormir – sugeriu – O parque não vai a lugar nenhum, acredite em mim.
- Está bem! — concordou estendendo os dois bracinhos.
No momento em que Damon a pegou no colo ela enganchou as pernas na sua cintura e encostou a cabeça no seu ombro. Então seguiu para o quarto e a colocou deitada na sua cama.
- Prontinho, pequena – fechou a cortina para que o quarto ficasse bem escuro – Assim o sol não vai te atrapalhar.
- Papai! — virou-se para que pudesse olhá-lo – Porque eu não posso ter um quarto só meu aqui como tenho lá em casa?
Quando Damon foi para a faculdade ganhou esse apartamento de dois quartos do pai, pois ficaria mais a vontade que em um dormitório estudantil. Como Stefan também foi estudar em Nova York ficou morando com o irmão, pois tinha espaço suficiente para os dois ali.
É claro que ninguém contava com chegada de Emily e, quando ela ficou mais velha e passou a ficar alguns finais de semana do mês com o pai não tinha um lugarzinho só seu lá. Então, até fazer dois anos, ficava em um berço improvisado no quarto de Damon e, agora, divide a cama com ele. É claro que o moreno tem total consciência de que se quer conseguir a guarda da filha, ela vai precisar de um quarto para ela.
- Isso é só temporário, querida – passou a mão no cabelo liso dela – Quando o Stefan se mudar na semana que vem vamos transformar o quarto dele para você.
- Vou poder pintar a parede dele de rosa? — quis saber, dando um pequeno sorriso.
- Claro! — concordou – Você vai poder decorá-lo do jeitinho que você quiser, igual ao seu quarto na casa da sua mãe.
- Legal! — fechou os olhos e soltou um pequeno bocejo – Mal posso esperar.
Ele deu um pequeno beijo na bochecha de Emily antes de sair do quarto. Quando voltou para a cozinha encontrou seu irmão levando a louça.
- Hoje era o meu dia de levar a louça – lembrou enquanto se sentava na cadeira que estava há alguns minutos.
- Sei disso! — deu de ombros – Mas você já estava tão ocupado com a Emily que eu decidi tirar uma preocupação a menos das suas mãos.
- Não precisa – garantiu – Afinal, a partir da semana que vem vou ter que fazer tudo sozinho por aqui, incluindo arrumar a casa e cuidar da Emi quando ela estiver aqui.
- Então aceite a minha contribuição enquanto ainda pode – riu antes de se sentar ao lado irmão – Sabe, ainda nem acredito que vou me casar com a Car em apenas uma semana.
- Nem me fale! — concordou com a cabeça – Sabe, irmãozinho, apesar de tudo, vou sentir falta de ter você por perto.
- Até parece que vou mudar de planeta, vou estar só há algumas ruas de distância – lembrou – Vamos vir aqui te visitar, sempre.
- Assim eu espero – fingiu-se de bravo – E, mais uma coisa, eu quero sobrinhos logo.
- Fale isso para a sua cunhada! — revirou os olhos – Eu disse para não devemos demorar muito para termos um bebê mas ela quer curtir um pouco mais a vida de casados antes de termos filhos.
- Bom, acho que também não posso criticar a Caroline por pensar dessa maneira – concordou.
- Eu sei que filhos são uma grande responsabilidade – falou – Eu vejo o quanto trabalho você tem com a Emily.
- Podem dar trabalho, mas eles também são a coisa mais maravilhosa do mundo – deu um pequeno sorriso – Acho que nada se comparar a sensação de segurar aquele bebezinho pela primeira vez e saber que foi você que fez.
- Espero que quando eu e a Car tivermos os nossos bebês eu seja um pai tão bom quanto você é para a Emily – observou.
- Você e Caroline vão ser ótimos pais, eu tenho certeza — garantiu – Vocês já se amam e essa já é a base para se construir uma família.
- Assim eu espero! — concordou, sorrindo – Quero dizer, é claro que eu amo a Caroline, mas será que isso é o suficiente para construirmos um casamento logo e feliz como foi o da mamãe e do papai?
- É claro que sim, Stefan! — balançou a cabeça afirmativamente – Eu acredito no amor de vocês ou eu não teria aceitado ser padrinho de casamento de vocês.
- Isso me lembra de uma coisa, padrinho de casamento – falou, calmamente – Você já está preparando o discurso para o jantar de ensaio na sexta-feira?
- E é nesse momento que eu me arrependo de ter aceitado ser seu padrinho de casamento – revirou os olhos – Sério mesmo, eu preciso fazer um discurso.
- Claro sim – respondeu – É tradição os padrinhos discursarem no jantar de ensaio do casamento.
- E quem vai ser a madrinha da Caroline que vai ser o discurso também? — quis saber – Não me lembro se você já comentou comigo.
- É a Lena a amiga da Car que veio de Bulgária – lembrou – Você sabe, aquela que ela conheceu quando foi fazer aquele intercambio em Sófia.
- Oh sim, claro – concordou com a cabeça – Mas me diga uma coisa, Stefan, essa amiga da Caroline é gata.
- Acredite em mim, irmão, ela é muito gata – deu um sorriso safado – Se eu já não fosse comprometido com a melhor amiga dela, certamente investiria.
- Perfeito! — imitou um gesto do irmão – Você sabe o que dizem, quando o padrinho e a madrinha em um casamento são solteiros a chance de acabarem na cama é muito grande. Claro que eu não quero acabar com essa tradição.
- É isso ai, Damon – concordou.
Continuaram a rir e a falar várias besteiras até Emily acordar cerca de uma hora depois.
Notas finais
Só um momentinho fofo entre os dois irmãos antes do casamento do Stefan e da Caroline.
Já vou avisando que no próximo cap o Damon e a Elena vão, finalmente, se reencontrar...
Agora comentem e digam o que estão achando.
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