Casamento De Interesses

23 Capítulo 22 - Depoimentos


Notas iniciais
Desculpem a demora, mas esse foi um cap bem difícil de escrever por causa dos depoimentos (que tomaram um cap inteiro) e eu passei o dia inteiro escrevendo ele...
Obrigada pelos comentários (pasasamos de 200 ebaaaaaaaaa) e pelos votos em qual deve sera próxima fic, o resultado está nas notas finais.
Sem mais enrolação, aqui está o cap.

A sala onde seria a audiência não era muito grande. Os três se sentaram em frente a uma mesa onde tinham três cadeiras, do outro lado tinha uma igual aonde estavam Rebekah, Klaus e o advogado deles. Além disso tinha a cadeira aonde ficaria o juiz, a mulher que anotaria tudo que aconteceria e um local aonde as testemunhas iriam se sentar enquanto estivessem falando.

Elena achou aquilo muito estranho, o local não se parecia com nenhum tribunal dos filmes policias que costumava assistir quando estava na Bulgária. Alaric, então, lhe explicou que ele não era um julgamento comum e sim uma audiência da vara de família, por tanto, não tinha um juri.

Foi nesse momento que o juiz entrou na sala e todos ficaram de pé e só voltaram a se sentar quando ele fez o mesmo.

- Vamos dar inicio a nossa audiência – começou a falar logo em seguida – O senhor Damon Lucca Salvatore está pedindo a guarda de sua filha, Emily Annabelle Salvatore, a menina está, atualmente, sob a tutela da mãe, a senhora Rebekah Vivian Pierce Mikaelson. Os advogados das duas partes queiram, por favor, se aproximar.

Os dois advogados ficaram bem na frente do juiz. Conversaram sobre alguma coisa que os outros não puderam ouvir e deixaram, cada um, várias folhas de papel, sob a mesa, provavelmente com detalhes do processo e sobre cada uma das testemunhas.

- Vamos ouvir primeiro as duas partes do processo – continuou – Senhor Damon Lucca Salvatore, nos fale sobre sua filha e os motivos de o senhor querer a guarda dela.

O moreno se levantou e foi até cadeira destinada as testemunhas. Ficou alguns segundos em silêncio observando todos no local.

- Bom, eu conheci a Rebekah acho que na minha primeira semana de faculdade, por meio de alguns amigos em comum – Damon falou calmamente – Saímos algumas vezes e, um mês depois do nosso primeiro encontro ela me contou que estava grávida.

Ele deu um rápida olhada para Elena que, sem dizer nada, o incentivou a continuar com o depoimento.

- Desde o primeiro momento eu dei todo o meu apoio a ela, principalmente quando fiquei sabendo que os pais dela não pensavam da mesma maneira – continuou – Até pensei em pedi-la em casamento, mas sabia que só estaria fazendo isso por impulso e filho nunca foi garantia de uma vida feliz, poderíamos criá-la cada um vivendo na sua casa.

Ficou olhando para as próprias mãos entrelaçadas. Contar tudo aquilo era como reviver cada pequeno detalhe.

- Logo após o nascimento da Emily providenciei um apartamento para elas morarem, assim Rebekah ficaria mais confortável que no alojamento da faculdade, mas também foi nessa mesma época que começaram as minhas decepções em relação a ela — deu um longo suspiro antes de voltar a falar – A primeira foi quando estávamos escolhendo o nome da nossa filha, eu queria colocar o nome da minha mãe, Annabelle e, a princípio, ela concordou , mas depois disse que nunca falou isso e que iria chamá-la de Emily eu concordando ou não. Também tem o fato de eu saber que ela nunca ligou de verdade para a menina, mesmo antes de se envolver com o Klaus e sempre a deixou sob os cuidados da babá.

- Muito obrigado, senhor Salvatore – o juiz disse no momento em que o homem se levantou – Agora, senhor Mikaelson, queira nos dar a sua versão dos fatos.

- Você se saiu muito bem, Damon – Elena comentou enquanto observavam a loira ir para a cadeira das testemunhas.

- A gravidez foi, sem dúvida, um dos momentos mais difíceis da minha vida – ela começou o seu depoimento – Com apenas 18 anos eu me vi tendo que tomar contar de um outro ser humano que seria totalmente dependente de mim, meus pais fizeram questão de deixar claro que nunca mais queriam olhar na minha cara e preferiam não ter nenhuma filha e ter uma que era mãe solteira. Claro que o apoio de Damon ajudou a compensar um pouco isso, mas ele sempre fez questão de dizer que não estávamos, realmente, juntos.

- Isso é ridículo – Damon se levantou na mesma hora – Eu disse que a ela que iríamos tentar, mas, infelizmente, não deu certo.

- Por favor, senhor Salvatore, a sua vez de falar já passou – o homem advertiu – Agora é a vez da senhora Mikaelson.

Sentou-se novamente e cruzou os braços como uma criança emburrada.

- Admito que comecei a deixar minha filha com uma babá muito pequena, mas não signifique que eu não a ame ou a rejeite de alguma maneira – deu de ombros – Acontece que eu precisava de uma emprego, meus pais pagavam a minha faculdade antes de tudo acontecer e precisava trabalhar se queria continuar estudando, infelizmente, não foi possível conciliar as duas coisas – enxugou uma lágrima no canto do olho, ou, pelo menos, fingia que fazia isso.

- Não posso acreditar que estou ouvindo um absurdo desses – o moreno sussurrou para esposa.

- Sabíamos muito bem que isso poderia acontecer – Elena lembrou – Só resta saber em quem o juiz vai acreditar.

- Agora vamos começar com os depoimentos – o juiz continuou – Senhor Saltzman, pode chamar a sua primeira testemunha.

- Muito obrigado – falou enquanto se levantava – Gostaria de chamar como minha primeira testemunha a senhorita Rosemarie Elizabeth Hatway.

A porta da sala foi aberta a Rose entrou no local sendo seguida por um homem que devia trabalhar no local. Ele a orientou até onde deveria ir e se sentar.

- Senhorita Hatway – Alaric começou, ele segurava um papel onde deveriam estar todas as suas perguntas – Diga-nos qual a sua ligação com o senhor Salvatore e a senhora Mikaelson.

- Eu sou babá da Emily – parecia um pouco receosa de estar ali respondendo aquelas perguntas.

- Sendo babá da Emily imagino que você deva trabalhar na mansão da família Mikaelson, estou certo? — ela balançou a cabeça afirmativamente – A quanto tempo, exatamente, trabalha lá?

- Na verdade eu sempre trabalhei para senhorita Pierce, ou melhor, senhora Mikaelson – explicou – Sou babá da Emily desde que ela tinha apenas seis meses de vida e quando elas se mudaram para a casa do senhor Mikaelson, fui junto.

- Como a própria senhora Mikaelson nos disse há alguns minutos, precisou contratar uma babá pois precisava trabalhar e também tinha a faculdade – continuou – Imagino, por isso, que ela deveria passar a grande parte do dia fora de casa, mas quando estava lá passava algum tempo de qualidade com a filha.

- Ela quase nunca estava em casa, mas sei que não estava trabalhando ou fazendo faculdade – nesse momento ela olhava para todo os cantos, menos para onde estava Rebekah – Nunca a vi com um caderno ou livro na mão e sempre chegava com sacolas de compras e, quase nunca era para filha – estava falando tudo aquilo bem rápido – E mesmo quando estava em casa sempre ficava trancada no quarto fazendo alguma coisa coisa ou na sala vendo televisão. Não se levantava nem mesmo quando Emily começava a chorar, dizia que estava me pagando muito caro para que ela tivesse de trocar fralda ou dar banho.

Ouvir tudo aquilo deixava Elena ainda mais chocada. Sempre imaginou que, quando tivesse filhos, iria fazer tudo pelo seu bebê e também ficaria somente cuidando dele ou dela até quando fosse possível, achava que esse fosse o extinto natural de qualquer mulher ao se tornar mãe, mas pleo visto, estava enganada.

No momento em que Alaric se sentou foi a vez do advogado de Rebekah fazer as perguntas.

- Só quero saber uma coisa, senhorita Hatway – pediu – Quando você foi contratada para ser babá alguém deve tê-la entrevistado. Posso saber quem foi que a contratou?

- Foi o senhor Salvatore – deu de ombros como se aquilo fosse indiferente – Na verdade era ele quem pagava o meu salário até que a senhorita Rebekah foi morar na casa do seu Mikaelson.

- É claro que eu a entrevistei, queria ter certeza de quem estaria tomando conta da minha filha, não poderia deixar uma decisão dessas nas mãos da Rebekah – Damon falou somente para o seu advogado, não queria arranjar mais problemas com o juiz – E agora ela está tentando usar isso conta mim.

- Eu protesto – Alaric gritou – Esse detalhe é totalmente irrelevante para o processo em questão.

- Não tenho mais perguntas a testemunha – o outro homem avisou.

- Só preciso saber de mais uma coisa – ele continuou – Como é o comportamento no dia a dia coma mãe como como é quando está indo passar o final de semana com o senhor Salvatore.

- Ela sempre fica muito feliz quando vai para Nova York ficar com o pai e fica sempre falando todas as coisas divertidas que vai fazer quando estiver lá – não pode deixar de sorrir ao falar isso – Em casa ela não tem um comportamento diferente, mas costuma ficar mais calada quando está a mesa com a mãe e com o senhor Mikaelson.

As outras testemunhas a favor de Damon foram seus antigos vizinhos que acompanharam o crescimento de Emily desde a primeira vez em que a menina foi para a casa do pai. Todos afirmaram o quanto o moreno a tratava bem e o quanto ela sempre lhes pareceu uma menina saudável e feliz.

Já as testemunhas do lado de Rebekah eram todos funcionários da mansão Mikaelson e o quanto ela era uma boa mãe e sempre faz tudo para a sua filha. É claro que a grande maioria se enrolou com o que precisava dizer, deixando bem claro que tudo tinha sido ensaiado.

- Agora eu gostaria de chamar a minha última testemunha – o homem disse, apesar de tudo ele parecia bem tranquilo – A senhora Elena Tatia Gilbert Salvatore.

- Como assim? — foi tudo que a morena conseguiu dizer, não estava preparada para dar depoimento nenhum.

- O que vamos fazer agora, Alaric? — Damon perguntou, preocupado – É obvio que estão armando alguma coisa.

- Não podemos fazer nada – explicou – Elena vai ter que ir lá na frente e tentar se mostrar convicta em tudo que falar.

- Tudo que ela pode fazer, então, foi dar um longo suspiro e se levantar. Foi um longo caminho até a cadeira das testemunhas, quando se sentou tinha a impressão de que tinha andando vários quilômetros.

- Senhora Salvatore – as palavras saíram de maneiras desdenhosas da boca do advogado – Há quanto tempo está casada com o senhor Salvatore?

- Há três semanas – até que a resposta saiu bem fácil, ficou com medo de gaguejar ou algo parecido.

- E quanto tempo vocês dois namoraram antes de se casarem? — perguntou mais uma vez.

- Não muito tempo na verdade, começamos a namorar logo que eu cheguei a Nova York – explicou tentando parecer indiferente – Minha melhor amiga, Caroline, é casada com o irmão caçula do Damon, foi assim que nos conhecemos.

- Foi pouco tempo de namoro para já estarem casados, não é mesmo? — e era exatamente nesse ponto que ele queria chegar, como Damon previu. Ela não podia fraquejar , não agora.

- Tivemos um namoro curto mais intenso, se é que me entende – olhou para baixo fingindo estar envergonhada, poderia ser tão boa atriz quanto Rebekah e iria provar isso – Eu estava prestes a voltar para Bulgária e quando Damon ficou sabendo foi logo me pedindo em casamento. Fiquei surpresa, mas não pude deixar de dizer não, estava tão envolvida nesse relacionamento quanto ele.

- Era, exatamente, nesse ponto que eu queria chegar – ele estava sorrindo e a morena não pode deixar de sentir um arrepio correndo pela sua espinha – A senhora nasceu na Bulgária e tinha conseguido uma vaga na Colúmbia University, mas não poderia seguir com seus estudos aqui em Nova York pois não conseguiu o seu visto, claro que o casamento com um cidadão americano mudou tudo isso.

- Isso é ridículo – balançou a cabeça negativamente – Claro que isso permitiu que eu pudesse continuar com os meus estudos aqui nos Estados Unidos, mas isso nunca foi o mais importante em toda essa história, só mais uma de suas inúmeras consequências.

- Então está querendo me dizer que a senhora e o senhor Salvatore não tem um acordo de casamento para que ele pudesse ter uma chance de ficar com a filha e a senhora pudesse fazer faculdade aqui em Nova York? — quis saber – Pois é exatamente isso que está parecendo e, tenho certeza, não sou o único a pensar dessa maneira.

A morena abriu a fechou a boca várias vezes, mas não saiu som algum. Não tinha a menor ideia do que iria falar.

- Um momento – não pode deixar de se sentir aliviada no momento em que Alaric interrompeu a seção de perguntas – Gostaria de saber o que essas gravíssimas acusações tem a ver com o caso em questão?

- Tem tudo a ver – deu de ombros ao responder – Se o senhor Salvatore teve coragem de forjar um casamento para conseguir a guarda da filha não merecem nem vê-la nos finais de semana. É claro que se não tiverem nada a esconder não vai ter problema nenhuma.

- E não temos nada a esconder – Elena conseguiu falar, bem firme – Tudo que eu disse é a mais pura verdade: Damon e eu nos conhecemos e nos encantamos um com o outro logo de cara, começamos a namorar e logo ele me pediu em casamento. Sei que foi tudo muito rápido, mas, pode ter certeza, não me arrependo de nada.

- Não tenho mais nenhuma pergunta – o advogado disse enquanto voltava para o seu lugar.

- O senhor tem alguma pergunta a fazer a testemunha, senhor Saltzman – ele apenas balançou a cabeça negativamente – Muito obrigado, senhora Salvatore, pode voltar a se sentar no seu lugar.

Quando a morena voltou a ocupar o seu lugar ao lado do marido percebeu que as mãos estavam tremendo. Falar todas essas coisas para seus pais era uma coisa, mas mentir na frente de um juiz era outra completamente diferente, só conseguiu pois sabia que era por uma boa causa.

- Você foi perfeita lá, Lena – sussurrou antes de dar um beijo na parte de trás da sua orelha, fazendo com que ficasse, levemente, arrepiada.

- Sinceramente, não sei de onde eu tirei forças para falar tudo aquilo – admitiu – As palavras, simplesmente, saíram da minha boca.

- Com o fim dos depoimentos preciso pensar em tudo que ouvi para poder dar o veredicto – o juiz avisou enquanto se levantava, todos os presentes imitaram o seu gesto – Voltarei em menos de uma hora com a minha decisão.

Então, o homem saiu de dentro da sala. Não havia mais nada a ser feito ou dito, o jeito agora era sentar e esperar pelo resultado.

Notas finais
Depoimentos bem tensos enh!
E ainda colocaram a Elena no meio da história e acusaram ela e o Damon te estarem vivendo um casamento falso...
Qual será a decisão do juiz? Com base em todos os depoimentos com quem vocês acham que a Emily vai ficar?
Descubram no próximo cap (kkkkkkkkkk)
Comentem bastante e eu posto logo logo.
PS: a respeito da votação da próxima fic o resultado ficou assim.
Inesperado, 5 votos; Proposta indecente, 4 votos; Changes in my life; 3 votos (engraçado que ficou na ordem kkkkkkkkkkkkk), então eu vou escrever exatamente nessa ordem ok?
Portanto, vou começar a postar Inesperado assim que terminar essa daqui (mas não se preocupem, ela ainda está um pouco longe de acabar...)