Casamento De Interesses

16 Capítulo 15 - Enfim sós


Notas iniciais
Mais uma vez, obrigada pelos comentários, fico muito feliz que vocês estejam gostando...
Aqui está um capítulo novinho

Duas semanas se passaram desde o grande perdido de casamento e as coisas mudaram drasticamente. Depois de muita insistência, Damon conseguiu convencer Elena a se mudar para seu apartamento, já que teria que morar lá a partir do momento em que se casassem, então era melhor fazer isso logo de uma vez.

Hoje seria o último dia em que Emily com eles. A menina teria que voltar para casa agora que sua mãe estava de volta de viagem.

Por isso a morena decidiu fazer um almoço especial, acordou bem cedo e foi até o mercado comprar todos os ingredientes. Quando retornou, cheia de sacolas na mão, encontrou Damon terminando de lavar a louça do café da manhã.

- Pelo jeito alguém aqui acordou com bastante disposição hoje! — comentou sorrindo – Quanta coisa, Lena! O que você pretende preparar um almoço?

- Já tem uns dias que a Emily tem me perguntando sobre os pratos típicos da Bulgária e tudo mais – explicou enquanto colocava as sacolas em cima da mesa e retirando as coisas lá de dentro – Então decidi fazer um almoço com todos os meus pratos favoritos de quando era pequena.

- Interessante – comentou – E será que eu posso saber quais pratos são esses ou é uma surpresa?

- Claro que você pode saber – concordou com a cabeça – De entrada vamos comer um Tarator, depois uma salada Chopska e uma Musaka. E, de sobremesa, um pudim de nata.

- Será que você pode traduzir para mim? — pediu fazendo uma careta – Tudo isso está me parecendo um monte de coisas estranhas.

- Esqueci que você não fala búlgaro – revirou os olhos – É muito simples: Tarator é uma sopa fria de pepino com iogurte; salada Chopska é uma salada com as três cores da bandeira da Bulgária; e Musaka são batatas recheadas com carne moída e cobertas de iogurte, farinha e ovos.

- Agora sim – comentou – Tudo está me parecendo maravilhoso.

- E é, acredite – garantiu – Sabe, lá em casa, no dia do nosso aniversário, nós podemos escolher qual vai ser o almoço e eu sempre pedia isso. Meu irmão falava que já estava cansado de comer a mesma coisa todo ano, mas não podia fazer nada quanto a isso.

- Se você quiser a minha ajuda para preparar a comida é só pedir – avisou – Estou mesmo precisando expandir o meu universo culinário.

- Não precisa, posso fazer isso sozinha – respondeu – Vai aproveitar mais um pouco a sua filha. A que horas mesmo a Rebekah vai vir buscá-la.

- Uma hora da tarde – falou.

- Então pronto,fica lá assistindo desenho junto com ela – começou a arrastá-lo para fora da cozinha – Hoje é tudo por minha conta.

Menos de duas horas depois, Elena já tinha terminado de preparar todos os pratos, apenas as batatas que estavam terminando de gratinar no forno. Foi até a geladeira e pegou a sopa fria para ver como estava a consistência, apoiou o recipiente na bancada da pia ao mesmo tempo em que sentiu um par de mãos em torno da sua cintura.

- Você tem alguma noção do quanto fica sexy cozinhando? — Damon sussurrou, sedutoramente, no ouvido dela ao mesmo tempo em que colava mais os seus corpos.

- Agora não, Damon! — não pode deixar de sorrir, estava tentando ser forte, mas por dentro estava totalmente estremecida – Lembre-se, a Emily está bem ali na sala.

- A gente fecha a porta e fica bem quetinho – sugeriu – Acredite em mim, tendo uma mãe como a Rebekah nada mais traumatiza ela.

- Não! — com toda a força que ainda lhe restava conseguiu afastá-lo.

- É mesmo uma pena – e imprensou contra a porta da geladeira – Essa cozinha está me dando tantas ideias!

Começou a beijá-la no pescoço e foi subindo em direção aos seus lábios. Fez com que Elena enganchasse as pernas em torno de sua cintura, ela não pode deixar de soltar um pequeno gemido com esse novo contato.

- Está sentindo esse cheiro? — a morena perguntou quando Damon se separou dela por alguns segundos.

- O único cheiro que estou sentindo aqui é o seu – respondeu – E, pode ter certeza, é muito bom.

- As batatas! — se lembrou – As batatas vão queimar.

Desceu do colo do moreno e correu em direção ao fogão. Retirou as batatas de dentro do forno, por sorte não tinham queimado, só ficaram um pouco mais torradas do que deveriam estar.

- Bom, a comida já está pronta – virou-se, novamente, para o noivo – Espero que esteja bom, já ajudei a minha mãe, algumas vezes, na cozinha, mas essa é a primeira vez faço tudo sozinha.

- Tenho certeza de que está tudo ótimo – colocou a mão sob o ombro dela – Você não quis a minha ajuda para preparar a comida, mas eu faço questão de arrumar a mesa.

- Se você insiste! — deu de ombros – Vai arrumando tudo quando eu chamo a Emi, imagino que ela esteja com fome.

Quando chegou a sala e menina estava toda encolhida e com a cabeça encostada no braço do sofá.

- Emi o almoço já está pronto – ela avisou.

- Não quero comer agora, Lena – ela murmurou, enterrando a rosto em uma almofada – Não estou com fome.

- Mas eu fiz um prato que a minha mãe costuma preparar lá na Bulgária, exatamente como você queria – sentou-se ao lado dela – Deixa eu adivinhar, você está triste por que está indo embora para casa?

- Sim! — deu de ombros.

- Olha, princesinha, não precisa ficar assim — passou a mão pelo cabelo dela – Você volta no próximo fim de semana para o casamento, lembra?

Quando passou a mão, ligeiramente, pela testa da menina, percebeu que ela estava um pouco quente, a temperatura devia estar um pouco elevada.

- Damon, pode vir aqui um minuto? — o chamou, não demorou muito para o moreno aparecer na porta da cozinha – Estou achando que a Emily está com um pouco de febre.

- Deixe-me ver – ficou no lugar em que Elena estava e colocou a mão sob a testa da filha para verificar a temperatura – Tem razão! Lena, você pega para mim o termômetro que está no armário do meu banheiro.

Ela concordou com a cabeça antes de seguir em direção ao corredor. O moreno puxou Emily para mais perto de si.

- Você está sentindo alguma coisa, Emi? — perguntou.

- Meu estômago está doendo um pouquinho – explicou – É por isso que eu estou sem fome.

- E por que você não me falou isso antes? — quis saber – Eu poderia ter te levado ao médico que iria te passar um remédio para você melhorar.

- Não queria te dar trabalho, papai – explicou.

Isso era mesmo bem típico de Emily. Ficava ai sofrendo mas não contava para ninguém com medo de que pudesse dar trabalho.

Elena voltou com o termômetro e puderam verificar a temperatura da menina. Estava 37,5º C.

- Eu poderia dar um remédio que tenho aqui para momentos como este – o homem comentou – Mas ela reclamou de dor no estômago, então é melhor não arriscar.

- Se a Caroline estivesse aqui poderíamos ligar para ela – a morena soltou um longo suspiro e se sentou ao lado de Damon – Sei que a Car ainda está na faculdade, mas ela já disse que vai querer ser pediatra.

- Já vai passar, não precisam se preocupar, meu estômago não está mais doendo – garantiu, mas dava para ver que ainda estava sentindo dor.

- Acho que o jeito é esperar a sua mãe chegar aqui então – ele comentou – Mas vou contar para ela que você está com um pouco de febre e sobre a dor no estômago para que ela fique de olho.

Os dois ficaram com a Emily até a campainha tocar. O moreno foi até a porta e teve uma grande surpresa ao ver que não era Rebekah e sim o motorista da família Mikaelson.

- Boa tarde! — ele disse – Vim aqui buscar a senhorita Emily.

- Pensei que a Rebekah fosse vir aqui buscá-la – o olhou em dúvida – Ela disse que precisava vir mesmo a Nova York resolver um problema.

- O senhor e a senhora Mikaelson tiveram um pequeno contratempo que não puderam vir, mas me pediram para vir buscar a menina – explicou.

- Emily, hora de você ir embora – ela deu um abraço em Elena antes de se levantar e ir até a porta, seu pai se ajoelhou para poder ficar na altura dela – Emi, você pode me ligar se voltar a sentir qualquer coisa.

- Eu sei papai! — o beijou na bochecha – Eu te amo, muito!

- Também te amo muito, pequena – a abraçou mais uma vez e beijou o topo da sua cabeça – Nós nos vemos na semana que vem.

Acenou para ele antes de seguir junto com o motorista. Damon fechou a porta e se jogou no sofá deitando no colo da morena.

- Enfim, sós! — deu um longo suspiro após falar isso.

- Você parece preocupado, não é mesmo? — quis saber enquanto passava a mão pelos seus cabelos pretos – Confesso que fiquei preocupada com essa febre da Emily.

- Sabe, a Emi não é daquelas crianças que fica doente toda hora, quase nunca fica gripada – comentou – Mas quando ela fica doente é para valer.

- Não se preocupe, eu sei que ela vai ficar bem — passou a mão pelo rosto dele.

- Bom, o que você acha de almoçarmos agora? — sugeriu – Ficamos tão distraídos com a Emily que esquecemos do seu maravilhoso banquete búlgaro.

- Então vamos lá! — se levantou e o puxou junto indo em direção a cozinha.

Pegou a tigela aonde estava a sopa gelada e colocou o conteúdo em dois pratos fundos colocando um na frente de Damon e um no lugar em que ia se sentar.

- Aqui está, dobŭr apetit! — o viu olhar com uma cara de dúvida novamente – Quer dizer, bom apetite.

- Adoro quando você fala búlgaro – segurou a mão dela – Bem que você poderia me ensinar mais algumas coisas depois.

- Quem sabe depois – respondeu sorrindo – Agora vamos comer.

Terminaram a sopa e depois comeram os outros dois pratos. Durante toda a refeição o moreno ficou perguntando sobre coisas da infância de Elena e também alguns detalhes a respeito da Bulgária, tudo isso o deixou mais curioso ainda para conhecer o pais em que ela nasceu.

- Eu tenho que admitir, Lena – ele começou a falar enquanto a mulher levava os pratos até a pia – Para a sua primeira experiência culinária está tudo maravilhoso.

- Minha mãe vai ficar muito feliz em saber disso – comentou – Pedi todas as receitas e ela me mandou por e-mail.

- Posso dizer, com toda convicção, que você já pode casar – brincou.

- Bom, é exatamente isso que eu vou fazer no próximo sábado – se aproximou e deu um selinho nele.

- Pois saiba que o seu futuro marido é um cara de muita sorte – a puxou para o seu colo – O que acha de agora comemos a sobremesa?

- Tem razão, vou pegar o pudim na geladeira – ela se levantou, mas Damon a segurou pelo pulso a impedindo de continuar andando – O que foi?

- Eu não estava falando dessa sobremesa – colocou a mão pela cintura dela por cima da sua blusa – Acho que você está me entendo!

- Damon... — riu quando ele a beijou na parte de trás da orelha – Aqui não, estamos na cozinha.

- Qual o problema – deu de ombros – Estamos sozinhos aqui , ninguém vai nos descobrir.

- Mas eu acho tão anti-higiênico – fez uma cara de nojo -Não vou nem conseguir relaxar, por favor, me entenda.

- Tudo bem então – se levantou e a pegando no colo, junto consigo – Vamos para um lugar em que ficaremos mais a vontade.

Assim que chegou no quarto, ele jogou Elena na cama e deitou por cima dela, voltando a beijá-la. Não demorou muito para suas roupas estarem todas espalhadas no chão.

A morena já sabia, perfeitamente, qual era a gaveta de camisinhas. Esticou-se para abri-la e retirou um pacotinho laminado lá de dentro. Rasgou a embalagem e deslisou pelo membro dele.

- Detesto usar isso! — Damon revirou os olhos – É muito desconfortável.

- Mas é extremamente necessário – lembrou – Se tivesse usado uma dessas não teria engravidado a Rebekah.

- Tem razão – fez uma careta – Mas que você poderia marcar uma consulta com o ginecologista para ela poder te receitar uma pílula.

- Detesto te decepcionar – apoiou o cotovelo no colchão da cama – Mas não posso tomar pílula, ela me dá algumas alterações.

- Parece que não tem jeito! — deu de ombros antes de se posicionar em cima dela mais uma vez.

Começou a penetrá-la lentamente, quando já estava totalmente dentro dela começou a se movimentar, aumentando a velocidade a medida que escutava gemidos de aprovação. Ele logo alcançou o clímax, sendo seguido pela morena poucos segundos depois.

Continuou a beijá-la em todos os cantos do rosto e foi descendo pelo pescoço até chegar aos seios.

- E o pior é que ainda temos toda aquela louça suja para lavar – comentou, de repente, fazendo com Damon parece o que estava fazendo.

- Por favor, Lena – reclamou – Como é que você pode se lembrar disso em uma hora como essa?

- Desculpa – deu um pequeno sorriso – É que eu não consigo deixar nada sujo, só uma pequena mania que eu tenho.

- Bom, vou te fazer esquecer disso bem rápido – voltou a beijá-la ao mesmo tempo em que retirava o lençol de cima dela.

Ficaram o restante da tarde na cama apenas se curtindo. Depois de muita insistência, Elena conseguiu convencer o moreno de irem lavar a louça do almoço. Comeram um pedaço do pudim de nata enquanto assistiam a um filme qualquer na televisão.

Antes de irem se deitar decidiram tomar um rápido banho juntos. É claro que o momento durou um pouco mais do que estavam planejado, pois ficaram se beijando sem parar e ainda ensaboaram um ao outro em um gesto totalmente sensual, fazendo com que o clima entre eles voltasse a esquentar.

Quando voltaram para o quarto fizeram amor mais uma vez antes de adormecerem felizes e abraçadinhos.

Notas finais
Antes que eu receba qualquer tipo de comentário ameaçador, sim a Emily vai ficar ótima, mas posso dizer que esse vai ser um daqueles momentos em que todo mundo vai querer entrar na fic e matar a Rebekah.
Bom, aqui estão os pratos que a Elena preparou nesse cap:
- Tarator - http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/19/TaratorBg.jpg/250px-TaratorBg.jpg
- Chopska - http://www.roumiana.com/chopska_salata.gif
- Musaka - http://www.drfilomena.com/images/0806/musaka1.jpg
- Pudim de nata - http://www.rotasturisticas.com/gastronomia.php?id=1410&pagina=1&op=Bulgaria&op1=&op2=&ftpais=Bulgaria&ftreg=&ftlc=&search=
Bom, é isso, agora vocês comentam e diagam o que estão achando.