Casamento De Interesses
15 Capítulo 14 - Cada pequeno detalhe
Notas iniciais
Também quero agradecer a todos os comentários.
Bom, sem mais enrolações, aqui está o cap...
— Essa não! — instintivamente, Elena tentou se cobrir mais com o lençol branco .
- Não precisa se preocupar, Lena – o moreno deu um beijo na bochecha dela – A porta está trancada.
- Mas ela vai me ver aqui de qualquer maneira – comentou – Não acha que vai ser perturbador demais para a sua filha de três anos saber que eu passei a noite aqui com você?
- Ela ia saber de qualquer maneira, Lena – lembrou – A Emily ia acabar te vendo na hora de café da manhã.
Não tinha nenhum argumento contra isso. Realmente tinha se esquecido desse pequeno detalhe na noite anterior.
- Pai? — ouviram a voz da menina novamente, bateu na porta mais uma vez.
- Já estou indo, princesinha! — avisou antes de se virar para a morena de novo – Agora não tem mais jeito, vou ter que abrir a porta.
- Mas olha só como eu estou vestida – apontou para o lençol fino que era a única coisa que cobria o seu corpo – Ou melhor, como eu não estou vestida.
- Pega uma blusa minha no armário e se veste dentro do banheiro se preferir – disse enquanto se levantava.
Ela pegou a primeira blusa de Damon que encontrou no armário e foi correndo para o banheiro. O moreno vestiu uma bermuda e pegou a roupas que ainda estavam jogadas no chão e as guardou. Só então abriu a porta.
- Bom dia, minha filha – do ponto em que estava do corredor quando pegou a menina no colo, conseguia ver o relógio na parede da cozinha, eram sete e meia da manhã – Como você acordou cedo hoje!
- Estava sem sono! — explicou – E também estou morrendo de fome.
- Já imaginava isso! — fez cosquinha na barriga de Emily, que soltou uma pequena gargalhada – Então vamos na cozinha que eu vou preparar o café para essa comilona.
Foi nesse momento que Elena apareceu. A camisa tinha ficado um pouco larga e o comprimento estava logo abaixo do joelho.
- Oi, Lena! — esticou os braços fazendo com que a morena a pegasse no colo – O papai vai preparar o café da manhã, você vem com a gente não é?
- Claro! — respondeu – Não perderia a comida preparada pelo seu pai por nada nesse mundo.
- Já que é assim, vamos todos para a cozinha – Damon sugeriu.
Chegaram a cozinha e Elena sentou em uma das cadeiras vazias que tinha no local e colocou a menina bem ao seu lado.
- Lena, posso te perguntar uma coisa? — ela apenas balançou a cabeça afirmativamente em resposta – Você dormiu aqui em casa hoje?
Não estava esperando por essa perguntar vinda de Emily. Deu uma rápida olhada para o moreno buscando ajuda.
- Sim, Emi, a Elena dormiu aqui – ele se aproximou e passou a mão pelos cabelos loiros da filha – Lembra o que o Stefan te falou a respeito de estar prestes a se casar com a Carolina por isso ele sempre ia dormir na casa dela? É a mesma coisa entre eu e a Elena.
- Entendo! — comentou antes de se virar, novamente, para a morena – Quer dizer que vocês brincaram ontem a noite daquelas coisas que os adultos adoram em festas do pijama.
- Acho que pode se dizer que sim – já estava sentindo as suas bochechas ficando vermelhas – Talvez seja um pouco mais complicado que isso.
- Adultos são mesmo muito estranhos – cruzou os braços e se fingir de chateada – Acho que nunca vou conseguir entendê-los.
Assim que eles terminaram a primeira refeição do dia, Emily disse que queria ver um desenho na televisão. O moreno colocou o DVD no aparelho e a menina ficou deitada no sofá da sala abraçada a sua inseparável boneca.
Enquanto isso Damon e Elena estavam no quarto dele. O homem estava com as costas apoiadas na cabeceira da cama e ela estava com a cabeça deitada no seu colo.
- Desculpe-me pelo comentário da Emily na hora do café – comentou enquanto passava as mãos pelos cabelos lisos dela – Aquela história de festa do pijama e de brincadeiras noturnas foi toda invenção do Stefan, não minha.
- Não tem problema, eu já estou acostumada – deu de ombros – Você sabe, eu tenho uma irmã de oito anos e quando ela estava com a idade da Emily foi, mais ou menos, na época em que eu comecei a namorar e ela me fazia cada pergunta que você não tem ideia.
- Crianças são mesmo imprevisíveis! — deu de ombros.
- Não estou querendo te assustar, mas a tendência é piorar – fez uma pequena careta – Só para te avisar.
- Já imaginava isso! — inclinou-se para beijá-la de leve – Tenho uma ideia, o que acha de fazer uma brincadeira?
- Só que você tem que trancar a porta para não correr o risco da Emily entrar – avisou – E também temos que tentar ser um pouco mais silenciosos, não é mesmo?
- Não era desse tipo de brincadeira que eu estava falando, Lena – explicou, sem conseguir deixar de rir – Desde quando você ficou tão ninfomaníaca?
- Foi você quem me deixou assim, senhor Salvatore – mostrou a língua para ele em um gesto bem infantil – Mas então, que tipo de brincadeira você tinha em mente?
- Seria mais ou menos assim – se deitou enquanto puxava Elena para encostar a cabeça no seu peito – Cada um fala o que já sabe de mais importante sobre a vida do outro. Afinal, como você mesma disse, temos que saber tudo da vida um do outro até o casamento.
- Gostei da ideia! — deu um pequeno sorriso – Mas o que vai ganhar quem acertar tudo sobre o outro?
- O que acha de um beijo? — seus lábios estavam a centímetros dos de Elena, então irrompeu essa pequena distancia e a beijou delicadamente.
- Boa ideia! — concordou.
- Então eu começo – disse – Seu nome completo é Elena Tatia Gilbert, você nasceu em Sófia, na Bulgária, está com 20 anos e é a mais velha de três irmãos – colocou a mão no queixo fingindo estar pensativo – Seu pai se chama Grayson e é médico e sua mãe se chama Miranda e é professora, mas largou a profissão para tomar conta dos filhos e da casa. Seus dois irmãos se chamam: Jeremy, que está com 17 anos e Katerina, que está com 8. Seu primeiro e único namorado se chamava Matt e você perdeu a virgindade com ele.
- Tudo certinho! — aproximou-se para poder beijá-lo.
- Agora é a sua vez – falou – Vamos ver tudo que você já conseguiu aprender ao meu respeito.
- Seu nome completo é Damon Lucca Salvatore, você nasceu em Mystic Falls, mas tem descendência italiana por parte da família do seu pai, está com 23 anos e vai começar o último ano de administração na Colúmbia University – começou a falar – Seu pai se chama Giusepe e administra uma fazenda em Mystic Falls e você perdeu a sua mãe quando ainda era criança. Seu único irmão se chama Stefan e é dois anos mais novo que você. E você teve uma filha aos 19 anos com a Rebekah, sua ex-namorada, o nome dela é Emily.
- Perfeito! — também a beijou.
- Você só esqueceu de uma coisa – Elena lembrou – Não falou qual o curso que eu quero fazer na faculdade.
- Jornalismo? — saiu mais como uma pergunta do que como uma afirmação.
- Exatamente! — sorriu antes de unir os seus lábios uma terceira vez – Na verdade, eu já tinha começado a estudar jornalismo na universidade lá na Bulgária e já tinha terminado o quarto semestre. Mas decidi largar tudo que recomeçar aqui na Colúmbia University.
- Algo bem arriscado de se fazer – observou – Mas acho legal você correr atrás dos seus sonhos dessa maneira, nem todo mundo tem essa coragem.
- Agora é a sua vez de me dizer alguma coisa nova sobre você – pediu – Por exemplo, qual a coisa de que você mais tem orgulho na vida?
- Sem dúvida nenhuma é da minha filha – respondeu sem nem ao menos parar para pensar – Sabe, logo que a Rebekah me contou que estava grávida eu fiquei apavorado, nunca achei que pudesse ser um bom pai e, sinceramente, nem sabia se queria ter filhos um dia. Não me orgulho disso, mas eu até pensei em fugir.
- Acho que não posso te culpar por isso – segurou a mão dele e entrelaçou os seus dedos – Deve ser mesmo uma situação desesperadora, saber que vai ser pai tão cedo assim.
- Mas então a Rebekah marcou a primeira consulta com o obstetra e me chamou para ir junto – deu de ombros continuando a falar – E quando ela mostrou a ultrassonografia e eu vi e ouvi o coraçãozinho da Emily pela primeira vez, tudo mudou.
Elena não pode deixar de sorrir e passar a mão pelo rosto do futuro marido.
- Mas se tem uma coisa da qual é me arrependo foi ter me envolvido com a Rebekah — continuou – Ela é fria, calculista, nada me tira da cabeça que ela planejou a gravidez nos mínimos detalhes, embora até hoje ela diga que foi sem querer.
- Só que se você não tivesse se envolvido com a Rebekah, a Emily não teria nascido – lembrou.
- Verdade, isso torna tudo muito contraditório – fez uma careta – Agora é sua vez de me responder, qual o seu maior orgulho e o seu maior arrependimento.
- Acho que meu maior orgulho é a minha família, não sou nada sem eles – respondeu – Mas o meu maior arrependimento foi ter feito permanente no meu cabelo para o meu aniversário de 16 anos, eu fiquei horrível.
- Queria muito ver uma foto disso – começou a rir, mas parou no momento em que levou um tapa de leve no braço – Tudo bem, me desculpe.
- Sabe, eu queria te pedir mais uma coisa, mas se não quiser falar eu vou entender – estava olhando para um ponto fixo na parede – Me fala mais sobre a sua mãe.
Damon ficou sem reação por alguns segundos. Ninguém nunca tinha lhe pedido para falar sobre a sua mãe antes (só, talvez, Stefan).
- O nome dela era Annabelle, mas meu pai a chamava de Anne – falou calmamente – Tenho poucas lembranças dela: me levando na pracinha quando era bebê, eu colocando a mão no barrigão dela para sentir meu irmãozinho chutando e também ela com o Stefan recém-nascido no colo.
Uma lágrima solitária correu pelo seu rosto, a morena a limpou e deu um pequeno beijo nessa região.
- Você deve sentir muita falta dela – comentou.
- Tive que aprender a conviver com a ausência, mas sim, eu sinto muita falta dela – balançou a cabeça afirmativamente – Foram várias as ocasiões em que eu queria que ela estivesse aqui somente para me abraçar e dizer que ficaria tudo bem.
Damon não conseguia deixar de lembrar das milhares de coisas da sua vida que sua mãe não estava presente: quando aprendeu a ler e a escrever, sua formatura no colégio, a primeira vez que foi a faculdade e, é claro, o nascimento de Emily.
- O Stefan era pequeno quando tudo aconteceu nem devia ter ideia do que estava acontecendo – continuou – Mas eu vi tudo, a doença chegando, todas as idas ao hospital, ela ficando mais fraca a cada dia, até que...
Não aguentou mais falar e começou a chorar. Elena o puxou para que pudesse encostar o rosto no seu ombro.
- Calma, Damon, está tudo bem! — começou a passar a mão, protetoramente nas suas costas – Se soubesse que você iria ficar assim, não tinha perguntado nada.
- Está tudo bem, Lena – garantiu enquanto a olhava – Deixa eu te mostrar uma coisa.
Levantou-se e foi até a cômoda que ficava do outro lado do quarto. Abriu uma das gavetas e retirou uma foto lá de dentro antes de voltar para a cama.
- Essa daqui era a minha mãe – entregou a foto para a morena.
Ali estava uma mulher de estatura média e com o rosto bem branco. Seus olhos eram profundamente azuis e o cabelos loiros (em um tom um pouco mais escuro do que o cabelo de Emily, mas mais claro que o de Stefan).
- Meu pai guardava essa foto em um porta retrato no quarto dele e eu sempre ia até lá olhá-lo – explicou – Foi então que ele decidiu me dar essa foto. Gosto de ficar olhando assim não esqueço do rosto dela.
- Ela era muito bonita – comentou – Você se parece muito com ela.
- Espero que isso seja um elogio – brincou passando a mão pelo rosto dela e dando um sorriso sedutor.
- Pode ter certeza de que é – garantiu.
Deu um selinho nele, mas logo Damon a puxou para um beijo mais profundo. Virou-se na cama para ficar por cima da mulher. O contato estava ficando cada vez mais urgente quando o estômago de Elena roncou alto, fazendo com que se afastassem,
- Pelo jeito tem alguém ai com fome – ele comentou rindo.
- Isso foi um pouco constrangedor – ficou levemente envergonhada – Mas sim, estou com um pouquinho de fome.
- Ficamos tão distraídos conversando que até esquecemos de preparar alguma coisa para o almoço – O que acha de irmos comer fora?
- É uma boa ideia! — concordou – Que tal irmos ao McDonald's, já faz tanto tempo que eu não como um sanduíche.
- Tudo que você quiser – a beijou mais uma vez antes de se levantar – Troca de roupa enquanto eu vou chamar a Emily para podermos sair.
Não demoraram muito e os três estavam saindo do prédio. Estavam até parecendo uma família de verdade, bem unida e feliz.
Notas finais
Só um momentinho bem fofo entre o Damon e a Elena para mostrar o quanto eles estão ficando unidos...
Bom, é isso, agora vocês comentam e digam o que estão achando.
Um pequeno spoiler: no próximo cap tem mais cena hot Dalena...
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