Casamento De Interesses

11 Capítulo 10 - Uma solução


Notas iniciais
Primeiro queria agradecer aos comentários, fico feliz que estejam gostando da história.
Mais uma vez desculpem pela demora, mas a facul está acabando comigo...
Sem mais enrolação, o cap que vocês tanto esperavam...

Damon estava terminando de fazer panquecas no café da manhã. Aquele seria o primeiro dia completo sem seu irmão estar morando no apartamento, por sorte Emily estava com ele, ou se sentiria ainda mais solitário.

Colocou o prato em cima da mesa, junto com a jarra de suco, quando telefone tocou. Foi correndo até a sala para poder atendê-lo.

- Alô! — disse assim que pegou o aparelho e colocou no ouvido.

- Oi, Damon! — ouviu a voz de Stefan do outro lado da linha – Só liguei para avisar que já estamos aqui no aeroporto esperando pelo nosso voo.

- Ótimo! — comentou – Aproveitem muito Bueno Aires por mim. E lembre-se, não façam nada que eu não faria.

- Pode ficar tranquilo — tinha certeza de que o irmão estava revirando os olhos nesse momento – Caroline está aqui querendo que você faça um favor para ela.

- Se não envolver comprar nada – brincou – Posso ver o que está no meu alcance. O que é?

- Ela quer que você tente ligar para a Elena daqui há algumas horas – pediu – Tentou falar com ela antes de sairmos do hotel, mas ninguém atendeu.

- Pode deixar que eu ligarei – garantiu, ficou feliz por ter a oportunidade de falar com Elena novamente, ela parecia tão triste quando foi embora na noite anterior – Ela me contou ontem que não vai poder continuar aqui nos Estados Unidos.

- A Car me falou sobre isso – disse – Ela está tentando se fazer de forte para a amiga não se sentir pior, mais está muito triste com tudo isso.

- Queria poder fazer alguma coisa para ajudá-la – deu um longo suspiro – Mas não tenho ideia do que.

- Olha, Damon, acabaram de anunciar o nosso voo – avisou – Mando uma mensagem assim que chegarmos em Buenos Aires.

- Está certo, irmão – completou – Boa viagem.

No momento em que desligou o telefone viu a filha parada entre o corredor e a sala. Estava vestindo seu pijama rosa e segurava a sua inseparável boneca de pano.

- Bom dia, princesinha – a abraçou quando se aproximou um pouco mais e a fez se sentar no sofá – Você dormiu bem?

- Sim! — balançou a cabeça afirmativamente.

- Sabe o que nós vamos fazer amanhã? — perguntou – Vamos comprar algumas revistas de decoração e vamos começar a escolher como vai ficar o seu novo quarto.

- Oba! — disse colocando as duas mãozinhas no ar – Vai ser o quarto mais lindo do mundo!

- Com certeza! — concordou – O que acha de irmos tomar café da manhã? Fiz panquecas, as suas preferidas.

- Adoro panquecas! — deu um pulo do sofá – Vamos até lá, estou morrendo de fome.

Colocou a primeira panqueca no prato da menina e um pouco de suco no copo, em seguida também se serviu. No momento em que se sentou para começar a comer, foi interrompido novamente, dessa vez pelo interfone.

- Alô! — levantou-se e foi atender.

- Bom dia, senhor Salvatore! — foi a porteiro quem disse – O senhor Alaric Saltzman está aqui.

- Oh sim! — ficou, ligeiramente, confuso, o que será que eu advogado foi fazer ali aquela hora da manhã, ainda mais em um domingo? — Pode deixá-lo subir.

Não demorou muito para a campainha tocar e o moreno abrir a porta. E lá estava o homem, usando um terno e carregando sua inseparável maleta, como se fosse um dia qualquer de trabalho.

- Bom dia, Damon – acenou com a cabeça antes de entrar no apartamento – Lamento vir até aqui tão cedo e ainda mais no fim de semana, mas realmente preciso falar com você.

- Não tem problema – garantiu – Quer se sentar e tomar café da manhã junto conosco?

- Não – respondeu – O que tenho para falar com você é bem rápido.

- No mesmo momento, ambos olharam para Emily. A menina tomava tranquilamente seu café da manhã totalmente alheia aquela conversa.

- Vamos conversar ali na sala – pediu – Emily, estou bem aqui do lado, qualquer coisa pode me chamar.

Os dois foram até o outro cômodo. Sentaram-se no sofá, Alaric parecia um pouco receoso para começara a falar.

- Bom, o juiz que está trabalhando no seu pedido de guarda me chamou na sexta-feira – explicou – Queria ter vindo aqui no mesmo dia, mas sabia o quanto deveria estar ocupado com o casamento do seu irmão e tudo mais.

- Bom, eu pararia para ouvir uma coisa dessas – respondeu – Mas agora me diga, o que foi que o juiz disse.

- Ele já marcou a audiência – falou – Para o mais que vem. Exatamente seis semanas amanhã.

- Isso é ótimo! — comentou – Quero dizer, quanto mais cedo for a audiência, mais cedo acabamos com isso.

- Por um lado sim – concordou – Mas eu devo ser sincero, as coisas não está nada boas para você.

- Como assim? — gritou mais alto do que estava planejando – Você disse que iria fazer tudo que estivesse ao seu alcance para reverter o fato de eu ser solteiro e a Rebekah ter acabado de ser casar e representar um lar mais estável para a Emily.

- Sei que disse isso e eu, realmente fiz – garantiu – Mas o advogado deles é muito bom. Ele não vai ser usar o fato de você não ser casado e da sua maior fonte de renda ser o dinheiro que seu pai manda, mas também que o seu apartamento não é estruturado para uma criança morar. E vamos admitir, a Emily nem tem um quarto só para ela.

- Estou providenciando isso – respondeu – E, se ainda não for aceitável, eu me mudo, não me importo. Tudo para ter a minha princesinha comigo.

- Bom, Damon, acho que o único jeito de você ter alguma chance é se casar até a data da audiência – avisou – E nós dois sabemos que isso é impossível.

Levou Alaric até a porta e se largou no sofá. Tinha perdido completamente a forma depois daquela conversa.

- Papai! — Emily apareceu na porta da cozinha – Você não vem comer as panquecas?

- Agora não! — disse – Estou pensando em algumas coisas aqui.

- Sabe, eu não gosto quando esse seu amigo vem te visitar – disse se sentando ao lado dele – Você sempre fica triste depois de conversarem.

- Eu não estou triste, Emily – passou a mão pelos cabelos loiros dela.

Foi nesse momento que tudo ficou totalmente claro na sua mente. Tinha acabado de encontrar solução para as duas coisas que estavam atormentando a sua mente nas últimas 24 horas. Teria a esperança de conseguir a guarda da Emily e ainda conseguiria ajudar Elena com o seu problema do visto de estudo.

- Emi, o que você acha de irmos da uma volta? — sugeriu – Podemos ir fazer uma vista para a Elena, sei que você gostou muito dela.

- Gostei sim! — balançou a cabeça afirmativamente – Vamos vistar ela sim, vai ser tão legal.

- Perfeito! — concordou – Vai até lá trocar de roupa para podermos sair.

Assim que ela correu até o quarto, Damon se encostou ainda mais no sofá. Só esperava que a morena gostasse desse plano também.

Enquanto isso Elena tinha levantado bem cedo e ido dar uma volta no parque antes de comer alguma coisa que ficava perto do prédio em que morava, queria aproveitar todos os momentos que ainda tinha em Nova York. Depois de tomar um banho, decidiu ligar para casa, olhou a hora e, pelo fuso-horario, era o momento perfeito.

Ligou o computador e viu que seu irmão, Jeremy, estava on-line. Ele disse que sua mãe tinha ido fazer compras junto com a irmãzinha deles e o pai estava do lado de fora da casa limpando o carro.

- Não acredito nisso, Lena – comentou assim que a morena lhe contou tudo que tinha acontecido nas últimas semanas – Você teve tanto trabalho para conseguir essa vaga em uma universidade americana e isso acontece.

- Nem me fale – revirou os olhos – Mas pelo menos eu conheci Nova York, que é uma cidade incrível e também pude assistir ao casamento da Caroline.

- E quando você pretende voltar para cá? — quis saber.

- Vou até agência de viagens que tem aqui do lado para comprar a passagem amanhã mesmo – explicou – Mas minha intenção é ir em algum momento das próximas duas semanas. Afinal, meu visto de turista também já vai expirar.

- E imagino que você queira que eu conte isso para a mamãe e o papai – Elena fez uma careta no momento em que ouviu isso – Já estou até imaginando o olhar da mamãe de “eu te avisei”.

- Nem me fale nisso – revirou os olhos – Já estou até me preparado psicologicamente para ouvir tudo isso quando chegar aqui em Sófia.

- Tenho muita pena de você irmãzinha – brincou.

- Obrigada pelo apoio, Jer, você está mesmo me ajudando muito – foi nesse momento que a campainha tocou – Bom, eu tenho que ir atender.

- Tudo bem! — garantiu – Depois você me diz quando é que você vai chegar aqui.

Concordou antes de fechar o computador e ir até a porta. Teve uma grande surpresa quando encontrou Damon e Emily parados bem ali.

- Elena! — a menina a abraçou nas pernas (o único lugar que ela conseguia alcançar).

- Desculpe vir assim sem avisar – o moreno disse, parecia meio sem jeito – É que a Caroline tentou te ligar antes de viajar e pediu para te avisar que eles estão bem.

- É que eu sai para dar uma volta – explicou – Mas obrigada por me avisar.

- Bom, será que nós podemos entrar – pediu – Isso se não estivermos interrompendo nada.

- Não estão interrompendo – garantiu, dando espaço para que passassem – Emily, ainda sobrou um pouco daquele bolo de ontem, quer um pedaço.

- Posso pai? — olhou, imediatamente para Damon antes de responder qualquer coisa.

- Claro que pode – respondeu – Assim eu e Elena podemos conversar um pouco enquanto você come.

A morena levou a menina até a cozinha e lhe serviu uma fatia de bolo e um copo de suco. Quando voltou ele estava parado no mesmo lugar.

- Pode se sentar se quiser – avisou apontando para o sofá – Imagino que você não tenha vindo até aqui só para me passar o recado da Caroline. Você poderia te me ligado para isso.

- Tem razão – concordou – Na verdade eu tenho meio que uma proposta para te fazer.

- Que tipo de proposta? — o olhou totalmente intricada, tinha conseguido deixá-la totalmente curiosa.

- Imagino que a Caroline deve ter comentando com você que estou tentando conseguir a guarda da Emily para mim? — quis saber.

- Comentou alguma coisa por alto – respondeu.

- Bom, acontece que as coisas se complicaram um pouco para mim – disse – Rebekah, a mãe da Emi, acabou de se casar com um cara podre de rico e eu não tenho nem metade da estrutura que eles. Então é quase certo que o juiz não vá me dar a guarda.

- Eu realmente sinto muito – segurou a mão dele em um gesto quase involuntário – Mas o que isso tem a ver com a proposta que você tem para me fazer?

- Já vou chegar nessa parte – garantiu – Imagino que você não queira voltar para Bulgária agora? Pelo que me falou quando nos conhecemos, era o seu sonho estar aqui.

- Exatamente – concordou com a cabeça – Mas, infelizmente, vou ter que acordar para a realidade, não posso ficar aqui.

- E se eu te disser que pode sim? — a interrompeu – A proposta que eu tenho para fazer te ajuda a ficar aqui e me ajuda a conseguir a guarda da minha filha.

- E que proposta milagrosa é essa? — quis saber – Agora conseguiu me deixar totalmente interessadas.

Respirou fundo algumas vezes antes de continuar. Tinha ensaiado esse momento várias vezes em sua cabeça enquanto ia até ali, mas agora, ao vivo, era tudo totalmente diferente.

- Casa comigo, Elena? — disse bem rápido.

Elena soltou a mão dele na mesma a hora e o olhou, totalmente chocada. Podia esperar por qualquer coisa, menos por isso.

Notas finais
Fui muito má parando nessa parte?
Essa proposta do Damon pegou mesmo a Elena de surpresa, qual será que vai ser a reposta dela?
Bom, agora vocês comentam e digam o que estão achando.
Prometo que tento postar o mais rápido possível...