Casamento Arranjado [EM REVISÃO]
13 Capítulo Treze.
Casamento Arranjado.
CAPITULO TREZE.
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Estava sentada encolhida ao lado do vaso sanitário, seus braços abraçavam seus joelhos e ouvia o seu celular tocar e vibrar dentro da sua bolsa, mas não tinha coragem de pegar o aparelho para atender as ligações e responder as mensagens de textos, já tinha um tempo que havia parado de vomitar, agora chorava alto e soluçava, não tinha forças para levantar dali e ir para a aula, a única coisa que queria era chorar. As palavras de Mizuki ainda martelavam em sua cabeça, como se fosse um prego sendo fincado em um pedaço de madeira.
Dando uma fungada nada feminina criou forças e pegou o aparelho celular ligando para a única pessoa que poderia lhe levar para casa naquele momento sem fazer perguntas.
– I-Itachi. – Sussurrou baixa e chorosa quando atenderam do outro lado da linha.
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Aquele sem sombra de duvida era o grupo mais estranho de toda a cidade, seus lábios estavam repuxados em um sorriso enquanto presenciava mais uma briga – amigável – de seu primo, Obito Uchiha – também conhecido como Tobi – com o amigo loiro artista de esculturas de argila, Deidara.
Os olhos ônix avaliavam bem a cena que se desenrolava, Tobi estava cortando um pedaço de sua costela enquanto implicava com o outro.
– Sabe Deidara-sempai, a sua arte não tem muito significado, quem em Sá consciência gastaria dinheiro comprando uma escultura de argila que se cair quebra? – O Uchiha argumentou colocando a carne recém-cortada na boca e mastigando enquanto fitava o outro.
Tinha momentos que Itachi chegava a pensar que Tobi poderia ser gay e apenas implicava com Deidara por gostar do mesmo, Deidara era um cara bonito, tinha que confessar, era um loiro alto de olhos azuis acinzentados, o corpo era definido, porque alem de artista plástico, era modelo. E em outros momentos, Itachi pensava que Tobi fazia aquilo apenas para desestressar, já que diferente dos outros Uchiha, ele era brincalhão com traços da família: moreno de olhos escuros e pele clara.
– Se você ainda quer ter filhos, acho melhor calar a boca Tobi. – Deidara ameaçou apertando a faca entre os dedos com força enquanto falava com os dentes trincados.
– Que isso Sempai? – Tobi sorriu largamente ao perceber que havia conseguido tirar o loiro explosivo do serio. – Porque sua arte não pode ser como a do Sasori-sempai? – Alfinetou fitando o ruivo.
– O Sasori só é bom com arte, porque com as mulheres. – Hidan entrou no meio da conversa, era um homem alto e de corpo definido, os cabelos era numa cor branca puxando para o prateado, olhos cor violeta, ele fazia parte e cuidava da parte financeira da organização artística, Akatsuki.
Akatsuki – também conhecida como Lua vermelha – era uma grande organização artística que Itachi participava mesmo seu pai não aceitando muito bem o futuro que o filho e o sobrinho – Obito – haviam escolhido para seguir porem respeitava. Cada membro da organização tinha uma função especifica dentro da mesma, o total de integrantes era dez contando com Itachi.
Os integrantes eram: Pein Nagato era um ruivo de olhos azuis cinzentos, alto com o corpo malhado, no rosto havia alguns piercings no nariz, nas orelhas e no lábio inferior, além de ser o fundador ele ficava encarregado de divulgar os eventos.
Konan Nagato a única integrante feminina do grupo e casada com Pein, tinha os cabelos azuis marinho com os olhos azuis, em seu queixo havia um piercing, fazia arte com papeis, mais conhecido como origamis.
Zetsu era alto e sofria de bipolaridade, seus cabelos eram negros e seus olhos verdes, ele cuidava das divulgações dos eventos com Pein.
Kisame Hoshigaki era um homem alto e musculoso – talvez chegasse perto do maior do grupo – a pele era tão clara que chegava a ter uma pequena cor azulada, os olhos eram pequenos e negros, seus cabelos eram puxados para o azulado escuro. Tinha a função de ir atrás de novos artistas.
Kakuzu era o mais alto e o mais musculoso do grupo – Kisame perdia para ele por poucas medidas – sua pele era levemente queimada do sol, os cabelos eram negros e olhos verdes, seu corpo era marcado por cicatrizes e algumas tatuagens, ele era responsável em correr atrás de patrocinadores para os eventos.
Obito era quem cuidava da organização final e dos locais das exposições e de vez em quando ajudava Itachi na administração.
– O que têm eu e as mulheres, Hidan? – Sasori perguntou arqueando uma das sobrancelhas enquanto bebia um bom gole de sakê. Sasori era escultor de madeira.
– Ah é, você perdeu sua namorada para meu priminho Sasuke. – Obito zombou arrancando risos dos outros da mesa, especificamente de Hidan, Zetsu, Kakuzu e Deidara.
– E quem disse que eu perdi Uchiha? – Sasori respondeu trincando os dentes.
– Que tal o casamento deles? – Kakuzu respondeu despreocupado, seu maior sonho era quebrar a cara daquele ruivo que se achava por conta de uma aposta de muitos anos.
– Escutem o que vou dizer; a Sakura vai enjoar rapidinho daquele pirralho e virá correndo para os meus braços.
Itachi fechou os olhos e negou com a cabeça enquanto sorria e Sasori se vangloriava, mal sabia ele que pelo andar das carruagens as coisas entre Sakura e Sasuke estavam se tornando intensas e até mesmo estava surgindo um amor entre eles. Assim que abriu os olhos viu o ruivo de olhos castanhos com os braços abertos enquanto os amigos riam e jogavam-lhe pedaços de pão.
Desviou sua atenção dos amigos quando sentiu seu celular vibrar no bolso da calça social, de forma rápida pegou o aparelho e se espantou com o nome que piscava no visor. Arqueou uma sobrancelha ainda encarando o visor, sentiu Obito debruçar-se levemente sobre seu ombro e soltar:
– Acho que a Sakura-chan não vai voltar tão cedo para os seus braços, Sasori. – Alfinetou enquanto ria da cara de desentendimento do ruivo.
– Porque você esta dizendo isso? – Deidara perguntou levemente curioso enquanto bebericava de seu vinho.
– Porque se ela quisesse novo amigo ruivo, ela estaria ligando para ele e não para o Itachi. – Debochou enquanto via o moreno de madeixas longas atender ao telefonema.
– Sakura?
– Itachi tem como você vir me buscar? – Itachi arqueou a sobrancelha novamente ao notar o tom choroso da rosada.
– Onde você esta? – Perguntou preocupado. Ficou em silencio por uns instantes enquanto a garota passava-lhe o endereço, retirou o dinheiro da carteira e as chaves do carro e entregou ao primo que entendeu que era pra ele voltar dirigindo. – Chego aí em vinte minutos.
Ao desligar o aparelho móvel, em passos rápidos se distanciou da mesa rumando para a saída, não se deu nem o trabalho de se despedir ou ouvir os protestos dos outros, sua prioridade naquele momento era Sakura, alias, sua prioridade sempre foi à rosada, desde que a viu no berçário quando a mesma nasceu, não sabia bem o porquê daquela superproteção, só sabia que tinha que fazer aquilo. Que tinha que protegê-la de todo mal.
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Não prestava a menor atenção nas palavras do professor, sua caneta estava fazendo um batuque oco sobre o caderno aberto, vez ou outra tentava se concentrar nas palavras do professor e na aula, mas sua mente viajava sempre para Sakura e o imbecil de seu irmão juntos e provavelmente sozinhos.
Podia até ser besteira para alguns ele estar tão preocupado, mas ele conhecia Itachi melhor que qualquer outra pessoa, sabia que o irmão mais velho sempre teve uma queda pela Haruno desde que eram pequenos, quando ela tinha quatro anos e ele com seus nove anos os sinais começaram a aparecer, respirou fundo chamando atenção de algumas pessoas ao seu redor, uma delas era Gaara.
Desde que viu a explosão do Uchiha após saber que Sakura estava com Itachi, resolveu observa-lo e observar suas atitudes, pois desde o retorno do horário de almoço o moreno estava inquieto, vez ou outra chamava atenção de algumas pessoas e até mesmo do professor, não entendia bem o descontrole do amigo, porem preferiu não perguntar para não levar um belo de um soco no rosto, observou Sasuke pegar o celular e pela milésima vez verificar a hora ou se havia chegado alguma mensagem de texto, não se conteve, teve que soltar um riso baixo ao vê-lo bufar e fazer um bico levemente ao constatar que não havia chegado nada.
Tinha que confessar, estava sentindo-se frustrado, toda aquela situação estava deixando-o mais frustrando que o normal, não conseguia falar com o irmão e muito menos com Sakura, mil pensamentos rondavam sua cabeça, um deles era seu irmão tocando sua “noiva” intimamente na cama deles. Ok! Aquela situação de preocupação em ser corno já estava passando do limite, ele não tinha motivos para ter ciúmes de Sakura com Itachi, até porque por mais que seu casamento com a rosada fosse apenas “um contrato”, a Haruno não teria coragem que lhe colocar um par de chifres, teria?
Logo um sorriso surgiu em seus lábios, Sakura era certinha demais, jamais trairia alguém, por mais que essa pessoa não prestasse ou até mesmo se fosse o Sasuke, mas logo seu sorriso foi sumindo ao lembra-se do pequeno caso que a rosada teve com Ichigo, irmão de Karin, mas na época ela namorava com Sasori, não namorava? Merda. Praguejando baixo juntou suas coisas e jogou dentro da mochila para depois se levanta de seu lugar e sair da sala, para onde ele iria? Atrás de Sakura, não iria deixar ela lhe fazer de otário.
Andava pensativo e até mesmo apressado pelos corredores rumando para o estacionamento, porem teve que parar ao sentir-se ser puxado para o lado, não entendia bem o que estava acontecendo até porque não tinha tempo para aquilo, tinha que impedir Sakura de fazê-lo ser corno. Fechou os olhos com força ao sentir suas costas bater contra a parede ou porta e seu pescoço ser tocado por lábios, suas mãos instantaneamente foram parar na cintura daquela criatura que lhe agarrava, literalmente.
Mesmo contra a sua vontade, teve que juntar forças de outro mundo para afastar aquela pessoa que faltava lhe abusar, não tinha tempo pra isso, se esperasse um pouco poderia ser corno, com um gemido resignado e segurando os braços da pessoa menor a afastou, dando de cara com uma ruiva de olhos castanhos avermelhados – Karin.
– Oi Sasuke-kun. – A garota ruiva falou levando o indicador aos lábios para limpar um pouco do gloss borrado. – Sentiu minha falta?
– Karin... – Afastou a garota da sua frente enquanto a soltava, só ai percebeu que estava dentro do banheiro feminino, respirando fundo caminhou até a pia e limpou o pescoço sujo de gloss da garota. – O que você quer?
– Estava com saudades de você Sasuke-kun. – Karin falou abraçando o Uchiha por trás e sussurrando próximo ao seu ouvido. – Vai dizer que não sentiu a minha falta?
– Não tenho tempo pra isso. – Respondeu frio saindo do banheiro com Karin no seu encalço.
Tinha conseguido se livrar de Karin por um tempo, mas desde o inicio da semana a ruiva não largava do seu pé, aquilo já estava lhe tirando do serio, tinha que arrumar um jeito de se ver livre da Takahashi de uma vez por todas, mas não sabia como.
– O que esta acontecendo Sasuke-kun? Você sempre teve tempo para nossos momentos. – Karin reclamou um pouco alto e puxando o braço do Uchiha o que atraiu a atenção de algumas pessoas no corredor.
– Karin, nunca existiu “nossos momentos”, a única coisa que existia era sexo. – O moreno falou virando-se para a ruiva que o olhava, assim como outras pessoas, com a boca levemente aberta.
– Mas eu achei... Eu sempre achei que nos dois, eu e você... – A ruiva tentou argumentar, sentia-se humilhada e pisada pelo homem que amava.
– Karin, vou lhe dizer apenas uma vez, espero que você entenda. Nunca teve nos dois, nunca teve eu e você e nunca vai ter. – respirou fundo tentando acreditar no que iria falar a ruiva naquele momento. – Eu vou me casar.
– O-O que? – Karin perguntou depois de alguns segundos olhando para o Uchiha que lhe encarava serio.
Ah com certeza, Sakura iria mata-lo ao descobrir que ele falou para Karin que iria se casar, iria revivê-lo depois de mata-lo para matar mais uma vez ao descobrir que ele havia contado a ruiva no meio do corredor que agora estava cheio de gente para ver o barraco. Como odiava sua vida, como odiava tudo que estava acontecendo com ele, com certeza ele era o homem mais sem sorte do mundo, alem de ter uma noiva com uma força descomunal, ela ainda lhe odiava.
– C-Como assim casar? – Karin gritou chamando mais a atenção das pessoas para a cena. – Quem é a vagabunda?
– Você que não é. – Respondeu sem ao menos pensar, respirou fundo, estava indeciso se falava ou não o nome da sua noiva.
– FALA. – A ruiva gritou exigindo.
– É a Sakura.
Sasuke ficou quieto fitando a ruiva com atenção, levemente viu os olhos castanhos avermelhados da garota se arregalaram para logo depois passar de surpresos para raivosos, o rosto da garota começou a tomar uma tonalidade de alva para avermelhada. A vontade de Karin naquele momento era pular no pescoço do moreno e mata-lo asfixiado, como se deixou ser enganada por ele por tantos anos? Ser usada por ele? Como havia se apaixonado por ele? Ah sim, ela havia se apaixonado por ele porque ele era lindo, tinha o sorriso perfeito e o melhor de tudo, o sexo era maravilhoso.
– O QUE? – Karin ao lembrar-se de que ele iria se casar com a Sakura – Você vai se casar com aquele cabelo de água de salsicha? Você me trocou por aquela coisa?
– Trocar você? – Indagou irônico deixando seus lábios se repuxarem em um sorriso de canto. – Não se pode trocar algo que não existe Karin.
– Escute o que vou lhe dizer Uchiha, você vai se arrepender muito do que esta fazendo. – Karin falou apontando o indicador para o rosto do moreno. – Você será meu.
Dito isso, Karin deu as costas para o Uchiha e saiu rebolando e soltando fogo pelas “ventas”. Seus passos eram firmes e fortes. Dando os ombros e ignorando os murmurinhos a sua volta, voltou ao seu trajeto original.
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Esperava apreensivo as portas do elevador se abrirem, em seus dedos a chave do carro rodava sem parar, a ansiedade tomava conta de seu corpo, coisa que não acontecia há muito tempo, alias, isso nunca havia acontecido com ele, mas que sentimento era aquele? Não estaria apaixonado pela rosada, estaria? Não, jamais, é apenas um desejo carnal que sente por Sakura, nada mais que isso.
Quando as portas de ferro se abriram, Sasuke se pós a prender a respiração, de forma rápida abriu a pequena porta de madeira e em poucos segundos já estava parado em frente à porta do seu apartamento pensativo, não sabia se entrava ou não, querendo ou não ele estava com medo do que poderia encontrar dentro daquele apartamento, estava com medo de como iria encontrar Itachi e Sakura.
Bufou sentindo-se patético por ter medo, Sakura não iria ser tão vulgar assim e lhe trair com seu próprio irmão. Iria? Droga de duvida, finalmente criou coragem e abriu a porta rapidamente, arrependeu-se na hora ao deparar-se com uma cena constrangedora, até demais em sua opinião.
Notas finais
Primeiro: ARRUMEI UM ESTAGIO *---------*
Segundo: MEU TEMPO VAI FICAR CORRIDO.
Então peço a todos um pouco - muita paciencia - porque minha vida vai ficar: faculdade, academia, estagio. provavelmente terei tempo apenas finais de semana, tenho que ver ainda.
Mas queria agradecer a todos que comentam, isso é muito importante para mim *-*
Beijos e até a proxima, e por favor, NAO ME MATEM kkk
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