Casamento Arranjado [EM REVISÃO]

34 Capítulo Trinta e Quatro


Notas iniciais
Boa noite! Olha só quem voltou apos quase cinco anos sem atualização! MILAGRES DA QUARENTENA! Não falarei muito aqui, apenas que estou voltando aos poucos há essa historia e os capítulos do 01 ao 03 já estão atualizados no novo molde da historia que será seguido e esse capitulo novo também esta no molde, apesar de pequeno e até mesmo, não ter saído do jeito que vocês esperavam para uma atualização depois de ano, é o que temos. Mais explicações nas notas finais, por isso, leiam. Explicação sobre Mizuki e Itachi serão deixadas nas notas finais também. E aproveitem a historia.

Capítulo Trinta e Quatro

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“Dois complicados, complexos e totalmente opostos. Mas ela tem alguma coisa que te faz voltar. E você, por incrível que pareça, tem algo que não deixa ela ir.” – Pedro Bial.

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Resmungou e tentou abrir os olhos lentamente, mas sentiu sua cabeça rodar quando abriu os olhos levemente para observar o quarto e gemeu ao sentir uma pontada. Ela sabia perfeitamente o que significava aquela pontada: ressaca.

Agora não sabia se era apenas alcoólica ou moral também.

Soltou um gemido e virou escondendo o rosto no travesseiro ao lado, foi neste momento que percebeu que estava sozinha na cama e deu graças a Deus por reconhecer o quarto quando conseguiu – finalmente – abrir os olhos. Mesmo com o ambiente escuro ela sentia sua visão tremer e doer enquanto sua cabeça girar.

Sentou-se na cama lentamente e bagunçou os cabelos enquanto tentava se recordar do que havia acontecido noite anterior, mas nada vinha, jogou o corpo contra o colchão e gemeu por causa do impacto que fez sua cabeça mexer e doer ainda mais, do mesmo jeito que deitou rapidamente levantou-se correndo em direção ao banheiro com a mão cobrindo a boca.

Deu tempo apenas de levantar a tampa do vaso e ajoelhar à sua frente enquanto jogava o que tinha – ou no caso era o que não tinha – no estômago dentro da tigela de louça.

Não soube quanto tempo ficou ali, abraçando aquele vaso golfando até o que não tinha mais no estômago, sentou-se no chão encostando as costas no primeiro apoio que tinha ali e suspirou enquanto sentia as lágrimas escorrerem por seus olhos por causa da força que havia feito nos últimos momentos, um toque suave em seus cabelos a fez abri-los e encarar o dono daquele carinho, foi quando encontrou os olhos preocupados de Sasuke.

— Como está se sentindo? – Ele perguntou abaixando a sua altura e foi neste momento que ela percebeu que estava apoiada no Uchiha, mas a questão era, quando ele chegou ali?

Sasuke quase não dormiu aquela noite, aliás, Sakura não o deixou dormir, porque ele bem que tentou, mas os vômitos durante a madrugada da noiva não deixaram, tanto que chegou um momento que ele havia desistido de estender o balde para a Haruno toda vez que ela parecia que ia vomitar e decidiu ir jogar videogame ali mesmo, no quarto, para poder ficar de olho na noiva.

Vê-la naquele estado o fez se questionar o quanto ela havia bebido e o motivo.

Ele sabia que era fácil arrancar essa informação da Haruno naquele estado, mas não o fez, esperaria que ela contasse isso é, se ela se recordasse.

Já estava preparando algo para almoçarem quando ouviu um gemido vindo do quarto, apagou o fogo e correu para o local encontrando-o vazio, foi quando percebeu a luz do banheiro ligada, assim que entrou no banheiro a cena que viu foi engraçada e ao mesmo tempo, preocupante.

Sakura estava debruçada sobre o vaso vomitando o que não tinha no estômago e ele não tinha muito a fazer a não ser se aproximar dela e esperar que ela mesma controlasse as ânsias que vinham, suspirou quando notou o rosto vermelho e cabelos desgrenhados, mesmo daquela maneira, Sakura conseguia ficar bonita.

Quando ela apoiou as costas em suas pernas e respirou fundo ele soube naquele momento que ela havia controlado as ânsias, foi inevitável não fazer um carinho no cabelo rosado bagunçado, como se mostrasse seu apoio, foi quando os olhos marejados da Haruno o fitaram.

Não demorou se abaixar e perguntar se ela estava bem, mas sabia que ela não responderia por causa do incômodo por causa do vômito não permitiria, então ela apenas negou com a cabeça.

— Vem, vamos tomar uma água e forrar o estômago. – Sabendo que Sakura não teria forças para levantar, Sasuke encaixou o braço atrás dos joelhos de Sakura e apoiando em suas costas, a levantou no colo.

Ela ainda se sentia tonta e pior, sentia a garganta doer e seu estômago se mexer de forma incômoda, sem falar na fraqueza que sentia naquele momento. Sakura nunca gostou de ressaca e está sentindo uma não melhorava seu humor em nada, por isso, deixou-se ser levada por Sasuke enquanto fechava os olhos e suspirava.

Deus, porque ela tinha bebido tanto?

Sasuke levou Sakura para a sala e a colocou no sofá, enquanto a noiva descansava e tentava recuperar as forças, ele foi na cozinha e pegou um suco, ligou a comida que tinha que terminar e voltou para sala.

— Toma esse remédio e esse suco, vão te ajudar a melhorar. – Sasuke estendeu o copo e o comprimido para Sakura, que fez careta.

Ela sentia o ambiente rodar mesmo estando de olhos fechados, seu estômago tinha um peso sem igual e sua garganta parecia ferida e seca, quando Sasuke falou algo abriu os olhos e os fechou rapidamente por causa da claridade do local e tateou a sua frente para pegar as coisas oferecidas.

Quase riu quando Sakura abriu os olhos um pouco e levou o comprimido e depois o suco aos lábios. Deu um pequeno sorriso enquanto assistia a noiva beber o suco de uma vez e ao notar sua expressão dolorosa suavizar.

— Fica aqui que vou terminar o nosso almoço. – Sakura abriu os olhos naquele instante pouco se importando se a claridade faria sua cabeça doer ainda mais e olhou para Sasuke espantada.

— Você está fazendo comida? – Sua voz saiu rouca e baixa, mas teve que perguntar, afinal, desde que começaram a morar juntos, Sasuke não havia feito comida em nenhum momento.

— Há muitas coisas que você não sabe ao meu respeito noivinha. — Sasuke debochou pegando o copo e voltando para a cozinha.

Realmente, havia muita coisa que eles não sabiam um do outro. Sakura deu um pequeno sorriso e fitou as costas largas de Sasuke, mordeu o lábio inferior e decidiu dar a ele o benefício da dúvida.

Só esperava não ter uma intoxicação alimentar.

Sasuke sabia que Sakura estava atenta aos seus movimentos, vez ou outra ele a olhava para saber se ela estava acordada, mas lá estava ela apoiando os braços e o rosto no encosto do sofá lhe olhando admirada e ao mesmo tempo, abismada, então ele tratou de focar no que estava fazendo.

Não esperava Sasuke ser realmente bom na cozinha, como se fosse uma criança ficou o admirando, mas o cansaço foi se aproximando. Num momento ela apenas assistia Sasuke fazer a comida e no outro, os seus olhos já estavam fechados e a única coisa que ela sentia era a leveza de um sono tranquilo, coisa que ela não sentiu na noite passada.

Quando Sasuke terminou tudo, procurou Sakura com o olhar, o sorriso pequeno se formou em seu rosto quando viu a noiva cochilando na mesma posição que ele a viu minutos antes, com o rosto encostado no encosto do sofá, só que agora tinha uma diferença, Sakura dormia serenamente.

Por um instante ele pensou em não acordá-la, ele sabia que ela estava cansada, mas Sakura precisava colocar algo no estômago, arrumou o prato de comida e foi até a Haruno que ressonava, com toda uma delicadeza que não fazia parte da sua natureza tocou o ombro de Sakura, que resmungou algo.

— Ei, você precisa comer algo. – Sussurrou e Sakura apenas suspirou enquanto arrumava sua posição. – Sakura!

— Eu quero dormir! – Resmungou baixinho fazendo careta.

Tudo o que ela queria naquele momento era dormir, será que era tão difícil de entender isso?

— Depois de comer você pode dormir o tanto que quiser… – Sasuke tentou barganhar, ela precisava se alimentar mesmo se não quisesse. – Então, come só um pouco, Sakura.

Soltou um suspiro quando a Haruno resmungou mais alguma coisa e bufou, Sasuke por um momento sentiu que estava lidando com uma criança e não com uma mulher de vinte e poucos anos, que cursava medicina e que era capaz de beber até passar mal.

— Sakura, é a última vez que eu falo para você comer. – Passou a mão no rosto e suspirou. Aquilo só poderia ser castigo, ele também estava cansado, então a última coisa que ele queria era que ela comesse e ele pudesse então, descansar.

— Huuum! – Sakura resmungou e juntando forças, abriu os olhos lentamente.

Ela queria dormir, mas sabia que para melhorar, precisava se alimentar, seu corpo estava cansado e sem força, se ela continuasse daquela maneira, sabia que não melhoraria tão cedo, por isso, ignorando o sono e a vontade de ficar de olhos fechados, os abriu e ajeitou a postura.

Sasuke a sua frente apenas suspirou lhe entregando uma tigela que continha uma sopa que ela não demorou a tomar a primeira colherada e, sinceramente, estava muito bom.

Ele não sabia muita coisa na cozinha, tinha que admitir, mas o pouco que sabia, dava para o gasto, principalmente a sopa que aprendeu para curar a ressaca com Obito que levava bastante verdura e peito de frango. Ver como Sakura tomava a sopa rapidamente o fez sorrir, logo mais ela estaria revigorada e ele, descansado.

Não demorou para que o casal terminasse de comer e voltasse para o quarto, onde após se acomodarem na cama, deixaram o cansaço tomar conta de seus corpos.

Involuntariamente eles se aproximaram e se abraçaram, como faziam toda noite ao dormir, porque ambos, querendo ou não, sabiam que o sono sempre era melhor um no braço do outro.

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A caneta rodava no dedo de Itachi enquanto encarava um dos poucos quadros de Sai que ainda estava no escritório antes de ser despachado para o local da exposição que aconteceria dali a cinco dias, a imagem abstrata e até mesmo, realista dos seis tigres de um pequeno buraco desenhado o fazia refletir, ele só não sabia a respeito do que.

Por um tempo até perguntou ao artista qual era o significado por trás de cada desenho que ele fazia, já que muitas vezes esses desenhos eram de uma única cor: o fundo branco com desenhos negros e marcantes.

Contudo, Sai disse que não havia significado algum, mas ele, por mais que tentasse acreditar nisso, via ali desenhos de demônios de suas emoções, já que o rapaz não era muito de demonstrá-las.

Suspirou recordando-se da confusão que estava em sua vida nos últimos tempos. Havia brigado com seu irmão e com a mulher de sua vida quase que na mesma data. Desde sua briga com Sasuke não havia mais conversado com o irmão e estava ignorando as ligações de Sakura, sabia que era errado, mas não estava com cabeça para discutir mais uma vez com o Uchiha mais novo, ainda mais quando ele tinha tantos problemas para resolver.

Além de Sasuke tinha a Mizuki. Soltou um longo suspiro ao recordar-se de como estava sua situação com a mulher e constatou o óbvio, que não estava nada boa. Itachi tinha que admitir, estava agindo como um belo covarde, já que desde o suposto “rompimento”— que ele ainda não sabia se era verdadeiro ou não – não havia tido forças para procurar a Mizuki.

Fechou os olhos com força quando a lembrança da ex-namorada – se é que poderia chamá-la assim – chorando veio à mente, como sentia vontade de se socar por ser um verdadeiro covarde.

O Uchiha não fazia ideia do que pode fazer para não perder a mulher de sua vida, ele até tentava, mas sua mente parecia não querer funcionar, não quando ela era a única coisa que rondava nela, até mesmo a exposição que ocorreria dali cinco dias estava em segundo plano. Itachi se esforçava para se concentrar no que deveria, mas não conseguia.

Ele não tinha cabeça para mais nada.

Não havia comentado com ninguém sobre os últimos acontecimentos, não sabia a quem pedir conselhos e sabia perfeitamente de Obito não era bom nesse quesito então como sempre, ele guardou para si, deixando com que a imagem dos olhos castanhos da ex-namorada invadisse sua mente toda vez que fechava os olhos.

Itachi havia, mais uma vez, se afastado de todos e se isolado com seus pensamentos, os mesmos pensamentos que estava presos em um retorno constante na imagem da Mizuki o acusando se ser igual ou até pior que Ichigo, seu antigo namorado, que não passava de um lixo. Como se odiava por tê-la feito chorar.

Obito, que estava esparramado no sofá do escritório de Itachi, apenas observava o primo em seu martírio pessoal, por mais que os outros Uchiha achassem que Obito não percebia as coisas por ser o mais descontraído de todos, era o que mais pegava as menores brechas que se podia.

Ele sabia quando Itachi estava inquieto ou quando alguma coisa atormentava Sasuke, era como se um pequeno dispositivo se acendesse quando percebia que seus primos mais novos não estava bem, por este motivo, ele fazia o possível e o impossível para fazer as modificações que precisava para que a exposição ocorresse bem.

Claro que Obito também estava aproveitando a distração de Itachi para fazer algumas modificações em algumas coisas como no buffet contratado por Itachi, que era péssimo e caro, sem falar na localização das exposições das peças dos artistas e na decoração do ambiente que não tinha nada resolvido ainda.

Realmente, Itachi estava no mundo da lua, porque o Uchiha era incrivelmente responsável até mesmo nos mínimos detalhes.

— Coloque vinho tinto, branco e champanhe. – Declarou as últimas ordens ao serviço de bebidas pelo telefone, fitou Itachi que ainda estava de olhos fechados e expressão carregada. – Perfeito.

Finalizou a ligação e marcou no tablet as tarefas já resolvidas e concluídas, fitou Itachi mais uma vez e analisou se seria uma boa conta das novas modificações ou se ficava na sua, pois era nítido que o humor do rapaz não estava em seus melhores dias e a última coisa que Obito queria naquele momento era um olho roxo, ainda mais agora que conseguiu – finalmente – se acertar com Rin.

Por fim, decidiu que a melhor alternativa era falar do que o primo descobrir isso no dia da exposição.

— Acabei de fechar com o novo buffet que o outro era péssimo e caro… – Comentou fitando Itachi desconfiado, esperando a explosão de raiva que ele sabia que viria em breve. – As bebidas também estão certas…

Itachi não respondeu ou rebateu nenhuma de suas modificações até o momento, o que fez arquear a sobrancelha. Aquilo estava pior do que ele imaginava.

— E mudei onde os artistas vão expor no galpão.

Por um instante Obito sentiu o sangue gelar quando Itachi abriu os olhos, contudo, ele não falou nada, sua estava voltada para um ponto ao lado do Uchiha mais velho. Ele havia ouvido tudo o que o primo havia lhe dito, mas não se importava, contudo, a informações sobre a mudanças do local dos artistas o fizeram cair na real, assim que abriu os olhos suas palavras sumiram ao ver a pessoa parada na porta.

Claro que Obito não entendeu bem para onde o primo olhava, até seguir o olhar de Itachi e se assustou ao ver a namorada do primo ali toda acanhada fitando o Uchiha sentado na cadeira. Demorou entender o que estava acontecendo ali, mas ele tinha raciocínio rápido.

— Eu vou deixá-los sozinhos. – Pegou suas coisas e levantou-se, mas teve que parar, já que Mizuki estava na frente da porta, atrapalhando sua passagem e ele não quis interromper aquela intensa troca de olhares.

Izumi Mizuki estava bem diante dos seus olhos mais bonita do que ele se lembrava, um pequeno sorriso despontava no rosto abatido da ex-namorada que parecia tímida diante do seu olhar, deixou um pequeno sorriso escapar quando se deu conta do quanto sentiu falta daquela mulher, daquele olhar, daquele pequeno sorriso ou simplesmente de sua presença nos últimos vinte dias.

— Oi! – Sua voz chegou suave em seus ouvidos.

— Oi. – Respondeu e por um momento, se esqueceu de como se respirava.

O silêncio no ambiente era cortante, Obito conseguiu finalmente sair do local quando Izumi deu um pequeno passo à frente, descongestionando a porta. Ela se sentia nervosa, não tinha falado com Itachi desde da briga que tiveram, mas quando viu, já estava lá, parada na frente do escrito do Uchiha.

O desconforto dela era evidente, mas ninguém conseguia quebrar aquele silêncio, faltavam palavras e até mesmo, atitudes.

— E-Eu acho que não deveria ter vindo. – Ela comentou dando uma risada sem graça enquanto mordia o lábio inferior.

Deus, seu estômago estava embrulhado, suas pernas estavam tremendo e suas mãos estavam geladas de tão nervosa que estava, Itachi não esboçava reação alguma, apenas a encarava, ela sabia que não deveria ter escutado o coração e entrando naquele prédio apenas para vê-lo, contudo, aquela não era a recepção que ela esperava.

Aliás, o que ela esperava de Itachi? Não fazia mais ideia alguma, a única coisa que ela sentia era que não havia como negar, Itachi Uchiha havia conquistado seu coração completamente. Não, ela não negava mais seus sentimentos, mesmo sabendo que poderia sofrer por causa deles.

— Não vá! – Itachi pronunciou pela primeira vez quando Izumi deu um pequeno passo para sair do escritório.

Não esperava vê-la ali, não depois de todas as coisas que ela havia lhe falado, mas ela estava ali e não a deixaria escapar, levantou-se de supetão da cadeira e pouco se importando onde estavam e quem poderia vê-los, foi até a ex-namorada e a abraçou fortemente.

A Mizuki não esperava o abraço que recebeu e muito menos o arrepio que percorreu seu corpo quando Itachi segurou seu rosto e a olhos nos olhos, deixando que ela ficasse ciente de tudo o que ele sentia naquele momento. Era uma mistura de saudade, desejo, carinho e principalmente, amor. Não tinha como esconder, eles se amavam e eram loucos um pelo outro, bastava apenas admitir isso para si mesmos.

Não soube quanto tempo ficaram ali, apenas se fitando e apreciando a companhia um do outro, mas Izumi não sabia se queria se separar de Itachi, que parecia sentir o mesmo, contudo, eles sabiam que uma hora teriam que fazer o inevitável: se separarem.

— Acho melhor eu ir, você deve ter muita coisa para fazer. – Izumi falou sentindo sua garganta fechar, ela não estava preparada para se separar de Itachi, queria ficar presa naquele mundo onde só existia os dois, mesmo não estando mais juntos. – E eu preciso voltar para a faculdade.

E tinha mesmo, sem falar que teria uma prova que nem ao menos havia estudado.

Não estava preparado para deixar a Mizuki ir embora, se fosse por ele, a seguraria para sempre ali, consigo. Egoísmo? Com certeza. Mas sabia que isso não estava em seu poder, Izumi que tinha que decidir se queria ou não permanecer em seus braços, e ele sabia que teria que conquistar esse direito.

— Eu entendo, mas… – Afastou-se da Mizuki e foi até a sua mesa onde pegou dois convites para a exposição e mirou a ex-namorada novamente, não sabia se ele aceitaria, mas ele tinha que tentar. – Eu quero que esteja lá, sua presença é muito importante para mim.

Ela fitou o pequeno envelope escuro na mão do Uchiha e por um momento pensou em negar, mas não conseguiu, quando deu por si já pegava o envelope e sorria, encarou Itachi novamente e por um momento ela se viu presa naquela atmosfera envolvente que ela sabia que cairia no encanto do Uchiha num piscar de olhos, já que ele tinha a incrível facilidade em fazê-la lhe desejar loucamente.

Ele não esperava que ela aceitasse, mas quando ela pegou o envelope de sua mão e seus dedos se tocaram levemente, Itachi sentiu um arrepio percorrer por seu corpo e a vontade quase que incontrolável de beijar a mulher a sua frente, mesmo querendo muito fazer isso, não fez, se segurou o máximo, mesmo Izumi lhe encarando com aqueles olhos pedintes, como se implorasse por um único beijo.

Naquele momento não havia palavras, as atitudes e os olhares diziam muita coisa, mais do que deveria por sinal, se dependesse de Itachi, ele a arrastaria para seu apartamento e a fazia sua por uma noite toda, porque tudo o que ele mais queria, era estar ao seu lado, lhe amando, lhe admirando, tudo o que ele mais queria era viver ao lado daquela mulher, que fazia sua cabeça virar de ponta a cabeça.

Contudo, ele sabia que não poderia fazer isso se Izumi não quisesse e ele respeitaria.

— Tentarei ir. – Izumi falou dando um pequeno sorriso.

Antes que a ex-namorada pudesse abandonar a pouca distância entre eles, Itachi se aproximou e depositou um demorado beijo na bochecha rosada da Mizuki, fazendo-a corar e fechar os olhos para apreciar o contato de peles, fazendo-a se recordar de muitas coisas e lembranças invadirem sua mente, fazendo-a desejar mais que aquele simples toque, mesmo não podendo.

Itachi se afastou e ela sentiu o local que ele havia beijado formigar.

E tudo o que aconteceu a seguir foi o desejo falando mais alto, foi Izumi que começou o beijo, segurando o paletó do Uchiha, o puxou em sua direção e pressionou sua boca contra a dele, que não demorou a aprofundar o beijo.

Deus, como sentiu falta daqueles lábios sobre os seus, daquelas mãos abraçando seu corpo, puxando-a para mais perto, exigindo mais contato.

Separaram-se quando seus pulmões exigiriam por oxigênio, se entreolharam e do mesmo jeito que foi rápido o contato, o seu afastamento também foi, Izumi levou a mão aos lábios e antes que Itachi pudesse pará-la, ela foi embora.

Suspirou e passou a mão na nuca enquanto a outra colocava na cintura pensando no que havia acabado de acontecer, deu um sorriso de canto, Deus, aquela mulher ainda lhe levaria a loucura. Estava tão fechado em seu próprio mundo e no que havia acontecido a poucos instantes que nem ao menos notou as duas pessoas se aproximando.

— Cara, que cara de apaixonado é essa? – Uma voz debochada atraiu a atenção de Itachi, que mirou a porta.

— Você disse que não ia comentar nada Shisui. – Obito brigou com o irmão, que apenas riu, mal sabendo ele que o alvo dos socos de Itachi, seria o Uchiha mais velho.

Aquele dia parecia ser o dia para se fazer uma surpresa para Itachi, primeiro havia sido Izumi e agora, Shisui Uchiha, seu primo e irmão mais novo de Obito, só que numa versão melhorada graças aos olhos mais castanhos do que escuros, como era característica dos Uchiha.

O Uchiha era da mesma idade de Itachi e eles haviam sido criado juntos e se consideravam melhores amigos, mesmo com a mudança de Shisui para os EUA há cinco anos para fazer o que jamais esperavam que ele fizesse, se tornar um jornalista político e gerir uma das melhores revistas sobre o tema do país.

— O que você está fazendo aqui? – Aquela não era a recepção que Shisui esperava receber de Itachi.

— Essa não era a primeira coisa que eu esperava ouvir de você. – Ele brincou coçando a nuca sem graça, fazendo o primo perceber a mancada que havia acabado de fazer.

— É claro que eu senti sua falta, cara. – Itachi riu indo até o primo que riu e o abraçou.

— Não queria me meter, mas já me metendo… – Shisui começou tocando o ombro do primo e dando um sorriso debochado. – Acho que essa é a sua deixa para correr atrás dela e dizer o quanto você é cachorrinho dela.

— Cala boca! – Itachi retrucou rindo e revirando os olhos empurrando o primo que gargalhava ao lado de Obito.

Era obvio que Shisui e Obito não deixariam aqui história para trás, ainda mais quando os irmãos Uchiha o seguiram e começaram a falar “Sério cara, se você não for, eu vou hein” ou dizendo o quão a garota era linda e que se ele abrisse mão dela, ele seria o primeiro a tentar uma chance.

Por mais que estivesse rindo das piadas do primo, sabia que ele seria capaz disso e pior, ainda tinha chances dele tomar a mulher de sua vida, mas claro, ele não deixaria isso acontecer, afinal, ele era Itachi Uchiha e não deixaria a mulher de sua vida escapa facilmente.

Não agora que tinha certeza que Izumi Mizuki era a mulher de sua vida.

Notas finais
Eu queria muito falar um monte de coisa e justificativas a respeito da historia que esta em hiatus e em revisão eternada, mas não tem nada há não ser a mesma coisa de sempre: Não me identifico com diversas coisas que eu escrevi nessa historia, inclusive algumas atitudes no decorrer dela e por mais que eu tenha perdido o "prazer" em escrevê-la quero termina-la, por isso, decidi reescrevê-la, desde o primeiro capítulo, onde os capítulos estão sendo reescritos um por um. O rumo da historia não vai mudar, mas algumas coisas sim, porque há necessidade de mudar. Sem falar que, eu finalmente consegui escrever algo nela, depois de ANOS sem conseguir nem abrir o docs por motivos pessoais meus, mas, to conseguindo encarar ela e reescrever e dá continuidade. E estou fazendo isso no meu tempo, essa foi a minha primeira historia longa, iniciada em 2013 e muita coisa mudou de lá até aqui, inclusive minha personalidade. Agora falemos sobre as mudanças: × A historia ta sendo reescrita como sabem, e algumas coisas mudarão, os capítulos poderão ser aumentados de acordo com o necessário para diminuir o total final de capítulos; × Itachi e seu par romântico: Começou com Mizuki Kawashita, uma original minha, porque na época eu não sabia da Izumi, namorada do Itachi no anime, mas agora que sei, quero ingressa-la no lugar da Mizuki, mas não quero perder o personagem já construído, por isso, irei fazer apenas a modificação de nomes e da "fisionomia" da mesma, porém, pouquíssima coisa, por isso, tem uma enquete no meu twitter para a votação do nome: https://twitter.com/sakuuchanofc/status/1272415325271842816?s=20; × Nessa thread também tem algumas informações sobre a historia e algumas coisinhas que vão ser acrescentada com o tempo, por isso acompanhe o twitter se tiverem e lá deixarei o link da pagina no Facebook que também tem MUITA INFORMAÇÃO, principalmente sobre historias. × Facebook página: https://www.facebook.com/sakuuchanfanfiction/ × Sobre as possíveis atualizações: Ocorrerão ao meu tempo, então não tenho data, mas tentarei continuar escrevendo aos poucos e revisando também. Enfim, espero que aproveitem o capitulo e aguarde mais coisas por ai!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.