Casamento Arranjado?

13 Especial - Happy Birthday, My Princess


Notas iniciais
OIIII pessoas lindas!!!
Desculpem pela demora, é que eu estava em semana de provas trimestrais e tentando bolar uma ideia legal pra postar pra vocês! ♥
Hoje é aniversário da diva MIKUUU!!! E quem ganha presentes são vocês!!!!
Boa leitura!
LEIAM AS NOTAS FINAIS!!

Especial – Happy Birthday, My Princess

O dia foi muito cansativo. Trabalhar horas por dia, mesmo em algo que você goste, é cansativo. Conviver com pessoas boas e ruins, querendo ou não. Fazer alguns relatórios pra pessoas que você nem conhece, e viajar sem previsão (de ida e volta). Eu gosto do meu trabalho, mesmo que eu tenha sido treinado pra isso a minha vida toda. E que tenha tido algumas... “aventuras inusitadas”

Bem inusitadas.

Como, por exemplo, me casar.

Quando as pessoas pensam na palavra “casar”, pensam em grandes cerimônias e bebidas e danças, ou, uma reunião íntima com familiares e amigos próximos.

Coisas bem diferentes, mas para um único motivo: Unir duas pessoas em matrimônio, perante família e Deus.

Porém, eu tive um casamento bem diferente do o da atualidade.

Um casamento arranjado.

É, quando ouvi essa palavra pela primeira vez fiquei com raiva. Medo. Muito irritado.

Mas, ao saber quem seria minha noiva, até que fiquei meio alegre. Ora, não é todo dia que surge uma oportunidade do céu de se casar com a sua rival. Ah, não mesmo.

E quando se tem a oportunidade de irritar de irritar alguém, não se desperdiça essa chance.

Com a convivência, eu aprendi o valor da amizade. Os meus verdadeiros amigos sempre estiveram do meu lado, e alguns inimigos inusitados apareceram, mas quando se tem apoio de quem mais precisa e gosta, já é o suficiente.

Eu, por exemplo, tive ela.

Ela é simplesmente a mulher perfeita pra mim, melhor do que encomenda.

Sempre tive uma “tara” por mulheres de cabelos longos e de cores diferentes. De preferência verde. Verde-água, pra ser mais especifico.

Infelizmente tivemos uma terrível briga no passado, que acabou nos separando. Ela perdeu umas das pessoas mais importantes pra ela, o irmão. Ele era um grande amigo meu, e sofri com sua perda. Mas ela se isolou. Apesar de sermos como chiclete um no outro, e nos separamos.

Eu me lembro bem dessa época. Foi uma das piores da minha vida. Eu acabei encontrando conforto junto a Meiko e acabamos indo além disso. Confesso que já gostei muito dela, mas não como gostava de Miku. Nunca gostei desse modo por ninguém a não ser Miku.

Mas o destino resolveu nos unir. Ou as empresas, tanto faz pra mim. A diferença é que eu não posso decepcioná-la nem abandoná-la.

E no seu 18º aniversário eu tenho um presente especial pra dar.

A reunião com nossos pais, um dia depois do nosso primeiro beijo (graças a mim) foi muito diferente do que eu imaginei. Primeiro contamos com uma visita bem inusitada, pelo menos pra mim. Depois o jantar em família acabou virando uma guerra. E depois muitas e muitas risadas de fazer o estômago doer!

Acho que nunca esquecerei daquela noite.

O nosso casamento teve algumas controversas incomuns, que prefiro não comentar... E hoje, vou a casa dela pra entregar pessoalmente o seu presente.

Depois de sair do trabalho, fui direto pro apartamento dela. Ao chegar em frente a garagem do seu prédio, acenei pro porteiro e ele abriu o portão, indicando que poderia entrar. Tinha combinado com ele o horário que a empregada de Miku saia do apartamento, pra não cair encontrando ela. Vai que ela avisa a Miku, do modo que são amigas.

Então se eu podia entrar, o plano estava nos trilhos certos. Podia estacionar na outra vaga dela, já que ela tinha duas.

Quando estacionei, percebei que seu carro estava lá. Boa notícia: Ela ainda não tinha saído pra comemorar o seu aniversário, assim espero.

A outra boa notícia (pelo menos pra mim) era que eu ia de surpresa. E como eu tinha a chave do apartamento dela (graças ao porteiro, que me emprestou a chave dela pra tirar uma cópia quando ela saiu) eu podia pegá-la em uma situação... Indelicada.

Já estava até dando um sorriso com as dezenas de probabilidades existentes de encontrá-la, enquanto descia do carro. Ao chegar no Hall notei que não tinha muito movimento ali, apenas um grupo de crianças discutindo por uma bola de futebol. Deu uma vontade ir lá explicar que a bola não valia nada, a não ser que ela unisse pessoas, mas elas iriam rir de mim, e eu não tinha nada a haver com isso. Afinal, são apenas crianças.

Subi o elevador com tranqüilidade, sem pessoas de outros andares pedindo para o elevador parar. Ao chegar à frente da porta de seu apartamento na cobertura, respirei fundo. Era loucura continuar aquilo, ainda mais uma loucura que podia me lascar feio. Mas uma atração eletromagnética estava me atraindo pra entrar. Mas era uma loucura que vinha aqui de dentro do peito, não da cabeça.

Respirei fundo de novo. Peguei a chave do bolso direito da calça e a coloquei na fechadura. Girei a fechadura. Entrei.

Não havia nenhum barulho de dentro de qualquer cômodo da casa. Andei pela sala, e pensei se a melhor opção seria dar meia volta. Afinal, ela ainda não tinha me visto, e podia deixar pra dar o presente outro dia. Se eu o deixasse ali, ela saberia que fui eu.

Fui pra cozinha. Ela não estava lá também, tinha apenas o barulho da geladeira ligada. Fui para o quarto. A porta estava com uma fresta aberta, então só empurrei. Ela não estava no quarto, mas estava no banheiro, com o chuveiro ligado, a julgar pelo barulho de água, e pelo vapor que saia debaixo da porta.

Ela estava tomando banho, e eu entraria ali e a pegaria saindo do banho, com ou sem roupa. Se fosse com ou sem não me importava, eu iria vê-la naquele estado e seria morto. Da pior maneira possível. Ainda podia desistir. Ela não saberia que eu estava ali. Espere... Não cheguei aqui pra nada, né? Eu vou morrer mesmo, mas pelas mãos delas. Pelas delicadas e macias mãos dela. Isso de um lado era bom.

Resolvi esperar por ela na poltrona do quarto dela. O quarto era bem grande, com uma cor verde clara predominando as paredes. A cama de casal ficava de frente pra varanda, quase ao lado da porta do banheiro. Ao lado da porta de entrada tinha um rack com uma televisão enorme na parede, de frente pra cama. Se ela estivesse no banheiro com a porta aberta, poderia ver TV se estivesse se arrumando.

Do outro lado próximo ao da porta de entrada, tinha parede branca com uma árvore de Sakuras pintada a mão, com pétalas caindo com graça ao chão. Eu tinha certeza que por detrás daquela parede tinha um closet enorme, já que porta não estava na direção do closet, mas sim estrategicamente quase ao lado da porta do banheiro.

Tinha uma escrivaninha ao lado da cama, com alguns materiais de escola com uma iluminaria em formato de um alho-poró, pra variar... E pra finalizar um lustre moderno com uma luz levemente amarelada, mas que dava charme ao quarto.

Não sei afinal das contas quanto tempo eu fiquei esperando por ela, mas cada segundo valeu a pena quando ela saiu do banheiro.

Era tanto vapor que demorou pra vê-la por completo. Primeiramente só deu pra ver sua forma suave com os cabelos soltos. Só um pequeno detalhe: Ela estava com uma toalha amarrada em torno do corpo, cobrindo-o parcialmente, e estava enxugando os cabelos com outra toalha menor.

Ela demorou um pouco pra perceber que eu estava ali. Ela tinha terminado de enxugar o cabelo e jogado a toalha na cama e tirar a toalha quando me viu. A primeira reação foi imediata, de se cobrir toda. Depois, a mais previsível, de me fuzilar com seus olhos verdes brilhando perigosamente. Quando ela ia para o closet, a terceira e maior reação foi minha. Ergui-me em um pulo muito rápido e a prensei na parede com um braço de cada lado do seu rosto.

Ah, sim, eu sou um idiota. Um grande idiota com problemas mentais.

Ela faz questão de dizer isso todo dia. Ela segurou o ar, tensa. Ok, eu também não esperava isso. Mas o meu costume tem culpa nisso, ainda mais quando estou perto dela.

Ela levantou o rosto e olhou pra mim. Um terrível erro. Seus olhos brilhantes e cheios de vida estavam nervosos, olhando pra todos os lados, tentando me evitar, ou tentando achar um jeito de sair perto de mim e encontrar um objeto pra jogar em mim. Porém, o inesperado aconteceu. Suas bochechas brancas tomaram uma cor rosada, que em segundos passaram pra tom vermelho. Eu não sabia se ela estava muito irritada ou com vergonha.

Mas eu não consegui resistir. Ela era tão fofa corada, que tinha uma vontade enorme de apertar. Ela colocou as mãos quentes e macias no meio peito, em seguida fazendo um esforço pra me empurrar. Mesmo que não tivesse visto seus olhos, sabia que ela estava brava, muito brava mesmo. E quem não teria?

- Seu maldito alien pervertido... O que esta fazendo na minha casa? No meu aniversário ainda por cima? Sem minha permissão? E...

- Feliz aniversário, minha princesa. – Disse sem rodeios, com a minha boca bem perto dos ouvidos dela, e quando disse o apelido carinhoso de infância, que somente eu usava com ela, ela estremeceu. E eu também não sei o que deu em mim pra falar isso, foi automático. Mas quando o disse, a áurea ao redor pareceu ser menos tensa.

Ela olhou pra mim, sem reação. Ou com várias estampada na sua face delicada.

- Como você... Eu... Ahn... – Disse nervosa, em sussurros.

Dei um sorriso de canto pra ela, e abaixei o olhar. Acidentalmente eu olhei para o decote da toalha, e ela deu tapa na minha cabeça, já de volta a normalidade. Dei uma pequena risada com isso.

- Tenho um presente pra te dar.

Por um instante vi que seus olhos brilharam como o de uma criança ao receber um doce desejado de seus pais, ou permissão pra mexer um pouco mais na internet quando se está conversando com uma amiga. Mas em segundos seu olhar se tornou mais escuro, com mais raiva.

- Eu tenho que duvidar da posição em que você está.

- Olha, não era esse o presente, mas se você quiser, eu teria o maior prazer em lhe dar... – Nem preciso dizer que foi com malícia, né?

- Seu baka, saia de perto de mim! – Disse me empurrando com força, e eu cedi indo pré trás, e por um triz que a toalha quase cai, mas ela foi rápida o suficiente pra colocá-la no lugar e correr pro closet.

- Nem sonhe em sair daí enquanto me troco!! – Gritou do closet.

Então me sentei na poltrona de novo, dessa vez aguardando muito tempo para ela sair pronta dali.

Muitos e muitos minutos depois, ela saiu daquele closet, devidamente vestida pra quem faz aniversário. Bem até demais. Ela estava com um lindo vestido preto marcando a cintura com os cabelos soltos caindo em ondas suaves ao redor do rosto fino, com uma maquiagem leve.

- Diga logo o que quer.

- Nossa, depois fala que eu é que sou mau humorado...

- Para de enrolar, eu tenho que sair.

Um súbito interesse subiu pelas minhas veias, me fazendo levantar da poltrona, com os braços cruzados.

- Sair? Com quem? Pra onde?

- Ainda temos o trato, lembra-se? – Uma flecha atingiu meu coração, certeira. Como que podia ter esquecido? – Eu não te devo satisfações e nem você a mim. Se quiser me dizer alguma coisa bastava ter ligado ou qualquer outra coisa, não aparecer do nada na minha casa. – Ela agitou a mão no ar, como se estivesse espantando uma mosca irritante, e com a outra mão no quadril.

- Certo então apressadinha. Eu lhe vim trazer um presente de aniversário.

Ela se virou pra mim, e os cabelos se mexeram. Ela arqueou uma sobrancelha verde, curiosa.

- Que tipo de presente?

- Não é nado que você está pensando... Eu lhe comprei um presente.

- E o que é?

Eu fiz um gesto com a mão para ela se aproximar e ela veio calmamente na minha direção, ainda um pouco receosa.

- Pra que essa dúvida toda? Não somos adultos?

- Não, eu sou adulta a partir de hoje. E nem parece que você cresceu, do jeito retardado que é.

- Quer que eu te mostre como cresci? – Apontei para a cama ao lado, bem convidativa com cobertores brancos na luz amarelada brilhante do quarto.

Eu simplesmente não conseguia parar de irritar quando tinha a oportunidade! E por um momento pensei como seria ela debaixo daqueles lençóis brancos, só ela e eu e...

- Para de brincadeiras. – Disse séria.

Por fim, tirei uma caixinha preta de veludo do bolso e estendi a ela. Ela olhou para a caixa, com os olhos brilhantes. A pegou, meio receosa, e senti algo estranhamente bom quando nossos dedos se tocaram.

Ela olhou pra mim antes de abrir, e quando o fez, seus olhos brilharam ainda mais. Eu tinha comprado um colar com uma fina corrente de ouro e uma pequena esmeralda redonda como pingente. Ela abriu a boca, feliz, olhou pra mim e deu um sorriso sincero, o mais bonito que já vi. Acho que fiquei meio sem reação, já que deu uma risadinha da minha cara, mas voltou a sorrir, com os lábios perfeitamente pintados de vermelho.

Ela caminhou até porta e a fechou, dando de cara com um espelho que eu não tinha notado. Ela tirou o colar com cuidado na caixa e admirou. Como estava sem um colar, tentou colocá-lo, mas não conseguiu. Ela olhou para mim através do espelho, fazendo um pedido silencioso para ajudá-la. Em dois passos estava atrás dela, com as mãos ao redor de seu pescoço fino. Ela tinha passado um perfume muito bom, o marcante cheiro dela, e eu me inclinei para o sentir melhor.

Quando me toquei do que estava fazendo, disfarcei tentando olhar bem pro fecho, como se não tivesse muita experiência no assunto. Ela estava olhando pra mim através do espelho, e depois o voltou para o colar. Me afastei um pouco para ver como ela ficou, e o resultado ficou melhor do que eu esperava. O colar brilhante realçava seus olhos também brilhantes.

Então eu não só a surpreendi como me surpreendi. Meus braços estavam ao redor da cintura fina de Miku, e minha cabeça enterrada na curva de seu pescoço, cheirando aquele cabelo macio com... Cheiro de menta e morango?

Combinava com ela. Doce e forte ao mesmo tempo. Como seria isso entre quatro paredes, só eu e ela?

- Gostou? – Sussurrei no seu ouvido.

- Sim, eu gostei. Obrigada Kaito... – E ela sorriu de novo.

- Feliz aniversário, de novo.

Em poucos segundo ela se desfez do meu abraço, fazendo com que caísse uma chuva de ácido da realidade sobre mim ao lembrar de que ela ainda podia me odiar, e que um colar não a traria de volta pra ser minha amiga.

Porém antes do que eu pudesse notar... Ela me deixou com uma sensação fria dentro de mim... De abandono até.

Ela se virou, e ficamos com os rostos bem próximos. Ela segurou os colar, e agradeceu de novo, dizendo que não eu precisava ter me preocupado com isso. Mas não sabe que valeu a pena, e eu apenas neguei com a cabeça.

Logo eu lembrei do que ela tinha me dito, que iria sair. Eu disse que tinha que ir, ela disse que pegaria sua bolsa e poderia me acompanhar até o estacionamento, se eu quisesse. Claro que eu concordei, mas disse calmamente que ela não precisava se importar, que eu sabia o caminho. Ela deu um sorriso de canto e correu para pegar a bolsa que estava no closet, e aproveitei para me olhar no espelho.

Eu estava com as faces normais, mas por dentro, eu estava quase pegando fogo.

O que que ela tem que me deixa assim?

Por que a mistura do cheiro dela é tão boa?

Por que só faço besteira com ela?

Por que meu corpo reage desse jeito quando estou perto dela?

dela?

A nossa aproximação hoje sem xingamentos e “apelidos” foi... Boa. Antes que pudesse pensar mais, ela estalou os dedos na minha frente e riu da cara que eu fiz, e disse que já poderíamos descer. Eu disse que estava distraído com o meu reflexo no espelho, e ela revirou os olhos.

O caminho até o estacionamento foi tranqüilo, sem falas ou movimentos, apenas perguntas simples pra quebrar o clima, como “que horas são?”

Exceto por uma estranha sensação de falta de alguma, como uma parte incompleta de mim...

Quando acenamos em despedida um pro outro no estacionamento, eu senti aquela sensação fria ficar ainda maior, a sensação de vazio.

Em alguns minutos, estava no meu apartamento, deitado na minha cama, com apenas as luzes da cidade que nunca dorme iluminando o meu quarto. Estava olhando pro teto, e logo olhei pra janela. O caminho até ali foi como uma neblina, tudo em branco, mas eu já sabia o caminho até ali de cor, conseguiria fazer até de olhos fechados.

O dia fora longo na empresa, mas parece que eu gastei mais energia na casa da Miku, onde eu não tinha feito quase nada, apenas me segurar, do que o dia todo junto.

Cansado, mas com boas sensações dentro de mim, adormeci.

Sonhando com olhos de esmeralda entre quatro paredes.

Notas finais
POV KAITOOOOOO!!!! QUEM CURTIU???
Espero que tenham gostado!! O primeiro beijo foi kawaai, mas agora podemos ver como o Kaito pensa e age com a Miku!
Ei, tenho duas coisas pra falar! Hoje fui ao Shooping Anália Franco de São Paulo e vi um MONTE DE COSPLAYS LINDOOOOS DE VOCALOIDS!!! EU PIREI!! Mas não falei com ninguém tinha que correr ^^' coitada da minha mãe, não entendeu nada... A minha irmã ficou tipo: Olha Vicky é a LUKAAA!!!
Alguém aí é de São Paulo e estava lá? Se sim me falem como foi!!
Aviso 2: Eu vou ter uma viagem de formatura nessa quarta, vou postar Fallen (FINALMENTE) mas não vou conseguir postar lá, então vai ficar meio atrasado... Por favor, me desculpem!! >
Gostaram? Deixem um review!!!
Até ♥