Casamento arranjado?

Capítulo 7 – Alerta Vermelho... Part 2

Rin P.o.v.

Entramos naquele salão enorme, eu de braços dados com a Gumi, conversando sobre incríveis planos infalíveis. Ela é bem diabólica, mas as pessoas não acreditam por causa da aparência “frágil” dela.

Posso afirmar, ela não tem nada de frágil.

Logo sentamos numa mesa perto da parede, com Gakupo de cara fechada e de braços cruzados olhando pra pista de dança. Provavelmente umas by Text-Enhance\\\">mulheres solteiras dando tudo de si pra conseguir um namorado descendo até o chão...

Após alguns minutos de conversa com a Gumi (ainda), Luka veio até a nossa mesa.

Quando olhei pra ela, a ficha caiu.

Ainda tenho que ir atrás do Len pra não perder a aposta!

Não posso perder uma aposta que pode ficar pra depois... Apesar da conversa valer a pena...

Pedi discretamente a Gumi pra ir até o banheiro comigo, logo ela pegou a bolsa dela e eu a minha.

Atravessamos a multidão com algumas cotoveladas e empurrões, e abri a porta do banheiro, que milagrosamente pra minha sorte estava vazio. Me encostei na pia de pedra gelada, e passei as mãos no rosto, suspirando.

- Por que está apreensiva Rin? Aconteceu algo de errado? – Se tivessem feito essa pergunta pra mim antes, diria que não era comigo, mas agora eu apenas balancei a cabeça, concordando.

- Eu... Tenho uma coisa pra fazer, na verdade muito importante. Só que...

- Só que o que?

- Eu não sei se devo fazer isso, e se eu vou conseguir. – E fechei os olhos, pensando na melhor alternativa:

- Se eu perdesse a aposta, a Miku se lembraria disso até o resto do da minha vida.

- Se eu conseguir dar uns pegas no Len, ela não falaria nada.

Seria perfeito se não tivesse um só probleminha:

Nunca dá pra dar só uns “pegas” no Len.

Ou você não pega ele e seja apenas uma amiga (ou no meu caso agora que é inimiga), ou você dorme com ele, o que é meio raro, apesar de sempre ter mulheres na cola dele.

Ele nunca deixa barato, é sempre ele que manda, sempre ele que escolhe com quem vai dormir ou vai deixar de dormir.

O modo como falo dele é estranho, parece até que ele é um ninfomaníaco... Não, pera, o ninfomaníaco é o Kaito... Mas já que Len anda com ele, ele se tornaria um?

- Bem, se você me explicar acho que posso te ajudar, quem sabe.

- Certo... Você promete que não vai contar pra ninguém?

- Claro. Amigas guardam segredos de amigas. – E sorriu.

- Então... Certo. Por onde começar?

Contei a ela do incidente da loja, o do vestido que eu a forcei usar e do Kaito, e da aposta da Miku, de eu pegar o Len, mas não contei que a Luka tinha que pegar o Gakupo, acho que pegaria mal. Depois ela mesma contava. E acabei perguntando o que deveria fazer com Miku depois disso tudo.

Ela disse que me apoiaria por aceitar o desafio, e que eu deveria guardar a vingança pra depois usar contra ela num futuro próximo.

- Meu senso de loucura aumenta quando estou na presença de outras pessoas loucas. – Afirmou.

- Como você acha que eu deveria chegar no Len depois de... Você sabe o que aconteceu no passado...

- Você é cheia de atitude, e tem a melhor arma: Você já o conhece muito bem... Sabe do que eu estou falando. O plano é fazer ele chegar até você, e não você a ele. Também o provoque

- Só se eu me transformar num porco assado com uma maçã na boca...

- Não fale assim de você mesma... Mas até que a idéia foi boa? Mentira, mentira... hahaha... Bem, você deve deixá-lo na palma da sua mão, e depois quando ele achar quando você for dele...

- Cair fora. – Completei a frase. — É assim que se faz!

- No seu caso sim. Agora... – Ela pegou meu celular e mostrou as horas. – O tempo está acabando... Melhor você se apressar.

Caminhei até a porta de saída, e dei um aceno e um obrigada a ela. Ela sorriu em troca.

Abri a porta com um empurrão e o som alto e potente das musicas quase me deixou surda. Mas eu ia ser a diferente e somente dar uns pegas. Seria bom ele provar do seu próprio veneno...

Eu finalmente iria by Text-Enhance\\\">ganhar essa aposta de uma vez.

(...)

Então, depois de algum tempo vagando pela pista pra encontrá-lo, o vi cercado de outras mulheres (vadias, obviamente), que riam de qualquer coisa que ele falava, e as mais ousadas passavam as garras nos braços musculosos dele.

Que já tive a grande oportunidade de conhecer muito bem... Mas eles não me atraiam mais da maneira como atraiam antes, não agora.

Ouvi o DJ começar a falar com o pessoal e colocar uma nova música, bem remixada com várias batidas diferentes.

Ótimo. Era exatamente o que eu precisava. E sorri com isso.

Caminhei pra pista de dança rebolando (não muito), e recebi vários olhares pelas costas. Olhei para trás e o vi me encarando com um sorriso malicioso.

Como costumava fazer...

Sorte a minha que eu conhecia a música. Era meio antiga, mas não deixava de agitar a galera, Just Dance, da Lady Gaga.

Fiquei num ponto onde ele podia me ver, e comecei a dançar.

Acho que nunca fui tão agradecida a alguém que me obrigou a dançar: Luka.

É aquela coisa rosa me obrigou (e a Miku também) a fazer curso de dança com ela. A Miku foi de boa já que isso a ajudava mais no teatro, mas eu recusei o máximo que pude, mas ela acabou ganhando. Fiz Jazz e Salsa, Luka Dança do Ventre e Jazz, e Miku Clássica e Jazz também. Adorava dançar com elas.

Meus quadris se mexiam sozinhos, leves e provocantes pra quem via, e de recalque pras invejosas. Agradeci a Luka mentalmente por isso.

Certo, agora foco na música. Na Música.

Não naquele que tá te comendo com os olhos, cercados de mulheres que querem a sua cabeça numa bandeja de prata.

No final da música, senti um par de mãos fortes e firmes segurar minha cintura e me pressionando contra um peitoral malhado. Não precisei nem olhar pra cima pra ver o rosto do cara que me agarrou.

Só podia ser Len. Aquele toque quente e preciso, acolhedor e sexy só podia ser dele. Já o conhecia muito bem.

Seu rosto foi se aproximando do meu ouvido, e sua voz me deu arrepios que tentei disfarçar.

- Rin, Rin... Continua a mesma... Quanto tempo, não?

- Sério? Você também continua o mesmo. Não sei, talvez não... Faz tanto tempo... – Provoquei.

- Provocativa como sempre. Você não mudou.

- Mudei sim. Pra melhor. – E fiquei frente a frente com ele, encarando aquele pervertido sem vergonha.

- Sério? Tem como provar?

- Isso é um desafio?

- Se você achar que é... – Sorriu malicioso.

- Você sabe que eu adoro desafios, Len.

(...) P.O.V. Autora

Os beijos estavam cada vez mais quentes. As mãos travessas, procurando onde explorar pelo corpo de cada um. A conexão dos corpos, a força e firmeza que ambas as almas exerciam quando estavam uma com a outra.

Pra eles só existiam eles dois ali. Não tinha pessoas se devorando com luxúria no corredor, gemidos prazerosos ou todo tipo de roupas espalhadas pelos corredores.

Somente um ao outro.

Os lábios de ambos estavam inchados e vermelhos. Os corpos, muito quentes. As mentes, insanas.

Mas não a dela.

Estava pulando de alegria por seu plano estar dando certo, e que ele finalmente sentiria só uma pequena dose de dor que ela poderia proporcionar.

Ele estava ficando louco, igual a alguns meses atrás, na mesma situação. Só um pouco diferente, já que ambos conseguiram trilhar um caminho até a cama.

Mas hoje não.

Antes de ele conseguir abrir a porta e empurrá-la pra dentro, ela milagrosamente, pensou ele, o empurrou pra longe, com uma força tirada sei lá de onde.

Ele ficou meio desnorteado, pois isso nunca acontecera, nem com ela, e nem com as poucas mulheres com quem já ficou por prazer carnal. Antes de pular em cima dela de novo, ela colocou uma mão na frente, dando tempo de ambos se analisarem:

Ela estava com o vestido amassado e levantado até o meio das coxas, onde as mãos dele estavam a pouco tempo. Os lábios volumosos e rosas estavam vermelhos, e o cabelo não se podia ter uma descrição melhor que a do resto: armados, com evidencia de alguns puxões.

Ele estava sem o paletó, que devia ter ficado no caminho até o 2º andar, e a camisa branca toda amassada, com um pouco de batom vermelho dela na gola, e a gravata, que tanto tempo demorou pra colocar, agora nas mãos dela. O cabelo dele estava muito mais bagunçado do que o dela, o rosto e pescoço com marcas vermelhas de batom.

- Mas o quê...?

- O que aconteceu aqui entre nós foi um erro, como o da primeira vez. – Disse Rin calmamente, ajeitando a barra do vestido pra tentar esconder aquela marca em forma de mão da sua pele alva. Por fim suspirou e disse – Isso nunca mais vai acontecer de novo. Adeus.

E magicamente, foi andando pelo corredor como se nada tivesse acontecido. Como se ela não estivesse passado por aquele corredor da mansão, e o pior: Não estivesse ali com ele, o que o abalou o suficiente para pegar o braço dela com certa força, não o suficiente pra machucá-la, mas apenas pra mostrar a tensão que ele sentia.

- O que você quer dizer com isso?

- Não seja idiota Len. Agora eu vou embora, e você vai fazer o que quiser, mas com outra garota. – Ela tentava se soltar dele, mas os sofridos dias de academia dele valeram a pena para torná-lo mais forte e definido.

- Por que você fez isso comigo?!

- Apenas fiz o mesmo que você fez comigo a meses atrás. Me deixar.

- Para de ser dramática! Você sabe que tudo aconteceu por acidente! Eu estava bêbado!! Sabe que eu não fico lúcido nesse estado, ninguém fica!

- Obvio que sim. Mas logo fazer sexo com alguém que queria te dar o golpe da barriga justamente em você, que esbanja dinheiro por onde quer que passe!

- Esquece a Inuka! Volta pra mim! Nunca mais fui o mesmo sem você!

- Pare de ser um idiota sentimental, eu não caio nessa. Agora me solta de uma vez! – Gritou e puxou rudemente o seu braço, se afastando daquela presença quente.

E então ela correu. Desceu as escadas numa velocidade absurda para o seu salto agulha 15, e correu sem olhar pra trás. Atravessou a multidão sem se importar com quem esbarrava e gritava. Mas não estava chorando. Não iria chorar. Não podia.

Sua cabeça estava com um turbilhão de pensamentos variáveis que corriam como uma cachoeira num desfiladeiro.

Então veio a salvação.

Seu celular vibrou, com uma mensagem que dizia:

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De: Luka

Para: Rin / Miku

Ei, eu preciso conversar com vocês. Sério. Me encontrem no banheiro o mais rápido que puderem.

Bjs

Luka-chan (ou Bíblia Humana, tanto faz...)

P.S. Espero não estar atrapalhando nada... kkkkkkk

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E correu com uma nova força de vontade vinda do fundo do coração, uma emoção verdadeira e sincera.

Abriu a porta e encontrou o banheiro vazio.

Um pesar tomou conta dela, que dizia: Viu, elas te abandonaram também.

Porém, algo no seu interior dizia pra seguir em frente. E foi o que fez.

As emoções dela não podem ser descritas, de tão alegres que estavam.

Encontrou uma Luka rindo de uma Miku emburrada.

E então algo no seu interior mexeu com ela.

Que sensação é essa...?

Tudo o que pode ver foi as faces de suas amigas preocupadas e alertas na sua direção, antes de ceder seu corpo ao chão duro e frio como pedra.

Como o coração dela em relação a um certo loiro.

Notas finais
Então, gostaram? Essa pobre autora merece seus reviews?

Aviso: Nas férias de julho eu irei postar mais, e farei o meu melhor na medida do possível. ♥