Casamento Arranjado?
5 Capítulo 5 - Best Friends For Ever...! Or Not!
Notas iniciais
Espero que gostem, fiz com muito carinho ♥
Minna, esse capítulo vai ser importante pro próximo!
Realmente estou gostando de escrever a fic, e não irei abandoná-la (por ser muito egoísta), mas reviews me incentivam, principalmente se forem críticas e elogios, nossa eu amo elogios!
Pessoas que comentavam não comentam mais, isso me deixa triste... (Melly-chan, minha querida, onde está você e seus reviews maravilhosos que incentivam tanto...?)
Tenho um lembretinho pra vocês lá em baixo!
Casamento Arranjado?-
Capítulo 5 — Best Friends For Ever...! Or not!
P.O.V Miku
Certo, então eu estou ferrada.
Bem ferrada na verdade...
Eu sei que eu vou ter que me casar.
E ainda mais com ele.
Eu não quero é obvio.
Kami, tudo o que eu queria era ser feliz vivendo a minha vida do meu jeito.
Mas pra isso preciso de dinheiro.
E se eu quiser o dinheiro, eu vou ter que me casar.
Eu não sou egoísta e nem aproveitadora dos meus pais, longe disso.
Mas eu não posso trabalhar por que o meu pai não deixa.
Ele tem essa coisa de que as mulheres da família dele não podem trabalhar...
Por isso que ele não gosta da minha tia, a irmã dele.
Ela trabalha como gerente na loja de eletrônicos, e ganha bem com isso.
Mas ele é muito orgulhoso, e jamais me deixaria trabalhar... E tem a parte da mídia também.
Flashback on
Eu caminhava com passos fortes e decididos. Mas por dentro estava com um pouco de medo com o que iria acontecer. Caminhava rapidamente em direção ao escritório do meu pai, na minha antiga mansão, antes de me mudar para o apartamento.
Cheguei a frente da porta e respirei fundo. “Vamos Miku. Você consegue!” Era isso o que o meu subconsciente dizia.
Bati duas vezes na porta.
- Entre. – A voz do meu pai me deu calafrios, apesar de não demonstrar frieza.
Empurrei a porta pesada de madeira polida, e entrei. Ele levantou o rosto, me olhou e abaixou a cabeça, voltando a escrever.
Obrigada pela consideração...
- Pai, precisamos conversar. – Tentei soar com uma voz firme.
- De quanto você precisa, Miku? – Ele nem ao menos levantou a cabeça ao dizer isso. Certo, eu só falava com ele quando precisava de dinheiro para as compras, mas não precisava agir desse jeito.
- Não vim pedir dinheiro, pai. Vim conversar com o senhor sobre pedir um emprego.
Ele largou a caneta e olhou pra mim.
- Que tipo de brincadeira de mau gosto é essa?
- Não é brincadeira nenhuma, pai. – Tentei soar séria. O que não era muito minha cara.
- Miku, pare de me fazer perder tempo, estou resolvendo umas coisas sérias aqui...
- É sério pai! Eu quero trabalhar e...
- O que vão pensar de mim se eu deixar você trabalhar nessa idade?! Que eu não ganho bem e tenho que te obrigar a isso?! E a minha reputação?! E o meu orgulho, como fica?!
- Pai, você sabe que eu posso trabalhar, estou estudando pra isso! E essa história de que você ganha mau também não existe! Você é um dos homens mais ricos do Japão, o mestre da tecnologia!
— Eu sei disso. Mas e se as ações caírem? O que eu faço com você? E a sua mãe? Eu me sentiria um lixo se não pudesse bancar vocês... Faço isso por que as amo.
- E por seu orgulho! Você sabe que isso nunca vai acontecer, tem milhões no banco!
- Melhor prevenir do que remediar. Essa discussão está encerrada.
E sentou, voltando a fazer o que melhor fazia: trabalhar.
Dei meia volta, sentindo meus cabelos esvoaçarem, e sai rápido da sala. Fechei a porta com força atrás de mim, me encostei-me à parede, tampando o rosto para evitar chorar.
Como ele pode ser assim? Tão orgulhoso?
Bem, lembrar de coisas assim não vai me fazer sentir melhor.
Flashback off
- Miku, vamos logo, temos que nos arrumar! – Disse Luka cutucando o meu braço.
- Já vou! Não é culpa minha se o trânsito ta um inferno hoje...
- Acho que é por que todo mundo vai à festa da Meiko... – Rin disse.
Começamos a rir da piada besta da Rin quando o sinal deu verde. Era incrível de como ela podia fazer graça de tudo, em qualquer hora e em qualquer lugar.
- Rápido Miku, o sinal abriu. – Disse Luka apontando pro sinal.
- Vai vai vai! Corre guria, se policia pegar a gente tamo tudo fudida! – Rin disse.
Rimos de novo com essa piada. Pisei no acelerador, tentando sair o mais rápido dali.
- Por que estamos todas no meu carro? – Perguntei.
- Olha coisa, se você não lembra, combinamos de dormir na sua casa pra ir direto à festa amanhã? Capiche?
- E os seus carros? – Virei à esquina a direita, perto de casa.
- Viemos com o motorista da Rin. – disse Luka gentilmente.
- É deu preguiça de ir de carro... Sem falar que é o trabalho dele.
- Oh preguiça. – Disse buzinando pro porteiro do meu prédio abrir o portão.
Desci a rampa e virei a direita. Parei e olhei pra elas. Luka estava do meu lado e Rin atrás. Estacionei em uma das duas vagas que eu tinha.
- Ei Luka, por que você demorou pra sair da loja? Estávamos te esperando do lado de fora um tempão!
- É que... – Ela parou e disse – Eu achei uma coisa que eu gostei e estava pensando se compraria ou não.
- É duro ser rica... – Disse Rin.
Descemos e pegamos as sacolas, que por sinal eram várias. O caminho até o meu apartamento foi tranqüilo, apenas conversamos sobre coisas de garotas.
Tirei a chave da bolsa e abri a porta, tiramos os sapatos e entramos.
- Ahh, que dia longo... – Rin se jogou no sofá.
- É duro ser rica... – Disse Luka imitando a voz fina da Rin.
- Nossa você não faz idéia de como é... — Concordou Rin sem perceber a ironia — Ei Miku tem alguma coisa pra comer?
- Acho que tem alguns lanches prontos no congelador...
- Eu estou com uma fome, que podia comer um leão... – O estômago da Luka roncou.
- Estou com uma fome que podia comer uma Luka. – Rin disse espontaneamente.
Luka olhou pra ela com uma cara de quem estava muito brava. E eu, claro, decidi colocar mais lenha na fogueira.
- Oohh... Te chamou de gorda, não deixava!
- Quieta Miku. – Luka falou curta e grossa.
- Oohh, toma recalcada! Bem feito, quem mandou se intrometer no meio da conversa? – Rin chegou a deitar no sofá de tanto rir.
- Você também fica quieta. – Falou Luka dura e fria, e Rin parou de rir.
- Oh, pior que xingar a mãe! – E fui caminhando em direção a cozinha pra não receber mais patadas da Luka.
Abri o congelador e tirei de lá 3 lanches prontos. Elas logo vieram e sentamos a mesa.
- Acha melhor pegar um lanche pronto do congelador ou pegar uma comida chinesa? – Rin se manifestou.
- É, lanche pronto assim engorda muito... – Luka se uniu a Rin.
- Eu como isso quase todo dia quando a empregada não está... É ela quem faz a comida. – E dei sorriso.
- Como você não engorda? – Luka disse incrédula.
- Sei lá... Deve ser a genética, algo do tipo... – Dei de ombros.
- Que seja... Vamos pedir comida chinesa? Faz tempo que eu não como... – Rin falou sonhadora.
- Pode ser...
Guardei a comida congelada e peguei o telefone, disquei os números que estavam na agenda. Pedi a comida e a atendente disse que por volta de 20 minutos a comida estaria pronta pra ser entregue na minha casa. E não pude de esquecer de pedir 3 biscoitos da sorte.
- Enquanto esperamos pela comida, por que não vamos ao quarto branco? – Sugeri e elas concordaram alegremente.
O quarto branco é aonde costumamos dormir quando elas vinham aqui. Ele ficava do lado da sala de jantar, com uma escada de acesso ao meu quarto. A maior parte dele era branca, com um espelho na parede, e tinha também uma janela que ia do teto até a metade da parede, ocupando toda a largura da sala. Tinha as cortinas vermelhas longas do teto ao chão que quebravam um pouco o clima totalmente branco. E a melhor parte é que tinha um piano do lado da parede, e a Luka costuma tocar pra gente.
Sem falar que tem um sofá de veludo preto do lado do piano, e as camas ficam do lado do espelho.
- Eu nunca me canso de vir neste lugar, é tão lindo e arejado. Dá pra relaxar muito aqui. – Disse Luka.
- É verdade, concordo com você Luka... – Rin disse.
Suspirei pesadamente ao lembrar o real motivo “escondido” de eu chamá-las aqui. Elas olharam pra mim, e apontei para o sofá, mostrando para elas sentarem. Luka sentou na cadeira do piano, e Rin sentou ao meu lado.
- Eu... Eu... – Gaguejei e me curvei — Preciso falar sério com vocês... – Já segurava as lágrimas e apertava as minhas mãos fortemente na minha calça. Elas ficaram apreensivas.
- Por favor, não esconda nada da gente. Você sabe que pode confiar em nós duas, sempre seremos leais a você... – Luka disse calmamente colocando as mãos delicadas nas minhas costas, em um gesto pra me acalmar.
- É uma notícia horrível pra mim... Eu não queria fazer isso... – Disse já derramando lágrimas.
- O que foi Miku? – Falou Rin nervosa.
— Eu... Vou... Ter... Que... – Respirei fundo.
- Diga o que você terá que fazer Miku! Desabafe pra gente, será melhor pra você! – Falou Rin.
- EU VOU TER QUE CASAR COM O KAITO POR CAUSA DA EMPRESA DO MEU PAI!!! – Desabei em lágrimas e soluços desesperados e pesados.
Elas não falaram nada por alguns segundos. Foi então que Rin se manifestou.
- COMO ASSIM?! SEU PAI É LOUCO POR TE OBRIGAR A FAZER ALGO DESSE TIPO COM VOCÊ?!
- EU NÃO SEI! – Disse ainda em lágrimas.
- Rin se acalme, não vamos deixá-la pior do que está!
- CALMA O CARAMBA! QUE TIPO DE PESSOA FAZ ISSO COM A SUA PRÓPRIA FILHA?!
Rin gritava e eu chorava sem parar. Luka estava desnorteada, não sabia se chorava comigo, se me consolava ou fazia Rin parar de gritar. Estava tudo um caos naquela sala. Já podia imaginar os vizinhos reclamando da gritaria de jovens loucas.
- CHEGAAAA!!! – Luka explodiu e se levantou. Rin e eu ficamos sem reação diante de tal ação dela. Quase nunca ela levantava a voz, só se era extremamente necessário.
- Você! – E apontou pra Rin, com um olhar forte e decidido – Corre lá em cima e pega guardanapos! Rápido! – E ela saiu correndo pela porta – E você! – Apontou pra mim – Venha, sente-se aqui comigo. – Disse calma e pacífica.
Ela revirou umas partituras que estavam acima do piano. Ela colocou uma na frente e me disse acariciando meus fios bagunçados.
Ouvi o barulho da porta se abrindo e passos rápidos na minha direção. Rin me entregou os papeis e imediatamente comecei a me enxugar.
- Miku, por favor... Explique essa parada estranha pra gente. – Rin pediu calmamente pra mim, se agachando e colocando as mãos nos meus joelhos.
Respirei fundo e finalmente disse:
- Por favor, prometam que nunca contaram isso pra ninguém, quem quer que seja...
- Eu prometo. – Disseram juntas.
- A história é assim... Meu pai me disse chamou pra almoçar com ele hoje, lembram? Por isso que não pude sair com vocês...
- Filho Da...
Luka a reprimiu com o olhar, dizendo pra não continuar a frase.
- Por favor não o xingue... Ele pode ser um homem horrível, mas ainda é meu pai...
- Certo, desculpe.
- Continuando... – Funguei – Eu tenho que casar pra salvar a empresa do meu pai... e a do Kaito também...- Disse entristecida.
- E não tem nada que possa ser feito em relação a isso? –Luka perguntou.
- Eu acho que não, meu pai sempre foi super protetor comigo. Ele nem me deixava namorar! Mas sempre foi capaz de tudo pela empresa...
- Ora Miku, você já falou com o Kaito? – Falou Rin.
- Já, ele veio aqui depois que eu saí, eu acho... Só sei que ele estava aqui quando acordei, e a mãe dele também. Elas saíram e nós conversamos sobre o casamento.
- E o que ele disse?
- Ele disse que era óbvio que não queria casar. Também, ele fez um escândalo no restaurante. – Funguei e enxuguei as lágrimas que insistiam em correr pelo meu rosto – E só aceitamos em casar por causa das empresas, por que nossos pais perderiam tudo, e o que todo sacrifício que fizeram pela empresa seria em vão. Então fizemos um acordo.
- Que tipo de acordo? – Perguntou Luka, passando as mãos delicadas no meu cabelo.
- É agora fiquei curiosa! – Afirmou Rin.
- Nós não devemos satisfações um pro outro. E também eu disse a ele que poderia comer todas as vadias que ele quisesse só não trazê-las para casa e manter longe de todo mundo, como a mídia. E também ele disse que teríamos que fingir estarmos apaixonados, já que não passa de atuação.
- Huum, me deixe pensar um instante... Essa ideia genial foi sua, não? – Luka colocou um dedo no queixo, como se estivesse pensando com um sorriso.
— Foi... – Eu sussurrei pra ela, com um sorriso minúsculo se abrindo.
- É um bom acordo pra quem está numa situação como a sua. – Rin se levantou – Mas chega de lágrimas! Você sempre tem que ver o lado bom da coisa! Veja só: Você irá apenas se dedicar a você mesma depois do casamento, deixando os negócios da família com o Kaito, “ferrando” ele.
- Verdade...
- Quem diria que você pensaria em algo tão malvado? – Perguntou Luka, mais pra ela mesma do que pra nós.
- Engraçadinha...
- Acho que assunto está parcialmente resolvido. Eu não tenho certeza, mas tirando o fato que a minha mãe e a do Shion ficarão loucas pra fazer a festa de casamento...
Elas reviraram as cabeças, dizendo coisas como: Nossa você ta ferrada! Tenha calma nessas horas, Eu é que não queria estar no seu lugar!, essas coisas que amigas falar pra tirar sarro da gente...
- Chega de depressão, vamos aliviar a cabeça um pouco! – Rin cantarolou alegremente.
- É vamos comer comida chinesa! – Disse Luka.
Nós levantamos do sofá, o que foi uma tarefa relativamente difícil quando você passa muito tempo lá, e fomos até a cozinha esperar pela comida chinesa.
- Nossa, minha bunda ficou quadrada de tanto tempo que ficamos lá... – Comentei espreguiçando minhas costas.
- Sua bunda é quadrada Miku. – Afirmou Rin.
- Pelo menos eu tenho bunda, que nem a Luka!
- Não me envolvam nessa história de bundas, recalcadas.
- Olha só quem fala! – Dissemos eu e Rin ao mesmo tempo.
- O recalque de vocês vem e bate no reflexo do meu livro preferido! – Disse mostrando um livro tirado de sei lá aonde.
- De onde você tirou esse livro? – Perguntou Rin – Do seu...
- Nem termine a frase Kagamine Rin, é totalmente desnecessário...
A campainha tocou e eu corri pra atender enquanto elas arrumavam a mesa.
Abri a porta e dei de cara com Akita Neru, uma menina que estuda no nosso colégio, mas que infelizmente é do lado da Meiko.
- Ora, se não é a Akita pagando promessa de entregadora... – Ironizei.
- Há, há, muito engraçado Hatsune...- Ela revirou os olhos – Isso não é da sua conta... Agora paga logo e pega isso! – Disse estendendo a sacola de yakisoba.
- Pode ficar com o troco... – E estendi algumas notas pra ela ao pegar a sacola.
Ela não falou nada, apenas se virou e foi embora.
Entrei e dei de cara com as meninas sentadas prontas pra comer.
Coloquei em cima da mesa e elas foram abrindo enquanto eu lavava as mãos.
- Nossa, isso ta com um cheiro muito bom... – Disse Rin pegando um palitinho pra se servir.
- Vocês não acreditam quem foi quem entregou!
- Quem?- Rin estava com a boca cheia enquanto falava.
- A Akita Neru!!
Elas começaram a tossir muito, e depois beberam um pouco de água.
- Você está de brincadeira!
- Não estou não, era ela mesmo!
- Nossa... Nunca imaginei que ela faria isso um dia...
- Deve estar pagando promessa... Sei lá...
Concordamos em silêncio e voltamos a comer.
- Hora de abrir os biscoitos da sorte! — Falei.
Rin abriu primeiro, por ser a mais apressada.
- "Sua vida mudará bruscamente depois dessa semana" — Rin leu o papelzinho. — Sei lá o que essa bagaça quer dizer...
- Minha vez. — Disse Luka quebrando o biscoito e lendo o papel — Sua em confiança em certas pessoas mudará. Que frase poética...
- Agora eu! — Quebrei o biscoito e li em voa alta: — Você terá que arcar com certas escolhas no seu caminho, por isso não deixe de pensar duas vezes... Nossa, o meu está bem sentimental...
(...) Na tarde seguinte, depois da guerra de travesseiros antes de dormir...
- Certo... O que significa ISSO?! – Gritei.
- Não é nada demais Miku! – Discordou Rin.
- MAS PRA MIM É!!
- Calma, eu posso explicar... – Luka se adiantou.
- É MELHOR IR SE EXPLICANDO MESMO!! QUEM VOCÊS PENSAM QUE EU SOU PRA USAR ISSO?! A MEIKO?!
Eu não acredito o que elas fizeram isso comigo. Eu não levei nenhum vestido da loja no final da contas por que tinha algumas roupas que tinha comprado na semana anterior, só comprei alguns sapatos e jóias que iriam combinar com o meu vestido.
Elas trancaram a porta do meu closet, esconderam a chave e o pior:
Só tem o vestido vermelho que a Luka trouxe escondido sobrando pra eu vestir.
- EU JÁ DISSE QUE EU NÃO VOU USAR ISSO NUNCA!! O QUE VOCÊS TEM NA CABEÇA PRA...
- Temos um plano genial pra você Miku. – Disse Luka se sentando em uma poltrona e cruzando as pernas, com um ar diabólico.
- Temo... – Rin ia dizer quando a Luka tapou a boca dela, já que ela estava sentada perto dela.
- Temos sim Miku... – E deu uma piscadela pra Rin que concordou.
- E qual seria esse plano, Bíblia Humana? – Falei irritada.
- Se acalme primeiro. – E sentou na poltrona de novo. — Você irá vestir esse vestido vermelho...
- Não vou não!
- DEIXE ELA TERMINAR MEU!
-... E mostrará pra todo mundo o quando você pode ser atraente e ao mesmo tempo ter um rostinho bonito. Principalmente para o Kaito... – Disse Luka diabolicamente.
- Sabe por que eu fiz aquele acordo com ele, de que ele podia pegar quantas moças quisesse? Pra não ser assediada por ele, já que ele pega qualquer uma! Obvio que eu não disse nada. – Bufei e me joguei na cama, ainda com o vestido em mãos.
- Você consegue! – Luka me incentivou – Mostre que você é a melhor que a Meiko!
- Eu não sei...
- AH MEU, VAI SE FERRAR! – Rin veio na minha direção, agarrando o meu rosto com as mãos e gritando: — VOCÊ É MIL VEZES MELHOR QUE A MEIKO! AGORA VAI LÁ E MOSTRE PRO SEU NOIVO O QUE ELE TÁ PERDENDO PRA AQUELA VADIA. – Rin sacudia a minha cabeça várias vezes enquanto falava, me deixando enjoada.
- PARA, TÁ ME DEIXANDO ENJOADA!
Ela soltou o meu rosto e cai na cama.
- Chega, me deixem descansar... – suspirei – Eu vou com o vestido SE vocês duas pegaram o Gakupo e Len.
Elas iam gritar de felicidade, olhei pra elas e vi suas faces se distorcerem pra uma careta de espanto e de indignação.
- Han?! Que idéia maluca é essa?!
- Ora, nada menos que a ideia de mesmo nível que a de vocês! Então é isso ou nada.
Elas pareceram pensar um pouco na proposta, e se olharam. Mas a resposta delas me surpreendeu mais que a própria proposta.
- Feito. – Disseram juntas.
- PERAÍ!! VOCÊS NÃO VÃO NEM AO MENOS PENSAR?! – Pulei da cama.
- Eu aceito o seu desafio de pegar o Gakupo, e vou honrar a minha palavra. Ale do mais confio nas minhas capacidades... – Afirmou Luka. A resposta dela me derrubou um pouco.
- Eu também acho que posso tentar pegar o Len... Afinal, não posso perder pra você... – Agora eu estava toda caída no chão com a resposta delas.
- Eu não acredito nisso... Vocês aceitaram! – E sentei na cama.
- Só pra ver você usar o vestido na frente do Kaito! – Disse a Rin.
Suspirei derrotada, ainda não acreditando o rumo que a nossa conversa tomou.
- Vamos nos arrumar para festa, afinal não ficaremos prontas sozinhas. – Disse confiante.
Elas acenaram com a cabeça, com um brilho malicioso nos nossos olhos.
Notas finais
E eu vou ser má pelo menos uma vez na vida: No próximo capítulo finalmente será a tão falada festa... (desculpem por enrolar, mas é que é realmente necessário isso tudo) SE eu receber um número considerável de reviews, eu posto o capítulo da festa na quarta, já que eu tenho 14 leitores e 8 favoritos. Se não posto sábado mesmo...
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