Notas iniciais
Obrigada as pessoas que comentaram e favoritaram! Isso me deixou muito feliz ♥!

Casamento Arranjado?

– Capítulo 3

P.O.V. Miku

- Então Kaito... O que você queria dizer? – Eu disse engolindo o seco. Mas tentei conter o nervosismo de não pular em cima do pescoço dele, só para sufocá-lo, depois matá-lo lentamente, e dolorosamente também...

- Você cresceu Hatsune... – Disse olhando descaradamente meu corpo de cima a baixo. – E muito...

Baka, baka, baka!!

Retardado pervertido de uma figa! Só não o chamo de filho de uma put@, pois a mãe dele é muito legal, e o pai dele também!

- Então Kaito, não sou mais uma de suas mulheres que você pega e depois larga... – Eu disse tentando empurrá-lo, e então ele cedeu.

- Bem, não estamos aqui para falar das moças que eu pego ou deixo de pegar... Vim aqui apenas para conversar sobre nosso “casamento” – Ironizou com os dedos na última palavra. Eu também teria feito isso no lugar dele.

- Bem, pra começar, nem eu, nem você queremos nos casar. Isso é obvio. — Eu disse calmamente.

- Isso até um cego vê... — Ele disse revirando os olhos.

- Chega de brincadeiras e ironias Shion. Dessa vez o assunto é sério, não vou...

- Ah, Kaito, não vou ser uma daquelas vadias que você pega todo dia, por favor, me deixe mandar nesse mundinho que vamos viver a partir de agora, e ai... – Ele me interrompeu, imitando minha voz fina, mas muito mais desafinada.

- Seu baka, para de atrapalhar! Me deixa terminar de falar! – Quase explodi na frente dele.

- Ah ta bom, meu! To nervoso também! Acha mesmo que eu iria me casar?! Ainda mais com você?! – Explodiu de raiva, começando a andar em torno do fogão-balcão que ficava no meio da cozinha.

Ele estava mesmo nervoso, mas eu também estava.

- É por que você vai perder suas vadias... – Sussurrei.

- Eu ouvi Hatsune. Isso ofendeu. Nem todas são vadias...

- Não to nem ai se você ouviu ou não. Isso é a verdade, você, eu e o mundo todo sabemos que você só pega esse tipo de mulher. Suas peguetes não duram nem uma semana... – Ri baixinho com esse comentário.

- Está com ciúmes Hatsune? – Ele se aproximou de mim com um sorriso malicioso, me ameaçando prensar contra o balcão de novo, mantendo nossos rostos bem perto um do outro.

Perto demais pra alguém que quer morrer no dia em que se sabe que vai casar.

- Nem nos confins do inferno, capeta... Saia de perto de mim! – disse empurrando-o.

- Ok, ok... Agora vamos estabelecer acordos do nosso casamento. – E se sentou em uma cadeira da mesa de jantar, enquanto eu ainda fiquei na bancada, paralisada com as palavras

Peraí... Ele ainda quer casar?

- Eu não acredito que você quer se casar! – Agora eu é que explodi – Ainda mais você! – Disse muito irritada, até sacudi um pouco os braços pra mostrar a minha raiva.

- Você sabe que eu não quero me casar. – Ele disse com a maior naturalidade, olhando fixamente para mim. Apoiou o cotovelo na mesa e queixo em uma das mãos.

- Não? – Ri (ironicamente, sabe?) – Achava que você queria mais uma na sua lista de...

- Não. Nem nos sonhos iria aceitar me casar. – Ele revirou os olhos — Aceitei por causa das empresas... Isso iria dar muito lucro, caso elas se unissem... Pra isso nós precisamos nos unir. Disse maliciosamente.

Ainda continua sendo interesseiro... Ele não cresce mesmo.

- Desgraçado! Eu ainda não me pronunciei em relação a isso! Você não pode nem pensar em nada. – Cruzei os braços.

- Sente-se, é melhor você se acalmar. Sabe o vai acontecer com as empresas? Se lembra do que meu pai falou?

“Tudo o que construímos está entre o abismo e vitória, só depende de vocês.”

- É verdade... Tudo irá pelos ares. As ações não devem estar nada boas pra isso acontecer com a gente...

- Sabe que, como somos herdeiros de empresas de simuladores e Softwares mais vendidos do mundo, temos que impedir que algo ruim aconteça.

- E por isso temos que nos “casar”...

- Exato – Concordou cruzando os braços.

- Isso é ruim, pelo menos pra mim. – Disse emburrada.

- Pra mim também é...

- Então, já que eu não quero perder tudo o que meus pais construíram...

- E nem eu... Afinal arruinaria a minha reputação, e a da empresa deles também.

- Então vamos fazer um acordo?

Ele me olhou com uma cara de quem diz: Muito inteligente...

- Então? – Perguntei inclinando a minha cabeça pro lado.

- Deixe-me pensar... Huum... Só teríamos que fingir estar juntos?

- É. — Concordei.

- E no que eu teria que fazer nesse “acordo”? Só fingir?

- Isso. Mas também ninguém pode saber disso. Mas acho que apenas nossos amigos e parentes mais íntimos. Apenas. – Disse seriamente, ou procurando parecer uma. Dei-lhe um aviso e é o mínimo que podemos fazer. – Nem pense em contar pra Meiko... Ela não sabe guardar segredos, e ia ficar falando que eu sou chifruda e...

- Pode deixar que eu sei bem com quem devo me envolver

Explodi em gargalhadas, um tanto pesadas pra mim.

Mas pelo amor de Kami-sama, ele?Ele, saber com quem se envolve? HAHAHAHA! E as “peguetes” dele? Sabe com quem se envolve... Essa é boa!

- Qual é a graça disso, Hatsune?

- HAHAHAHAHA! Kami-sama, ele nem se tocou do que eu to rindo! HAHAHA!

-PARA DE RIR! ENTENDI O QUE VOCÊ QUIS DIZER SUA COISA!

Ele gritava para eu parar de rir. Eu sei que era uma piada besta, mas eu queria fazer com que ele se irritasse.

- PARA! PARA!

- HAHAHA, SÓ SE VOCÊ PEDIR POR FAVOR! HAHAHAHA!!

- POR FAVOR, HATSUNE!

- HAHAHA... Ok, ok... Só por que você disse “por favor”. Ainda existe educação, sabia?

Não sei se perceberam, mas adoro ser irônica...

- Que seja... Olha, vamos ter que fazer um acordo pra gente lidar um com o outro.

- O que você sugere Shion?

- Acho que seria melhor se nós atuássemos bem um com o outro na frente da mídia.

- Verdade, mas... E isso inclui... tipo... — Começei a ficar um pouco vermelha com as possíveis coisas que poderíamos ser obrigados a fazer.

- Para de enrolar.

- Tá, tá... Queria dizer – Respirei fundo, remexi na cadeira, incomodada e disse: Vamos ter que nós beijar? Agir como duas pessoas apaixonadas, como namorados?

- Sim. – Disse calmamente.

Por mais que eu soubesse que isso poderia acontecer, desde lá no fundo da minha mente, quis perguntar.

A esperança é a última que morre, não é?

- Sim, Hatsune... Teremos que fazer isso, por mais que nós não queremos fazer...

Suspirei.

- Ta... – Rapidamente uma idéia veio a minha cabeça, como se fosse uma flechada.

- Ei, nada de trazer mulheres para casa. Pode come-las a vontade, desde que ninguém saiba.

- Você está me colocando contra a parede Hatsune...

Háhá. Eu sei. E adoro fazer isso!

- Mais uma coisa.

Qualquer coisa vinda de você é ruim...

- Eu não devo satisfação pra você, e nem você pra mim.

Ou talvez nem tudo... Talvez, talvez... Ele tenha um pouco de inteligência nessa amêndoa que ele chama de cérebro... E que nem seja de sexo!

- Por que eu não devo dar satisfações com quem durmo, pra você. E nem você pra mim, pois não estou nem ai pro que você faz, desde que não me prejudique.

É... Eu retiro o que disse... Ele só tem uma amêndoa que chama de cérebro. Vazia.

- Feito?

Levantou e estendeu a mão direita pra mim, para selar o acordo. Puxei meu braço, e estiquei a mão direita também.

- Não vale cruzar os dedos... – Eu disse. Vai que ele tenha planos...

Colocamos a mão em cima do coração. Finalmente apertamos as nossas mãos. Eu olhando fixamente para seus olhos, ele para os meus.

Quem estivesse olhando, nem se importaria com isso, mas pra mim e (com certeza pra ele), isso era apenas o começo.

Da guerra...

Notas finais
Gostaram? Se sim comentem! Ainda vou ver quando eu posso postar os capítulos, as vezes fica meio corrido pra mim. Mas garanto que vou continuar a fic! Mas eu já tenho 9 leitores, (o que me deixa muito feliz!) que as vezes não comentam. Não quero reviews pra deixar a história popular, mas para ver se eu estou escrevendo bem ou não. Isso é muito importante pra mim, vai servir pra mim no futuro, sabiam ♥?