Casamento Arranjado?

2 Capítulo 2 - Oh no...


Notas iniciais
Primeiramente quero agradecer pela Melly e Winnie por comentarem no capítulo anterior. Segundo, me perdoem pelos erros de digitação, não estou acostumada ainda, mas vou me dedicar ao máximo nesta fic!
Nós vemos lá em baixo!

Capítulo 2 — Oh no...

P.o.v. Miku

Não, não. Meu pai conversando e rindo com Kaito? Aquele Kaito? Isso... Isso era impossível! Meu pai disse que era uma coisa boa que estava me esperando, não o Demônio em pessoa.

Por mais que as meninas o achem bonito, ele esconde sua verdadeira personalidade de Falso-Anjo, na qual infelizmente tive a "oportunidade" de conhecer.

Queria sair o mais rápido possível dali. Entrar no meio da conversa do meu pai é uma coisa, entrar no meio da conversa do meu pai e do Kaito é outra. Bem pior. Por que digo isso? Bem, ambos têm mentes diabólicas, e fazem de tudo para conseguir o querem.

Fui colocando um pé atrás do outro, rezando internamente para que nenhum dos dois tivessem me visto, e sair dali como se nem tivesse entrado.

Já tinha o plano todo perfeito: Iria sair dali sorrateiramente, sem ninguém perceber, e se perguntassem diria que estava passando mal. Correria para o meu carro e voltaria para o meu apartamento, e depois daria uma desculpa qualquer e sairia com as meninas para irmos ao shopping. Simples.

Mas por ironia do destino, que esse não está nem um pouco a meu favor hoje, senti alguém colocar a mão em meu ombro. Subitamente gelei e olhei de rabo-de-olho para a pessoa ao lado.

O homem era alto, tinha um sorriso muito bonito e olhos marrons escuros acolhedores, igual a de um pai que recebe a visita de um filho amado. Mas o que me assustou mesmo foi o cabelo. Fios azuis escuros, igualzinho ao do outro homem que estava na mesa perto dali. A semelhança era incrível, e por me parar desse jeito, só podia ser o Sr. Shion, pai do Kaito. O pior era que ele já me conhecia. Então esse ato "imprudente" certamente não iria passar despercebido pelo meu pai. Agora é contar com a sorte.

- Miku, quanto tempo! — Disse em um tom de quem estava realmente feliz por me ver — Estava voltando do banheiro quando te vi. Vamos sentar. Estávamos aguardando você.

Seguimos em direção a mesa, que estavam presentes minha mãe (uma das pessoas mais doces e amáveis que eu conheço), meu pai a seu lado, uma cadeira vaga, na qual deveria ser do Sr. Shion, a mulher dele no lado, e ele. O ser mais desprezível que eu pude conhecer.

O Sr. Shion sentou entre meu pai e sua mulher. O único espaço vago era entre minha mãezinha querida e dele. Dei meu melhor sorriso falso e fiz uma reverência aos mais velhos. Tinha muita experiência nisso por fazer milhões de vezes, sem contar o curso de teatro de dois que eu já fiz.

Sentei-me na única cadeira vaga, ainda com o sorriso falso no rosto. Pelo visto não iria tirá-lo tão cedo do rosto...

- Miku-chan, que bom te ver — Disse meu pai. Cínico. Era isso que eu queria dizer, na lata — Vamos começar a "reunião". O motivo de estarmos todos aqui reunidos hoje...

Minha mãe interrompeu meu pai docemente, para não irritá-lo:

- Querido, não vamos apressar o assunto... Teremos o resto do dia para conversarmos a respeito. Agora vamos pedir o almoço, afinal, estamos todos famintos. — Disse em um tom gentil e amigável.

A vantagem de sermos iguais era essa: Poderíamos ser gentis, amigáveis, sociáveis, amáveis, e muitas características boas, tudo o rostinho bonito que temos.

Tirando o fato de estar sentada do lado do "Demon" em pessoa, um pai que mal liga pra você te colocando entre o forno e a frigideira, estou bem. É claro, estou viva graças ao meu amado alho-poró.

Depois de pedirmos nossos pratos e enfim almoçarmos, meu pai tentou novamente conversar sobre o assunto, junto com a sobremesa. Durante o almoço Kaito não se mostrou hostil, pervertido como costumava ser, obviamente por termos nossos pais aqui, mas não fez uma indireta ou qualquer coisa do tipo, que passaria disfarçadamente pelos nossos pais.

- Miku e Kaito. Temos que resolver esse assunto logo, afinal é de extrema urgência. — Ele parecia apreensivo. Quase nunca o via assim. Desde o...

- Não sabemos muito bem como falar isso para vocês... Afinal vocês são jovens, tem a vida toda pela frente. Tem planos, expectativas, objetivos. Mas vocês tem que entender que isso é para o bem das nossas empresas. Tudo o que construímos está entre o abismo e vitória, só depende de vocês. — Uau. O Sr. Shion sabe como convencer pessoas. Já sei como progrediu na vida...

- Vocês terão que se casar. — Meu pai soltou a bomba. E na lata!

Incrédula, deixei meu alho-poró cair em cima da mesa e Kaito seu deixou sua bola de sorvete azul cair. Olhei para minha mãe, esperando que isso não passasse de uma brincadeira. Seu olhar dizia o contrário. Olhei também para os pais de Kaito, mas sua mãe estava com o olhar baixo, e seu pai mantinha os olhos fixos na sobremesa. Meu pai nos olhava fixamente.

- Como assim?! — Kaito se pronunciou rapidamente, levantando-se da cadeira e atraindo um pouco de atenção dos outros clientes. — N-Não dá pra...

- Calma Kaito, sente-se por favor... Vamos conversar mais sobre isso... — A mãe de Kaito se pronunciou pela 1a vez, tentando acalmar o filho com toda a calma do mundo.

- Pai, que tipo de brincadeira é essa? — Eu disse calmamente.

Ele me encarou seriamente e em seguida passou seu olhar pra Kaito. Não, não não! Ele não pede estar falando sério! Seu olhar sobre mim e Kaito não dizia o mesmo. Sem nem mesmo pensar duas vezes, levantei-me correndo e segui em disparada a saída.

Ouvi uma cadeira sendo arrastada e passos atrás de mim, mas não olhei para trás. Corri para o meu carro, ligando e em seguida entrando. Mas fui surpreendida pela minha mãe que abriu a porta do meu carro sentando ao meu lado.

Dei partida e segui em direção ao apartamento. Durante o percurso ela não falou nada, provavelmente para não me fazer chorar.

Ao chegar na frente dos portões do prédio, respirava cada vez mais fundo, para impedir de chorar, ainda mais na frente na minha mãe. Tinha que mostrar como era forte para ela, que podia agüentar tudo, pois minha família vinha de uma linhagem forte.

Entrei o mais rápido na garagem e estacionei, rapidamente sai do carro e apertei o botão do elevador. Ao entrar no elevador, minha mãe apareceu do meu lado quase magicamente, e deparei-me com um casal de mãos entrelaçadas já dentro do elevador. Sorri e disse boa-tarde, juntamente com minha mãe.

Sabe, quando era pequena, sempre sonhava em conhecer um cara perfeito, que me tratasse com respeito e carinho. Acho que toda menina já sonhou ou sonha com esse cara. Mas antes mesmo de conhecê-lo, eu já estou submetida a um casamento. Agora eu queria ficar o mais longe possível do Kaito e das vadias dele...

O elevador parou no térreo, e o casal saiu do elevador, me deixando com uma pontada de inveja no coração. O tempo em que passei no elevador foi uma eternidade silenciosa com minha mãe. Eu não queria falar o que sentia, apenas chorar. De ódio, raiva e tristeza, por fazerem isso comigo.

Entrei rapidamente na minha cobertura correndo para a varanda. Aquele era um lugar especial para mim, era onde compunha minhas músicas e as cantava. Apesar de morar sozinha na cobertura desse apartamento, nunca ficava sozinha, pois recebia visitas da Luka e da Rin. Somos muito unidas desde a infância...

Oh no... Esqueci completamente da nossa saída ao Shopping! Mas elas ficarão loucas ao saber disso... Tentarei explicar tudo a elas, nunca escondemos nada uma da outra. A gente se conhece desde que me entendo por gente. Pensar nelas já me deixa um pouco melhor, apesar da reação que elas terão ao saber da terrível notícia.

Antes que pudesse perceber, já estava toda “desmanchada” em lágrimas. Chorei muito, até meus olhos arderem de cansaço e de dor. Minha mãe surgiu do meu lado com um chá quentinho de camomila. Ela começou a passar a mão em meus cabelos desgrenhados devido aos puxões do choro, me acalmando rapidamente. Em pouco tempo adormeci.

Estava correndo. Quer dizer, Miku estava correndo, pois eu era um fantasma, ou uma coisa parecida com isso... Só sei que eu estava flutuando perto do meu outro “eu”. Ela corria muito, e eu sentia seu cansaço em mim. Parecia que meus joelhos iam se soltar de mim a qualquer momento, e eu estava toda encharcada de suor.

A coisa mais estranha, é que tinha um brilho verde-água tremeluzindo em volta dela, como se fosse uma áurea. Ela finalmente parou e olhou assustada para frente. Ao me virar, deparei-me com ele, e sua áurea azul em volta. Ele estava com suas roupas caras em bom estado. Mas o pior não foi ver ele em meu sonho, foi ver ela.

Meiko. A última pessoa com quem eu poderia sonhar. Ela tinha a áurea vermelho sangue em volta. Apoiou seu braço no ombro do Kaito e minha “eu” teve sua áurea tremeluzida, mas seu rosto mantinha-se sério. Como eu costumava fazer quando estava com ciúmes ou raiva. Sem dúvidas devia se raiva.

Kaito sumiu e a minha “eu” ficou com um vazio no coração, já que posso sentir o mesmo que ela no sonho. Meiko sorriu sadicamente para ela, colocando a mão que estava no ombro do Kaito-sumido na cintura. Mas ela ficou completamente parada.

- Você o perdeu pra sempre. Não devia ter feito "aquilo" – o modo de como ela pronunciou a última palavra foi irônico.

- Agora ele é meu... E tudo o que ele tem também... -– Continuou a falar, sorrindo abertamente, mas era um sorriso sádico.

– Mas ele não é totalmente meu... Ainda. — Virou — se para trás, deixando apenas suas costas desnudas da roupa curta e vermelha que usava a mostra.

- Agora vamos jogar... – Ela deu um giro e veio pra cima de mim com garras enormes e escuras que surgiram no lugar que era sua mão."

Acordei daquele pesadelo toda ensopada de suor... Que sonho terrível... Sonho não, pesadelo. Sonhos são coisas boas. Não uma Meiko que se transforma em sei-lá-o-que e me ataca. Mas o pior não foi as áureas coloridas da cor do cabelo, ou por garras assombrosas, mas sim com as pessoas que estavam nele.

Olhei ao redor...

Estava deitada em algo macio e fofo...

Ei...

Estava no meu quarto! Como eu vim parar aqui?! Minha mãe não tem como me carregar, ela é magra demais! E estamos sozinhas em casa... Então quem me carregou?

Tentei pensar nas probabilidades... Isso dá dor de cabeça.

Afastei esse pensamento para longe e decidi tomar um banho para relaxar. Entrei no banheiro branco enorme da minha suíte e abri a torneira da banheira, deixando encher quase tudo.

Esse lugar é maravilhoso. Tem uma janela grande de vidro que dá pra ver toda Tokyo. Vir aqui e ler é relaxante. Melhor ainda com chocolate quente e um bom livro.

Coloquei alguns sais aromáticos para fazer espuma. Despi-me e entrei na banheira, imediatamente relaxando com o contato da água.

Não sei quanto tempo fiquei naquela banheira brincando com espumas e fazendo montinho delas e depois jogando água em cima.

É parece que brincadeiras de criança duram pra sempre.

Sorri com esse pensamento.

Enrolei-me em um roupão branco e coloquei uma toalha macia enrolando o cabelo. Entrei no meu closet e acendi as luzes. Como era grande! Dava até pra se perder lá dentro... Demorei minutos, se não horas para escolher o que vestir, afinal, iria encontrar as meninas no shopping para ir na festa da Meiko. Peguei uma blusa soltinha branca de alçinhas pretas, e uma calça jeans escura. Não estava em clima de ficar saindo, mas era melhor do que ficar deprimida em casa. Coloquei um tênis All Star prata e prendi meu cabelo em um rabo-de-cavalo alto.

Finalmente desci as escadas, pois estava com fome. Posso ser magrinha, mas sempre fui de comer bastante. Ao caminhar até a cozinha ouvi vozes diferentes. Uma era da minha mãe, tinha também de outra mulher, Celeste, a mãe do... mas a outra... Não podia ser... Andei até a porta da cozinha e era realmente ele.

Kaito.

O. QUE. ELE. ESTÁ. FAZENDO. NO. MEU APARTAMENTO?!

Nunca o deixaria entrar aqui. Claro que só podia ser a minha mãe...

- Miku! Que bom que acordou! – disse me dirigindo palavras em um tom feliz e de satisfação

- É Miku... – Kaito falou em um tom amigável e brincalhão, como se nós fossemos melhores amigos brincando um com outro.

Falso...

- Que bom que acordou Miku-chan! – Disse Dona Celeste em um tom de alívio, mãe do Kaito. – Já está melhor?

- Sim, sim Celeste-sama... Obrigada pela preocupação. – Disse em um tom amigável de agradecimento.

- Miku, tenho que sair agora. Já estou atrasada para algumas reuniões onde eu tenho que acompanhar seu pai. Estava te esperando acordar e acabei conversando demais com a Celeste e perdi a hora... Temos que ir a um evento essa noite, portanto vamos sair pra fazer compras. – Pegou sua bolsa e caminhou até mim. Beijou minha testa e me abraçou – Cuide-se... Até mais querida.

- Até mais Mama...

Celeste se despediu de Kaito e juntas ela foram até a porta, saindo. Ouvi o baque da porta e Kaito se pronunciou:

- Miku – Ele me olhou seriamente – Precisamos conversar...

E foi se aproximando mais e mais, e eu recuando mais e mais. Até que eu bati as costas em algo frio, que julguei ser a bancada de mármore. Prensando-me, colocando uma mão em cada lado da minha cintura, me deixando sem chances de sair de perto dele. Exigente maldito! Ele foi aproximando seu rosto mais perto do meu, quase colando. Nos estávamos respirando o mesmo ar, de tão próximos que estávamos.

Kami-sama... Isso não vai acabar bem...

Notas finais
Entãão... O que acharam? Miku vai se ferrar, ou vai dar um jeito de sair dessa? Deixem reviews, falando tudo, isso me deixa muito feliz mesmo!
Ja-nee!!