Casamento Arranjado?

10 Capítulo 10 - Esclarecendo os fatos


Notas iniciais
Volteeiii!! pra quem sentiu minha falta! ~ Lê o som do vento
Espero que gostem, esse capitulo me deu trabalho, se eu colocasse outras coisas ( q eu tbm queria colocar) mudaria parte do rumo da estória...
Espero que gostem, fiz com carinho e muito suor. (kkk)

Casamento arranjado?

Capítulo 10 — Esclarecendo os fatos

Luka apertava o volante, ficando com as pontas dos dedos brancas. Mas não era só isso que estava branco. Seu rosto fino e delicado estava tão branco como o de um fantasma.

Mas eu realmente tenho culpa disso?

- Ei, Bíblia Humana.

Luka quase largou o volante diante do chamado da amiga, que seguiria até bater num poste e detonar a frente daquele carro importado. Rin estivera quieta desde que elas entraram no carro, não abrindo um milímetro da boca, nem quando Luka atravessou o sinal vermelho.

- Que susto Rin... Você estava tão quieta.

- Eu tenho certeza de que também somos culpadas pelo o que estamos sentindo agora.

Ela entendeu a mensagem. Quando entraram no restaurante de Frutos do Mar, Miku comentou que vira alguém entrando num beco próximo onde estacionaram, mas não deram muita importância pra isso. Quando saíram de lá, Miku foi (correu) na direção do beco, se deparando com o Kaito. Elas de inicio ficaram assustadas, mas Miku não. Foi “valente” e enfrentou o perigo, que no caso era o Kaito. Depois ele pediu para leas irem embora, afirmando que conversaria somente os assuntos do casamento. Miku também pediu a elas que fossem embora.

Resultado: Agora elas estavam preocupadas com Miku.

Motivo: Elas a deixaram ir, sem opor muita resistência.

- Acho que nós temos culpa, Rin.

- Você acha?! Eu tenho certeza! Aquela cabeça dura não faz nada certo! Queria provar a valente e aí acabou se ferrando! – Ela começou a gritar mas parou quando Luka olhou feio pra ela. – E aquele papo do Kaito de “assuntos do casamento”? F oi papo furado, tenho certeza. – Rin retorcia o cinto em alguns acessos de fúria.

- Se ele fizer alguma coisa contra ela, talvez ela tenha alguma chance, já que fez teatro quando era mais nova. – Luka falou isso para poder aliviar a consciência, como estava fazendo antes de Rin falar.

- Fez na escola, ela não é formada! Ele é esperto, não vai cair nisso... – E afrouxou o cinto, largando os braços ao redor do assento.

- Ela tem o celular.

- E se a bateria acabou?

- Ela pode gritar aí os vizinhos ligam pra polícia.

- Ele pode ameaçá-la.

- Ele não disse que só a levaria pra conversar?

- Ele disse “não vou fazer nada. A não ser que ela queira”

- Só assuntos do casamento. Não podemos interferir.

- Pare de tentar se sentir menos pior, não vai adiantar em nada!

- Você tem razão... – Disse por fim suspirando.

Durante o trajeto até a casa da Miku (visto que cada uma tinha a chave do apartamento dela), permaneceram caladas.

Depois de alguns minutos, elas chegaram ao Hall, andando rapidamente. Ainda sem falarem nada.

A recepção era enorme, com grandes janelas e cortinas brancas, um lustre de cristal no meio do teto, e dois elevadores mais pro canto.

- Ei, não me viram aqui não? Acho que terão que comprar óculos então.

Elas pararam na hora de andar. Não tinham chegado ao elevador quando foram paradas por aquela voizinha irritante, que vivia tirando sarro delas á anos, quase diariamente.

Luka congelou até a espinha, pois jamais sonharia que a dona da voz um dia ela pudesse estar ali.

Meiko.

- Ora queridinhas, ficaram cegas também?

- Cala a boca Meiko. – Pronunciou Rin, extremamente irritada com tudo o que ela passou e estava passando.

- Oh, precisa de aulas de etiqueta também?

- Olá Meiko. O que faz aqui?

- Pelo o que sabemos, não deixam gente-não-civilizada entrar... – Luka tapou a boca dela, fazendo com que ela parasse de falar esse tipo de coisa, conforme ela.

- Estou a procura de respostas.

- Pra isso precisamos de uma pergunta, dãh? –

- Olha aqui, eu estou irritadíssima hoje, será que não dá pra parar de falar...

- Então meninas, por que não sentamos e conversamos o que quer que seja com calma? – Luka interferiu antes de começar uma guerra de plenos pulmões gritando sem parar na frente de Haku, que já estava um pouco assustada com aquela gritaria.

Meiko e Rin trocaram olhares assassinos enquanto se dirigiam para as poltronas perto dali. Afinal, não podiam sair gritando uma com a outra, acordando vizinhos, fazendo um tremendo barraco e acabar com a imagem que cada uma tinha.

- Então Meiko, o que faz aqui?

- Estou a procura de respostas, já disse.

- E o que você exatamente quer saber? – Rin disse com sarcasmo.

- Não vi o Kaito desde que vocês chegaram na mansão. Onde ele está?

- E a gente vai saber?

- Ele estava de olho na Miku com aquele vestido super curto. Por falar nela... – Olhou ao redor – Onde ela está? – Disse por fim cruzando as pernas.

Um silêncio predominou o salão. Haku tinha se afastado, provavelmente pra ir no banheiro, e não tinha nenhuma outra pessoa ali, devido ao horário.

- Vamos, digam.

- Não sabemos onde ela está nesse momento. – Afirmou Luka, tentando parecer confiante.

- Então vocês sabem onde ela estava?

- Obvio né, coisa? A gente tava junto. – Disse Rin.

Meiko deu um sorriso malicioso, e Luka deu um tapa na testa. Depois de alguns segundos em silêncio Rin se tocou no que dissera, imediatamente tampando a boca.

- Então pode contar. Tenho a noite toda.

- Quem disse que a gente vai contar? – Desafiou Rin.

- Como assim? – Perguntou indignada.

- Nós não vamos contar NADA.

- Isso quer dizer que ela está... – A mente de Meiko processava informações, dizendo no fim: Ela está com ele, não está?

- Com ele quem?

- Não se faça de desentendida, Kagamine! Essa sua negação só prova o que ele está com ela! – Meiko pulou do sofá, agarrando sua bolsa e tirando tudo o que tinha dentro. – Mas é claro! Vocês se separaram na festa, e ele não ficou comigo, o que indica que ele ficou com ela! – Colocou as mãos na cabeça, e por fim pegou o celular discando alguns números — Vou ligar pra ele e perguntar onde está, e com quem está!

- Não precisa contar o que você vai fazer ou deixar de fazer, Meiko. Vamos embora Luka. – Levantou e a pegou pelo braço.

- Achava que vocês se importavam com a sua amiga, mas pelo visto são só aproveitadoras mesmo!

Rin parou, e Luka se chocou contra suas costas. Ela tinha uma feição sombria, com a franja cobrindo parte do rosto e com os músculos travados.

- Você não sabe o que é se sacrificar no lugar de alguém, fazer tudo e ao mesmo tempo não fazer nada. Você é que não passa de uma aproveitadora, sua vadia. – Rin foi virando o rosto à medida que falava, e quando a xingou estava com a cabeça levantada, encarando-a. – CALA ESSA BOCA!!

Não deu nem tempo de saber o que aconteceu, de tão rápido que foi.

Quando Luka se deu conta, Rin acertou um gancho de direita em cheio no rosto de Meiko, fazendo-a recuar e cair na poltrona em que estava. Luka colocou as mãos na boca, não sabia se ficava feliz por ela receber o que merecia, ou, se gritava com Rin para ela não ter feito o que fez.

- Sua... – Meiko virou o rosto lentamente, se deparando com Rin que sorria vitoriosa e Luka com as mãos em cima da boca.

- Vê se aprende a calar essa boca de vez em quando.

Rin se virou, indo em direção ao elevador, acompanhada de Luka que andava lentamente, tentando absorver os fatos que aconteceram e que podiam acontecer

Elas entraram no elevador, que veio rapidamente, e com um último sorriso vitorioso de Rin sobre Meiko, as portas do elevador se fecharam.

* * *

- Kaito, eu já sei o que queria saber. Agora me leve pra casa, como você prometeu.

- Miku, eu já disse o que teremos que fazer. Agora ou você joga ou não vai embora. – Disse imitando a voz fina dela.

Miku bufou, irritada. Estavam na sala do apartamento dele a uns quinze minutos discutindo. Ela tentava ir embora, mas Kaito dizia que só a deixaria ir se jogasse com ele.

Ele a havia trazido para o apartamento dizendo que tinha uma notícia importante sobre o casamento deles. Sobre o casamento forjado deles.

A notícia boa era que o casamento fora adiado para três meses, o que era ótimo pra ela, já que ficaria mais longe dele. A ruim é que eles ainda tinham que se casar.

- Vamos fazer um trato? Eu não conto pra ninguém o que aconteceu hoje, nem do beco, se você me deixar descer e pegar um táxi.

- Huum... – Disse pensativo. – Proposta fácil demais, tem algum furo nessa história...

- Não tem não, Shion. Eu não sou que nem você, que promete uma coisa e faz outra. Eu estou sendo boazinha em deixar você aí, no sofá enquanto eu vou embora.É só me dar a chave, e eu vou embora!

- Tem certeza que não quer jogar, em troca da informação do beco?

- NÃO!

- Então tá. Vamos de acordo com o seu trato.

- Mesmo? – Perguntou desconfiada.

- Mesmo.

- Sem nenhuma gracinha?

- Sem nenhuma gracinha.

- Então me dê as chaves, antes de eu sair jogo pra você.

- Certo. – e jogou as chaves pra ela, que as pegou no ar, fazendo sua saia levantar um pouco, mostrando as pernas. Kaito, que estava sentado no sofá, teve a visão das pernas bem na sua frente. No seu padrão elas era lindas.

- Alien pervertido. – Sussurrou enquanto abria a porta pronta pra ir embora.

- Eu ouvi isso. – disse quando ela saiu e lhe jogou as chaves, mas ela apenas o ignorou fechando a porta com força.

* * *

Miku andava rapidamente até a saída do prédio, louca pra sair daquele lugar. O cheiro dele estava impregnado nas roupas dela, fazendo com que ela o carregasse pra longe.

Foi até a portaria, mas foi parada quando uma mão a puxou pelo braço esquerdo. Não se virou, mas podia sentir que eram de uma mulher, pois as unhas delas estavam quase atravessando o casaco que vestia.

Ela se virou lentamente, com seu humor e paciência esgotados a alguns minutos atrás, amaldiçoando aquele ser que a impedira de ir embora.

Meus olhos devem estar pregando uma peça comigo, só pode! — Pensou e esfregou os olhos com a mão "disponível", a direita.

- Meiko?

- Miku, querida... — Ela apertou mais o braço quando disse a última palavra com ironia.

- Miku! — Ela desviou seu olhar de Meiko, indo para o dono da voz que ac chamava, Kaito. — Meiko?

- Kaito? Você e Miku...?

Então o tempo parou, como se estivesse congelando aquela imagem dos três. Meiko olhando para Kaito, Kaito para Miku e ela pra ele.

Miku aproveitou a oportunidade de que Meiko estava olhando para Kaito e se soltou brutalmente dela, recuando algumas dezenas de passos. Meiko estava estática, paralizada.

- Então a minha teoria sobre vocês dois estarem juntos estava certa! — disse cheia de ódio, olhando ora para Kaito e ora para Miku. — Seu traíra! — apontou um dedo pra ele, fazendo-o recuar um passo. Em segundos se virou para Miku, fazendo o mesmo movimento que fizera a Kaito — Sua...

Então foia vez dele surpreender: Pulou em cima das costas da Meiko, tapando a boca dela.

- Quietinha... — Sussurrou em seu ouvido, recebendo um arrepio dela em troca — Parada. Você quer explicações, não quer? — Ela acenou levemente com a cabeça — Então fique parada.

Ele foi aos poucos saindo de perto dela, deixando-a respirar.

- Olha Miku... — ele se virou pra ela, mas ela estava correndo em direção a saída, vendo seus cabelos esvoaçarem ao vento — MIKU!!

Ela saiu, dando de cara com o táxi que havia chamado no elevador. Entrou e disse pra o motorista correr, saindo então em disparada nas ruas escuras da cidade.

Dia cheio demais! Preciso sair de perto deles o mais rápido possível, senão a minha cabeça vai explodir!

Kaito correra o máximo que pudera, mas chegara tarde demais. Não pode fazer com que ela parasse e o ajudasse a explicar a situação em que estavam.

Mas não.

Agora ele teria que fazer isso sozinho.

Caminhou até onde Meiko estava. Ela ainda não se mexeu, apenas o encarou. Parou na frente dela e disse:

- O dia foi cheio hoje. Melhor ir embora e amanhã vamos te explicar tudo.

- Espere. — Pegou o braço dele, recebendo um olhar severo e irritado — Quero explicações. Já passei por muitas coisas hoje, eu...

- Eu disse que irei te explicar tudo amanhã. Vá embora, Meiko. — Disse frio.

Ela afrouxou o aperto do braço dele, olhando-o entrar no elevador e partindo.

Foi nesse instante que ela percebeu que tinha muito mais entre aqueles dois do que ela poderia imaginar.

Mas ela tinha uma certeza: Não iria perder ele pra ela.

Ah, não irei mesmo.

Notas finais
Terminei... ufa.
Consegui voltar ao meu ritmo (ou mais ou menos isso)
Postei aos sábados, então dia 27 estarei de volta com C.A.?.
Ei, vocês viram minha nova fic? Fallen, é meio interativa tambem... Deem uma passadinha lá e digam se gostaram ou odiaram, se quiserem :3
Pra quem estiver lendo ela também, vou postar na terça ou na quinta.
Comentem!!