Notas iniciais
Capitulo necessario... Leiam as notinhas okay!

Enjoy it! =P

Capítulo 22

Narrado por Edward


Bella e eu acabávamos de completar nosso primeiro mês de casados.

Eu me lembrava a todo instante de como nossa lua de mel havia sido inesquecível e dos momentos que eu havia passado ao lado de minha menina. Eu erroneamente pensei que quando voltássemos para Forks que nossa bolha particular se estouraria, mas felizmente, nada disso aconteceu, nossa bolha só se expandiu, porque agora nossa alegria era maior por termos nossa família ao nosso lado compartilhando de nossa felicidade.

Tudo o que eu pensava era em como nós havíamos chegado até esse momento em nossas vidas. Bella no começo não foi nem um pouco fácil, ela era arredia e rebelde, mas eu soube ser paciente, porque eu sabia que o meu premio seria ela se eu soubesse esperar. E foi o que eu fiz, esperei pelas oportunidades certas, e claro que nada sempre saia como o planejado, mas no meu caso saiu muito melhor do que eu imaginava.

O meu plano original era fazer com que ela se apaixonasse por mim, cortejá-la, como os avós faziam antigamente e assim conquistar seu coração, mas ela nunca fazia nada como o esperado, e para minha grande surpresa ela havia se entregado a mim, confiando a si mesma em minhas mãos, e esse era o melhor presente que um homem apaixonado, assim como eu, poderia receber.

A única coisa que pareceu diminuir um pouquinho nossa bolha particular havia sido as semanas de prova de Bella. Ela literalmente enlouqueceu naquelas duas longas semanas. Ela estudava como louca e toda vez que eu me aproximava dela seja para fazer um carinho ou apenas conversar, ela praticamente me expulsava de perto dela com tapas, dizendo que eu era uma grande distração para ela e que eu não podia chegar perto, porque se não ela não passaria de ano e me culparia por isso e faria greve de sexo eterna caso isso acontecesse. Eu, claro, como todo Macho Alfa, que eu não era nessas situações, enfiava meu rabo entre as pernas e esperava ela parar de ter seu ataque de pelanca. Pelo menos foi disso que Alice nomeou sua crise histérica quando eu questionei com ela dizendo o motivo de minha esposa estar parecendo uma lunática quando fui questionado por meus pais por Bella estar tão nervosa.

Claro, que sendo Bella, ela sempre iria me surpreender, pois depois desses ataques histéricos, ela ia até onde eu estava, geralmente emburrado em nosso quarto, e me atacava com sua bocas e mãos, e sempre tínhamos um sexo louco e quente nessas ocasiões. Então eu não podia reclamar de tudo. E no fim da noite nós dois acabávamos em nossa cama com ela fazendo com que eu lhe fizesse questionários sobre as matérias que ela havia estudado durante o dia.

Naquele ultimo fim de semana antes de suas férias sai para comprar comida chinesa para nós. Deixei Bella em casa descansando e quando voltei a casa estava completamente silenciosa, como se não houvesse ninguém ali. Deixei a comida na cozinha e subi para procurá-la em nosso quarto.

Puta que pariu!

Bella estava deitada em nossa cama, encolhida e abraçada em seu travesseiro, completamente nua, seus cabelos estavam úmidos e grudavam em suas costas. Tentei me controlar e segui até a cama para cobri-la, pois estava meio frio o dia hoje e eu não queria que ela adoecesse.

–Hmmm Edward. –ela se remexeu na cama, apertando mais o travesseiro contra seu corpo nu.

Droga! Ela estava sonhando comigo e gemendo meu nome? Nessas horas eu gostaria de poder ler sua mente e saber o conteúdo do seu sonho.

Sentei ao seu lado na cama observando-a em seu sono.

Era uma missão impossível me manter parado e ficar apenas olhando, então, delicadamente minha mão começou a subir por suas pernas, apenas um roçar em sua pele, eu tinha medo de acordá-la, mas quando ela gemeu mais uma vez em seu sono, me senti encorajado a continuar e aprofundar ainda mais o carinho em seu corpo.

Levei a mão até sua bundinha, que ela automaticamente empinou em minha direção, fazendo com que eu tivesse uma visão bem privilegiada de sua intimidade que estava toda molhadinha e a sua outra entradinha também, praticamente me implorando por atenção. Porra era errado querer isso? Eu era homem no fim das contas e ela era minha, e eu nunca faria nada que a machucasse. Tomando uma iniciativa levei um dedo até sua bocetinha molhada acariciando lentamente, fazendo com que ela entreabrisse suas pernas, me dando mais espaço para brincar com sua intimidade.

Eu já havia percebido que ela estava bem mais do que acordada, mas se ela queria continuar a fingir eu não iria me opor, queria ver até onde ela iria aguentar.

Infiltrei dois dedos em sua entrada encharcada e vi-a puxar a respiração com força. Com movimentos de vai e vem dentro dela, vi que ela começou a rebolar em minha mão, sorri ao vê-la tentando se controlar, mordendo sua boca com força para não deixar seus gemidos escaparem. Então retirei meus dedos de sua bocetinha e os levei até sua outra entrada, ela nunca havia dito nada sobre aquilo, mas também nunca negou, mas percebi que seu corpo ficou um pouco tenso. Eu não iria machucá-la, só queria que ela sentisse prazer, mas se ela me pedisse eu pararia, mas tal pedido nunca veio.

Lentamente espalhei sua umidade em sue rabinho e coloquei um dedo ali, começando movimentos lentos de vai e vem na região.

–Edward. –ela deixou escapar um gemido e então ela me encarava, seus olhos completamente despertos e o rosto completamente corado.

–Achei que estava dormindo. –sorri, mas não parei o que eu fazia com meu dedo em seu corpo.

–Eu... –ela interrompeu o que ia dizer quando coloquei outro dedo em seu rabinho.

–Você? –ela não me respondeu, apenas abriu mais sua perna quando levei minha outra mão em sua intimidade, estimulando-a em seu clitóris e colocando dois dedos em sua entrada, sincronizando meus movimentos em suas duas entradas, vendo minha garota se contorcer em minhas mãos.

Continuei com os movimentos, estimulando-a em seu clitóris enquanto a invadia com meus dedos em sua bundinha. Eu já estava completamente maluco só com a sensação de serem meus dedos ali, mal podia esperar para que fosse eu invadindo-a daquela forma.

–Oh meu... –ela gemeu alto, enquanto eu intensificava os movimentos e a sentia rebolar de encontro a minhas duas mãos, enquanto eu a fodia com meus dedos, sentindo seu corpo estremecer enquanto ela gozava intensamente para mim.

–Desculpe se te acordei. –eu disse enquanto ela se recuperava.

–Sem problemas. -ela sorriu timidamente virando de frente pra mim, se ajoelhando a minha frente e a abracei contra meu corpo.

–Quero você baby. -sussurrei em seu ouvido sentindo seu corpo estremecer em meus braços, a acariciei lentamente na lateral de seu corpo enquanto dava leves mordidas em seu pescoço.

–Sou sua. -ela disse baixinho enquanto se virava de costas para mim, esfregando sua bundinha em minha ereção, que estava dolorida em minhas calças.

–Provocadora. -apertei seu corpo contra o meu mais uma vez e não resisti ao impulso de deixar minha marca em sua pele macia do pescoço. -Me ajude com as minhas roupas neném.

Ela ficou de frente para mim e suas mãos voaram para minha camisa, abrindo os botões e a retirando por meus ombros, jogando a peça no chão com um pouco de força. Era impressão minha ou ela estava com pressa? Ri enquanto ela avançou para minha calça abrindo rapidamente a puxando para baixo. Levantei tirando meus sapatos e ficando completamente nu a sua frente. Seus olhos caminharam por meu corpo e então parou em meu membro, ela mordeu o lábio inferior e então seu olhar se voltou para o meu.

–Não me olha assim se não a brincadeira acaba agora. -agarrei seu corpo, fazendo com que ela se deitasse em nossa cama.

Beijei sua boca lentamente, sentindo minha menina ficando mole em meus braços e então fui descendo meus beijos por seu corpo. Demorando em seus seios que estavam empinados em minha direção enquanto ela puxava meu cabelo e arqueava seu corpo fazendo com que seu seio ficasse mais contra minha boca. Não negligenciei parte nenhuma de seu corpo, dando atenção para cada pedacinho de pele. Deixei minha parte favorita pro final.

Ela garrou com força em meu cabelo quando comecei a chupar com força seu clitóris invadindo-a com dois dedos em sua bocetinha molhada.

–Você é uma delicia baby. -sorri quando a olhei e vi que ela estava de olhos fechados, a cabeça jogada contra o travesseiro, mordendo com força seu lábio inferior, então voltei a dar atenção em seu corpo.

–Oh merda! -ouvi seu grito quando a senti gozar, apertando meus dedos dentro dela.

–Você gosta assim? -perguntei enquanto subia por seu corpo e espalhava beijinhos em seus seios e indo em direção ao seu rosto.

–Sim... -ela ofegou quando coloquei a cabeça do meu pau em sua entrada. -Por favor...

–Não você vai ter que pedir direito. -era um exercício de autocontrole não me enterrar de vez em seu corpo, mas eu gostava de ver Bella implorando.

–Por favor, Ed...

–Não me convenceu. -sorri ao ver seu olhar desesperado.

Então ela cruzou suas pernas em meu quadril e puxou meu cabelo com força, levando meu rosto perto do dela com um sorrisinho malicioso nos lábios.

–Me fode. -ela sussurrou em meu ouvido e porra... Foi o que eu fiz!

Eu sentia meu pau pulsando enquanto invadia seu corpo com força, ela estava tão molhada que eu deslizava com facilidade pra dentro dela. Eu sentia que ela estava tão próxima do orgasmo quanto eu, então intensifiquei as investidas e enterrei meu rosto em seu peito enquanto me deliciava em seus seios. Finalmente ela gozou e então sai rapidamente de dentro dela, não querendo terminar a brincadeira ali, ela me olhou sem entender.

–Vem aqui minha vadiasinha. -eu nunca havia a chamado assim e fiquei com medo que ela não gostasse, mas pelo sorrisinho que ela tinha no rosto vi que não tinha problemas quanto aquilo. -De quatro baby. -ela fez o que pedi.

Levei a mão em sua entrada molhada e comecei a estimulá-la ali, retirei meus dedos de dentro dela, que estavam encharcadas e os levei até seu rabinho, a senti ficar tensa.

–Você sabe que eu nunca ia te machucar né? -falei enquanto a estimulava ali e ela balançou a cabeça positivamente. -Então relaxa baby, vai ser gostoso.

Senti que aos poucos ela ia relaxando enquanto continuava a mover meus dedos nela. Não aguentando mais me prolongar daquela forma, substitui meus dedos por meu pau, me inclinando contra seu corpo, espalhando beijos em sua costa e levando minha mão até sua bocetinha, massageando ali, e ouvindo seus gemidos fracos enquanto eu entrava cada vez mais em sua entrada apertada. Quando estava todo dentro dela me controlei para não perder o controle e continuei meus movimentos em seu clitóris quando ela começou a rebolar lentamente em meu pau.

–Porra. -puxei seu corpo com força contra o meu, fazendo com que ela ficasse de joelhos na cama, colando sua costa em meus peitos sem sair de dentro dela. -Você é uma delicia neném.

Fui entrando e saindo de seu corpo lentamente, querendo que ela se acostumasse com a sensação. Meus dedos trabalhavam arduamente e sua bocetinha, enquanto eu a fodia em seu rabinho apertado.

–Tá doendo? –perguntei enquanto me movia totalmente dentro dela.

–Não muito. –ela ofegou em meus braços.

–Quer que eu pare?

–Não. –ela gemeu quando comecei a esfregar seu clitóris com mais força, sentindo ela apertando meus dedos dentro dela..

Não consegui me controlar por muito tempo e logo eu movia meu corpo com força contra o dela, sentindo que ela rebolava cada vez mais rápido contra mim, muito próxima de gozar.

–Goza pra mim Bella. -gemi em seu ouvindo, eu estava quase gozando quando a senti ela puxar forte uma respiração e apertar meus dedos dentro dela e só então me permiti me liberar dentro dela.

Deixei meu corpo cair contra o dela, sem forças para me mover, mas me retirei de dentro dela para não machucá-la com o peso do meu corpo.

–Você é maravilhosa sabia. -a puxei contra meu corpo a abraçando forte.

–Você que é. -ouvi sua voz baixa.

–Vou preparar um banho pra nós. -me levantei da cama e fui até nosso banheiro e coloquei a banheira para encher.

Quando voltei para o quarto ela estava dormindo esparramada na cama, ri enquanto a carregava seu corpo adormecido para o banheiro. Eu ainda ia ficar louco com essa menina. Quando que eu ia imaginar que nós faríamos o que acabamos de fazer? Eu que não iria reclamar, contanto que tivéssemos mais daquilo.


Finalmente Bella havia entrado oficialmente em suas férias de inverno e estávamos a apenas alguns dias do Natal

–Temos que fazer nossas compras de Natal ainda essa semana, se não vamos ficar sem comprar presentes. -Bella disse durante o café da manhã, naquele dia que havia amanhecido particularmente frio e que se eu não tivesse minhas obrigações no consultório, eu iria passar meu dia transando com ela em nossa cama, ela claro me repreendeu quando lhe propus isso.

–Estou com a agenda de hoje livre depois do almoço, se quiser podemos ir até Olympic ou Port Angeles.

–Isso seria ótimo. -ela sorriu entusiasmada.

–Já foi decidido onde será a festa de Natal da família? -perguntei enquanto conferia meu relógio e via que ainda tinha algum tempo até sair de casa.

–Não, minha mãe a sua estão há uma semana sem se falar ainda por causa disso. -ela disse com uma risadinha.

Nossas mães eram inacreditáveis, elas haviam brigado seriamente na semana passada enquanto decidiam na casa de quem seria a confraternização de Natal.

–Poderíamos dar um jantar aqui em casa o que acha? -propus.

–De jeito nenhum! -Bella disse de olhos arregalados.

–Por quê? Não haveria mal nenhum.

–Claro que haveria problema, serio Ed, depois que aquele povo começa a conversar eles não param mais, e só Deus sabe quando eles iriam embora e nós não podemos simplesmente pedir para que vão embora! -ela me lançou um olhar incrédulo.

–E qual o problema nisso?

–O problema é que... -ela se levantou, ficando entre eu e a mesa de café. -Que se eles demorarem para ir embora vão acabar estragando a minha surpresa de Natal para o meu marido e acho que ele não ia gostar nadinha. -ela estava com o rosto completamente vermelho.

–É acho que seu marido não vai gostar de ficar sem a surpresa dele. -eu sorri torto, adorando esse novo lado dela. O lado de usar lingeries sexys para mim, claro que elas acabavam em frangalhos no chão segundos depois de eu colocar meus olhos nela. -Então nada de jantar em nossa casa. -a puxei pela cintura, fazendo com que ela se sentasse em meu colo.

–Achei que você iria concordar comigo. -ela deu uma risadinha antes de colar seus lábios nos meus.

–Ok então. -me afastei dela. -A não ser que você esteja disposta a continuar isso, é melhor eu ir embora. -cuidadosamente fiz com que ela se levantasse e me levantei indo até a sala pegar minhas coisas para o trabalho.

–Na verdade você nem imagina como eu estou disposta a continuar. -ouvi sua voz rouca atrás de mim e senti meu corpo se agitando.

–Sua provocadora. -me virei pegando-a em meus braços, mas ela se desvencilhou.

–Você tem que ir trabalhar. -agora ela mantinha uma distancia segura entre nós, colocando o sofá como barreira.

–Você me paga mais tarde. -rosnei, sentindo meu amigão desconfortável dentro da minha calça.

–Estou contando com isso! -ouvi seu grito antes de fechar


Narrado por Bella

Existia alguma regra no mundo que limitasse a felicidade de alguém? Seria tão errado eu me sentir absurdamente feliz, como agora, sabendo que existiam pessoas no mundo que não tinham nem esperanças de acordar no dia seguinte?

Eu vivia constantemente com o bichinho da duvida implantado em minha mente, afinal quando a esmola é muita o santo sempre desconfia.

Minha vida parecia com aqueles contos de fadas que eu lia quando criança... Então eles se beijaram e viveram felizes para sempre. Claro que sem a parte do para sempre, mas ao que tudo indicava eu havia encontrado meu final feliz ao lado de Edward.

Existia dentro de mim o anjinho e o diabinho, um contra o outro. O anjinho, em minha mente estava sentado em meu ombro direito e me dizendo que tudo continuaria bem, que eu e Edward nos amávamos e nada, nada mesmo poderia se colocar entre nós. E o diabinho, sentado no meu ombro esquerdo me dizendo parar abrir meus olhos, para não confiar em ninguém, porque se não eu acabaria magoada e ferida, me dizendo sempre para não ficar tão dependente da presença de Edward, como eu estava agora. E no final das contas, ambos prezavam a minha felicidade. O anjinho a minha felicidade junto com Edward e o diabinho a minha felicidade individual. Eu só me sentia confusa em relação a qual deles ouvir.

Eu estava completamente apaixonada por Edward e dentro de mim eu sabia que o amava e queria logo lhe dizer as três palavras que entregariam de vez meu coração para ele, mas eu tinha medo de dizer tais palavras. E mais uma vez o anjinho e o diabinho brigavam entre si, um dizendo eu deveria me declarar, pois isso faria Edward absurdamente feliz, e outro, literalmente, me mandando calar a boca e não dizer nada.

Eu me sentia completamente confusa em meu interior. Então preferi me concentrar no presente e deixar as aguas rolarem, o que tiver que ser será.

Depois do banho que Edward havia me dado depois de termos feito coisas que eu nunca, em toda minha vida, me imaginei fazendo e de ter entregado tudo de mim a ele eu estava inclinada a me declarar para ele, mas o diabinho me condenou. Em minha mente nós travávamos uma briga épica, porque por ele eu não teria entregado tudo a Edward, e agora eu queria me declarar, então ele estava literalmente puto da vida comigo me xingando horrores, mas desta vez, só desta vez, resolvi escutá-lo.

Eu estava em nosso banheiro olhando para a cartela de anticoncepcional esperando dar a hora de tomá-lo, logo meu celular despertaria me indicando a hora exata.

–Bella o que está fazendo? –Edward entrou no banheiro só de calça moletom.

–Esperando dar a hora do remédio.

–Que remédio? –ele me encarou confuso vindo até mim e me tomando a cartela de remédios de minha mão.

–Anticoncepcional.

–E porque você esta tomando isso? –ele tinha um olhar desesperado.

–Pra que você acha? –ri de sua cara de bobo.

–Isso não pode acontecer Bella! –ele gritou e começou a desovar os comprimidos da cartela.

–O que você está fazendo? –me levantei do balcão e fui até ele tomando os comprimidos de sua mão.

–Você não pode fazer isso comigo Bella não pode, ele vai tirar você de mim.

–Não posso fazer o que? E quem vai me tirar de você? –perguntei confusa perante seu desespero.

–Seu pai, nós temos um contrato.

–Contrato? –me afastei dele sentindo que havia levado um soco no estomago.

–É Bella, foi à condição ele pra me entregar sua mão, no prazo de um ano ele quer um neto se não ele vai invalidar nosso contrato e tirar você de mim. –ele passou a mão pelo cabelo nervoso e puxando-os, tenho certeza que ele deve ter arrancado um tufo de cabelo, mas não prestei muito a atenção a isso.

–Isso é um absurdo.

–Eu sei, mas não posso arriscar perder você, então, por favor, não tome mais esses remédios. –implorou.

–Não seja absurdo! Se você não sabe quando completarmos um ano de casamento eu já vou ter 18 anos, portanto serei responsável legalmente por mim, ninguém vai me tirar de você se eu não quiser.

–É tão repugnante para você a ideia de ter um filho comigo? –ele me perguntou com a voz carregada de mágoa.

-Não, mas não quero ter um filho agora. Só daqui a alguns anos, depois de terminar o ensino médio e fazer faculdade. –fui até ele segurando seu rosto para que ele me olhasse. –Eu quero ter essas coisas Edward, um filho agora não é o ideal para nós, quero construir minha vida ao seu lado primeiro e ter uma carreira, me sentir estável e confiante pra isso, não estou preparada para ser mãe no momento. –eu o encarava diretamente nos olho e ele parecia concordar com as minhas palavras. — Já ouviu o ditado "quando o amor de duas pessoas não cabe mais dentro delas. Surge uma nova Vida?”.

–Tudo bem, mas vamos conversar melhor sobre isso depois.

–Certo, agora vem vamos dormir. –peguei um comprimido e o tomei, engolindo um pouco de agua da torneira para ajudar a descer e vi Edward franzir a testa para mim através do espelho a minha frente. –Vamos? –lhe estendi a mão e juntos fomos para nossa cama.


No começo dessa semana Alice apareceu em minha casa carregando várias caixas e trazendo Rose e sua mãe a tira colo, trazendo elas algumas sacolas também.

–Com licença temos trabalho a fazer. –foi tudo o que Alice disse quando abri a porta para elas, e passou por mim toda cheia de si sem me explicar nada e seguiu para a minha sala.

–O que você está fazendo? –fui até ela tentando impedi-la de continuar a arrastar os móveis do lugar.

–Decoração de Natal. –ela disse e nem me olhou mais e começou a trabalhar como uma louca.

–Ela está bem tia? –perguntei para Esme, que agora era minha sogra, mas eu simplesmente não consegui me livrar do habito de chamá-la de tia, nem ela ou Edward parecia se incomodar com esse meu costume.

–Só está sendo dramática, você a conhece. –Esme balançou a cabeça rindo. –Vem vamos ajuda-la, compramos cada enfeite lindo, você tem que ver!

No fim das contas minha casa estava parecendo uma lojinha de enfeites de Natal, com luzinhas piscando a cada centímetro, enfeites de papai Noel em cada canto, uma árvore gigante cheia de bolinhas e luzes coloridas. Havíamos esperado Edward chegara para que ele colocasse a estrela no topo da árvore, segundo Esme era tradição da família Cullen que o homem da casa fizesse esse trabalho, um gesto simbólico. Quando Edward chegou primeiro vi o choque se espalhar por seu rosto e então substituído por um belo sorriso e empolgação. Ao que parece, como Esme havia dito essa era à época do ano favorita dele. Uma coisa em comum que tínhamos, porque também era a minha.

Eu amava essa época de Natal. Mesmo sendo a pessoa mais descoordenada que existia no mundo eu amava a neve, os enfeites de decoração de Natal, os bonecos de neve que as crianças faziam em seus quintais, as roupas de frio. De ficar embaixo da coberta tomando chocolate quente abraçada a Edward depois de fazer amor com ele.

O Natal em nossa família foi uma coisa curiosa. Minha mãe e minha sogra não conseguiram se decidir na casa de quem seria feita a confraternização e então a Sra. Hale gentilmente convidou minhas duas famílias para passarmos o Natal com eles.

Mas nenhum lugar onde Alice e Emmett estivessem juntos poderia ter paz, ainda mais quando Rose e Jasper se uniam a eles. Então foi uma completa comedia assistir eles trocando presentes no amigo secreto e suas mães brigando com eles para se comportarem.

Para meu total alivio James só voltaria depois do ano novo, pois ele havia ido passar as férias de fim de ano com sua família e quando ele voltasse Edward lhe ofereceria a sociedade no consultório.

E eu pedi, não implorei, para que ele esperasse até começar a dividir o consultório com ele. Pedi para Edward lhe oferecer a sociedade só depois que tio Carlisle e Esme voltasse de suas férias. Eu não confiava em James e queria que Edward esperasse mais um pouco, ele relutante concordou comigo, dizendo que não havia necessidade para desconfiança com ele, mas no fim das contas ele resolveu esperar mais um pouco mesmo.

A minha surpresa de Natal para Edward me rendeu uma noite memorável e que nunca, nunca mesmo seria esquecida. Eu o surpreendi vestindo apenas um lingerie vermelha e bom... O resto todo mundo já sabe.

No Ano Novo Edward e eu preferimos passar sozinhos em nossa casa e a data passou sem nada muito empolgante, a não ser o sexo maravilhoso com ele. Mesmo depois desse tempo de casada com ele, eu ainda me sentia corar ao lembrar-me das coisas que fazíamos juntos e das sensações que seu toque causava em todo meu corpo.

Devido ao frio Edward estava recebendo mais pacientes do que nunca em seu consultório e trabalhava dobrado para atendê-los sozinho. James havia ainda não havia voltado, segundo Edward ele havia tido problemas com sua família, mas em breve voltaria para Forks. E como eu estava de férias e não tinha muita cosia para se fazer por aqui nessa época do ano fui alguns dias ajudá-lo com as coisas por lá, já que Victória estava viajando com a família e meu sogro já havia ido viajar antes do ano novo para o Egito com Esme. Então eu ficava lá atendendo telefone e marcando consultas e depois voltávamos juntos para nossa casa.

Mas como naquele dia não havia muitas consultas marcadas Edward me deu o dia de folga, dizendo que não havia necessidade que eu saísse de casa então aproveitei para colocar a casa em ordem. Já que Edward e eu éramos dois desordeiros e nosso quarto estava uma completa zona, literalmente falando.

Eu estava em nosso quarto tentando organizar nossas roupas no closet quando ouvi a campainha tocar. Corri escada a baixo para atender a porta esperando ser Alice ali, já que havíamos marcado dela vir para assistirmos um filme juntas, mas não havia ninguém à porta.

–Se eu pego essas crianças. –resmunguei irritada, afinal no dia de Ano Novo a campainha de casa tocou toda hora com crianças pedindo bom principio de Ano Novo, eu estava prestes a voltar para dentro de casa, mas então meu pé tocou algo e havia um envelope grande de papel pardo depositado no chão de frente para a porta de entrada, abaixei-me para pegá-lo.

Eu estava com um pressentimento ruim e não sabia por que minhas mãos tremiam tanto e suavam frio ao pegar o envelope em minhas mãos, e sentir o peso de seu conteúdo se tornou um aviso agorento para mim. Fechei a porta e fui até o sofá, onde na mesma manhã Edward e eu havíamos nos amado de forma intensa, e minhas mãos suavam em frio quando abri o envelope, despejando o conteúdo na mesinha de centro. Eram fotos.

Fotos de Edward em uma espécie de boate. Olhando para aquelas imagens me recusei a acreditar no que eu via, eu já sentia o choro vindo compulsivamente, então me dobrei colocando a cabeça entre meus joelhos fazendo a ânsia de vomito passar.

Eu não aguentava mais ver aqueças imagens, mas meus olhos recusavam a se desviar da foto em que havia uma mulher loira sentada no colo de Edward, as mãos de meu marido apertavam a bunda daquela mulher que se esfregava nele enquanto seus lábios, lábios que eu tanto amava quando me tocavam, beijavam a boca daquela mulher. As próximas fotos estavam cada vez mais próximas do momento tão intimo daquele casal retratado ali, então pude reconhecer a mulher com quem Edward se esfregava. Tania Denali. Soltei as fotos no chão como se elas queimassem minhas mãos. Não, não podia ser, deviam ser fotos de antes de estarmos juntos. Peguei uma foto para ver se tinha alguma data nelas e bem no cantinho em letras amarelas estava à data do dia anterior ao nosso casamento, data em que ele saiu para beber com James em sua despedida de solteiro.

–Não. -me encolhi no sofá, chorando compulsivamente, eu não queria acreditar no que havia acabado de ver, mas os fatos, as provas estavam bem ali a minha frente. Não havia como negar.

Tentei me recompor. Reuni as fotos colocando-as sem olhá-las de volta do envelope.

Subi as escadas e no closet peguei duas malas grandes, sem prestar muito atenção no que fazia fui jogando minhas roupas dentro das malas, eu não poderia mais ficar ali um dia sequer. No fim das contas duas malas não foram suficientes, peguei mais uma e um nécessaire para por meus objetos pessoais. Por enquanto só levaria o essencial depois pediria para alguém vir buscar o restante de minhas coisas.

Depois de tudo pronto me sentei na cama em que Edward e eu vivemos momentos intensos de prazer e felizes ao lado do outro, e então me dei conta de e que tudo não passou de uma grande mentira. Ouvi passos no corredor e então Edward entrou sorridente em nosso quarto. Não, eu não podia continuar pensando em nós dois como um casal, agora era eu e ele. Edward e Bella, separados, não um conjunto, não mais um casal.

–Oi amor. -ele tentou me beijar, mas desviei dele. -Bella o que esta acontecendo? -ele perguntou confuso ao perceber meu estado de espirito e então seu olhar foi para as malas reunidas ao lado da cama.

–Isso. -lhe entreguei o envelope, minhas mãos ainda tremendo.

–O que é isso? -ele perguntou olhando confuso para o envelope.

–Abra. -ele fez o que pedi e então as fotos que lhe entregavam estavam em suas mãos, ele não precisou ver todas para se dar conta do que aquilo significava, suas mãos tremeram e as fotos se espalharam pelo chão. Olhei com repugnância para as imagens caídas aos meus pés.

–Bella eu...

–Você ainda tem coragem de negar? -perguntei não tendo coragem de olhar em seus olhos.

–Bella...

–Diz Edward, me diz que é tudo mentira, que é uma brincadeira de mal gosto, que são montagens, por favor diz...

–Eu...

–Diz! –gritei sentindo todo o meu desespero se esvair em lágrimas.

–Eu não posso. -levantei meus olhos para ele, as lágrimas caíam intensas em seu rosto.

Nunca antes vi um homem chorando essa foi à primeira vez, e eu finalmente entendi a expressão 'homem não chora', porque quando eles choravam era a coisa mais destrutiva que alguém poderia ver, se um homem chora é sinal que ele esta destruído por dentro, eu sabia que ele estava afinal eu não duvidava de seus sentimentos, mas como ele, eu também estava destruída e por ter certeza absoluta de meus sentimentos por ele é que eu sentia a dor se afundar em meu peito a cada segundo.

–Eu não me lembro do que aconteceu naquela noite. -ele disse por fim. — Não lembro. –então ele caiu de joelhos, afundando seu rosto em suas mãos, soluçando forte.

–Então você não nega?

–Eu não posso, não sei o que eu fiz naquela noite, Bella, por favor, me perdoa.

Não, eu não poderia perdoar. Eu podia aceitar qualquer coisa vinda dele menos isso, menos traição. Quando aceitei sair com Jacob, a ao que aprece ser uma vida inteira atrás, eu não sabia dos meus sentimentos por Edward e não me sentia comprometida com ele, mas na véspera de nosso casamento eu e ele já estávamos muito mais do que comprometidos um com o outro.

Respirando fundo tomei a minha decisão.

–Eu te amo. –revelei enquanto me levantava da cama.

Mais algumas palavras foram ditas, mas não as registrei em minha mente, querendo ir logo embora dali, daquele lugar que me fazia mal, sentindo-me sufocada e sem ar.

Peguei minhas malas dando-lhe as costas.

Dando as costas para a minha felicidade, contra o meu amor. Aquela foi a primeira vez que lhe disse as tais três palavras e seria a ultima.

Primeiro veio à dor, depois a sensação de ser estraçalhada por dentro. E depois um vazio, no lugar que deveria estar um coração.

Não sei como entrei em meu carro e nem como fui parar na casa de meus pais. Só sei que fui recebida por meu pai e que me joguei contra seus braços, sentindo cada partícula de meu corpo se despedaçar enquanto ele me apertava firme contra ele.

–Bella minha filha o que aconteceu? –ouvi sua voz preocupada enquanto era carregada para dentro de casa, sem forças nem para respirar, quanto mais para andar.

“Bella volte para o Edward, você precisa conversar com ele” –disse meu anjinho.

“Eu te avisei” –disse o diabinho.

Isso é tudo o que me lembro antes de cair na inconsciência.

Notas finais
Não me matem... Não é definitivo, vcs sabem que eu nunca iria separa-los.... Espero que continuem por aqui!

Juro que tentei fazer um capitulo menor, mas simplesmente depois que engatei não consegui mais parar rsrsrs

Mereço comentários? Recomendações?

bjus e até segunda que vem!